Olá irmãos
Que a paz de Oxalá esteja com todos
Bem irmãos seguimos o mês de homenagens a Nanã, como bem sabemos, a
senhora da Terra, é senhora dos mortos, e hoje o assunto é uma forma de
interrupção da vida, algumas causadas espontaneamente, outras, as que
relataremos aqui são as criminosos, o aborto é o segundo maior crime
espiritual, só tendo mais ênfase o Suicídio. O aborto cerceia a evolução
de um ser que ainda nao pode se defender.
Aborto criminoso I.
> Reconhecendo-se que os crimes do “aborto provocado criminosamente”
surgem, em esmagadora maioria, nas classes mais responsáveis da
comunidade terrestre, como identificar o trabalho expiatório que lhes
diz respeito, se passam quase totalmente despercebidos da justiça
humana?
- Temos no Plano Terrestre cada povo com o seu código penal apropriado à
evolução em que se encontra; mas, considerando o Universo em sua
totalidade como o Reino Divino, vamos encontrar o Bem do Criador para
todas as criaturas, como Lei Básica, cujas transgressões deliberadas são
corrigidas no próprio infrator, com o objetivo natural de conseguir-se,
em cada círculo de trabalho no Campo Cósmico, o máximo de equilíbrio
com o respeito máximo aos direitos alheios, dentro da mínima quota de
pena.
Atendendo-se, no entanto, a que a Justiça Perfeita se eleva,
indefectível, sobre o Perfeito Amor, no hausto de Deus “em que nos
movemos e existimos”, toda reparação, perante a Lei Básica a que nos
reportamos, se realiza em termos de vida eterna e não segundo a vida
fragmentária que conhecemos na encarnação humana, porquanto, uma
existência pode estar repleta de acertos e desacertos, méritos e
deméritos e a Misericórdia do Senhor preceitua, não que o delinqüente
seja flagelado, com extensão indiscriminada de dor expiatória, o que
seria volúpia de castigar nos tribunais do destino, invariàvelmente
regidos pela Equidade Soberana, mas sim que o mal seja suprimido de suas
vítimas, com a possível redução do sofrimento.
Desse modo, segundo o princípio universal do Direito Cósmico a
expressar-se, claro, no “ensinamento de Jesus” que manda conferir “a
cada um de acordo com as próprias obras”, arquivamos em nós as raízes do
mal que acalentamos para extirpá-las à custa do esforço próprio, em
companhia daqueles que se nos afinem à faixa de culpa, com os quais,
perante a Justiça Eterna, os nossos débitos jazem associados.
Aborto criminoso II.
...
À face de semelhantes fundamentos, certa romagem na carne, entremeada de
créditos e dívidas, pode terminar com aparências de regularidade
irrepreensível para a alma que desencarna, sob o apreço dos que lhe
comungam a experiência, seguindo-se de outra em que essa mesma criatura
assuma a empreitada do resgate próprio, suportando nos ombros as
conseqüências das culpas contraídas diante de Deus e de si mesma, a fim
de reabilitar-se ante a Harmonia Divina, caminhando, assim,
transitòriamente, ao lado de Espíritos incursos em regeneração da mesma
espécie.
É dessa forma que a mulher e o homem, acumpliciados nas ocorrências do
“aborto delituoso”, mas principalmente a mulher, cujo grau de
responsabilidade nas faltas dessa natureza é muito maior, à frente da
vida que ela prometeu honrar com nobreza, na maternidade sublime,
desajustam as energias psicossomáticas, com mais penetrante
desequilíbrio do centro genésico, implantando nos tecidos da própria
alma a sementeira de males que frutificarão, mais tarde, em regime de
produção a tempo certo.
Isso ocorre não somente porque o remorso se lhes entranhe no ser, à
feição de víbora magnética, mas também, porque assimilam
inevitàvelmente, as vibrações de angústia e desespero e, por vezes, de
revolta e vingança dos Espíritos que a Lei lhes reservara para filhos do
próprio sangue, na obra de restauração do destino.
Aborto criminoso III.
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No homem, o resultado dessas ações aparece, quase sempre, em existência
imediata àquela na qual se envolveu em compromissos desse jaez, na forma
de moléstias testiculares, disendocrinias diversas, distúrbios mentais,
com evidente obsessão por parte de forças invisíveis emanadas de
entidades retardatárias que ainda encontram dificuldade para
exculpar-lhes a deserção.
Nas mulheres, as derivações surgem extremamente mais graves.
O “aborto provocado”, sem necessidade terapêutica, revela-se
matematicamente seguido por choques traumáticos no corpo espiritual,
tantas vezes quantas se repetir o delito de lesa-maternidade,
mergulhando as mulheres que o perpetram em angústias indefiníveis, além
da morte, de vez que, por mais extensas se lhes façam as gratificações e
os obséquios dos Espíritos Amigos e Benfeitores que lhes recordam as
qualidades elogiáveis, mais se sentem diminuídas moralmente em si
mesmas, com o centro genésico desordenado e infeliz, assim como alguém
indebitamente admitido num festim brilhante, carregando uma chaga que a
todo instante se denuncia.
