sábado, 3 de agosto de 2013

O que fazer diante da perda, pela morte, de alguém querido?

O que fazer diante da perda, pela morte, de alguém querido?


A mais pungente dor moral, pertinaz e profunda, é a que decorre da separação imposta pela morte física.
................................
Não te rebeles ante as conjunturas da morte, que te separou, momentaneamente, do ser a quem amas.

Não será definitiva tal circunstância.

Tem paciência e espera, preparando-te para o reencontro que logo mais se dará.

Os teus afetos te aguardam, esperançosos. Não os decepciones com a revolta ou com o desespero injustificado.

Eles vivem como também viverás.

Anteciparam-te na viagem, mas não se apartaram, realmente, de ti.

Não os vês, como estão ao teu lado...

Se os amas, estão contigo, se os detestas, vinculam-se a ti.

Não os fixes às memórias inditosas, aos impositivos da paixão, às condições da tua dor.

Luariza a saudade, mediante a certeza de reencontrá-los.

Joanna de Ângelis

Divaldo Pereira Franco

"Joanna de Ângelis Responde", questão 93, baseada na obra Oferenda, da mesma autora


O que fazer diante da perda, pela morte, de alguém querido?

Perda de Pessoas Amadas e Mortes Prematuras

SANSÃO
Antigo membro da Sociedade  Espírita de Paris, 1863
 
         
 Quando a morte vem ceifar em vossas famílias, levando sem consideração os jovens em lugar dos velhos, dizeis freqüentemente: “Deus não é justo, pois sacrifica o que está forte e com o futuro pela frente, para conservar os que já viveram longos anos, carregados de decepções: leva os que são úteis e deixa os que não servem para nada mais; fere um coração de mãe, privando-o da inocente criatura que era toda a sua alegria”.
            Criaturas humanas, são nisto que tendes necessidades de vos elevar, para compreender que o bem está muitas vezes onde pensais ver a cega fatalidade. Por que medir a justiça divina pela medida da vossa? Podeis pensar que o Senhor dos Mundos queira, por um simples capricho, infligir-vos penas cruéis? Nada se faz sem uma finalidade inteligente, e tudo o que acontece tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos atingem, sempre encontraria nela a razão divina, razão regeneradora, e vossos miseráveis interesses representariam umas considerações secundárias, que relegaríeis ao último plano.
            Acreditai no que vos digo: a morte é preferível, mesmo numa encarnação de vinte anos, a esses desregramentos vergonhosos que desolam as famílias respeitáveis, ferem um coração de mãe, e fazem branquear antes do tempo os cabelos dos pais. A morte prematura é quase sempre um grande benefício, que Deus concede ao que se vai, sendo assim preservado das misérias da vida, ou das seduções que poderiam arrastá-lo à perdição. Aquele que morre na flor da idade não é uma vítima da fatalidade, pois Deus julga que não lhe será útil permanecer maior tempo na Terra.
            É uma terrível desgraça, dizeis, que uma vida tão cheia de esperanças seja cortada tão cedo! Mas de que esperanças querem falar? Das esperanças da Terra onde aquele que se foi poderia brilhar, fazer sua carreira e sua fortuna? Sempre essa visão estreita, que não consegue elevar-se acima da matéria! Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida tão cheia de esperanças, segundo entendeis? Quem vos diz que ela não poderia estar carregada de amarguras? Considerais como nada as esperanças da vida futura, preferindo as da vida efêmera que arrastais pela Terra? Pensais, então, que mais vale um lugar entre os homens que entre os Espíritos bem-aventurados?
            Regozijai-vos em vez de chorar, quando apraz a Deus retirar um de seus filhos deste vale de misérias. Não é egoísmo desejar que ele fique, para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe entre os que não tem fé, e que vêem na morte a separação eterna. Mas vós, espíritas, sabeis que a alma vive melhor quando livre de seu invólucro corporal. Mães, vós sabeis que vossos filhos bem-aventurados estão perto de vós; sim, eles estão bem perto: seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, vossa lembrança os inebria de contentamento; mas também as vossas dores sem razão os afligem, porque revela uma falta de fé e constituem uma revolta contra a vontade de Deus.
            Vós que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações de vosso coração, chamando esses entes queridos. E se pedirdes a Deus para os abençoar, sentireis em vós mesmas a consolação poderosa que faz secarem as lágrimas, e essas aspirações sedutoras, que vos mostram o futuro prometido pelo soberano Senhor.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A arte de resolver conflitos

O trem atravessava sacolejando os subúrbios de Tóquio numa modorrenta tarde de primavera.

