quarta-feira, 17 de julho de 2013

Daniela Mercury será estrela de campanha mundial da ONU pelo fim da homofobia

Daniela Mercury acaba de aceitar o convite para estrelar uma campanha mundial do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (Acnudh), pelo fim da homofobia. O tema será Livres e Iguais. Em tempo: No ano passado, o Acnudh elaborou um guia sobre as obrigações dos governos para garantir os direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT), intitulado Nascidos Livres e Iguais. A cartilha foi lançada em português pelo Escritório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasil. A noticia foi divulgada na coluna Vip do correio da Bahia desta Terça-feira (16).

Festival Mix Brasil recebe inscrições até 31 de agosto

Vão até o dia 31 de agosto as inscrições para a 21ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, que rola na cidade de São Paulo entre os dias 7 e 17 de novembro e na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 14 e 21 de novembro. É o maior festival de cultural LGBT da América Latina, vitrine de produções que após serem apresentadas no evento rodam o mundo conquistando prêmios.
Os interessados poderão inscrever até o dia 31 de agosto curtas, médias e longas-metragens de todas as partes do mundo produzidos a partir de 2011.  Os selecionados concorrerão ao Troféu Coelho de Ouro, para melhor filme nacional; Troféu Coelho de Prata, para melhor direção, melhor interpretação, melhor roteiro, melhor fotografia e melhor direção de arte; e o Prêmio de Aquisição Canal Brasil para o melhor curta-metragem.
O 21° Festival Mix Brasil trará mais atrações nas áreas de Teatro, Música e Literatura, além de fortalecer a produção cinematográfica. Além disso, em 2013, por meio da campanha “Bem Vindos”, o Festival convida a todas as pessoas, independente da orientação sexual, religião ou cor, a refletir sobre a importância de se respeitar a diversidade.
Cada participante poderá inscrever quantas obras desejar pelo site www.mixbrasil.org.br.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Homofobia

Homofobia

Homofobia é o termo utilizado para designar uma espécie de medo irracional diante da homossexualidade ou da pessoa homossexual, colocando este em posição de inferioridade e utilizando-se, muitas vezes, para isso, de violência física e/ou verbal.

  
Manifestação contrária ao Europride 2010 (evento realizado pela Associação Europeia do Orgulho Gay) – Varsóvia, Polônia. *
Manifestação contrária ao Europride 2010 (evento realizado pela Associação Europeia do Orgulho Gay) – Varsóvia, Polônia. *


A palavra homofobia significa a repulsa ou o preconceito contra a homossexualidade e/ou o homossexual. Esse termo teria sido utilizado pela primeira vez nos Estados Unidos em meados dos anos 70 e, a partir dos anos 90, teria sido difundido ao redor do mundo.  A palavra fobia denomina uma espécie de “medo irracional”, e o fato de ter sido empregada nesse sentido é motivo de discussão ainda entre alguns teóricos com relação ao emprego do termo. Assim, entende-se que não se deve resumir o conceito a esse significado.
Podemos entender a homofobia, assim como as outras formas de preconceito, como uma atitude de colocar a outra pessoa, no caso, o homossexual, na condição de inferioridade, de anormalidade, baseada no domínio da lógica heteronormativa, ou seja, da heterossexualidade como padrão, norma. A homofobia é a expressão do que podemos chamar de hierarquização das sexualidades. Todavia, deve-se compreender a legitimidade da forma homossexual de expressão da sexualidade humana.
No decorrer da história, inúmeras denominações foram usadas para identificar a homossexualidade, refletindo o caráter preconceituoso das sociedades que cunharam determinados termos, como: pecado mortal, perversão sexual, aberração.
Outro componente da homofobia é a projeção. Para a psicologia, a projeção é um mecanismo de defesa dos seres humanos, que coloca tudo aquilo que ameaça o ser humano como sendo algo externo a ele. Assim, o mal é sempre algo que está fora do sujeito e ainda, diferente daqueles com os quais se identifica. Por exemplo, por muitos anos, acreditou-se que a AIDS era uma doença que contaminava exclusivamente homossexuais. Dessa forma, o “aidético” era aquele que tinha relações homossexuais. Assim, as pessoas podiam se sentir protegidas, uma vez que o mal da AIDS não chegaria até elas (heterossexuais). A questão da AIDS é pouco discutida, mantendo confusões como essa em vigor e sustentando ideias infundadas. Algumas pesquisas apontam ainda para o medo que o homofóbico tem de se sentir atraído por alguém do mesmo sexo. Nesse sentido, o desejo é projetado para fora e rejeitado, a partir de ações homofóbicas.
 Assim, podemos entender a complexidade do fenômeno da homofobia que compreende desde as conhecidas “piadas” para ridicularizar até ações como violência e assassinato. A homofobia implica ainda numa visão patológica da homossexualidade, submetida a olhares clínicos, terapias e tentativas de “cura”.
A questão não se resume aos indivíduos homossexuais, ou seja, a homofobia compreende também questões da esfera pública, como a luta por direitos. Muitos comportamentos homofóbicos surgem justamente do medo da equivalência de direitos entre homo e heterossexuais, uma vez que isso significa, de certa maneira, o desaparecimento da hierarquia sexual estabelecida, como discutimos.
Podemos entender então que a homofobia compreende duas dimensões fundamentais: de um lado a questão afetiva, de uma rejeição ao homossexual; de outro, a dimensão cultural que destaca a questão cognitiva, onde o objeto do preconceito é a homossexualidade como fenômeno, e não o homossexual enquanto indivíduo.
Em maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a legalidade da união estável entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. A decisão retomou discussões acerca dos direitos da homossexualidade, além de colocar a questão da homofobia em pauta.
Apesar das conquistas no campo dos direitos, a homossexualidade ainda enfrenta preconceitos. O reconhecimento legal da união homoafetiva não foi capaz de acabar com a homofobia, nem protegeu inúmeros homossexuais de serem rechaçados, muitas vezes de forma violenta.

