domingo, 17 de junho de 2012

A Peçonha da Língua



A Peçonha da Língua, Ante os Três Filtros Socráticos
Jesus advertiu sobre a contaminação oriunda das substâncias que saem da boca humana. Quem promove a disseminação da maledicência, invoca o distúrbio para si mesmo. Por isso, urge vigiar e domar o vício do falatório, do comentário maldoso – por que não dizer: “fofoca”? Quem se afirme espírita, não pode esquecer que os censores do comportamento alheio acabam, quase sempre, praticando as mesmas ações censuradas.
Lamentamos o clima de comprovada invigilância deixada pelas peripécias do ânimo impiedoso dos caluniadores, com suas mentes doentias, sempre às voltas com a emissão impetuosa do fuxico generalizado. Confrades, esses, que engendram entusiasmos íntimos, ante as dificuldades e eventuais deslizes do próximo. Assestam a volúpia da detração, com acusações infames, de realidades que desconhecem em profundidade, sempre em direção das angústias e lutas íntimas dos que tentam se erguer de um erro cometido.
Comprazem-se no mexerico e na satisfação de verem um irmão sofrendo uma experiência mais difícil. Dissimulam, no velho chavão "vamos orar por eles!!", o aguçamento dos quesitos de suas perfídias.
Esquecem-se que o falatório induz à fascinação, secundando o desequilíbrio emocional, impelindo-os aos processos obsessórios. Muitos irmãos lhes são alvo de açodadas e contundentes críticas, onde os princípios evangélicos são arremessados para as calendas. Se praticassem o bem, escutariam, no recesso da consciência, a advertência inserta no cap. 1, versículo 26, de Tiago: “Se alguém cuida ser religioso e não refreia sua língua, sua religião é vã". (grifamos)
O Apóstolo dos gentios registra, aos romanos, a seguinte admoestação: “Sua garganta é um sepulcro aberto; com a sua língua trata enganosamente, peçonha de áspides está debaixo dos seus lábios.” (grifamos)
Certo orador, médium psicofônico, gostava de trabalhar em um determinado Centro. Realizava todas as suas tarefas doutrinárias com tal cuidado, com tal senso de responsabilidade, que não tardou ser eleito Dirigente de um Departamento da instituição. Novos desafios a vencer, algumas coisas para aprender, outras tantas para reformular... Ao final de uma etapa de trabalho, foi visitar o Presidente do Centro. Após breve diálogo, apresentou seu Relatório das atividades. O Presidente agradeceu e já ia abrindo, quando o novo Dirigente do Departamento começou a falar:
- Sr. Presidente, tenho que fazer algumas modificações na minha equipe de colaboradores, porque o Assistente que me indicaram, imagine o Sr, contaram-me...
Antes que terminasse a frase, o Presidente, lembrando o filósofo Sócrates,  interrompeu:
- Espere um pouco, meu irmão. O que pretende me contar, já passou pelos três filtros?
- Filtros! Que filtros, Presidente?
- Primeiro, o filtro da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é, absolutamente, verdadeiro?
- Não, não tenho. Como posso saber? O que eu sei é o que me contaram. Mas eu acho muito grave que...
O Presidente interrompe novamente:
- Então, a sua história já perdeu substância, ou seja, não passou no primeiro filtro.
- É... mas...
- Vamos para o segundo filtro, que é o da BONDADE. O que você deseja me informar, traz algum benefício a alguém? Você gostaria que dissessem o mesmo a seu respeito?
- Claro que não, Presidente, Deus me livre! Nem poderiam falar uma coisa dessas de mim, que sou...
- Então, meu filho, sua história fica um pouco mais fraca, porque não passou no segundo filtro, por suas próprias palavras.
- Porém, ainda resta o terceiro filtro, que é o da NECESSIDADE. Você acha, mesmo, que há necessidade de me contar o que pretende? Esta história – que ignoro - sobre o seu Assistente, que é seu confrade de fé, seu companheiro de trabalho, merece ser comentada, ou você pretende conquistar público que o aplauda, ao comentá-la? Pense bem, meu caro. Uma vez tenha, eu, tomado ciência de algum fato que me obrigue a agir, visando o bem da Instituição e de todos, tenha certeza de que não hesitarei em tomar as providências cabíveis. 
- Não!... Sr. Presidente, passando pelo crivo destes três filtros, concluo que nada sobra do que eu iria lhe falar, diz o Dirigente, surpreso consigo mesmo.
As pessoas seriam mais felizes se todas utilizassem esses três filtros, antes de divulgarem suas suspeitas a respeito de alguém. Antes de obedecerem ao impulso da difamação, reflitam, porque serão, inexoravelmente, reconhecidos desta forma, ou seja, como cruéis difamadores.
Quando não filtramos nosso parecer a respeito do próximo, é evidente que os elementos psíquicos que verbalizamos são potencialidades que atuam contra nós mesmos. Do campo mental aos lábios, podemos manter absoluto controle. Um pensamento negativo pode ser substituído, de imediato, ao passo que a palavra solta é sempre um instrumento ativo em circulação. Não se pode, nesse contexto, compreender uma atitude espírita conivente com um comportamento que é atentatório ao conteúdo moral do Espiritismo.
Aos devotos da fuxicaria contumaz, os impertinentes ajuizadores de valores morais alheios, atentemos para uma lição de Chico Xavier: “Numa viagem de mil quilômetros, não nos podemos considerar vitoriosos senão depois de chegarmos à meta almejada, porque nos dez últimos metros, a ponte que nos liga ao ponto de segurança pode estar caída e não atingiremos o local para onde nos dirigimos.”
Finalmente, não esqueçamos que a palavra constrói ou destrói facilmente e, em segundos, estabelece, por vezes, resultados gravíssimos para séculos.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O INVEJOSO EM AÇÃO

Inveja. Eis um dos sentimentos mais torpes e difíceis de serem eliminados da alma humana. Trata-se de um dos vícios que mais causa sofrimento à humanidade. Onde houver apego à materialidade das coisas, notadamente em seu significado, naquilo que o objeto de desejo simboliza em termos de bem-estar e status quo, aí estará a inveja, sobrevoando os pensamentos mais íntimos qual urubu ou abutre insaciável, esfomeado pela carniça. A cobiça é o seu moto-contínuo.