Um dos vagões estava quase vazio: apenas algumas mulheres e idosos e um jovem lutador de Aikidô.

O jovem olhava, distraído, pela janela, a monotonia das casas sempre iguais e dos arbustos cobertos de poeira.

Chegando a uma estação as portas se abriram e, de repente, a quietude foi rompida por um homem que entrou cambaleando, gritando com violência palavras sem nexo.

Era um homem forte, com roupas de operário. Estava bêbado e imundo.

Aos berros, empurrou uma mulher que carregava um bebê ao colo e ela caiu sobre uma poltrona vazia. Felizmente nada aconteceu ao bebê.

O operário furioso agarrou a haste de metal no meio do vagão e tentou arrancá-la. Dava para ver que uma das suas mãos estava ferida e sangrava.

O trem seguiu em frente, com os passageiros paralisados de medo e o jovem se levantou.

O lutador de Aikidô estava em excelente forma física. Treinava oito horas todos os dias, há quase três anos.

Gostava de lutar e se considerava bom de briga. O problema é que suas habilidades marciais nunca haviam sido testadas em um combate de verdade. Os alunos são proibidos de lutar, pois sabem que Aikidô é a arte da reconciliação.

Aquele cuja mente deseja brigar perdeu o elo com o Universo.

Por isso o jovem sempre evitava envolver-se em brigas, mas no fundo do coração, porém, desejava uma oportunidade legítima em que pudesse salvar os inocentes, destruindo os culpados.

Chegou o dia! Pensou consigo mesmo. Há pessoas correndo perigo e se eu não fizer alguma coisa é bem possível que elas acabem se ferindo.

O jovem se levantou e o bêbado percebeu a chance de canalizar sua ira.

Ah! Rugiu ele. Um valentão! Você está precisando de uma lição de boas maneiras!

O jovem lançou-lhe um olhar de desprezo.

Pretendia acabar com a sua raça, mas precisava esperar que ele o agredisse primeiro, por isso o provocou de forma insolente.

Agora chega! Gritou o bêbado. Você vai levar uma lição. E se preparou para atacar.

Mas, antes que ele pudesse se mexer, alguém deu um grito: Hei!

O jovem e o bêbado olharam para um velhinho japonês que estava sentado em um dos bancos.

Aquele minúsculo senhor vestia um quimono impecável e devia ter mais de setenta anos...

Não deu a menor atenção ao jovem, mas sorriu com alegria para o operário, como se tivesse um importante segredo para lhe contar.

Venha aqui. - Disse o velhinho, num tom coloquial e amistoso. Venha conversar comigo. - Insistiu, chamando-o com um aceno de mão.

O homenzarrão obedeceu, mas perguntou com aspereza: Por que diabos vou conversar com você?

O velhinho continuou sorrindo. O que você andou bebendo? Perguntou, com olhar interessado.

Saquê. - Rosnou de volta o operário. - E não é da sua conta!

Com muita ternura, o velhinho começou a falar da sua vida, do afeto que sentia pela esposa, das noites que sentavam num velho banco de madeira, no jardim, um ao lado do outro.

Ficamos olhando o pôr-do-sol e vendo como vai indo o nosso caquizeiro, comentou o velho mestre.

Pouco a pouco o operário foi relaxando e disse: É, é bom. Eu também gosto de caqui...

São deliciosos. - Concordou o velho, sorrindo. E tenho certeza de que você também tem uma ótima esposa.

Não, falou o operário. Minha esposa morreu.

Suavemente, acompanhando o balanço do trem, aquele homenzarrão começou a chorar.

Eu não tenho esposa, não tenho casa, não tenho emprego. Eu só tenho vergonha de mim mesmo.

Lágrimas escorriam pelo seu rosto. E o jovem estava lá, com toda sua inocência juvenil, com toda a sua vontade de tornar o mundo melhor para se viver, sentindo-se, de repente, o pior dos homens.