Homofobia "Ele gritava a plenos pulmões que me mataria"

Jovem de 21 anos relata como foi agredido pelo pai do namorado no Shopping Paulista, em São Paulo, enquanto a segurança ignorava a situação

Me chamo Fernando Souza, tenho 21 anos, e escrevo esse relato de forma quase "vomitada". Enquanto o escrevia, tremia. E ainda tremo de nervoso. Essa é uma história de violência e preconceito contra homossexuais, que infelizmente ainda se repete no Brasil.
No dia 8 de julho, meu namorado, de 20 anos, passou a manhã fazendo trabalhos da faculdade no Shopping Pátio Paulista, em São Paulo. Fui encontrá-lo na hora do almoço. Ao chegar, nos cumprimentamos e escolhemos um lugar para almoçar na praça de alimentação.Estávamos distraídos, quando o pai do meu namorado se aproximou. Segurou meu pescoço violentamente e começou a me xingar. Em meio às diversas ameaças de morte, me chamava de "viado" aos berros. Fiquei apavorado, e meu primeiro instinto foi tentar buscar ajuda.
Após cerca de um minuto de agressões físicas, consegui me soltar. Fui correndo até uma segurança que estava ali perto, em busca de auxílio. Pedi para que ela chamasse reforço. Ela passou uma mensagem pelo rádio.Enquanto isso, o pai do meu namorado, exaltado, o agarrou e foi com ele recolher suas coisas que estavam na praça de alimentação do shopping. Já estavam deixando o local quando um segurança chegou.Pedi para que ele chamasse a polícia, para que segurassem o agressor... mas eles nada fizeram. Disseram apenas que eu é que deveria chamar a polícia. Enquanto isso o agressor repetia a plenos pulmões que me mataria, que sabia meu endereço e que viria atrás de mim para me matar. Senti-me amedrontado e sozinho.Ao meu redor, as pessoas do shopping apenas olhavam, sem oferecer ajuda ou chamar a polícia. Ninguém se moveu.
Quando consegui contatar a polícia, o agressor havia ido embora, levando meu namorado. Ninguém o impediu, ninguém fez nada, mesmo com a clara violência presente na situação. A polícia também se negou a ir ao local já que o agressor não estava mais lá.
Registrei o caso no shopping e na delegacia. Depois, passei o dia sem notícias do meu namorado. Somente na noite do dia seguinte conseguimos nos falar. Ele me relatou que seu pai o havia ameaçado, que se ele não tivesse aceitado ir embora daquele jeito, seu pai voltaria e me mataria. E assim meu namorado foi.Quando chegou em casa, o pai dele o agrediu. Deixou diversos hematomas pelo seu corpo. O seu rosto sangrava, ele me disse. Além disso, o agressor e a mãe do meu namorado o trancaram em um quarto por 24 horas. Não lhe deram comida ou água, e ele ficou gritando enquanto seus pais fingiram que nada acontecia.Desde então, não conseguimos mais nos ver. Os pais do meu namorado tiraram dele todos os meios de comunicação. Mantêm uma grande pressão física e psicológica contra ele, constantemente me ameaçando de morte. A mãe dele chegou a pesquisar meus dados - usando os benefícios da empresa em que trabalha – para chantagear meu namorado. Ela disse a ele: "olha, eu tenho o endereço dele, sei tudo da vida dele, posso mandar matar seu namorado se vocês não terminarem".
Há um mês e meio, estamos reféns de duas pessoas repletas de ódio. Indivíduos que nos perseguem, ameaçam e agridem apenas porque somos gays.

