segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

ABORTO

Olá irmãos


Que a paz de Oxalá esteja com todos


Bem irmãos seguimos o mês de homenagens a Nanã, como bem sabemos, a senhora da Terra, é senhora dos mortos, e hoje o assunto é uma forma de interrupção da vida, algumas causadas espontaneamente, outras, as que relataremos aqui são as criminosos, o aborto é o segundo maior crime espiritual, só tendo mais ênfase o Suicídio. O aborto cerceia a evolução de um ser que ainda nao pode se defender.

Aborto criminoso I.

> Reconhecendo-se que os crimes do “aborto provocado criminosamente” surgem, em esmagadora maioria, nas classes mais responsáveis da comunidade terrestre, como identificar o trabalho expiatório que lhes diz respeito, se passam quase totalmente despercebidos da justiça humana?


- Temos no Plano Terrestre cada povo com o seu código penal apropriado à evolução em que se encontra; mas, considerando o Universo em sua totalidade como o Reino Divino, vamos encontrar o Bem do Criador para todas as criaturas, como Lei Básica, cujas transgressões deliberadas são corrigidas no próprio infrator, com o objetivo natural de conseguir-se, em cada círculo de trabalho no Campo Cósmico, o máximo de equilíbrio com o respeito máximo aos direitos alheios, dentro da mínima quota de pena.

Atendendo-se, no entanto, a que a Justiça Perfeita se eleva, indefectível, sobre o Perfeito Amor, no hausto de Deus “em que nos movemos e existimos”, toda reparação, perante a Lei Básica a que nos reportamos, se realiza em termos de vida eterna e não segundo a vida fragmentária que conhecemos na encarnação humana, porquanto, uma existência pode estar repleta de acertos e desacertos, méritos e deméritos e a Misericórdia do Senhor preceitua, não que o delinqüente seja flagelado, com extensão indiscriminada de dor expiatória, o que seria volúpia de castigar nos tribunais do destino, invariàvelmente regidos pela Equidade Soberana, mas sim que o mal seja suprimido de suas vítimas, com a possível redução do sofrimento.

Desse modo, segundo o princípio universal do Direito Cósmico a expressar-se, claro, no “ensinamento de Jesus” que manda conferir “a cada um de acordo com as próprias obras”, arquivamos em nós as raízes do mal que acalentamos para extirpá-las à custa do esforço próprio, em companhia daqueles que se nos afinem à faixa de culpa, com os quais, perante a Justiça Eterna, os nossos débitos jazem associados.


Aborto criminoso II.
...

À face de semelhantes fundamentos, certa romagem na carne, entremeada de créditos e dívidas, pode terminar com aparências de regularidade irrepreensível para a alma que desencarna, sob o apreço dos que lhe comungam a experiência, seguindo-se de outra em que essa mesma criatura assuma a empreitada do resgate próprio, suportando nos ombros as conseqüências das culpas contraídas diante de Deus e de si mesma, a fim de reabilitar-se ante a Harmonia Divina, caminhando, assim, transitòriamente, ao lado de Espíritos incursos em regeneração da mesma espécie.

É dessa forma que a mulher e o homem, acumpliciados nas ocorrências do “aborto delituoso”, mas principalmente a mulher, cujo grau de responsabilidade nas faltas dessa natureza é muito maior, à frente da vida que ela prometeu honrar com nobreza, na maternidade sublime, desajustam as energias psicossomáticas, com mais penetrante desequilíbrio do centro genésico, implantando nos tecidos da própria alma a sementeira de males que frutificarão, mais tarde, em regime de produção a tempo certo.

Isso ocorre não somente porque o remorso se lhes entranhe no ser, à feição de víbora magnética, mas também, porque assimilam inevitàvelmente, as vibrações de angústia e desespero e, por vezes, de revolta e vingança dos Espíritos que a Lei lhes reservara para filhos do próprio sangue, na obra de restauração do destino.


Aborto criminoso III.
...

No homem, o resultado dessas ações aparece, quase sempre, em existência imediata àquela na qual se envolveu em compromissos desse jaez, na forma de moléstias testiculares, disendocrinias diversas, distúrbios mentais, com evidente obsessão por parte de forças invisíveis emanadas de entidades retardatárias que ainda encontram dificuldade para exculpar-lhes a deserção.

Nas mulheres, as derivações surgem extremamente mais graves.

O “aborto provocado”, sem necessidade terapêutica, revela-se matematicamente seguido por choques traumáticos no corpo espiritual, tantas vezes quantas se repetir o delito de lesa-maternidade, mergulhando as mulheres que o perpetram em angústias indefiníveis, além da morte, de vez que, por mais extensas se lhes façam as gratificações e os obséquios dos Espíritos Amigos e Benfeitores que lhes recordam as qualidades elogiáveis, mais se sentem diminuídas moralmente em si mesmas, com o centro genésico desordenado e infeliz, assim como alguém indebitamente admitido num festim brilhante, carregando uma chaga que a todo instante se denuncia.


Aborto criminoso IV.
...

Dessarte ressurgem na vida física, externando gradativamente, na tessitura celular de que se revestem, a disfunção que podemos nomear como sendo a miopraxia do centro genésico atonizado, padecendo, logo que reconduzidas ao curso da maternidade terrestre, as toxemias da gestação. Dilapidado o equilíbrio do centro referido, as células ciliadas, mucíparas e intercalares não dispõem da força precisa na mucosa tubária para a condução do óvulo na trajetória endossalpingeana, nem para alimentá-lo no impulso da migração por deficiência hormonal do ovário, determinando não apenas os fenômenos da prenhez ectópica ou localização heterotópica do ovo, mas também certas síndromes hemorrágicas de suma importância, decorrentes da nidação do ovo fora do endométrio ortotópico, ainda mesmo quando já esteja acomodado na concha uterina, trazendo habitualmente os embaraços da placentação baixa ou a placenta prévia hemorragípara que constituem, na parturição, verdadeiro suplício para as mulheres portadoras do órgão germinal em desajuste.


Aborto criminoso V.
...

Enquadradas na arritmia do centro genésico, outras alterações orgânicas aparecem, flagelando a vida feminina, como sejam o deslocamento da placenta eutópica, por hiperatividade histolítica da vilosidade corial; a hipocinesia uterina, favorecendo a germicultura do estreptococo ou do gonococo, depois das crises endométricas puerperais, a salpingite tuberculosa; a degeneração cística do cório; a salpingooforite, em que o edema e o exsudato fibrinoso provocam a aderência das pregas da mucosa tubária, preparando campo propício às grandes inflamações anexiais, em que o ovário e a trompa experimentam a formação de tumores purulentos que os identificam no mesmo processo de desagregação; os síndromes circulatórios da gravidez aparentemente normal, quando a mulher, no pretérito, viciou também o centro cardíaco, em conseqüência do aborto calculado e seguido por disritmia das forças psicossomáticas que regulam o eixo elétrico do coração, ressentindo-se, como resultado, na nova encarnação e em pleno surto de gravidez, da miopraxia do aparelho cardiovascular, com aumento da carga plasmática na corrente sanguínea, por deficiência no orçamento hormonal, daí resultando graves problemas da cardiopatia conseqüente.