Há pessoas que se colocam como cães de guarda, sempre alertas ao menor ruído. Basta alguém se destacar em alguma área, por mais ínfima que seja e lá estará o invejoso, pronto para apontar o dedo e tentar minimizar o feito de seu próximo. Uma roupa diferente, um calçado da moda ou mesmo um brico ou pulseira bem colocados, já torna-se motivo para elogios, nem sempre sinceros. As mulheres, e que me perdoem as mulheres, elas são pródigas nesse tipo de expediente.

COBIÇA E BEM-ESTAR

Torna-se necessário, contudo, diferenciar a inveja, a cobiça, da busca do bem-estar. Não há nada de errado em trabalhar para se conquistar o conforto necessário à subsistência e às condições materiais imprescindíveis, visando o aprimoramento e a eficiência em determinada atividade, sem causar prejuízo ao próximo. Se alguém possui um objeto ou uma virtude que nos falta, desejá-los com humildade e sinceridade não é inveja.

Todavia ela surge, graciosa e sedutora, quando sentimos uma sensação de perda, um vazio não preenchido pelo objeto de desejo, principalmente quando, numa formulação mental mesquinha e destrutiva, nos consideramos muito mais dignos do que aquele que possui o que não temos.

902. É repreensível cobiçar a riqueza com o desejo de praticar o bem?
— O sentimento é louvável, sem dúvida, quando puro. Mas esse desejo é sempre bastante desinteressado? Não trará oculta uma segunda intenção pessoal? A primeira pessoa a quem se deseja fazer o bem não será muitas vezes a nossa? (O Livro dos Espíritos - Ed. LAKE)

A acepção desta pequena palavra, contida no dicionário Aurélio, é deveras interessante. “Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio.” Os Espíritos que perturbam a nossa relativa felicidade, erroneamente chamados de obsessores, a fim de nos ver nivelados ao seu estado de inferioridade moral, agem movidos pela inveja.

Invejosos eram os fariseus e os saduceus na época de Jesus de Nazaré. Invejoso foi Judas. E Barrabás, ao se ressentir do carisma que o mestre possuía naturalmente em profusão, sem precisar lançar mão de artifícios, poses e posturas afetadas, às vezes até necessárias para um político profissional.

Quantos reis e rainhas não foram massacrados, mortos em circunstâncias misteriosas, efeito direto dessa viciação moral? A chamada “puxada de tapete”, que ocorre nas empresas, nos vários locais de trabalho, inclusive na família e onde quer que se reúnam pessoas, sempre acontece sob inspiração desse vício hediondo e asqueroso.

TRIO DE FERRO

A vaidade e o orgulho, esses dois gigantes da imoralidade, filhos diletos do egoísmo, combinados proporcionalmente com a inveja, formam um trio de ferro corrosivo, uma espécie de três mosqueteiros às avessas. Um triunvirato repugnante e nauseabundo, espécie de tríade repulsiva e sinistra.

Se nos consideramos mais merecedores do que o próximo que tenha aquele belo carro do ano, imaginando que seria mais “justo” que aquele objeto fosse de nossa propriedade, essa fantasia traz consigo um ranço de origem, proporcionado pela inveja.

Em função desse sentimento mesquinho, muitos grupos espíritas se dividem (aliás, o movimento espírita cresce mais por divisão do que por uma multiplicação previamente planejada) na busca tresloucada de espaços de trabalho, na direção de determinadas atividades, no exercício do poder. É muito comum vermos subgrupos dentro de um mesmo grupo, a popular panelinha, um tipo de trincheira, um gueto mesmo, que se arma contra os que conquistaram, ao longo do tempo, o seu espaço por mérito moral e intelectual.

Esses grupelhos promovem fofocas, queimam pessoas, malham as legítimas lideranças como se fossem Judas, desmerecem o trabalho realizado e promovem intrigas. Tudo por inveja. Não há dor de cotovelo que suporte o sucesso alheio. É por isso que a cobiça, a avidez desmesurada e destrutiva proporcionam um quadro de morbidez e infelicidade para aquele que se alimenta desse sentimento maligno.

O INVEJOSO EM AÇÃO

O invejoso não suporta ver um novato invadir espaços que ele, em sua santa indolência, deixou de ocupar por pura incompetência e comodismo. Se sente atingido, usurpado e se agarra, com unhas e dentes, ao espaço que ele acha que é seu e somente seu. Uma sutileza interessante, já que o homem pré-histórico, movido pelo instinto brutal, destroçava o seu algoz, a fim de se apropriar de seus pertences. O tempo passou, a evolução se processou como convém à estrutura das leis naturais, mas o princípio permanece o mesmo.

O invejoso passa para o boicote, vai minando com fofocas e pequenas atitudes estrategicamente montadas, a fim de destruir o novo trabalhador da Doutrina. Quer provar, ao menos para si mesmo, que o espaço é dele, e somente dele.

Do micro-universo do centro à macro-estrutura do movimento espírita, acontece, analogamente, a mesma situação. Os burocratas do Espiritismo brasileiro, cercados por seus porta-vozes, asseclas e pseudo-intelectuais, se arrepiam só em pensar na perda do poder. Quando algum grupo surge, contestando sua concepção doutrinária e seus esquemas, tratam logo de persegui-lo, taxando-o de antro de obsedados, de anti-fraternos, anti-espíritas etc.

Não dá para negar que muitos até escrevem livros atacando esses grupos, se esmeram na elaboração de artigos e fazem palestras, movidos pela boa intenção. Mas será que, no fundo, não há também uma razoável dose de inveja do vigor da juventude intelectual e moral que, inevitavelmente, agride os indiferentes?

INSTINTO DEGENERADO

A inveja é uma das facetas do instinto de destruição degenerado, estagnado, pois ela conduz o invejoso ao extermínio, ao transtorno e à ruína de si mesmo.

“Puxa, que belo quadro, gostaria de tê-lo pintado!”

“Que livro interessante, desejaria tê-lo escrito!”

“Caramba, que sacada, por que não tive essa idéia antes!”