domingo, 14 de julho de 2013

Como confortar alguém que sofreu uma perda

Como confortar alguém que sofreu uma perda


  Já se sentiu paralisado, sem saber o que dizer ou o que fazer quando um dos seus amigos perdeu um ente querido? Você sente a necessidade de o confortar, de acarinhá-lo e prometer-lhe que tudo vai correr bem mas as palavras escapam-se dos seus lábios.

A verdade é que ninguém sabe ao certo o que se dizer numa situação assim. Não existe um manual que nos guie para encontrar as palavras que a outra pessoa necessita escutar, no entanto, há muitos terapeutas que nos oferecem dicas valiosas para levantarmos o ânimo a esse amigo que está a atravessar um momento tão doloroso como a morte de alguém querido.

Os seres humanos tendem a incomodar-se com o silêncio. Evitamos-o e queremos invadi-lo de palavras, ainda para mais se esse silêncio vier acompanhado de lágrimas. Muitos de nós ficam em stress e "despejam" orações causando mais prejuízo do que alívio. Há frases que uma pessoa em luto não quer escutar. Frases que lhe causam mais vazio...

John E. Welshons, o autor de Awakening from Grief: Finding the Way Back to Joy (Acordando da Dor: Encontrar o Caminho de Volta à Alegria, em tradução literal) partilha neste livro a sua experiência a ajudar pessoas a superar perdas, para que evitemos palavras que não lhes dão consolo, e que consigamos nos tornar naquele apoio que os nossos amigos realmente necessitam.

O que se aconselha ou não, então, que você diga nestas ocasiões de pesar?


1. Você deve ser forte
Antes de nos podermos curar, precisamos de processar toda a dor. Dizer a alguém que necessita de ser forte não ajuda. Ninguém poderá fazê-lo. O que você pode dizer, por exemplo, é "Quero que saibas que eu estarei contigo, para o que der e vier, em todos os teus momentos, sejam eles bons ou menos bons. Eu sei que este é um período difícil para ti, mas eu estou aqui para te apoiar para o que for preciso."

2. Viveu uma vida longa e feliz
Alguns de nós pensam que se a pessoa falecida teve uma vida recheada que assim é mais fácil de se aceitar a sua perda recordando todos os anos em que viveu. No entanto, as que sofreram a sua perda nunca pensarão que foi uma vida suficiente. A gratidão por todos os anos vividos vem depois, quando chegar a aceitação.


3. Tudo acontece por uma razão
Este é uma das frases cliché mais marcantes. Claro que tudo acontece por uma razão, mas quando uma pessoa sofre uma perda não vai encontrar esta razão. Por favor, esqueça os clichés.

4. Sei o que estás a sentir
Não importa se você também perdeu alguém ontem. Nunca irá saber verdadeiramente o que sente a outra pessoa. É horrível que alguém pense que sabe o que o outro está a passar. Cada perda é diferente e cada pessoa reage de maneira diferente. Esta frase acaba por não trazer conforto a ninguém. Tudo menos isso.

