sexta-feira, 5 de agosto de 2011

DROGAS NA ESQUINA

DROGAS NA ESQUINA
FLÁVIO CORDEIRO




RESUMO: A Constituição Federal de 1988 diz em seu artigo 6° que “São direitos
sociais a educação , a saúde , o trabalho , a moradia , o lazer , a segurança a
previdência social , a proteção á maternidade e á infância ,a assistência dos
desamparados, na forma desta Constituição”. Quero mostrar por meio deste artigo
que as drogas estão mais próximas do que imaginamos podem estar a uma quadra
em frente a nossa casa ou até mesmo dentro delas e quero abrandar este artigo a
uma simples compreensão de que o usuário pode deixar de usar drogas, porém
nunca deixará de ser um dependente químico, é uma doença incurável progressiva
e fatal, uma vez dependente sempre dependente. Só podendo ter uma vida regrada
se ela conseguir compreender o quanto ela é impotente e o quanto a droga faz mal
a ela e a todos que estão a sua volta. Para falar de dependência também preciso
falar sobre os traficantes e de suas dependências e a sede de dinheiro pela qual
eles são movidos, e o meio com o qual eles sobrevivem e como funciona a forma de
aliciação de menores para que entrem para o tráfico e as facilidades que eles
trazem para o dependente para que eles não parem de usar até definharem em uma
cama ou apodrecerem em um caixão, eles sempre precisam de outro para suprir
aquele que morre ou que decide tomar um novo rumo na vida.
Palavras-chave: Drogas, dependência química , doença progressiva incurável e
fatal.
1 A dependência Química
Muitos estudiosos, autores, e dependentes químicos em recuperação
até hoje tentam descobrir a origem e o porquê a dependência ela é incurável,
estudando por alguns autores pude tirar uma conclusão sobre o uso de drogas, o
começo de quem usou drogas não foi no dia em que tomou uma cerveja com os
amigos ou fumou o primeiro cigarro de maconha ou inalou a primeira dose de
cocaína ou fumou a primeira pedra de crack, mas sim na sua infância, a nossa
primeira dependência é a chupeta para melhor explicar o bico de plástico que as
mães dão ao filho para pararem de amamentar ou para que a criança não fique
fazendo barulho, uma criança com uma chupeta é semelhante a um dependente
com a euforia de usar a droga , quando a criança faz birra e chora as mães colocam
a chupeta em suas bocas e magicamente elas param de chorar e se acalmam,
assim acontece com um dependente a partir do momento que ele passa a consumir
a droga sua euforia passa e ele fica mais calmo ou pelo menos satisfeito com o que
está fazendo. Talvez dos meus estudos sobre a dependência química a que mais
me chamou a atenção foi esta. Até porque para uma criança parar de usar sua
“droga” é um árduo caminho dos pais com seus filhos.
2 Drogas
As drogas são incontáveis, e cada uma com um efeito diferente no
organismo humano. O álcool talvez a droga mais comum e sociável está em todos
os ambientes é uma droga lícita, mas que não deixa de ser uma droga perigosa,
como ela é de fácil acesso e de baixo custo, quase todos que gostam de apreciar
uma bebida pode comprá-la , ela não deixa de ser uma droga pois altera o
funcionamento cerebral e ela causa dependência psíquica e é a partir dela que as
outras podem aparecer na vida de quem á consome.
O cigarro a pesar de ser uma droga por causar dependência física e
psíquica não altera o sistema cerebral o cigarro é outro tipo de droga lícita que está
ao alcance de todos, normalmente o cigarro aparece na vida de quem consome
bebida alcoólica, ou seja, uma chama a outra.
A maconha é uma droga ilícita e reprovável pela sociedade e em
uma das entrevistas que fiz com minha psicóloga o índice de quem fuma maconha é
enorme várias pessoas que fumam maconha é porque já fumaram cigarro ou seja
em dados mais detalhados em cada cem fumantes oitenta já experimentaram
maconha.
A maconha altera o funcionamento cerebral e com seu uso
contínuo pode deixar a pessoa mais lenta com o raciocínio mais vagaroso devido ao
PhD que é como se fosse à nicotina do cigarro e é o que faz do usuário virar um
dependente.