O trem chegou à estação e o jovem desceu. Voltou-se para dar uma última olhada. O operário escarrapachara-se no banco e deitara a cabeça no colo do velhinho, que afagava com ternura seus cabelos emaranhados e sebosos.

Enquanto o trem se afastava, o jovem ficou meditando... O que pretendia resolver pela força foi alcançado com algumas palavras meigas. E aprendeu, através de uma lição viva, a arte de resolver conflitos.

Amor, trabalho, evolução.

Meu irmão, não creia em milagre. Procure compreender que cada homem vive, sofre, o resultado de sua própria evolução. Para alcançar o equilíbrio é necessário alcançar o autoconhecimento que permite a disciplina pessoal. 

Não estrague o seu dia; coragem, o seu mau humor, a sua ira, o seu ódio, não fazem outra coisa senão destruir, criar desolação, angústia, provocando insegurança em todos os que o cercam.

Não esqueça que para vencer a dor o homem precisa conhecer os seus objetivos, saber administrar o seu interior, pois assim fará sublimação com dignidade. A provação aumenta a visão interior, abre os horizontes da alma, liberta o ser.

Mostre a sua boa vontade em qualquer situação. Revele- se, colabore, seja solidário, trabalhe em benefício de todos; guarde a calma, faça a paz, seja sensato.

Intensifique a consciência do bem, estude, pesquise, trabalhe, não reclame, não se deixe amedrontar pelo desânimo; esteja sempre preparado para não perder o sentido inteligente da vida.

O acadêmico da espiritualidade tem certeza de que o exercício do bem se traduz pela luz no espírito, na qual a visão interior amplia os horizontes, elucida, promove grandes transformações.

Na escolaridade da Terra, aquele que compreendeu o seu significado é solidário, respeitoso e justo com o seu igual; está sempre pronto à renúncia do “EU”, portanto sua vida significa dedicação ao trabalho, compreensão, serenidade, esperança, resignação, calma, perdão, amor, paz, humildade, permanente renovação, alegria constante.

O homem que faz autoconhecimento percebe que o silêncio interior é a celebração plena da vida, o encontro do ser com o SER em todo o Universo, dentro de cada um, num processo constante de aprendizado.

Quando você perceber que a irritação está tomando conta de sua pessoa, reaja, procure em seu interior os momentos de alegria vividos, revise os seus ideais, não lastime, caminhe com determinação. A prece e a vigiliatura respondem a todas as questões humanas, são responsáveis pelo equilíbrio.

O homem marca o seu lugar na Terra pela força de seu trabalho, pelo desprendimento, pela renúncia moral, pelo caráter, pela consciência de seus objetivos; a dignidade humana está sempre presente quando a intenção é boa.

Aquele que crê na justiça do Creador é paciente, benigno, aplicado ao bem, caritativo, esperançoso; sabe suportar, esperar, sofrer as provações com altruísmo; reconhece que não há efeito sem causa, tem perene juventude, é feliz sem exigências.

Amor, trabalho, evolução.

Ame o próximo com a si mesmo

Acompanhamos surpresos, nestes dias, pelo noticiário da televisão, pelos jornais e revistas o movimento social desencadeado, inicialmente, contra o aumento das passagens de ônibus na cidade de São Paulo.

O movimento de indignação ampliou-se consideravelmente. Inicialmente houve tentativa das autoridades do município e do Estado de São de reprimi-los de forma veemente pela ação da polícia militar. Mais uma vez a repressão violenta gera a reação tresloucada. E o movimento se ampliou e se espraiou para outras capitais e chega às cidades do interior dos Estados.

As causas reivindicatórias também se ampliaram: a corrupção dos políticos, a falta de verbas para a saúde e educação, melhores condições de transporte coletivo, as ações preconceituosas e outras.

Também a violência de manifestantes se ampliou.

Sem dúvida o direito de protestar e reivindicar estão garantidos, tanto quanto o direito de pensar e a liberdade de agir.

Nessa grande massa reclamante o anseio de exigir direitos garantidos e legais e a barulhenta e violenta minoria que não se preocupa com o direito dos outros nem com o respeito ao bem comum, seja ele público ou particular. Picham, depredam, ateiam fogo. Na verdade não são cidadãos reivindicando direitos, são delinqüentes dando azo aos seus interesses e instintos destrutivos.