Se o sentimento de surpresa diante de uma obra, de um feito ou de uma rara virtude for digno e generoso, não há inveja. Trata-se apenas de um incentivo, um grande estímulo para que nos empenhemos em adquirir novas virtudes, produzir quadros mais belos se formos artistas, textos mais requintados se formos escritores, tortas mais saborosas se formos um mestre-cuca.

O Espiritismo nos ensina que as pessoas que agem de modo desinteressado, com benevolência e ternura, de forma natural, sem afetações, sem hipocrisia, são como velhos guerreiros que no passado já autoconstruiram e conquistaram sua grandeza moral. Ter o desejo de se comportar como essas pessoas não é inveja. Se fosse, seria uma inveja deveras singular.

Daí que o modelo de virtude eleito pelo Espiritismo, Jesus de Nazaré, torna-se ao menos para nós, ocidentais, uma referência longínqua e ao mesmo tempo muito próxima, uma baliza, um marco para a busca necessária da virtude, de uma ética condizente com as leis naturais.

A VIRTUDE

Segundo Platão e Sócrates, virtude não se ensina. A virtude (aretê) nada tem de opiniático. Trata-se de um dom ofertado por Deus, segundo a concepção socrática. Mas virtude é conhecimento, e como tal, segundo os gregos, não pode ser ensinada. Ou seja, não é uma técnica, um conhecimento formal, que possua o mesmo sentido lógico e racional de uma equação matemática ou mesmo de um teorema. Esse aforismo conhecer a si mesmo, a grande máxima inscrita no Templo de Delfos e adotada por Sócrates, é um dos fundamentos de sua doutrina.

Com Sócrates e Platão entendemos que aprender é recordar, relembrar, é rever, revisitar. Eles eram reencarnacionistas e inauguraram uma concepção toda nova do que se convencionou chamar de alma (psiquê), algo imponderável e que sobrevive à matéria. Não foi à-toa que Allan Kardec os considerou, e com razão, como precursores do Espiritismo.

Essa questão da virtude, na história da filosofia, é uma das muitas questões ainda em aberto. Os neo-platônicos, existencialistas, marxistas, positivistas, neo-evolucionistas, e outros istas não se entendem em relação a essa questão. Nem mesmo os espiritistas. Intelectuais espíritas, de mentalidade cristã e formação religiosa, possuem pontos de vista nem sempre compatíveis com espíritas de mentalidade laica e formação mais filosófica e científica.

Segundo o Espiritismo, a evolução moral nem sempre acompanha a evolução intelectual. No processo evolutivo é necessário primeiramente o conhecimento do bem e do mal, somente possível em função do desenvolvimento do livre-arbítrio, consequência natural do aprimoramento intelectivo. A evolução moral é uma consequência da evolução intelectual. “A moral e a inteligência são duas forças que não se equilibram senão com o tempo” ( LE - p. 780-b).

A virtude, segundo o Espiritismo, é uma qualidade primária, um atributo, uma característica variável em função do nível evolutivo do Espírito, o sujeito pensante, que sente, reflete e age. A virtude é uma propriedade moral adquirida, consquistável. Segundo Kardec, “aquele que a possui a adquiriu pelos seus esforços nas vidas sucessivas, ao se livrar pouco a pouco das suas imperfeições” (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Introdução - LAKE).

Para se combater os vícios, nada melhor do que aprimorar as virtudes, com conhecimento de causa. Aí está a chave da questão. O ato de reprimir as viciações é sempre louvável, mas se não vier acompanhado de um processo de autoconhecimento, de autopercepção, não terá sentido. Sem uma atitude racional, sem o devido bom senso, o que temos é a hipocrisia, a repressão cega e insensata com o verniz da virtude piedosa, uma usina produtora de sepulcros caiados.

A EDUCAÇÃO

O Espiritismo nos oferece uma compreensão racional muito bem fundamentada na observação, na experimentação. A base de todas as viciações se acha no abuso das paixões. “As paixões são como um cavalo que é útil quando governado e perigoso quando governa.” (LE - p. 908).

O princípio das paixões não é um mal. O mal está no exagero, nos excessos e nas consequências nefastas que possam existir quando há o abuso. Segundo o provérbio latino, “o abuso não desmerece o uso”.

A saída que o Espiritismo propõe é a educação. Nesse sentido, podemos afirmar que, ao contrário dos filósofos clássicos, a virtude pode ser ensinada, não no sentido tecnológico, formal, mas como um conjunto de caracteres passíveis de serem moralmente formatados.

O comentário de Allan Kardec, a esse respeito, é bem elucidativo: “A educação, se for bem compreendida, será a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres como se conhece a de manejar as inteligências, poder-se-á endireitá-los, da mesma maneira como se endireitam plantas novas. Essa arte, porém, requer muito tato, muita experiência e uma profunda observação. É um grave erro acreditar que basta ter a ciência para aplicá-la de maneira proveitosa.” (LE - p. 917)

A educação segundo o Espiritismo é moralizante. O moralismo hipócrita não cabe em seus princípios. A educação espírita é libertária sem ser libertina. Ela não é religiosa; é cultural, reflexiva e tolerante.

Trabalho, solidariedade e tolerância, o lema que Kardec adotou para si se constitui, em termos sintéticos, numa atitude entusiasta e viril diante da vida. Sentimentos viciosos como a inveja, o orgulho, a hipocrisia, dentre tantos outros, se esvaem, tendem a se diluir e se reordenar diante do processo de transformação moral que o Espiritismo propõe, na incessante busca da sabedoria e da virtude.

A inveja

A inveja e o bicho


Inveja é uma coisa danada. Acho que a pessoa não sabe muito bem como ela vai chegando, aí ela se instala, vai crescendo e crescendo lá dentro, cada ação e não ação do objeto da inveja vai sendo interpretado como afrontas e ofensas pessoais ao invejoso, mesmo que o objeto da inveja mal se interesse pelo que o invejoso pensa ou sabe de sua existência. Na mente do invejoso provavelmente passa meio que subconscientemente um “Afinal de contas, como o objeto da inveja ousa ter ou ser aquilo que ele admira ou não suporta ver realizado pelo e no outro?”