Aborto criminoso VI.
...

Temos ainda a considerar que a mulher sintonizada com os deveres da maternidade na primeira ou, às vezes, até na segunda gestação, quando descamba para o aborto criminoso, na geração dos filhos posteriores, inocula automaticamente no centro genésico e no centro esplênico do corpo espiritual as causas sutis de desequilíbrio recôndito, a se lhe evidenciarem na existência próxima pela vasta acumulação do antígeno que lhe imporá as divergências sanguíneas com que asfixia, gradativamente, através da hemólise, o rebento de amor que alberga carinhosamente no próprio seio, a partir da segunda ou terceira gestação, porque as enfermidades do corpo humano, como reflexos das depressões profundas da alma, ocorrem dentro de justos períodos etários.

Além dos sintomas que abordamos em sintética digressão na etiopatogenia das moléstias do órgão genital da mulher, surpreenderemos largo capítulo a ponderar no campo nervoso, à face da hiperexcitação do centro cerebral, com inquietantes modificações da personalidade, a raiarem, muitas vezes, no martirológio da obsessão, devendo-se ainda salientar o caráter doloroso dos efeitos espirituais do “aborto criminoso”, para os ginecologistas e obstetras delinqüentes.


Aborto criminoso - Final.
...

> Para melhorar a própria situação, que deve fazer a mulher que se reconhece, na atualidade, com dívidas no “aborto provocado”, antecipando-se, desde agora, no trabalho da sua própria melhoria moral, antes que a próxima existência lhe imponha as aflições regenerativas ?

- Sabemos que é possível renovar o destino todos os dias.

Quem ontem abandonou os próprios filhos pode hoje afeiçoar-se aos filhos alheios, necessitados de carinho e abnegação.

O próprio Evangelho do Senhor, na palavra do Apóstolo Pedro (I Pedro, 4:8) adverte-nos quanto à necessidade de cultivarmos ardente caridade uns para com os outros, porque a caridade cobre a multidão de nossos males.


do livro Evolução em dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, médiuns Chico Xavier e Waldo Vieira, Ed. FEB.

Que Oxalá nos abençoe sempre


Saravá  .'.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A Teimosia





Dedicamos este texto aos companheiros de jornada que são pertinazes, porém referimo-nos ao sentido negativo da palavra.
Todo mundo um dia já teimou em algo, por isso este texto poderá servir de reflexão a todos nós, que estamos sempre buscando nos desvencilhar dos erros próprios das pessoas que precisam se melhorar.
Há os que insistem em manter-se “cegos” e “surdos” diante da verdade Maior. Do que falamos? Da realidade que permeia o mundo dos desavisados, aqueles que se mantém firmes no objetivo de não ouvir verdadeiramente o que o outro fala no sentido de alertar e ajudar.
A teimosia é escolho, atrasa a evolução, o entendimento e a harmonia interna.
Não nos referimos aqui aos que compreendem a necessidade de deixar certos vícios, emendando-se e buscando uma nova postura, mas sim aos que passam muito tempo presos a esta forma negativa de “ver” o mundo.
Os teimosos normalmente não veem erro no que fazem, não escutam conselhos e não admitem ouvir qualquer assunto direcionado a si que tenha relação com a crítica positiva.
Só escutam o que lhes convém, só aceitam os conselhos que alimentam mais a vaidade e, muitas vezes se quem os der for uma pessoa que julgam ser “inferior”, “inexperiente”, ou até mesmo com menos idade, por exemplo, tornam-se arredios e distantes, desprezando intimamente o que lhes foi dito.
Interpretam na maioria das vezes as admoestações de modo negativo, fazem chantagem emocional, retorcem os fatos e acusam os outros de estarem errados.
Há os que são além de pertinazes, vaidosos, tornam assim ainda mais difícil o diálogo, desviando-se dos conselhos e das correções que geralmente necessitamos fazer ao longo de nossa vida, e costumam afirmar sempre:
“O erro é sempre do (a) outro (a), eu sempre sou vítima e sou mal interpretado (a). Estou certo (a) no meu modo de ser e de agir, tenho “certeza” que tenho a razão!...”
 Vivemos em comunidade, em grupos sociais onde o convívio é obrigatório, as mudanças em nossa forma de pensar são comuns ao longo da vida, pois aprendemos e reaprendemos todos os dias. O que não quer dizer que não possamos errar, muito pelo contrário!
É natural que existam falhas, e é comum do ponto de vista humano a necessidade das emendas, crescemos um com o outro e os exemplos bons precisam ser assimilados.
Muito difícil se torna para os “teimosos de plantão” enxergar que a advertência por parte das criaturas amorosas, vem com um desejo puro de auxiliar e jamais de condenar. Neste texto não estamos fazendo referências aos que apontam de forma negativa e irresponsável os defeitos dos semelhantes.
Queremos convidar a todos para uma meditação sobre o tempo que se perde com o orgulho, com a vaidade e com a teimosia.
Talvez isso ocorra por ser um vício antigo da alma, o indivíduo tem a necessidade de se esconder, deve ser por medo ou por preguiça de avançar e então, prefere ficar estacionado.
A alma humana precisa evoluir, “adormece” às vezes, mas nunca retroage e o tempo perdido, com certeza é compensado quando reconhece-se o fracasso e vai-se em busca de novo ânimo para retomar a caminhada, já não mais incidindo no erro.
A teimosia excessiva é característica daqueles que estão ainda presos a um conceito ultrapassado, espíritos que ainda podem estar ligados ao sectarismo e à vaidade cega. Ainda preferem ter o ego “massageado”, vivendo iludidos, ouvindo “um conjunto de frases” repetidas podendo até ser positivas, mas que não diferem em nada em seu conteúdo, do que ouvir exortações e orientações necessárias que concorrem para equilíbrio e harmonia do espírito.
O orgulhoso perde boas oportunidades porque não vê a necessidade de corrigir-se, acredita que já o está fazendo e que não é preciso ouvir o que não lhe agrada.
Aprender a ouvir é ato de humildade e de extrema relevância para a retificação do espírito que ainda estagia na ignorância.
Escutar e aceitar de coração os bons conselhos é um proceder digno das pessoas mansas, pois devemos sabiamente usufruir o que for bom para nós e nos desvencilharmos rapidamente de tudo o que não nos servir.
As pessoas que nos admoestam, se o fazem por amor nos querem bem, elas reparam em nós algo que mais adiante nos impedirá de crescer. E mesmo as que nos criticam de forma a nos ofender, devem ser ouvidas atentamente. Esqueçamos-nos das ofensas observando se não há um “tantinho” assim de verdade no que nos foi dito.
Vamos todos a cada dia nos observar minuciosamente, no intuito positivo de buscar para nossa alma a retidão de caráter e a humildade, tão necessárias.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O Homem e a Natureza