Desta forma, em certas situações ficamos em saber, com muita clareza se as ações são legítimas ou não.

Sob o aspecto espiritual, pela ótica da Doutrina Espírita, lembramo-nos do Mestre Jesus.

Afirmou ele: “ Ame o próximo com a si mesmo “ e “ Não faça ao próximo o que não gostaria que se lhe fizesse “.

Por essas orientações concluímos que ao pensarmos ou agirmos, no exercício de nossa liberdade e em busca de nossos direitos deveremos refletir se o que pensamos em fazer ou nos comportar relativamente ao outro, vai prejudicá-lo ou não. Se o que vamos fazer, gostaríamos que o outro fizesse conosco, ou não.

Com esse balizamento dificilmente agiremos em detrimento do nosso semelhante e teremos clareza de entendimento em como usar a nossa liberdade buscando próprio bem e o bem comum.

Também a Doutrina Espírita nos esclarece:

“ Porque, no mundo, tão amiúde, a influências dos maus sobrepuja a dos bons?

- Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem preponderarão.”, afirma a Questão nº 932 de O Livro dos Espíritos.

Constatamos que os maus no governo: legislativo e executivo enganam, mentem, corrompem, exploram, enriquecem ilicitamente.

Por outro lado os maus, infiltrados em um movimento legítimo de repulsa aos maus atos de governantes se infiltram para a prática de atos de vandalismo.

Nesta hora, os bons precisam sobrepujar os maus, tanto de um lado quanto do outro.

Que os bons saibam usar o direito da liberdade com responsabilidade e determinação pelo bem de si mesmo e por amor ao próximo, tendo em vista o bem de todos na sociedade.

Precisamos desenvolver a capacidade de pensar, pois é através dela que poderemos conhecer-nos e o mundo em que vivemos e agirmos com eficiência e de maneira pacífica.

Temos, porém, a considerar que uma sociedade para manter o equilíbrio, a harmonia e o bem-estar precisa estabelecer normas, leis e regulamentos asseguradores do direito coletivo, para não serem prejudicados pelos interesses pessoais egoísticos.

Esse entendimento de liberdade deve levar-nos à ação para implantar o bem em nós mesmos e na sociedade em que vivemos a fim que o mal gradativamente desapareça. Para isso devemos atuar conscientemente, com amor, determinação e responsabilidade.

A primeira condição para ser feliz é saber sofrer.

A primeira condição para ser feliz é saber sofrer. A segunda é crer firmemente na próxima finalização do sofrimento, visto como se trata duma situação anormal, portanto passageira. A terceira é não reter o sofrimento quando a hora de sofrer passou.

Jesus disse: “De vosso interior manarão rios de água viva.”

“Quem beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede; essa água se transformará, em seu interior, numa fonte manando para a vida eterna.”

“O homem bom, do tesouro de seu coração tira constantemente coisas boas.”

“Tudo que sai da boca vem do coração.”

Não obstante o Mestre ter ensinado estas coisas há perto de dois mil anos, há muita gente cujo interior é um vulcão donde continuamente sai fumo, cinza e lavas incandescentes.

Porque havemos de ser crateras vomitando matérias inflamadas, que originam calamidades e disseminam a morte, quando podemos ser fontes de bênçãos, mananciais de vida e de alegria? Porque havemos de empestar o ar que respiramos, nós e aqueles que o destino colocou ao nosso lado, quando está em nós tornar a atmosfera que nos envolve pura e fresca como a brisa das montanhas? Porque abrir nossa boca para ofender e deprimir, quando ela nos foi dada para louvar a Deus, e bendizer nossos irmãos? Porque conspurcar o coração, aninhando nele o ódio, o ciúme, a inveja, quando ele é, por sua natureza, o tesouro de todas as modalidades do amor?