5. É tempo de avançares para a frente e deixares ir
Ninguém sabe quando é o momento de avançar mais do que a pessoa que o está a viver. Dizer a alguém que é tempo de deixar ir pode soar cruel e até ofensivo, porque você não sabe em que etapa da sua dor essa pessoa se encontra. Não há cálculos oficiais. Cada pessoa tem os seus tempos. Algumas levam meses, outras uma vida inteira. Não pressione. E é normal que a dor regresse em dias especiais como nos aniversários, no Natal. A dor pode não ser algo que passe, mas algo com que se aprende a viver.

6. Ainda és jovem, vais encontrar mais alguém
Se o seu amigo acabou de perder a sua esposa, por exemplo, e você diz-lhe que há-de encontrar outra pessoa, isso é a mesma coisa que lhe dizer que é ela é substituível. Isso vai dar vontade ao seu amigo de atirá-lo pela janela. O mesmo se uma mulher perdeu um filho, dizer que voltará a ficar grávida não a vai ajudar a aliviar a sua dor, muito pelo contrário, pode até ficar revoltada consigo. Ajude-a a viver a sua dor durante o tempo que tiver para a viver.

7. Avisa-me se precisares de alguma coisa
Quando alguém passa por uma perda deste género não tem cabeça para pensar nas coisas básicas da vida, como comer ou dormir, levar os filhos à escola, etc. É aí que entram os amigos, para nos lembrar que precisamos de certas coisas para continuar a funcionar. Pedir a uma pessoa em processo de dor que a avise se precisar de algo não adianta nada. São palavras jogadas fora. Antecipe-se às suas necessidades e ajude-a com as tarefas rotineiras da vida.

Lembre-se que o melhor que você pode fazer é apoiar o seu amigo estando ao seu lado, oferecendo-lhe o seu ombro, a mão, um abraço. O silêncio pode ser a melhor ferramenta. Se não sabe o que dizer mais vale estar calado e escute apenas. Estar ao seu lado já é a melhor prova de amizade que você lhe pode dar.

O que sente uma pessoa quando morre

O que sente uma pessoa quando morre




A morte é sempre um tema que tem tanto de misterioso como assustador.

Talvez porque ninguém consegue saber com clareza o que acontece no final da sua existência até aquele momento final chegar, o Homem sempre teve um fascínio por saber qual será a última coisa que experimentará antes de perder a consciência para sempre.

Precisamente isso é o que tentou encontrar Anna Gosline, num artigo para a revista New Scientist, publicado em 2007, depois de conversar com especialistas e rever depoimentos tanto de testemunhas como de sobreviventes de 10 tipos diferentes de mortes, desde paragem cardíaca até à decapitação.

A saber:

1. Afogamento



O afogamento pode não ser uma das mortes mais dolorosas de uma pessoa, mas é de certeza uma das mais angustiantes devido à enorme sensação de pânico quando não se é capaz de respirar.

Conforme descrito pelo fisiologista e especialista em sobrevivência marinha da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, Mike Tipton, a maioria das mortes por afogamento no mar são eventos extremamente bruscos, onde dois terços das vítimas são reconhecidos como bons nadadores.

A partir daí começa uma luta desesperada para manter a cabeça acima da água, onde as tentativas de tomar fôlego impedem a pessoa de gritar por socorro. Muitas vezes, os corpos são encontrados em pé, com as mãos ligeiramente fechadas, como se tivessem tentado agarrar uma escada invisível.

Quando a pessoa finalmente submerge, tenta manter o ar o máximo possível, normalmente durante 30 a 90 segundos. Depois respira água, tosse e respiração ainda mais água, à medida que esta lhe enche os pulmões e impede a oxigenação do sangue.

"Há uma sensação de rasgar e de queimar à medida que o líquido invade as vias aéreas. Em seguida, segue-se um estado de calma e tranquilidade ", diz Tipton, com base em depoimentos de sobreviventes.

A tranquilidade é o resultado da falta de oxigénio para o cérebro. Finalmente, o coração pára e ocorre a morte cerebral.


2. A paragem cardíaca

Os ataques cardíacos podem parecer uma maneira mais natural de morrer em comparação com as execuções ou acidentes, mas também pode ser uma das mais dolorosas.

Enquanto alguns podem ser fulminantes, na maioria dos casos os sintomas ocorrem até 6 horas de antecedência, que são frequentemente menosprezados pelas vítimas, especialmente mulheres, que atribuíram isso ao cansaço, indigestão ou cólicas.