A Umbanda nos ensina entre outras coisas o culto aos Orixás e à natureza. Ela nos propõe a ideia de respeito integral a todos os seres e aos nossos irmãos menores.
O planeta é “nossa mãe”, dessa “essência” retiramos tudo para nossa sobrevivência e aprimoramento.
É curioso e triste observarmos o quanto contribuímos para seu desequilíbrio, com os excessos cometidos em nome da ignorância e da estupidez humanas.
O meio ambiente nunca esteve tão prejudicado quanto nos tempos atuais. O lixo tóxico é despejado nos rios, que são fonte de vida para nós e para a fauna e flora locais.
Em nossos oceanos observamos paralisados que a ganância e a falta de prudência, contribuem para que milhares de litros de petróleo poluam “acidentalmente” o mar, matando espécies marinhas, sujando as praias e envenenando os peixes. Sem contar com o lixo que é lançado ao mar pelos marinheiros desavisados e mal educados, entre outros.
Nas praias vemos os dejetos serem esquecidos nas areias, pelos turistas e usuários locais, como se não fosse responsabilidade de quem os deixou ali.
As oferendas são depositadas pelos religiosos, no fim do ano e nas épocas festivas, onde se faz homenagens. Sujam as praias obstaculizando a passagem dos transeuntes, sem contar que este excesso causa uma poluição visual.
É claro que não somos contra nossos confrades por isso, nem por qualquer outro motivo, respeitamos o ir e vir dos nossos irmãos, fazemos aqui apenas uma reflexão sobre as agressões que a natureza sofre em decorrência de nossas ações impensadas.
As matas são “presenteadas” com objetos deixados pelas pessoas que praticam camping e outras atividades ligadas as florestas e matas nativas (natureza). São garrafas pet vazias, preservativos, restos de cordas, lixo orgânico roupas que ficam esquecidas, vidros, bitucas de cigarro etc.
Os homens estão cegos e doentes, cortam nossas árvores sem nenhum controle, desmatam desordenadamente, ateiam fogo, matam as espécies para lhes roubar a pele. Retiram-lhes até os dentes para fazer colar e se enfeitarem (como se ainda estivessem vivendo num tempo remoto, onde os indivíduos nas tribos locais se enfeitavam com os dentes e a pele da caça), retirando também as penas, os chifres, os órgãos, deixando milhares de filhotes desamparados em decorrência da caça desrespeitosa.
Agridem os indígenas, interferem em sua cultura desrespeitosamente, extraem minerais e metais preciosos, poluindo os rios com metais pesados, devastando tudo à frente e causando um colapso no meio ambiente. É de desanimar qualquer cristão!  
Já nas grandes metrópoles o que vemos é uma reação violenta da natureza, cidades são construídas sem planejamento prévio. As pessoas vão se mudando para os arredores das mesmas e constroem de forma desordenada não respeitando a topografia do lugar, o crescimento da população é desproporcional ao controle que os órgãos públicos têm, acarretando em mais um colapso, pois a sociedade tem membros que desconhecem a necessidade da educação, da reciclagem dos produtos usados por nós, da preservação do meio ambiente e da construção equilibrada, que visa meios inteligentes de não agredir a natureza, de forma a não tomar para si prejuízos futuros.
Infelizmente é muito comum vermos a sujeira no chão dos lugares por onde passamos, tanto nos centros comerciais, quanto nos bairros.
Quando vem a chuva, aquele lixo que foi deixado em qualquer lugar, causa entupimentos absurdos, inundações, alagamento de ruas e casas.
Os desmoronamentos são uma realidade cruel para as pessoas, os soterramentos são um triste fato e não só atingem as camadas mais pobres da sociedade, mas também prejudicam os que têm situação econômica mais equilibrada. Para tanto repetimos, basta à construção desordenada e imprudente em lugares onde a topografia denuncia o perigo.
Os reatores nucleares não são suficientemente seguros, a cobiça e a arrogância do homem, impedem-no de pensar acauteladamente sobre estas questões.
 Os carros poluem o ar que respiramos com substâncias agressivas ao nosso organismo, podemos citar também os produtos químicos tóxicos que contribuem para a destruição da camada de Ozônio, gerando entre outros um aquecimento, que causa o derretimento das calotas polares. Onde é que vamos parar pessoal?!!!
Isto não é problema só dos que poluem, é nosso também! Mesmo dos que nada fazem para prejudicar o meio em que vivem, a responsabilidade também é nossa, claro que não nos referimos aos que já cuidam da natureza, preservando-a e “lutando” de forma honrosa para protege-la, estes já fazem parte dos que atuam de forma positiva, estão acima de nossas observações.
Todos nós precisamos contribuir de forma maciça para que não fiquemos sem a natureza.
Nós que cultuamos a Umbanda Ligamo-nos aos orixás, às forças positivas e aos guias espirituais que servem nesta “vertente de luz”, através do que há na natureza.
Nos utilizamos destas formas como símbolos, representações, onde em nosso culto nos conectamos à estas forças, nos renovando e reequilibrando-nos. Então, perguntamos: o que será de nós no futuro sem estas “ligações”?
A fauna e a flora fazem parte deste planeta, assim como nós, porém, das espécies existentes somos a que têm inteligência e discernimento, entretanto somos os mais violentos e cruéis seres que já habitaram este lindo planeta azul. Tornamo-nos hábeis estrategistas em destruir e desequilibrar a “própria casa”, o nosso hábitat, poluindo, devastando e matando.
As criaturas necessitam compreender que aqui é nossa casa, onde permaneceremos por muito tempo ainda, é preciso entender que todas as nossas ações causam reações.
Nosso orbe sofre um conjunto de ações negativas, isto significa que também sofremos, a natureza é implacável quando se trata de catástrofes e somos nós as suas maiores vítimas.
Busquemos de forma equilibrada nos conscientizarmos da necessidade urgente de cuidarmos do meio ambiente. Passemos a respeitar o que está a nossa volta, interagindo de forma saudável e equilibrada com tudo ao nosso redor, sendo umbandistas ou não.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

UM GRANDE HOMEM TRABALHADOR DE JESUS

Quem são os trabalhadores de Jesus?