Julgais que o homem bom é feliz porque nada o contraria, porque tudo corre ao sabor dos seus desejos, porque possui cabedais, porque tem ótima saúde, porque sua mulher e seus filhos o compreendem, respeitam e atendem? Enganai-vos. O homem bom tem aborrecimentos; vê, muitas vezes, seus desejos contrariados, luta com a pobreza, sofre enfermidades, suporta afrontas dos seus domésticos, é vítima de injustiças; no entanto, é feliz porque é bom, porque tira do seu interior consolação, paz e alegria de viver.

A felicidade não é causa, é efeito. As causas que a determinam estão em nosso interior, são todas de natureza espiritual. A pureza de sentimentos, a simplicidade de coração, a fé nos destinos que nos aguardam, são fatores de felicidade.

Esperança sem fronteir

Reuven Feuerstein era filho de um rabino da cidade romena de Botoani. Quando tinha 8 anos, um cocheiro analfabeto lhe pediu para que o ensinasse a ler a Torá, o livro sagrado dos judeus, em troca de seu relógio de bolso.

O cocheiro aprendeu a ler, mas o garoto não ganhou o relógio. Esta é a história da vida do psicólogo Feuerstein, hoje com 80 anos, e que no seu Centro Internacional de Desenvolvimento do Potencial de Aprendizagem, em Jerusalém, faz questão de não cobrar de seus pacientes.

Durante a segunda guerra mundial, ele estudava psicologia em Bucareste. Participou do movimento de resistência judeu, ajudando a enviar clandestinamente para a palestina crianças cujos pais tinham sido mandados para campos de concentração pelos nazistas.

Após a guerra, montou dois acampamentos para jovens traumatizados, sobreviventes do holocausto, que não iam bem na escola.

Na Suíça, em 1948, estudou com Jean Piaget, o pai da psicologia do desenvolvimento.

De volta a Israel, prosseguiu a trabalhar no seu método para ajudar deficientes mentais ou jovens de baixo rendimento.

Seu método ainda é visto com desconfiança em alguns círculos acadêmicos. Mas, o que é certo é que ele tem contribuído de maneira notável para a compreensão das habilidades e sua capacidade de modificação.

Enquanto muitos educadores acham que as crianças deficientes devem receber tarefas que não exijam muito, quase sempre manuais, Feuerstein desafia seus alunos com problemas intelectuais complexos.

Em dezembro de 1988, ele entrou em uma sala de aula da Universidade Barillan, próxima a Tellaviv.

“Podem me dar os parabéns”, falou. “tenho o orgulho de anunciar que acabei de me tornar avô. Meu neto tem síndrome de Down.”

Hoje, Feuerstein afirma: “eu sempre disse aos pais que o nascimento de uma criança com síndrome de Down era motivo de alegria, e não de tristeza”.

Quando meu neto nasceu, aconteceu comigo. Muitas vezes eu havia me perguntado qual seria minha reação. Mas passei no teste. O menino é uma fonte de alegria para mim.”

Aos 13 anos, ele está matriculado em uma escola comum.

Diz o avô: “ele vai crescer, casar-se e ter um emprego normal, como qualquer outra pessoa.”

E quando lhe perguntam: “que tipo de emprego”, responde depressa o sábio Feuerstein: “o de professor, talvez

Todos somos irmãos, filhos do mesmo pai, conforme ensinou o mestre Jesus.

O psicólogo Feuerstein, em seu instituto, dá provas desta verdade. Por suas mãos, passam meninos novaiorquinos, como o pequeno Daniel, de 11 anos; o pequeno autista da Costa Rica; o inglês Alex que aos 8 anos teve removido o hemisfério esquerdo do cérebro e aos 19 anos, já aprendeu a ler e a fazer as operações matemáticas básicas.

Mais do que isto: o rabino permitiu que seu método, que visa melhorar a inteligência e a capacidade de aprendizado, fosse traduzido para 17 idiomas. E hoje já é ensinado em mais de 50 países, inclusive no Brasil.

No estado da Bahia, o curso de Feuerstein está sendo introduzido no currículo das escolas do ensino médio, com previsão de atingir, dentro de três anos, 600 mil alunos, em 500 escolas.

Isto se chama fraternidade. Isto se chama esperança sem fronteiras.

Redação do Blog Espiritismo Na Rede baseado  no artigo “os milagres do dr. Feuerstein”, de autoria de Christopher Matthews, inserido na revista Seleções de abril-2002.