A cocaína é uma droga forte e age no metabolismo com a rapidez
entre dez e quinze minutos, quem aspira a cocaína tem o aumento de seu batimento
cardíaco, esta é uma droga que causa dependência tanto física como psíquica ela
está muito ligada ao álcool quem aspira a cocaína tem uma vontade inexplicável de
tomar bebidas alcoólicas, elas se sentem mais resistentes e mais aceleradas como
se o mundo girasse mais rápido e como se a cada aspirada em uma “carreirinha” de
cocaína seu potencial aumentasse inacreditavelmente, mas isso é claro que é o
psíquico que passa esta sensação quem olha uma pessoa que está sobre o efeito
desta droga tem a sensação de que ela está a beira de um colapso.
O crack é uma droga de efeito imediato sua a cada pedra que uma
pessoa fuma ela tem uma sensação de que ela não é suficiente porque em menos
de uma semana ela já se torna um dependente, está talvez seja uma das drogas
mais potentes, o uso desta faz com que a pessoa se torne dependente em uma
semana ela altera completamente seu humor apetite e forma de viver não que as
outras não alterem, mas o crack é a droga hoje com o efeito mais devastador,
porque do uso até a dependência é muito instantâneo. Esta droga é tão potente que
quem se torna dependente , vive para consumi-la uma pedra não é suficiente ,
quanto mais a pessoa fuma mais ela quer fumar , devido a este fato que a
criminalidade é crescente no dia a dia.
2.1 A Prostituição e as drogas:
A prostituição esta interligada com o tráfico e com o uso dos
psicotrópicos, muitos que vivem esta realidade usam drogas para se anestesiar dos
problemas que enfrentam e como a prostituição se torna um vício porque dinheiro
fácil se torna um meio fácil e ágil de conseguir dinheiro, as drogas podem estar em
todas as camadas da sociedade, mas quando o assunto é prostituição é quase
drástico o estado em que as garotas de programas e travestis vivem, eles se
prostituem para comprar drogas ou servem de “mulas” que são o elo entre
traficantes e os usuários, as drogas amenizam a realidade e a dor a qual elas se
submetem, então infelizmente estas pessoas acabam se prostituindo para usar e
como o efeito das drogas é devastador as mulheres e garotos se tornam magros e
cada vez se vendem por um preço que seja o suficiente para que possa comprar um
pouco de droga, é lamentável o estado em que essas pessoas vivem.
2.2 Entrevista a uma garota de programa:
No dia vinte e três de março fui até um hotel no centro de
presidente prudente conversar com uma dessas garotas e pude ver como a vida
delas é realmente triste, não vou divulgar aqui o nome nem idade da mulher a qual
eu entrevistei, com meus estudos sabia que não poderia perguntar muito a fundo
como ela fazia para comprar a droga e como era o sistema, mas cheguei como
quem não queria nada e sabia que ela estaria fragilizada porque acabara de perder
um filho para uma entidade da cidade que recolhe os filhos de mães dependentes a
minha primeira pergunta foi direta, pergunta foi direta para ver a reação da mulher.
”como você está? e a resposta dela foi, estou triste perdi um filho.”
Não tive coragem de falar para ela que isso ocorreu devido a seu
uso de drogas, ela estava anestesiada por ter acabado de perder um filho e por ter
usado certa quantidade de drogas, perguntei a ela se precisava de alguma coisa e
ela me perguntou se eu tinha cinco reais para arrumar pra ela comprar remédios
para dor, eu lhe dei o dinheiro porque eu estava no pedaço dela e se não o fizesse
poderia ser assaltado ou coisa do tipo , eu sabia que o “remédio” que ela ia comprar
era uma pedra de crack mais eu acabei dando o dinheiro.
Depois me senti no poder de fazer algumas perguntas e foi o que
eu fiz
Perguntei a mulher se ela não queria se tratar e que aquela vida era
ruim para ela, mas a resposta que obtive foi “cuida da sua vida” ela usou de sua
auto-piedade e conseguiu me manipular para conseguir o dinheiro que precisava no
momento então eu seria só um peso ali para ela, e acabei indo embora para não.