Propomos de forma simples e despretensiosa, analisarmos os aspectos positivos dos obreiros do Mestre Jesus, buscando saber quem são eles, como vivem e o que semeiam, “vamos” lá?
Os trabalhadores do Divino Mestre são os que descem para o plano físico em missão, mansos e amorosos, servidores incansáveis da Seara Divina, enquadrando-se no perfil dos que cuidam da natureza, respeitando e amando os animais, que são nossos irmãos menores.
Estes irmãos são alegres, corajosos e têm boa vontade para com o próximo no que tange o altruísmo desinteressado.
Os obreiros pacíficos destacam-se pela simplicidade, humildade e sabedoria, independentemente da condição social, da cor da pele, do rito ou culto que seguem. Sempre mansos e pacientes, esperançosos e amigos. Uma característica interessante nestas pessoas, é que quando erram, são as primeiras a buscar pela corrigenda imediata e benfeitora.
Estamos fazendo uma singela análise sobre os nossos irmãos que de forma humilde e franca, contribuem para que mais pessoas possam sair de um estado de desequilíbrio, para um de harmonia, estudamos com atenção e respeito todos que se encaixam neste perfil agradável e positivo. E vão desde os que ainda são “pequeninos” em entendimento, até os que já possuem luz e sabedoria transcendentais, que estão nas diversas linhas de trabalho, voltados para o bem comum em todos os lugares do planeta.
São espíritos que despertaram em si o desejo ardente de obter sabedoria e equilíbrio, seres que aqui ou acolá, desdobram-se no desejo sincero de arregimentar mais “soldados” para Cristo.
Os seareiros do sublime Jesus, são homens e mulheres interessados no bem comum, são os pais e mães que educam com amor, são os profissionais que desempenham papéis fundamentais para o crescimento de uma nação, destacando-se pelo espírito de equipe, pela inteligência e compromisso com o bom e correto desenvolvimento de todos, sempre conscientes dos problemas existentes no mundo.
Eles desenvolvem tecnologia capaz de recuperar, transformar e proteger o meio ambiente, educam a sociedade e direcionam para uma vida de costumes mais saudáveis e responsáveis.
Podemos citar também os que inovam nas artes de forma positiva e respeitosa, no campo da música com bom gosto e equilíbrio, falemos também dos que são educadores e que introduzem novos conceitos, despertando interesse positivo, dando ótimos exemplos e tirando da ignorância milhares de seres.
Estes queridos irmãos estão em todos os lugares, estão atuando no meio religioso e fora dele, seriamente comprometidos com conceitos de amor universal, alheios ao fanatismo e ao exagero próprios dos que ainda “dormem” e dividindo com alegria o conhecimento adquirido.
Conhece-se um “operário” de Jesus por ser este devotado e amigo da família, bom caridoso e fraterno. São incapazes de depredar e de cometerem qualquer ato violento contra quem quer que seja e não impõem nada à ninguém, ofertam com amor, porém convidando a uma reflexão maior, jamais agredindo o livre arbítrio.
Semeiam o bem, o amor e a fé verdadeira e viva, quem tem a alegria de ter um desses no seio de uma família, bem sabe como é. Os que têm a honra de serem amigos rejubilam-se, pois sabem que naquele indivíduo, bate um coração “grande” e amoroso.
Estas almas simpáticas, constituem-se de pessoas muitas vezes anônimas, delicadas e amigas, singelas e responsáveis, cuidadosas, pacíficas e alegres.
São honestas e vigorosas, hospitaleiras e inteligentes, saudáveis, fiéis, e responsáveis.
Não podemos afirmar que estão somente no meio religioso, são cidadãos do mundo, estão em todos os lugares e nos servem de exemplo a ser seguido. São médicos, professores, cientistas, costureiras, pedreiros, engenheiros, arquitetos, donas de casa, comerciantes, jornalistas, alguns poucos políticos, cozinheiros, alguns médiuns, cuidadores, etc. Desde o mais simples ao mais qualificado, podemos sentir a essência bondosa e amiga em várias criaturas que vivem anônimas ou não, entre nós.
Assim sendo, podemos afirmar que estes são os trabalhadores de Jesus.


O AMOR

 
"O amor é a suprema felicidade do místico, é a alma acesa em todas as dimensões da vida, é a força concêntrica do cosmo, é a luz de Deus que se expande em todas as latitudes da criação. A escola do amor é infinita, como infinito é o poder do Pai Celestial. O amor canta, na força eletrostática do átomo, e torna-se uma melodia universal, na mecânica do cosmo. Ele é um conjunto de fios invisíveis que partem do Criador ligando toda a criação. 