A inveja é até mesmo considerada um dos sete pecados. E também tem muito a ver com intolerância, não? A impossibilidade de haver alguém diferente daquilo que pensamos como ‘o certo’ é insuportável. Mas, enfim, quando esse bicho cresce lá dentro, aí é que o bicho pega mesmo. As barreiras morais se desfazem, e as ações e linguagem se rebelam, saem da serenidade e se tornam armas ferinas que não se importam em inventar, criar estórias, caluniar. Talvez nada disso seja nem mesmo percebido já que uma característica de quem deixa o bicho crescer é não perceber nada mesmo.

Tenho uma amiga que nos seus tempos de faculdade foi escolhida, por seus méritos, a ser assistente da professora. Ela monitorava a turma que ficava de recuperação. E não deu outra, ~ sempre tem alguém em quem o bicho pegou ~ uma aluna que ficou de recuperação encrencou com ela, a tal era bonita, inteligente, não tinha ficado de recuperação e ainda tinha virado assistente da professora! Que ultraje! E aí começou a espalhar que essa amiga usava drogas, crack, etc., até que a coisa chegou na diretoria! Não é incrível? Quando o bicho pega, a pessoa perde a razão. O Buddha dizia que era como alguém que pegava uma ponta de um bastão que tinha sido enterrado no esterco e nem se importava com isso.

Quando Sakka veio falar com o Buddha, ele perguntou: “Bem Aventurado, todos os seres desejam ser livres da raiva e da malevolência. Eles não querem disputar, nem ser mal tratados, mas oram por felicidade, segurança, paz e liberdade. Ainda assim, eles não se veem livres do perigo e do sofrimento. Qual é a causa para isso?”

E o Buddha respondeu: “Todos os seres vivos almejam a felicidade, segurança, paz e liberdade. Ainda assim, eles não se veem livres do perigo e do sofrimento. Esta condição infeliz se deve aos grilhões da inveja e da avareza”.

Está aí, o Buddha resumiu a origem das raivas, ódios e maledicências: a inveja e a avareza.

Inveja o Buddha chamava de issā e é a “aversão pela prosperidade e bem-estar dos outros. Essa aversão os torna maliciosos e destrutivos”. O invejoso pensa sempre que está correto, suas distorções mentais são interpretadas por ele como verdades, afinal, seu objeto de inveja (ou seria de admiração velada?) tem o que ele não tem. Claro, é uma ilusão da mente. Mas a felicidade ou prosperidade do outro é vista com ressentimento. Na classificação do Abhidhamma buddhista, a característica da inveja é o ressentimento pelo sucesso do outro. Sua função é tornar a pessoa invejosa miserável. Sua manifestação é fechar os olhos em relação à prosperidade do outro. “Um homem poderoso buscará arruinar a pessoa que ele inveja”. Felizmente há uma cura. Aqueles que atacam, agridem e caluniam podem fazer uso da virtude de muditā, a ativa expressão de alegria pelo sucesso do outro. Aos poucos, se eles se esforçarem, seu ódio acalmará, sua mente ficará mais clara, e quem sabe até possam perceber que seu objeto de inveja pode ser um amigo, ou pelo menos uma pessoa legal para se conversar de vez em quando.

sábado, 2 de junho de 2012

Vidas Passadas:


6 - Vidas Passadas:

Todos os planetas são habitados por espíritos que já viveram no Mundo Espiritual Divino planeta Terra, no corpo físico  e etéreo. Os seres encarnados que já são iluminados, elevados, evoluídos e desenvolvidos estão vivendo na Luz, através de alimentação natural e de muita água.
No corpo etéreo, aqueles que viveram vidas passadas na forma de homem e nesta vida resolveram nascer na forma de mulher, são espíritos que vieram resgatar seus carmas, dívidas e débitos que foram homens e não cumpriram suas missões e não resgataram seus carmas, dívidas e débitos.
Os que hoje são homens e fazem tudo o que as mulheres fazem, são espíritos que vieram resgatar vidas passadas quando não cumpriram as suas missões, enquanto mulheres.
As mulheres, que em vidas passadas foram homens, estão fazendo tudo para evoluírem, desenvolverem e se elevarem espiritualmente porque, quando foram homens, não cumpriram a sua Missão Espiritual. Os que já foram homens em outras vidas e nesta, têm a forma de mulher, também estão procurando a evolução e desenvolvimento, no sentido vertical e estão resgatando seus carmas, dividas e débitos de vidas passadas.
Aqueles que viveram a vida passada na espiritualidade ou religiosidade têm formação, compreensão, sabedoria e usam sua intuição, para captar e perceber.
No Juízo Final, todos os que vivem no planeta Terra e que receberam a graça da Vida Eterna, se fizerem uso da Luz Divina e da Luz de Força Cósmica,  viverão limpos e neutralizados de energias negativas, através do pensamento positivo, da alimentação natural e das vibrações de amor, em perfeita sintonia e harmonia Divina e Cósmica.
Aqueles que não conseguirem passar  no Julgamento Final, estarão recebendo a Luz e Força Cósmica e também a Luz e Força Divina, bem como perdão dos carmas, dívidas e débitos, através de todos do Plano Divino e do Cosmo, dos Instrumentos Cavalos Brancos, Deuses e Deusas da Fertilidade e do Amor Universal. Estes estão vibrando para todos, dentro da energia de cada um, para conduzi-los ao crescimento vertical concedendo a graça maior,  para que possam cumprir as suas Missões Sagradas, como também, resgatarem seus carmas, dívidas e débitos de vidas passadas, para receber a graça de serem salvos para a Vida Eterna.