Estes incluem dor no peito, que pode vir como pressão ou aperto, pois os pacientes geralmente descrevem como "sentir-se sentados num elefante." A dor pode ser tão aguda que corre ao longo da mandíbula, garganta, costas e braços.

Procurar ajuda médica é essencial. Mais dos 85% dos pacientes que chegam às urgências a tempo, sobrevivem. Aqueles que não sentem o seu coração a parar, perdem a consciência em 10 segundos, morrendo minutos depois.

3. Hemorragia

Sangrar até a morte - dependendo de como se desenvolva - pode não ser tão horrível como parece.

Segundo o Dr. John Kortbeek da Universidade de Calgary em Alberta, no Canadá, se uma pessoa corta a aorta num acidente, vai morrer em segundos. No entanto, se for uma artéria ou veia menor, o processo pode demorar horas, quando a pessoa passará pelas diferentes fases de um choque hemorrágico.

Considerando-se que um adulto tem cerca de 5 litros de sangue, uma perda de 750 mililitros pode causar apenas sintomas leves. Se você aumentar para 1,5 litros, a pessoa vai se sentir fraca, sedenta e ansiosa, começa a respirar rapidamente. Após os 2 litros, a sensação passa para confusão, tonturas e eventualmente inconsciência.

"Os sobreviventes de choques hemorrágicos descrevem sentimentos diferentes que variam do medo até uma  relativa calma. Grande parte disso depende de quão grave foram os seus ferimentos. Uma única ferida que penetra a artéria femoral na perna será menos dolorosa do que múltiplas fraturas causadas por um acidente de trânsito ", explica Kortbeek.

4. Fogo

Seja nos fogos tortuosos da Inquisição ou num incêndio, as queimaduras são uma das formas mais dolorosas de morrer.

Imediatamente, o calor e a fumaça queimam as sobrancelhas e os cabelos, passando, de seguida, para a garganta e vias respiratórias. Quando chega à pele, o fogo produz uma intensa resposta em todo o sistema nervoso, que é ainda agravado pela inflamação do tecido.

À medida que a pele se vai danificando, vai perdendo sensibilidade, mas não deixa ser uma experiência excruciante.

"As queimaduras de terceiro grau não doem tanto quanto as de segundo grau, porque os nervos superficiais foram destruídos, mas a diferença é quase semântica: uma queimadura extensa é horrivelmente dolorosa em qualquer instância", explica o Dr. David Herndon, da Universidade do Texas.

Mas, ironicamente, num incêndio o maior risco não são as chamas, mas os gases tóxicos. De fato, um estudo norueguês, de 1996, constatou que de 286 vítimas mortais de incêndios, 75% morreram de envenenamento por monóxido de carbono.

Dependendo da concentração, isso pode levar à dor de cabeça, tonturas e, logo de seguida, à perda de consciência em poucos minutos. Além disso, segundo a Associação de Proteção Contra Incêndios dos EUA, 40% das vítimas fatais de fogo perdem os seus sentidos antes que consigam acordar do sonho.


5. Decapitação

Ainda que pareça macabro, a decapitação é uma das mortes mais rápidas e indolores. Claro, isto se for executada de maneira correta.

Mas, mesmo utilizando dispositivos especializados, tais como uma guilhotina, sempre restarão alguns segundos de consciência após o corte da coluna vertebral. Num estudo realizado em ratos, em 1991, descobriu-se que o cérebro levou 2,7 segundos para terminar de consumir o seu fornecimento de oxigénio, o que conduzido à proporção de seres humanos, pode levar cerca de 7 segundos de consciência.

Durante as numerosas execuções da Revolução Francesa, houve relatos que falavam de movimentos das sobrancelhas e olhos até cerca de 30 segundos após a decapitação, mas é provável que tenham sido apenas reflexos post mortem.


6. Eletrocussão

Se estivermos a falar de acidentes domésticos, a morte ocorre por paragem do coração produzida pela descarga. Num estudo realizado na cidade canadiana de Montreal, descobriu-se que 92% das vítimas de eletrocussão em suas casas, morreu de arritmia cardíaca, que provoca inconsciência em 10 segundos.