Mas a frente reconheci uma mulher que tinha ficado internada em
uma comunidade terapêutica em que eu tinha visitado ela se escondeu porque sabia
que eu ia falar com ela, saí de lá com a impressão de que eu não poderia ajudar
mesmo e que tinha acabado de financiar mais uma desgraça a partir daí pude
realmente entender o quanto a droga meche com as pessoas.
2.3 Crianças e adolescentes e a vulnerabilidade
Com o apoio de uma instituição eu pude visitar uma comunidade
terapêutica infanto-juvenil em que muitas vezes as crianças são o alvo da
dependência, lá não pude conversar com os meninos que estavam se tratando, mas
conversei com a assistente social e vi que todos estão sujeitos a este vício, ela me
disse que o índice de crianças dependentes é alarmante e que todos que estavam lá
exceto um garoto nunca havia experimentado crack, o índice de crianças que
procuram internamento é muito pequeno mais hoje o alvo dos traficantes são
mesmo crianças entre 13 e 15 anos de classe média alta ,e naquela comunidade só
havia um menino de 14 anos que se enquadrava neste perfil e eu não tinha
entendido o porque que a maioria que estava naquela comunidade eram crianças
carentes , ela me explicou que os pais tem uma dificuldade imensa em ver que os
filhos estão usando drogas e também pelo status social da família essas crianças
não podiam se expor , é claro que nisso eu entendi mesmo que por sobrelinhas que
esta assistente social quis me mostrar que mesmo o maior alvo dos traficantes
sendo crianças de classe média alta , mas as crianças carentes também sofriam
com este mal o vício não escolhe idade , cor , raça , credo , todos estão sujeitos a se
tornarem dependentes químicos .
Ela me explicou também que nem todos que experimentaram ou
que vão vir a experimentar vão se tornar dependentes mais aqueles que já tem uma
pré disposição a usar , ou seja , alguns são mais vulneráveis as drogas , ela fez uma
ressalva também de que gostando ou não a pessoa que tem pré disposição
experimentando a droga ela se torna dependente com mais facilidade que as outras.
2.4 Garotos de quinze anos e seus planos sem as drogas
Freqüentei um grupo de família que tem seus familiares com
problemas com drogas o grupo se chama Amor-Exigente , neste grupo se reúne
famílias que passam pelos mesmos problemas que é o de algum familiar usuário de
drogas ou como eles preferem falar adquitos que é o nome que se dá a doença da
dependência química , este é um grupo que procura ter um certo anonimato para
que as pessoas possam conversar e desabafar dos seus problemas , neste grupo
pude compreender que quem tem um familiar dependente também é doente e sua
doença é a coodependência a família acaba esquecendo dos seus valores para
viver exclusivamente para o adquito , neste grupo é trabalhado os defeitos de
caráter dos familiares e ver o quanto ela influenciou na vida dos dependentes e o
quanto elas são doentes .
Fora da sala conversei com um garoto que acabara de terminar seu
tratamento á três meses, eu conversei com ele e perguntei qual eram os planos dele
antes de se internar e depois de se internar ele me disse com o maior orgulho “antes
de me internar queria ser um traficante rico” e eu perguntei para ele e agora quais
seus planos “trabalhar para construir minha família e viver só por hoje”.
Posso lhe dizer que fiquei chocado com a primeira resposta que ele
me deu, mas após o fato ocorrido pude ler um livro chamado cabeça de porco dos
autores Luiz Eduardo Soares, Mv Bill e do Celso Athayde, lá pude constatar que
como é duro a vida das crianças neste submundo das drogas elas são aliciadas para
vender a drogas muitas perdem sua vida nisto, mas por incrível que pareça quase
todos os garotos que estão neste submundo querem ser traficantes ricos, e vem a
ressalva todos eles detestam os traficantes que comandam neles.
O garoto do grupo Amor-Exigente disse que participa de outros
grupos de ajuda e da igreja me disse que estava trabalhando e que agora a vida
dele era recuperação e família sem os grupos e sem o apoio da família
provavelmente ele voltaria para o uso.