O amor é a vida.
O amor é Deus, o amor é a caridade, o amor é a paciência, a tolerância, o perdão, a amizade, o trabalho, a fraternidade. Descendo infinitamente para o mundo, o amor se manifesta-nos próprios instintos, impulso irresistível e misterioso que direciona os animais. E por lei da evolução, ele parte da simples afinidade entre pessoas e coisas e esplende como flor da mais rara beleza. Nada resiste ao amor. Se porventura estais cansados e oprimidos, pensai no amor, começai com alegria a pensar nele, a vivê-lo na sua mais pura radiação, que notareis logo uma diferença no vosso estado psicológico: a mente mais ativa, o coração mais ritmado e os olhos mais vivos.. E, se esse exercício for cultivado de vez em quando, a alma se habitua, com as bênçãos de Deus, a sentir amor por tudo que existe, pois nada foi feito sem ele.
As vibrações são constituídas de sons, e as emissões dos pensamentos são reconhecidas, quando provêm de almas que dignificam a vida pelas portas do amor. A melodia é harmoniosa e divina. A mente, acostumada na ginástica do amor, é capaz de curar seus próprios desequilíbrios, ou pelo menos, aliviar os outros. O Cristo quando andou pela Terra foi a personificação do amor. Por isso, as suas vestes eram disputadas, para que os enfermos pelo menos tocassem nelas, e quando assim acontecia - afirma o Evangelho - eles saíam curados. O amor lhes conferia uma profusão de fluidos superiores, que a inteligência de Jesus sabia repartir com os famintos e os desesperados. Em muitos casos, eram os anjos que O acompanhavam, que faziam essa distribuição de bênçãos, em nome de Deus e, em outros, a própria fé do paciente absorvia o fluido de luz que circundava o Divino Mestre. Jesus valorizou a fé, por saber que ela remove montanhas de imperfeições para atingir a essência da vida. Se não temos, na atualidade, o Cristo frente a frente para nos curar, se não temos os anjos, Seus agentes, mais de perto para nos aliviar, temos todavia o poder da fé que, de certo modo. Ele nos deixou, para que pudéssemos usar, e temos testemunho de sua eficácia. A fé nos faz reportar à época do Cristianismo primitivo, encontrando-nos com o Senhor e os anjos, e tornando-nos livres de todas as enfermidades. O amor é também fé, por unificar todas as virtudes do Evangelho. Fazei experiências, meus filhos, experimentai o poder do amor e vereis. Concentrai-vos no amor, sem que o devaneio da mente divida. a meditação. Senti no coração, e deixai que o rosto denuncie esse estado.superior. Descei a cortina dos olhos e uns dez minutos bastarão para que, pondo as vossas mãos em alguém que padece, restabeleçase- lhe o ânimo. A farmacopeia universal está dentro do vosso coração em tamanho compatível com a vossa estrutura, mas, elástica, até o infinito. Uma mente educada opera maravilhas, e uma mente que ama é o próprio céu na alma, onde Deus habita visivelmente com os anjos."
COMPAIXÃO  E RESPONSABILIDADE UNIVERSAL
No Tibet dizemos que muitas doenças podem ser curadas pela medicina do amor e da compaixão. Essas qualidades são a fonte suprema da felicidade humana, e nossa necessidade delas repousa no meio do nosso ser. Infelizmente, amor e compaixão vêm sendo omitidos da esfera das interações sociais por muito tempo. Geralmente confinada dentro da família, sua prática pública é considerada impraticável, mesmo ingênua. Isso é trágico. Do meu ponto de vista, a prática da compaixão não é um sintoma de idealismo irreal, mas a mais efetiva maneira de satisfazer os melhores interesses de todos e os meus próprios.
A fundação para o desenvolvimento de boas relações com o outro são o altruísmo, a compaixão e o perdão. Perdão é a maneira mais efetiva de lidar com discussões; altruísmo e perdão unem a humanidade, não permitindo que nenhum conflito, mesmo o mais sério, ultrapasse as barreiras do que é verdadeiramente humano. Uma mente comprometida com a compaixão é como um reservatório transbordante - uma fonte constante de energia, determinação e bondade. A mente pode ser corno uma semente; quando cultivada, deixa surgir muitas outras qualidades, como a tolerância, força interior e confiança para ultrapassar o medo e a insegurança. A mente que tem compaixão e como um elixir: é capaz de transformar situações ruins em benéficas.
Urna grande questão sublinha a nossa experiência, quer pensemos nela conscientemente ou não: Qual o propósito da vida?
Eu acredito que o propósito da vida é ser feliz.
Desde o momento em que nasce, o ser humano busca a felicidade e não deseja o sofrimento. Do fundo do nosso coração sempre desejamos o contentamento.
Para começar, podemos dividir todo tipo de felicidade e sofrimento em duas categorias: mental e física. Das duas, é a mente que exerce a maior influência sobre nós. A mente registra todos os eventos, não importa quão pequeno. Por isso devemos devotar nossos mais sérios esforços para conquistar a paz mental. Da minha limitada experiência, eu descobri que o maior nível de tranqüilidade interior vem do desenvolvimento do amor e da compaixão.
Quanto mais nos preocupamos com a felicidade dos outros, maior a nossa sensação de bem-estar. Ao cultivar um sentimento de proximidade e calor para com os outros, relaxamos nossa mente. Isso nos ajuda a remover quaisquer medos ou inseguranças que porventura tenhamos, dando força para remover qualquer obstáculo que encontremos.
Enquanto vivermos neste mundo, é certo que encontraremos problemas. Às vezes perdemos a fé e ficamos desencorajados, sem habilidade de enfrentar as dificuldades. Mas, se relembrarmos que não somos os únicos a sofrer, mas toda a humanidade, uma perspectiva mais realista aumenta nossa de- terminação e capacidade de superar problemas. Com essa atitude, ainda, cada novo obstáculo pode ser visto como uma oportunidade valiosa para fortalecer a nossa mente.
A interdependência é uma lei fundamental da natureza.
Milhões de pessoas vivem juntas nas grandes cidades em todo o mundo, mas apesar da proximidade, a maioria está solitária. Muitos não têm nem uma pessoa com quem compartilhar um sentimento e vivem num estado de agitação perpétuo. A causa maior da depressão não é a falta de necessidades materiais, mas a ausência de afeição. Os seres humanos não são animais solitários que se associam apenas para reproduzir. Se assim fosse, para que construir cidades tão grandes?
A civilização realizou grandes avanços neste século, mas nosso dilema atual é a ênfase apenas no desenvolvimento material. Nesse ponto, perdemos nossa humanidade.
Nossa existência é dependente dos outros a tal ponto que a necessidade de amor é fundamental na nossa existência. Não há objeto material, por mais bonito ou valioso, que faça com que nos sintamos amados, porque nossa identidade profunda e caráter verdadeiro estão na natureza subjetiva da mente.
Também é verdadeiro que todos temos um auto-centramento inato, que inibe o nosso amor pelo próximo. Então como desenvolver a compaixão?
Não basta pensar "como é boa a compaixão", mas fazer um esforço concentrado para desenvolvê-la; precisamos usar todos os eventos do nossa vida cotidiana para transformar nossos pensamentos e comportamento.
As pessoas, sejam bonitas e amigas, desinteressantes ou aborrecidas, são seres humanos exatamente como nós. Como nós, elas querem a felicidade e não desejam o sofrimento. O direito de todos de superar o sofrimento e ser feliz é igual ao nosso. Quando reconhecemos que todos os seres são iguais nos seus desejos, imediatamente sentimos empatia e proximidade com eles. Devemos acostumar a nossa mente com este senso de altruísmo universal, desenvolvendo o senso de responsabilidade por todos; e essa responsabilidade se nutre do desejo de ajudar a todos a superar os seus problemas.
Eu quero enfatizar que não basta pensar meramente na compaixão e ter boa vontade; temos que observar as dificuldades que surgem e tentar realizar sua prática. E quem cria essas oportunidades? Não são os nossos amigos, mas nossos inimigos. São eles que nos criam problemas. Então, se queremos aprender, devemos considerar nossos inimigos como nossos melhores mestres. A prática da tolerância é essencial, e para isso um inimigo é indispensável. Então devemos nos sentir agradecidos aos nossos inimigos, pois são eles quem melhor nos ajudam e desenvolver uma mente tranqüila.
Porque todos compartilhamos a mesma necessidade de amor, é possível sentir, em todos que encontramos, em qualquer circunstância, um irmão ou uma irmã. Não importa o quanto sejam diferentes de nós na face ou na vestimenta. Nossa natureza básica é a mesma. Isso proporciona uma verdadeira sensação de felicidade. Essa é a prática da compaixão.
A responsabilidade universal, então, é a chave para a sobrevivência humana.
É a verdadeira fundação da paz mundial, do uso equilibrado dos recursos naturais, da preocupação pelas futuras gerações.
Dalai Lama
UMBRAL
  
O texto abaixo é de acordo com os relatos dos livros que Espíritos procuraram passar, através da psicografia.