Um circuito de alta tensão, no entanto, provoca inconsciência instantânea. Isso bem sabiam os prisioneiros executados na cadeira elétrica, que sofreram a paragem imediata do coração e do cérebro, no que foi considerado um avanço sobre as mortes por enforcamento.

Mas os investigadores não concordavam se o método seria tão piedoso como diziam. Em muitos casos, os presos tiveram de ser submetidos a choques múltiplos para terminar com as suas vidas, e alguns acabaram envoltos em chamas devido ao aquecimento que a electricidade produzia através dos seus corpos.


7. As quedas de alturas



Método utilizado por muitos suicidas e homicidas, e também por acidente, cair de grandes alturas é uma das mortes mais rápidas e eficazes. Um estudo realizado em Hamburgo, Alemanha, relata que 75% das vítimas morrem em poucos segundos ou minutos após a queda.

Com velocidades que podem atingir até 200 quilómetros por hora, a uma altura de 145 metros ou mais, a causa da morte depende do tipo de terreno onde se aterra e a forma como a pessoa cai.

Previsivelmente, as quedas mais devastadoras tendem a ser aquelas em que as vítimas caem de cabeça, comuns em precipitações curtas (menos de 10 metros), ou muito altas (mais de 25 metros). 

A análise de 100 quedas suicidas da ponte de São Francisco, a uma altura de 75 metros e a uma velocidade de 120 km/h- revelou que a maioria das mortes ocorreu devido a traumas, como colapso pulmonar, explosão cardíaca ou ferimentos múltiplos causados por costelas partidas.

Aqueles que sobreviveram a quedas de alturas relatam que, ao cair, sentiam o tempo ficar mais lento. Uma reação instintiva é a de tentar pousar com os pés, que muitas vezes resulta em pernas partidas na parte inferior da coluna e da pelve, apesar de que há uma maior chance de ser salvo graças à proteção dos órgãos internos.


8. Enforcamento

Método usado por muitos suicidas e carrascos, a morte por enforcamento normalmente ocorre assim que a pressão ao redor do pescoço corta o fornecimento de sangue para o cérebro, causando perda de consciência em 10 segundos.

No entanto, a forca está longe de ser uma maneira pacífica de deixar este mundo. Na melhor das hipóteses, o peso corporal fará com que a corda parta o pescoço entre a primeira e a segunda vértebras. Na pior das hipóteses, um nó feito de forma errada provocará uma morte lenta e dolorosa, sufocando as vítimas até 15 minutos.

9. A injeção letal

Concebida em 1977 como uma alternativa humanitária à cadeira eléctrica, a injeção letal é um método de execução nos Estados Unidos que consiste em três drogas administradas de forma sucessiva: pentotal como um anestésico, seguido por uma dose de pancurónio como um paralisante  do sistema respiratório e finalmente, cloreto de potássio, que pára o coração quase instantaneamente.

Tecnicamente, o procedimento deve fornecer uma morte rápida e pacífica, mas vários relatos de testemunhas alegaram que, em muitos casos, os réus sofreram convulsões ou tentaram levantar-se quando receberam as últimas drogas.

Segundo o Dr. Leonidas Koniaris da Escola de Medicina da Universidade de Miami Miller, isto se deve porque, por regra, usando a mesma dose de pentotal como um anestésico, pode ser insuficiente no caso dos prisioneiros mais robustos.

Koniaris afirma que as pessoas nesta situação desagradável experimentarão uma sensação de sufocamento após a paralisia dos pulmões, e dor semelhante a uma queimadura resultante de cloreto de potássio. Por esta razão é que a execução por injeção letal está a ser analisada pelo Supremo Tribunal dos EUA.


10. Descompressão explosiva

Sendo um destino a que poucos de nós estamos expostos, a menos que sejamos mergulhadores, pilotos ou astronautas, a morte por descompressão leva a um fim digno de uma obra de ficção científica.

A morte ocorre quando a pressão do ar que nos rodeia desce repentinamente, fazendo com que os pulmões se expandam e rasgando os tecidos delicados, que permitem o intercâmbio de gases.

Se a vítima não expira ou tenta manter o fôlego antes da descompressão, os danos serão ainda maiores. O oxigénio começa a faltar do sangue e dos pulmões, enquanto o corpo começa a inchar devido à evaporação da água nos tecidos.