Aborto criminoso IV.
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Dessarte ressurgem na vida física, externando gradativamente, na
tessitura celular de que se revestem, a disfunção que podemos nomear
como sendo a miopraxia do centro genésico atonizado, padecendo, logo que
reconduzidas ao curso da maternidade terrestre, as toxemias da
gestação. Dilapidado o equilíbrio do centro referido, as células
ciliadas, mucíparas e intercalares não dispõem da força precisa na
mucosa tubária para a condução do óvulo na trajetória endossalpingeana,
nem para alimentá-lo no impulso da migração por deficiência hormonal do
ovário, determinando não apenas os fenômenos da prenhez ectópica ou
localização heterotópica do ovo, mas também certas síndromes
hemorrágicas de suma importância, decorrentes da nidação do ovo fora do
endométrio ortotópico, ainda mesmo quando já esteja acomodado na concha
uterina, trazendo habitualmente os embaraços da placentação baixa ou a
placenta prévia hemorragípara que constituem, na parturição, verdadeiro
suplício para as mulheres portadoras do órgão germinal em desajuste.
Aborto criminoso V.
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Enquadradas na arritmia do centro genésico, outras alterações orgânicas
aparecem, flagelando a vida feminina, como sejam o deslocamento da
placenta eutópica, por hiperatividade histolítica da vilosidade corial; a
hipocinesia uterina, favorecendo a germicultura do estreptococo ou do
gonococo, depois das crises endométricas puerperais, a salpingite
tuberculosa; a degeneração cística do cório; a salpingooforite, em que o
edema e o exsudato fibrinoso provocam a aderência das pregas da mucosa
tubária, preparando campo propício às grandes inflamações anexiais, em
que o ovário e a trompa experimentam a formação de tumores purulentos
que os identificam no mesmo processo de desagregação; os síndromes
circulatórios da gravidez aparentemente normal, quando a mulher, no
pretérito, viciou também o centro cardíaco, em conseqüência do aborto
calculado e seguido por disritmia das forças psicossomáticas que regulam
o eixo elétrico do coração, ressentindo-se, como resultado, na nova
encarnação e em pleno surto de gravidez, da miopraxia do aparelho
cardiovascular, com aumento da carga plasmática na corrente sanguínea,
por deficiência no orçamento hormonal, daí resultando graves problemas
da cardiopatia conseqüente.
Aborto criminoso VI.
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Temos ainda a considerar que a mulher sintonizada com os deveres da
maternidade na primeira ou, às vezes, até na segunda gestação, quando
descamba para o aborto criminoso, na geração dos filhos posteriores,
inocula automaticamente no centro genésico e no centro esplênico do
corpo espiritual as causas sutis de desequilíbrio recôndito, a se lhe
evidenciarem na existência próxima pela vasta acumulação do antígeno que
lhe imporá as divergências sanguíneas com que asfixia, gradativamente,
através da hemólise, o rebento de amor que alberga carinhosamente no
próprio seio, a partir da segunda ou terceira gestação, porque as
enfermidades do corpo humano, como reflexos das depressões profundas da
alma, ocorrem dentro de justos períodos etários.
Além dos sintomas que abordamos em sintética digressão na etiopatogenia
das moléstias do órgão genital da mulher, surpreenderemos largo capítulo
a ponderar no campo nervoso, à face da hiperexcitação do centro
cerebral, com inquietantes modificações da personalidade, a raiarem,
muitas vezes, no martirológio da obsessão, devendo-se ainda salientar o
caráter doloroso dos efeitos espirituais do “aborto criminoso”, para os
ginecologistas e obstetras delinqüentes.
Aborto criminoso - Final.
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> Para melhorar a própria situação, que deve fazer a mulher que se
reconhece, na atualidade, com dívidas no “aborto provocado”,
antecipando-se, desde agora, no trabalho da sua própria melhoria moral,
antes que a próxima existência lhe imponha as aflições regenerativas ?
- Sabemos que é possível renovar o destino todos os dias.
Quem ontem abandonou os próprios filhos pode hoje afeiçoar-se aos filhos alheios, necessitados de carinho e abnegação.
O próprio Evangelho do Senhor, na palavra do Apóstolo Pedro (I Pedro,
4:8) adverte-nos quanto à necessidade de cultivarmos ardente caridade
uns para com os outros, porque a caridade cobre a multidão de nossos
males.
do livro Evolução em dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, médiuns Chico Xavier e Waldo Vieira, Ed. FEB.
Que Oxalá nos abençoe sempre
Saravá .'.