 


 
SABEDORIA DIVINA
 
Na Nova Era, o mais necessário para o crescimento, elevação, evolução e desenvolvimento de cada um é a Sabedoria Divina. Se o espírito não for sábio não conseguirá ser LIVRE. A sabedoria será dada àqueles  que têm a Convicção de Fé Concreta e Cósmica, para que possam dar passagem para a Verdade.
É importante ter Crescimento Espiritual para viver uma vida sem sofrimento ou dor. Cada um deve fazer de tudo para melhor a sua espiritualidade e dar-se o tempo necessário para aprender a usar a Sabedoria Divina e Cósmica. A maioria das pessoas não  a usam, porque não estão sendo perfeitos e puros. São espíritos que já estão mais pesados, densos, negativos e sem Luz.
Todos os que são mais iluminados, evoluídos e desenvolvidos, conseguem fazer o Trabalho Divino através da Revelação Divina dentro de si mesmo e passam a verdade para outras pessoas, esclarecendo-as e fazendo-as entender, compreender e aceitar a verdade.
As pessoas que usam a Sabedoria Divina e  se entregam  a Deus dedicando-se ao Trabalho Divino, em pensamento, deixam tudo acontecer pela Graça Divina. Esta é a grande Sabedoria: "SABER TER PACIÊNCIA, ESPERAR E PROSSEGUIR, SÓ DETERMINANDO E FIRMANDO".
Pela Sabedoria Divina, todos devem saber usar a energia para conduzir a própria vida pelos ensinamentos e orientações  vindos do Plano Divino e Cósmico, livrando-se do sofrimento e da dor, pela Sabedoria Divina, usando os potenciais de Luz Divina e Cósmica.
A  fé convicta e concreta, na verdade absoluta, fazem crescer no sentido vertical e horizontal. Devemos usar a Infinita e Eterna Sabedoria Divina e Cósmica com perfeição e pureza  utilizando, também, a astúcia e a inteligência Superior Divina.



 
ENSINAMENTOS:
Cada pessoa tem que aprender a intuir Sabedoria Divina pelo 3o. olho e executar todo o trabalho da Obra Divina de acordo com o seu DOM.
 

1o.) Quando o espírito sofre por antecipação, precisa ser conduzido através da sua Luz Divina e da sua Consciência da Verdade, isto é, deve receber a ajuda de um espírito mais elevado do Plano Divino Cósmico.
 

2o.) Quando o espírito recebe a Revelação Divina e não percebe, negativa, porque age e conduz errado, não sabendo da verdade. É preciso que peça a graça uma só vez e espere para ela seja concedida, realizada e concretizada, sem agonia, ansiedade, angústia ou pressa.
 

3o.) Quando a graça que pediu depende do outro para se realizar e concretizar, deve limpar o outro para que possa fluidificar de Luz, a fim de que a graça seja concedida, determinando e firmando.
 

4o.) Quando a pessoa está fechada e não recebe a Sabedoria Divina, é preciso abrir a sua Luz  e os seus 23 canais de comunicação com o Mundo Espiritual Divino, recebendo a ajuda do alto, para voltar a ser iluminado.
 

5o.) Quando o ser é bem negativo e contrário da verdade, é preciso criar condições de esclarecer e orientar, ensinando a usar a própria sabedoria para ser conduzido a Luz, revertendo o negativo.
 

6o.) Quando a Sabedoria é para todos, é preciso dar a graça através da prática do bem e do amor ao próximo verdadeiro, fazendo a caridade e sendo fraterno.
 

7o.) Toda a sabedoria, que é dada, precisa ser conduzida através de criatividade, a realizar e a concretizar, seguindo as intuições e esclarecimentos.
 

8o.) Quando a Sabedoria Divina é usada para corrigir e consertar, é preciso seguir a própria Consciência da Verdade, com a ajuda de quem tem amor ou sente amor.
 

99o.) Quando o espírito é rebelde e não aceita a verdade, deve ser ajudado através do pedido de graça, com a ajuda dos Guias, Astronautas todos os Mentores, Protetores e os Espíritos de Luz de Saturno e Vênus, que são direcionados pelos Instrumentos Divinos e Cavalos Brancos da Terra.
 

10o.) Quando a Sabedoria Divina é dada através da escrita, é preciso editar livro, revista, site, folhetos, E-mails, para que a graça Divina possa ser lida e compreendida por todos.
 

11o.) Quando a Sabedoria é dada através da religião ou seita, é preciso seguir os dogmas e os ensinamentos na prática do bem ao próximo, para que se possa receber a graça da evolução e do desenvolvimento, pedindo ou ensinando as pessoas, espiritualizando-as.
 

12o.) Quando a Sabedoria é Mística, a Revelação Divina é dada ao médium através do Plano Divino ou Cósmico. Ele precisa, compreender e aceitar a verdade, passando a ajudar os outros, salvando-os do sofrimento e da purificação, bem como  espiritualizar-se para ser também instrumento de Deus.
 


 
CONSCIÊNCIA DA VERDADE:
 
Na espiritualidade:
A Consciência da Verdade é dada através de sabermos o que é verdadeiro, certo, correto, puro,  na consciência do que pode ou não pode, do que é bom ou mal, do que é belo ou feio, no sentimento de amar.
Cada um de nós tem a Consciência da Verdade, de acordo com seu habitat. Quando vivemos junto com os espíritos sem luz e de dimensões inferiores, criamos dúvidas e dubiedades de ação, comportamento e atitude, porque recebemos a Consciência da Verdade de dentro para fora  e a negatividade gerada pelo ambiente, de fora para dentro através do convívio  com os que não se encontram na Luz.

A VIDA ESPIRITUAL:
1o.) Começou no Plano Divino, quando éramos puros, perfeitos, belos e tínhamos a consciência plena e clara.
2o.) Ao encarnar no planeta Terra, foi alterando de acordo com o "habitat" e convívio com espíritos menos elevados, de dimensões inferiores.
3o.)  Ao partir para o Plano Divino, por não ter realizado e concretizado sua Missão Sagrada, regredimos e caímos na dimensão inferior, no Intermediário Purgatório.
4o.)  Os que cumpriram suas Missões Sagradas completamente, partiram desde o começo do ano 2000, por terem recebido a Vida Eterna e subiram diretamente para a Luz, habitando nos novos Planetas Terra II, III, IV, V e VI. Os que não cumpriram suas Missões Sagradas e não resgataram seus carmas, dívidas  e débitos, foram para o Intermediário Purgatório; onde estão sendo corrigidos e consertados, para que possam receber a elevação de alma e espírito, para irem a uma dimensão maior, no planeta Marte.