Finalmente, as bolhas de vapor de água inundará a corrente sanguínea, impedindo que o sangue circule. Em apenas um minuto, o sistema circulatório pára.

Sobreviventes vítimas de descompressão, que incluem pilotos e um técnico da NASA, cujo fato se despressurizou dentro de uma câmara de vácuo, indicam que primeiro sente-se uma dor no peito, como se tivessem sido espancados. Em seguida, percebem que o ar se escapa dos pulmões e que são incapazes de voltar a inspirar. Finalmente, perdem a consciência após cerca de 15 segundos.

Mas, apesar da gravidade do incidente, experiências com animais na década de 60 mostraram que, se a vítima for novamente pressurizado em menos de 90 segundos, tem uma boa chance de sobreviver sem danos permanentes.

Os benefícios de se dormir nu

Os benefícios de se dormir nu





 Há pessoas que dormem completamente nuas e outras, mais friorentas, que preferem dormir vestidas com o seu pijama ou em underwear. Se você é uma dessas pessoas que não gosta de se despir toda na cama, aqui lhe lanço um desafio. Porque não tenta fazer essa experiência? Só existem benefícios. É que segundo os autores Jennifer Hunt e Dan Baritchi no seu livro The Best Sex of Your Life, referem a importante ligação entre entre a sua pele e os lençóis da cama, a fronha da almofada, o colchão e o parceiro(a) que dorme ao seu lado pode incentivar uma nova paixão na sua vida sexual!

Curioso? Saiba mais sobre os benefícios de dormir nu abaixo:

1. LIBERTANDO A HORMONA OCITOCINA
A ocitocina é uma hormona produzida pelo hipotálamo e armazenada na hipófise posterior (Neuroipófise). Tem a função de promover as contrações musculares uterinas durante o parto e a ejeção do leite durante a amamentação.Ela ajuda as pessoas a ficarem juntas por muito tempo. Também é uma hormona ligada ao que as pessoas sentem ao, por exemplo, abraçar o seu parceiro de longa data.



De acordo com um estudo da Universidade de Zurique, caso a ocitocina pingue do nariz de pessoas prestes a começar uma discussão, diminui a produção de cortisol, uma hormona produzida em resposta ao stress causado por essa discussão.
A ocitocina é desligada quando existe contacto entre a pele e a roupa da cama, causando maior conforto, menor frequência cardíaca, reduz o stress, melhora e amplia o desejo sexual. Uau! Esta não sabia!

2. AMOR COM HUMOR
O humor influencia o nosso estado físico, as circunstâncias do ambiente e da mente. O medo, o cansaço ou a ansiedade causam-nos mau humor no final, acabamos por recusar relações sexuais. Como? Estarei a ler bem? Se você estiver nu na cama, e se roçar levemente nos seus lençóis, vai sentir o seu desejo a aumentar.



Experimente com lençóis de seda, se possível. É tiro e queda!


3. ERÓTICO
Que homem não gostaria de ver uma mulher deitada ao seu lado, sem qualquer roupa no seu corpo? Ou vice-versa?  Verdadeiramente erótico! Tornou-se um amável convite para tocar, beijar e...deixo à sua imaginação. Próximo? Você decide!

4. CAUSANDO DESEJO
Uma das razões que levam muitas mulheres e homens a perder o desejo sexual, é o desequilíbrio constante na relação. Quando você se sente separado(a) do seu companheiro(a) também pode perder o desejo por ele(ela)! Dormindo nus, todos esses obstáculos vão ser ultrapassados.

5. LAÇOS MAIS FORTES
Tocando com as suas peles nos tecidos da cama, dormindo nus e mutuamente ligados um ao outro, fortalecerá ainda mais o vínculo entre você e o seu parceiro. Lembra daquele primeiro momento em que você queria tocar no seu parceiro(a). Os toques mais intensos, quando nus, serão mais fortes, tornando os vossos laços mais difíceis de separar. 

6. MELHOR SAÚDE
O amor intenso é benéfico para a saúde e torna o casamento mais duradouro. Porque o sexo é um desporto que é fácil e divertido. Não precisa de o fazer todos os dias. Só mesmo se você tiver vontade. Você pode conseguir total satisfação, tal como no fitness.