O Umbral é como se fosse o planeta Terra, depois de ser atingida por uma bomba atômica, semelhante à de Hiroshima.
As ruas são imundas, o odor é insuportável em alguns lugares, existem cidades enormes, bibliotecas com diversos livros obscenos, de terrorismo, criações de bombas químicas e caseiras, os pornográficos, os de diversos vícios ensinando como induzir os seres humanos encarnados a fazerem diversos males para prejudicar toda humanidade, existe pouquíssima luz nesses lugares, é um ambiente tenebroso, horripilante e assustador, existem diversos vales, grutas, abismos e precipícios, Espíritos (pessoas desencarnadas) que se transformam em farrapos humanos, cultivando entre si a promiscuidade, o medo, a miséria e a exploração feita pelos mais sagazes e violentos que ali vivem, o dia nunca amanhece totalmente. Às vezes , violentas tempestades assolam essas regiões, num esforço supremo de aliviar, limpar acúmulos de miasmas e trevas criados pelos seres profundamente egoístas. A maioria das árvores são retorcidas e doentes, existem animais e aves com pouca beleza, os espíritos que ali vivem são muito maltratados e vivem como escravos e sub-alternos pelos lideres de cada ambiente, muitos espíritos vivem solitários e conhecem o verdadeiro vazio da solidão, há os que vagam em turmas de arruaceiros e baderneiros, os escravos que não servem para pertencer aos bandos e que trabalham sem receber nada em troca para não serem castigados com dores insuportáveis se não obedecerem, existem os que são torturados por muita vingança pelas suas vitimas quando encarnadas, há os que consideram o Inferno por verem tanta coisa horripilante, o fogo arde como o frio, tempestades com relâmpagos, trovões, furacões e tufões constantemente, vozes e gritos horripilantes algumas vezes de dores e tristezas soam por todo o Umbral, grutas e cavernas fedidas cheias de lodo e lama, o encarnado não consegue imaginar como seria o Umbral ao vivo, enfim, não é o Inferno, mas é um dos piores pesadelos.
Para o Umbral vão pessoas de ambos os sexos que na Terra quando encarnados eram maus, como, ladrões, assassinos, estupradores, psicopatas assassinos, pessoas materialistas, os egoístas, traficantes em geral, terroristas, cientistas e médicos que usam a inteligência para o mal, pessoas que tem o hábito de maltratar os seres vivos e a natureza, as viciadas na mentira e as que falam mal da vida alheia, as que fizeram feitiçaria a favor do mal, os viciados no álcool, nas drogas, na pornografia e principalmente os que praticam a pedofilia e os vícios que se assemelham ao desequilíbrio no mal, os individualistas sem humildade, os carrascos e militares nazistas, vingativos, os loucos por prazer de ser, as pessoas que estavam envolvidas no mundo das drogas e do tráfico, os falsos evangelistas, as que praticam o aborto, os políticos e diversos profissionais corruptos que são obcecados pelo dinheiro e pelo poder do materialismo, e muitos outros, pois o que é do Homem será do Homem, e o que é de Deus será eternamente de Deus (Dê a César o que é de César).
O Umbral é um lugar ou ambiente criado pela mente humana que pensa na prática da maldade. Nem todos acham o Umbral triste e feio, muitos gostam de viver ali, pois, cada um se junta com a sua própria natureza e gostos, como na Terra. Gostos diferem, se a uns agradam a limpeza, a honestidade, a caridade, a outros, agradam a sujeira, a mentira e ao egoísmo. Depois, ninguém está ali por punição, e sim por vibrar igual ao ambiente, como árvores podres que dão frutos podres e árvores sadias dão somente frutos saudáveis.
Os Espíritos que vivem no Umbral tem vestimentas de diversas épocas, pois muitos vivem ali a centenas ou milhares de anos. Alguns se vestem com as armaduras medievais, fardas dos soldados e oficiais da primeira e segunda Guerra Mundial, trajes de imperadores e senadores de diversos impérios como o Romano, roupas européias de diversas épocas, vestidos de princesas, príncipes, reis e rainhas de diversos séculos como do XVI ao XXI, diversas roupas que muitos colonizadores usavam no Mundo Velho (colonizadores), roupas das guerras chinesas e japonesas desde as primeiras guerras do planeta, muitos estão nus e a maioria descabelados e com horrível estado, muitos ainda continuam decapitados ou com algum membro decepado ainda sangrando, enfim, muitos que viveram encarnados em diversas épocas, ainda continuam no Umbral.
No Umbral o clima é igual ao da Terra, quando faz calor, frio, chove, neva e surge tempestades na Terra, no Umbral acontece o mesmo, porém com muito mais intensidade ao ponto que se acontecesse aqui no plano terrestre, milhares seriam desencarnados pelas altas ou baixas temperaturas, mas os que vivem no Umbral já estão desencarnados.
Os Espíritos não vivem para sempre no Umbral, só saem aqueles que querem socorro e se arrependem de coração, querendo uma nova oportunidade de se conciliar com o Pai Maior (Deus) e com amor ao seu próximo.

Nota: a foto abaixo é a apenas uma pequeníssima idéia de como seria uma parte do enorme Umbral.
Existe Umbral do tamanho de continente da Terra, desde o menor ao maior.