 





COMO CONSEGUIR TER A CONSCIÊNCIA DA  VERDADE:

É preciso evoluir e desenvolver, recebendo Revelações Divinas e praticando as suas Missões Sagradas, para que possa ser Instrumento Divino e Cavalo Branco, ser Entidade e fazer parte da Trindade, recebendo ainda a Consagração Maior da Pureza e da Perfeição como Deus e Deusa e poder conceder graças, por sua intercessão, a todos os seres viventes e energias.

CORREÇÃO E CONSERTO PARA A CONSCIÊNCIA DA VERDADE:
1o.) É preciso aumentar a fé, pela dedicação verdadeira á Obra Divina, do Plano Divino, em pensamento, vibração, oração, prece e pedido de graça.
2o.)  É preciso  praticar o bem, acreditando, verdadeiramente no Trabalho Divino, no amor ao próximo, ajudando os seres viventes e energias, em todos os planetas e dimensões, para os perdidos, abandonados, aflitos e necessitados, fazendo tudo em pensamento, corrigindo, consertando cada um desde a primeira vida.
3o.)  Todos os Trabalhos Divinos, dos Planos Divino e Cósmico, deverão ser cruzados com todos os seres viventes, de todos os planetas e dimensões, como para os perdidos, abandonados, vagantes, aflitos, necessitados, para que recebam a graça da Luz e Força Cósmica, e a conscientização de cada um na verdade.





FÉ E CRENÇA:
Deixar passar a verdade, não bloquear, não fazer falso juízo ou dar falso testemunho. Fazer tudo certo, não prejudicar, não bloquear e dar passagem, pois falso juízo ou falso testemunho cria carma.

RELIGIOSIDADE
Todas as religiões foram criadas através do Plano Divino, em Revelações Divinas, para que cada um compreendesse o Mundo Espiritual Divino e a sua ligação com o  espírito com Deus. Nas religiões que hoje existem em todo planeta Terra, nem todos seguem os ensinamentos, orientações e esclarecimentos, puros e perfeitos, porque foram mudados e modificados pelos homens no decorrer do tempo.

COMO SE CONSCIENTIZAR DA VERDADE ATRAVÉS DA RELIGIÃO
1o.) Desbloquear toda e qualquer energia negativa dos conceitos, aprendizagens e práticas em cada vida, que  impediram a passagem da Verdade, para que receba, hoje, a intuição perfeita e pura.
2o.) Arrepender-se e pedir perdão a Deus por não ter usado os ensinamentos e orientações e esclarecimentos em cada vida, através das religiões.
3o.) Corrigir e consertar todas as maneiras de conduzir a Verdade de modo contrário e negativo, para que possa, hoje, realizar e concretizar os Trabalhos Divinos através do Plano Divino e na Obra Divina em cada religião, sendo Instrumento Divino, no pensamento e na Luz.




CARIDADE:
- Doar a sua Luz Divina e Cósmica.
- Pedir graça orando e fazendo preces.
- Doar as coisas materiais, com amor para os carentes e necessitados.
- Servir verdadeiramente ao outro, com amor.
- Conceder graça, conseguindo para o outro o que está necessitando.

FRATERNIDADE:
- Ensinar, orientar e esclarecer com amor.
- Contribuir com a sua presença nos Trabalhos do Plano Divino, na Obra Divina, na Sociedade, na Comunidade, na Família e também junto aos antepassados e todos, de todos os planetas e dimensões, através do amor e da caridade verdadeira, dando paz, amor, sabedoria, compreensão e verdade.


CARIDADE E FRATERNIDADE:
- Tudo na matéria deve ser dado com amor. A caridade é feita pela doação do amor.
- Abrir a alma, o coração e o espírito, dando passagem para desbloquear e desapegar.
- Desprendimento das coisas materiais.
- Dar carinho, amor, atenção, sabedoria e paz, ajudando e servindo, sendo verdadeiro e autentico.

Infringimos muito, através da incompreensão nos relacionamentos.

O egipcio


“Não sabia porque na vida atual sentia saudcivilizacao_egitoade e nostalgia do Egito, afinal nunca havia estado lá, mas agora estava descobrindo de onde isso vinha, era uma sensação clara. Logo que me ví novamente naquela época foi como se eu houvesse entrado numa máquina do tempo e voltado àquela época; quando entrei no meu personagem procurei imediatamente desfrutar de todas as sensações que pude naquela hora, senti a areia sob meus pés, o sol intenso sobre minha pele, os aromas do deserto que me chegavam. Perto de mim havia uma palmeira da qual me aproximei e coloquei a mão para sentir seu tronco áspero, a cada impressão e toque meu espírito deleitava-se, era como se uma saudade milenar estivesse sendo saciada finalmente.
Após essas impressões iniciais me localizei e ví que estava num canteiro de obras, minha perspectiva mudou e passei a me ver de fora, eu era um capataz de obras, enérgico com meus subordinados e muito eficiente no trabalho.
Percebi meu corpo, um corpo jovem, forte, robusto, um tanto atarracado, de pele morena, vestia um pequeno saiote e um arranjo de cabeça, ambos de linho, típicos dos egípcios do antigo reino, usava sandálias de couro e tinha o torso estava nu, com mais ou menos 28 anos eu olhava o deserto.
Sentia muito orgulho e satisfação pelo que fazia, construia templos, era obcecado pelo trabalho, que me dava respeito e uma vida confortável.
Me veio à mente que vivia apenas para satisfazer minhas necessidades e não cultivava vínculos nem afetividade; tinha mulher e filhos apenas por convencionalismo social, mas vivia praticamente para o trabalho e dividia os poucos momentos de prazer com os amigos e uma amante.

Interessante é que pude me lembrar de cenas e sensações do cotidiano enquanto estava regredido, as cenas passavam rápido na minha mente: numa casa pública bebendo com os amigos, na casa da amante em seus braços, andando nas ruas de barro batido em meio à casas e tendas simples, tudo isso me ocorreu como mum filme.
Não sei precisar que época era aquela da história egípcia, mas vivi aproximadamente 60 anos, o que era muito naquela época, e morri de velhice, desgastado, no momento da minha morte ví que estava muito envelhecido, completamente careca, magro, deitado em uma mesa de pedra em minha casa. Era noite, no aposento apenas uma luz fraca, minha mulher e filho estavam comigo, tristes e abatidos, tudo muito silencioso.
Naqueles momentos, avaliando tudo o que havia feito, pensei que deveria ter feito mais pela minha família, senti culpa por não ter cuidado melhor e dado mais amor a eles; sentí também um vazio na alma por ter passado a vida apenas pensando em mim, me achei egoísta. Poderia ter olhado mais os outros…
Após a morte meu espírito pensou que não devia ter passado a vida cuidando só das minhas necessidades, na próxima vez ( ou vida) iria olhar com mais carinho os outros.
Meu espírito decidiu, após tudo isso, que em outra oportunidade (outra vida) não seria mais egoísta”.

O PROBLEMA DO DESTINO - AS VIDAS SUCESSIVAS


O PROBLEMA DO DESTINO - AS VIDAS SUCESSIVAS
Certas escolas espiritualistas combatem o princípio das vidas sucessivas e ensinam que a evolução da alma depois da morte continua a efetuar-se somente no mundo invisível; outras, conquanto admitam a reencarnação, crêem que ela se realiza em esferas mais elevadas; o regresso à Terra não lhes parece ser uma necessidade.
Aos partidários dessas teorias lembraremos que a encarnação na Terra tem um objetivo e esse objetivo é o aperfeiçoamento do ser humano. Ora, dada a infinita variedade das condições da existência terrestre, quer quanto à duração, quer quantos aos resultados, é impossível admitir que todos os homens possam chegar ao mesmo grau de perfeição numa única vida. Daí, a necessidade de regressos sucessivos que permitam adquirirem-se as qualidades requeridas para ter entrada em mundos mais adiantados.
O presente tem a sua explicação no passado. Foi precisa uma série de renascimentos terrestres para que o homem conquistasse a posição que atualmente ocupa, e não parece admissível que este ponto de evolução seja definitivo para a nossa esfera. Os seus habitantes não estão todos em estado de transmigrar depois da morte para sociedades mais perfeitas; pelo contrário, tudo indica a imperfeição da sua natureza e a necessidade de novos trabalhos, de outras provas que lhes completem a educação e lhes dêem acesso a um grau superior na escala dos seres.
Em toda parte, a Natureza procede com sabedoria, método e morosidade. Numerosos séculos foram-lhe indispensáveis para fabricar a forma humana; só volvidos longos períodos de babaria é que nasceu a Civilização. A evolução física e mental e o progresso moral são regidos por leis idênticas; não basta uma única existência para dar-lhes cumprimento. E para que havemos de ir buscar muito longe, a outros mundos, os elementos de novos progressos, quando os encontramos por toda parte em volta de nós? Desde a selvageria até a mais requintada civilização, não nos oferece o nosso planeta vasto campo ao desenvolvimento do Espírito?
Os contrastes, as oposições que aí apresentam, em todas as suas formas, o bem e o mal, o saber e a ignorância, são outros tantos exemplos e ensinamentos, outras tantas causas de emulação.
Renascer não é mais extraordinário do que nascer; a alma volta à carne para nela submeter-se às leis da necessidade; as precisões e as lutas da vida material são outros tantos incentivos que a obrigam a trabalhar, aumentam a sua energia, avigoram-lhe o caráter. Tais resultados não poderiam ser obtidos na vida livre do Espaço por Espíritos juvenis, cuja vontade é vacilante. Para avançarem, tornam-se precisos o látego da necessidade e as numerosas encarnações, durante as quais a alma vai concentrar-se, recolher-se em si mesma, adquirir a elasticidade, a impulsão indispensável para descrever mais tarde a sua imensa trajetória no céu.
O fim dessas encarnações é, pois, de alguma sorte, a revelação da alma a si mesma ou, antes, a sua própria valorização pelo desenvolvimento constante das suas forças, dos seus conhecimentos, da sua consciência, da sua vontade. A alma inferior e nova não pode adquirir a consciência de si mesma senão com a condição de estar separada das outras almas, encerrada num corpo material. Ela constituirá, assim, um ser distinto, que vai afirmar a sua personalidade, aumentar a sua experiência, acentuar a sua marcha progressiva na razão direta dos esforços que fizer para triunfar das dificuldades e dos obstáculos que a vida terrestre lhe semeia debaixo dos pés.
As existências planetárias põem-nos em relação com uma ordem completa de coisas que constituem o plano inicial, a base de nossa evolução infinita e que se acham em perfeita harmonia com o nosso grau de evolução; mas, esta ordem de coisas e a série das vidas que com ela se relacionam, por mais numerosas que sejam, representam uma fração ínfima da existência sideral, um instante na duração ilimitada dos nossos destinos.
A passagem das almas terrestres para outros mundos só pode ser efetuada sob o regime de certas leis. Os Globos que povoam a extensão diferem entre si por sua natureza e densidade. A adaptação dos invólucros fluídicos das almas a esses meios novos somente é realizável em condições especiais de purificação. É impossível aos Espíritos inferiores, na vida errática, penetrarem nos mundos elevados e lhes descreverem as belezas aos nossos médiuns. Encontra-se a mesma dificuldade, maior ainda, quando se trata da reencarnação nesses mundos. As sociedades que os habitam, por seu estado de superioridade, são inacessíveis à imensa maioria dos Espíritos terrestres, ainda demasiadamente grosseiros, em insuficiente grau de elevação. Os sentimentos psíquicos dos últimos, mui pouco apurados, não lhes permitiriam viver da vida sutil que reina nessas esferas longínquas. Achar-se-iam lá como cegos na claridade ou surdos num concerto. A atração que lhes encadeia os corpos fluídicos ao Planeta prende-lhes, do mesmo modo, o pensamento e a consciência às coisas inferiores. Seus desejos, seus apetites, seus ódios, seu amor mesmo fazem-nos voltar a este mundo e ligam-nos ao objeto da sua paixão.
É necessário aprendermos primeiramente a desatar os laços que nos amarram à Terra, para depois levantarmos o vôo para mundos mais elevados. Arrancar as almas terrestres ao seu meio, antes do termo da evolução especial a esse meio, fazê-las transmigrar para esferas superiores, antes de terem realizado os progressos necessários, seria desarrazoado e imprudente. A Natureza não procede assim, sua obra desenrola-se, majestosa, harmônica em todas as suas fases. Os seres, cuja ascensão suas leis dirigem, não deixam o campo de ação senão depois de terem adquirido virtudes e potências capazes de lhes darem entrada num domínio mais elevado da Vida Universal.