Abaixo trecho retirado do livro Nosso Lar, psicografado por Francisco Cândido Xavier e como autor o Espírito André Luiz:
Nota: capítulo 1, página 17, título Nas Zonas Inferiores.
NAS ZONAS INFERIORES
Eu guardava a impressão de haver perdido a idéia de tempo.
A noção de espaço esvaíra-se-me de há muito.
Estava convicto de não mais pertencer ao número dos
encarnados no mundo e, no entanto, meus pulmões respiravam a
longos haustos.
Desde quando me tornara joguete de forças irresistíveis?
Impossível esclarecer.
Sentia-me, na verdade, amargurado duende nas grades
escuras do horror. Cabelos eriçados, coração aos saltos, medo
terrível senhoreando-me, muita vez gritei como louco, implorei
piedade e clamei contra o doloroso desânimo que me subjugava o
espírito; mas, quando o silêncio implacável não me absorvia a
voz estentórica, lamentos mais comovedores, que os meus,
respondiam-me aos clamores. Outras vezes gargalhadas sinistras
rasgavam a quietude ambiente. Algum companheiro desconhecido
estaria, a meu ver, prisioneiro da loucura. Formas diabólicas,
rostos alvares, expressões animalescas surgiam, de quando em
quando, agravando-me o assombro. A paisagem, quando não
totalmente escura, parecia banhada de luz alvacenta, como que
amortalhada em neblina espessa, que os raios de Sol aquecessem de muito
longe.
E a estranha vi agem prosseguia... Com que fim? Quem o
poderia dizer? Apenas sabia que fugia sempre... O medo me
impelia de roldão. Onde o lar, a esposa, os filhos? Perdera toda a
noção de rumo. O receio do ignoto e o pavor da treva absorviam-me
todas as faculdades de raciocínio, logo que me desprendera
dos últimos laços físicos, em pleno sepulcro!
Atormentava-me a consciência: preferiria a ausência total da
razão, o não-ser.
De início, as lágrimas lavavam-me incessantemente o rosto
e apenas, em minutos raros, felicitava-me a bênção do sono.
Interrompia-se, porém, bruscamente, a sensação de alívio. Seres
monstruosos acordavam-me, irônicos; era imprescindível fugir
deles.
Reconhecia, agora, a esfera diferente a erguer-se da poalha
do mundo e, todavia, era tarde. Pensamentos angustiosos
atritavam-me o cérebro. Mal delineava projetos de solução,
incidentes numerosos impeliam-me a considerações
estonteantes. Em momento algum, o problema religioso surgiu
tão profundo a meus olhos. Os princípios puramente filosóficos,
políticos e científicos, figuravam-se-me agora extremamente
secundários para a vi da humana. Significavam, a meu ver, valioso
patrimônio nos planos da Terra, mas urgia reconhecer que a
humanidade não se constitui de gerações transitórias e sim de
Espíritos eternos, a caminho de gloriosa destinação. Verificava
que alguma coisa permanece acima de toda cogitação meramente
intelectual. Esse algo é a fé, manifestação divina ao homem.
Semelhante análise surgia, contudo, tardiamente. De fato,
conhecia as letras do Velho Testamento e muita vez folheara o
Evangelho; entretanto, era forçoso reconhecer que nunca
procurara as letras sagradas com a luz do coração. Identificava-as
através da crítica de escritores menos afeitos ao senti mento e à
consciência, ou em pleno desacordo com as verdades essenciais.
Noutras ocasiões, interpretava-as com o sacerdócio organizado,
sem sair j amais do círculo de contradições, onde estacionara
voluntariamente.
Em verdade, não fora um criminoso, no meu próprio
conceito. A filosofia do imediatismo, porém, absorvera-me. A
existência terrestre, que a morte transformara, não fora
assinalada de lances diferentes da craveira comum.
Filho de pais talvez excessivamente generosos, conquistara
meus títulos universitários sem maior sacrifício, compartilhara os
ví cios da mocidade do meu tempo, organizara o lar, conseguira
filhos, perseguira situações estáveis que garantissem a
tranqüilidade econômica do meu grupo familiar, mas, examinando
atentamente a mim mesmo, algo me fazia experimentar a noção de
tempo perdido, com a silenciosa acusação da consciência.
Habitara a Terra, gozara-lhe os bens, colhera as bênçãos da vi da,
mas não lhe retribuíra ceitil do débito enorme. Tivera pais, cuja
generosidade e sacrifícios por mim nunca avaliei; esposa e filhos
que prendera, ferozmente, nas teias rijas do egoísmo destruidor.
Possuíra um lar que fechei a todos os que palmilhavam o deserto
da angústia. Deliciara-me com os júbilos da família, esquecido de
estender essa benção divina à imensa família humana, surdo a
comezinhos deveres de fraternidade.
Enfim, como a flor de estufa, não suportava agora o clima
das realidades eternas. Não desenvolvera os germes divinos que
o Senhor da Vida colocara em minha alma. Sufocara-os,
criminosamente, no desejo incontido de bem estar. Não adestrara
órgãos para a vi da nova. Era justo, pois, que aí despertasse à
maneira de aleijado que, restituído ao rio infinito da eternidade,
não pudesse
acompanhar senão compulsoriamente a carreira incessante das águas; ou
como mendigo infeliz, que, exausto em pleno deserto, perambula à mercê de
impetuosos tufões.
Oh! amigos da Terra! quantos de vós podereis evitar o
caminho da amargura com o preparo dos campos interiores do
coração? Acendei vossas luzes antes de atravessar a grande
sombra. Buscai a verdade, antes que a verdade vos surpreenda.
Suai agora para não chorardes depois.

Nota: a foto abaixo é a apenas uma pequeníssima idéia de como seria uma parte do enorme Umbral.
Os lugares do Umbral são horripilantes, tenebrosos, com odores desagradáveis e muito tristes.
Os Espíritos que ali vivem, são sombrios, vingativos, escravizadores e "perigosos". 

 
Nota: em diversas partes do Umbral, os ambientes possuem pouca luz, os espíritos vestem diversos trajes de roupas das diversas épocas e alguns estão nus.
A maioria dos que ali vivem, só pensam em vingança, continuar com a prática do mal e a formação de diversos tipos de grupos.
Muitos espíritos não tem força para levantar-se do chão, pois as suas energias fluídicas (forma de alimento) foram roubadas por outros.

 
Abaixo trecho retirado do livro Nosso Lar, psicografado por Francisco Cândido Xavier e como autor o Espírito André Luiz:
Nota: capítulo 12, página 69, título O Umbral
O UMBRAL
Após receber tão valiosas elucidações, aguçava-se-me o desejo de
intensificar a aquisição de conhecimentos relativos a diversos problemas
que a palavra de Lísias sugeria. As referências a espíritos do Umbral
mordiam-me a curiosidade. A ausência de preparação religiosa, no mundo,
dá motivo a dolorosas perturbações. Que seria o Umbral? Conhecia, apenas,
a idéia do inferno e do purgatório, através dos sermões ouvidos nas
cerimônias católico-romanas a que assistira, obedecendo a preceitos
protocolares. Desse Umbral, porém, nunca tivera notícias.
Ao primeiro encontro com o generoso visitador, minhas perguntas não
se fizeram esperar. Lísias ouviu-me, atencioso, e replicou:
- Ora, ora, pois você andou detido por lá tanto tempo e não conhece a região?
Recordei os sofrimentos passados, experimentando arrepios de horror.
- O Umbral - continuou ele, solícito - começa na crosta terrestre. É a
zona obscura de quantos no mundo não se resolveram a atravessar as portas
dos deveres sagrados, a fim de cumpri-los, demorando-se no vale da indecisão ou
no pântano dos erros numerosos. Quando o espírito reencarna, promete cumprir
o programa de serviços do Pai; entretanto, ao recapitular experiências no planeta,
é muito difícil fazê-lo, para só procurar o que lhe satisfaça ao egoísmo. Assim é que
mantidos são o mesmo ódio aos adversários e a mesma paixão pelos
amigos. Mas, nem o ódio é justiça, nem a paixão é amor. Tudo o que excede,
sem aproveitamento, prejudica a economia da vida. Pois bem: todas as
multidões de desequilibrados permanecem nas regiões nevoentas, que se
seguem aos fluidos carnais. O dever cumprido é uma porta que
atravessamos no Infinito, rumo ao continente sagrado da união com o
Senhor. É natural, portanto, que o homem esquivo à obrigação justa, tenha
essa bênção indefinidamente adiada.
Notando-me a dificuldade para apreender todo o conteúdo do
ensinamento, com vistas à minha quase total ignorância dos princípios
espirituais, Lísias procurou tornar a lição mais clara:
- Imagine que cada um de nós, renascendo no planeta, somos
portadores de um fato sujo, para lavar no tanque da vida humana. Essa
roupa imunda é o corpo causal, tecido por nossas mãos, nas experiências
anteriores. Compartilhando, de novo, as bênçãos da oportunidade terrestre,
esquecemos, porém, o objetivo essencial, e, ao invés de nos purificarmos
pelo esforço da lavagem, manchamo-nos ainda mais, contraindo novos
laços e encarcerando-nos a nós mesmos em verdadeira escravidão. Ora, se
ao voltarmos ao mundo procurávamos um meio de fugir à sujidade, pelo
desacordo de nossa situação com o meio elevado, como regressar a esse
mesmo ambiente luminoso, em piores condições? O Umbral funciona,
portanto, como região destinada a esgotamento de resíduos mentais; uma espécie
de zona purgatorial, onde se queima a prestações o material deteriorado das
ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo d
e uma existência terrena.
A imagem não podia ser mais clara, mais convincente.
Não havia como disfarçar minha justa admiração. Compreendendo o
efeito benéfico que me traziam aqueles esclarecimentos, Lísias continuou:
- O Umbral é região de profundo interesse para quem esteja na Terra.
Concentra-se, aí, tudo o que não tem finalidade para a vida superior. E note
você que a Providência Divina agiu sabiamente, permitindo se criasse tal
departamento em torno do planeta. Há legiões compactas de almas
irresolutas e ignorantes, que não são suficientemente perversas para serem
enviadas a colônias de reparação mais dolorosa, nem bastante nobres para
serem conduzidas a planos de elevação. Representam fileiras de habitantes
do Umbral, companheiros imediatos dos homens encarnados, separados
deles apenas por leis vibratórias. Não é de estranhar, portanto, que
semelhantes lugares se caracterizem por grandes perturbações. Lá vivem,
agrupam-se, os revoltados de toda espécie. Formam, igualmente, núcleos
invisíveis de notável poder, pela concentração das tendências e desejos
gerais. Muita gente da Terra não recorda que se desespera quando o carteiro
não vem, quando o comboio não aparece? Pois o Umbral está repleto de
desesperados. Por não encontrarem o Senhor à disposição dos seus
caprichos, após a morte do corpo físico, e, sentindo que a coroa da vida
eterna é a glória intransferível dos que trabalham com o Pai, essas criaturas
se revelam e demoram em mesquinhas edificações. "Nosso Lar" tem uma
sociedade espiritual, mas esses núcleos possuem infelizes, malfeitores e
vagabundos de várias categorias.
É zona de verdugos e vítimas, de exploradores e explorados.
Valendo-me da pausa, que se fizera espontânea, exclamei,
impressionado:
- Como explicar? Então não há por lá defesa, organização?
Sorriu o interlocutor, esclarecendo:
- Organização é atributo dos espíritos organizados. Que quer você? A
zona inferior a que nos referimos é qual a casa onde não há pão: todos
gritam e ninguém tem razão. O viajante distraído perde o comboio, o
agricultor que não semeou não pode colher. Uma certeza, porém, posso dar-lhe:
- não obstante as sombras e angústias do Umbral, nunca faltou lá a
proteção divina. Cada espírito lá permanece o tempo que se faça necessário.
Para isso, meu amigo, permitiu o Senhor se erigissem muitas colônias como
esta, consagradas ao trabalho e ao socorro espiritual.
- Creio, então - observei -, que essa esfera se mistura quase com a
esfera dos homens.
- Sim - confirmou o dedicado amigo -, e é nessa zona que se estendem
os fios invisíveis que ligam as mentes humanas entre si O plano está repleto
de desencarnados e de formas-pensamento dos encarnados, porque, em
verdade, todo espírito, esteja onde estiver, é um núcleo irradiante de forças
que criam, transformam ou destroem, exteriorizadas em vibrações que a
ciência terrestre presentemente não pode compreender. Quem pensa, está
fazendo alguma coisa alhures. E é pelo pensamento que os homens
encontram no Umbral os companheiros que afinam com as tendências de
cada um. Toda alma é um ímã poderoso. Há uma extensa humanidade
invisível, que se segue à humanidade visível. As missões mais laboriosas do
Ministério do Auxílio são constituídas por abnegados servidores, no Umbral, porque se a
tarefa dos bombeiros nas grandes cidades terrenas é difícil, pelas labaredas
e ondas de fumo que os defrontam, os missionários do Umbral encontram
fluidos pesadíssimos emitidos, sem cessar, por milhares de mentes
desequilibradas, na prática do mal, ou terrivelmente flageladas nos
sofrimentos retificadores. É necessário muita coragem e muita renúncia
para ajudar a quem nada compreende do auxílio que se lhe oferece.
Interrompera-se Lísias. Sumamente impressionado, exclamei:
- Ah! como desejo trabalhar junto dessas legiões de infelizes, levando-lhes
o pão espiritual do esclarecimento!
O enfermeiro amigo fixou-me bondosamente, e, depois de meditar em
silêncio, por largos instantes, acentuou, ao despedir-se:
- Será que você se sente com o preparo indispensável a semelhante
serviço?

Nota: a foto abaixo é a apenas uma pequeníssima idéia de como seria uma parte do enorme Umbral.
As pessoas desencarnadas, podem se encontrar no Umbral pelo amor, pela afeição ou por sintonia com o pensamento.