terça-feira, 29 de maio de 2012

O poder da Oração

O cérebro, este dínamo gerador de energia psíquica, é também fonte de exteriorização que se espraia, facultando a vitalização ou desequilíbrio na área que focaliza. Externando-se através do pensamento, este se lhe torna o veículo que a potencializa e direciona. Quanto maior for a intensidade mental da idéia, mais poderosa se apresenta a onda em que se movimenta.
Em face dessa realidade, o cultivo dos pensamentos edificantes, pela constituição vibratória de que se reveste, estimula os neurônios cerebrais que produzem substâncias saudáveis e processamentos eletroquímicos, que facilitam as sinapses e viajam pelo sistema circulatório, vitalizando as células e auxiliando-as no processo de mitose harmônica.
Quando estão carregados de pessimismo ou malquerença, de ressentimentos e ódios, produzem moléculas que são eliminadas pelos mesmos neurônios com alto poder destrutivo, que perturbam as comunicações e se alojam no sistema nervoso central e no endócrino, afetando o de natureza imunológica, naquele indivíduo que prossegue na emissão de mensagens tóxicas e perturbadoras, às vezes atingindo a pessoa que esta na mira da sua revolta.
O ato da oração é constituído pelo fixar dos pensamentos nobres e aspirações superiores, produzindo ondas carregadas de amor e de harmonia que mantêm em grande atividade os centros nervosos, que se alimentam de forças e, de imediato exteriorizam as vibrações que atraem os bons espíritos, que acorrem para ajudar, ao tempo em que as canalizam no rumo das Esferas superiores onde são captadas para análise imediata.
Em face do seu conteúdo especial, são potencializadas e retornam ao emissor, proporcionando-lhe vitalização e alegria. ode, dessa forma, a oração ser encaminhada aos Centros espirituais de captação para análise de conteúdo ou direcionar-se para os objetivos a que se destina.
Por isso, a oração pode ser de louvor, quando se expressa em hinos de alegria e de homenagem ao criador, à vida, às ocorrências existenciais; de rogativa, quando revestida pela necessidade que pode ser socorrida pelo Divino Poder, não apenas por quem ora, assim como em favor daquele por quem se intercede, e de gratidão, transformada em júbilo pelo que se tem logrado ou ainda não conseguiu...
A oração inunda de emoções superiores o ser que se lhe entrega ao ministério. Quando é a favor do próximo, encarnado ou no plano espiritual, alcança-o como uma onda de paz, que favorece a reflexão, o despertar da consciência para a responsabilidade, o diminuir das aflições, ensejando o prosseguimento a partir desse momento com diferente disposição emocional e psíquica.
Mesmo quando o beneficiário ignora o recurso que lhe é direcionado, ainda assim é alcançado pela emissão vibratória e experimenta alteração para melhor no quadro do comportamento em que se encontra. Se conhecedor do benefício, gerando sintonia mental, mais se robustece de recursos valiosos, que se transformam em bem-estar, saúde e paz.
Enfermos terminais uns, portadores de doenças degenerativas outros, de distúrbios psicológicos ou psiquiátricos diversos, quando envolvidos pelas ondas benéficas da oração, experimentam sensações favoráveis que, se utilizadas de forma edificante, podem modificar a situação em que se encontram, reiniciando os processos de recuperação ou de diminuição dos seus sofrimentos.
Os desencarnados, por sua vez, sentindo-se recordados e queridos, ao captarem a onda mental que lhes é direcionada, têm diminuídas as angústias e perturbações, reconsiderando a situação em que se encontram e se reanimando, desse modo adquirindo forças e valor para superarem as dificuldades que os afligem, frutos amargos da insensatez a que se entregaram anteriormente.
A onda mental da oração cinde a densa camada da psicosfera deletéria onde respiram aqueles a quem é enviada a mensagem de amor, e qual um raio vigoroso deixa a claridade da sua presença e descarga de energia benéfica de que se faz portadora.
Não elimina, certamente, os débitos, nem seria justo que assim acontecesse, também não impede o insucesso, mas oferece serenidade e confiança para o enfrentamento dos efeitos perniciosos dos atos transatos, trabalhando em favor da mudança da paisagem, que se nimba de diferente conteúdo propiciador de paz e de vitória que devem ser alcançadas, a partir de então. Simultaneamente, aquele que ora se potencializa e irradia ondas de harmonia que envolvem a tudo e a todos quantos lhe estão no campo psíquico ou emocional.
Animais e plantas captam as ondas mentais que lhe são dirigidas, refletindo no comportamento os efeitos saudáveis ou danosos do tipo de vibrações de que se constituem.
No momento em que a criatura humana se conscientizar do poder da oração ou do pensamento nobre, o planeta será beneficiado pela emissão individual e coletiva de orações para recuperá-lo após todas as agressões que tem sofrido pela imprevidência e loucura dos seus habitantes, tornando-se abençoado reduto de regeneração, ao invés de oficina de dolorosas provas e expiações.
O pensamento, portanto, vinculado a Deus, ao bem, ao amor, ao desejo sincero de ajudar, eis a oração que todos podem e devem utilizar, a fim de que a felicidade se instale por definitivo nos corações. Por isso que as formas e as fórmulas utilizadas para a oração se fazem secundárias, sendo indispensável a intenção do orante, cujo propósito estimula o dínamo cerebral a liberar a onda psíquica vigorosa que lhe conduzirá a aspiração.
O hábito de orar, a constância da oração, a elevação do pensamento se transformarão em um estado especial de equilíbrio espiritual, que sustentará o ser em todas e quaisquer ocasiões da sua existência.
Isto, porque, oração é vida, e com Jesus é vida em abundância...