2.5 “Mãe acorrenta o filho por causa das drogas”
Este título foi retirado do jornal oeste notícias dia nove de abril de
dois mil e nove, e por um acaso eu conhecia alguém que conhecia esta mãe, e fui
atrás dela para conversar e pedir uma entrevista, Dona Sueli foi quem acorrentou o
filho em minha entrevista com esta senhora, pude ver no semblante daquela
senhora uma tristeza um desespero ela me confessou “tive que fazer aquilo era ele
acorrentado ou eu em um caixão, eu não suportava mais ele fazendo aquilo na
frente de minha mãe que é uma senhora de idade, já não sei mais o que fazer perdi
tudo o que eu tinha ele levou todos os eletrodomésticos da minha casa e fez o
mesmo na casa da minha mãe , tive que acorrentá-lo porque se não eu ia morrer
mesmo. Ver meu filho usando drogas era como se eu visse um estranho usando , já
não o reconhecia , ele já não conseguia mais dinheiro para comprar o crack , então
estava comprando cola de sapateiro e ele usava na minha frente , chamei a polícia o
jornal e tudo o que me passou pela cabeça , porque o promotor indeferiu o meu
pedido da internação dele , minha família é humilde e não tem condições de pagar
um tratamento em um clínica fechada e em uma comunidade terapêutica ele não
fica , só depois de fazer todo este barraco que consegui interná-lo no hospital
psiquiátrico” não tinha mais o que falar a única coisa que eu podia era ajudar aquela
senhora que já tinha perdido o chão então eu a convidei para participar do grupo
Amor-Exigente que é onde eu fui e continuo freqüentando porque descobri que lá
não é só para pessoas com problemas com drogas mas também com depressão ou
pessoas com baixo estima , fiquei feliz em ser recebido por ela , uns minutos antes
de eu sair ela me disse “você como estudante de direito pode , ajudar a mudar a
situação do poder público no Brasil” , não tive palavras dei meio sorriso e um abraço
de filho naquela senhora que me acolheu como se fosse o próprio.
2.6 Internação e a recaída
Corri atrás da minha psicóloga quando soube que o índice de
recaídas após o tratamento era muito grande, queria saber o porquê às pessoas não
conseguiam ficar sem droga o porquê não tinha cura e o porquê era tão difícil ter
uma vida normal sem elas.
Minha psicóloga me disse “Neto ficar sem comer pra você é
impossível, sem beber água é impossível, imagine a dificuldade de alguém que usa
drogas ficarem sem usar algo necessário para eles, a droga é como se fosse uma
perna para eles, eles necessitam delas para poderem andar para poder se sentirem
vivos”
Fiquei encabulado e não me dei por satisfeito procurei um homem
de 41 anos que já tinha passado por uma internação perguntei a ele se era muito
difícil viver sem drogas, ele falou “você só vai saber disso se você for um usuário” eu
sempre estava mais confuso com as respostas obrtidas, então resolvi chamar minha
irma para dar uma volta até onde eu fui conversar com a garota de programa depois
da meia noite em uma sábado, ela concordou, nós vimos tanta gente que tinha
passado por um tratamento se prostituindo para usar drogas e outras lá só usando
mesmo, isso me deixou ainda mais confuso do que eu estava, decidi procurar a
assistente social que havia me ajudado anteriormente e eu perguntei pra ela porque
o índice de quem passava por um tratamento e ficava sem o uso era grande ela só
falou “Meu querido a doença é progressiva incurável e fatal”.
Ali só Ali depois de três dias tentando entender o porquê a droga
era tão devastadora que eu entendi que a cura era impossível e que a vida de um
dependente era árdua e sempre viver em recuperação, ou melhor, viver á
recuperação e que a recaída era parte difícil mais que também fazia parte da
recuperação , não que isso ocorra em todos os casos mais que na maioria dos
casos era esta a opção de quem ficou “livre” das drogas logo após sair de uma
clínica ou de uma comunidade terapêutica é retomar a vida e a vida que eles tinham
era uma vida droga.
2.7 A vida de uma família com um usuário depois de sua internação
Para toda família é muito complicado ter um familiar dependente
químico, pois a confiança já não é a mesma, o convívio não é o mesmo, há sempre
uma desconfiança com esta pessoa, a mãe de um garoto me disse que não sabe o
que faz agora que ele saiu da internação porque é muito complicado pra ela ver ele
na rua após sua internação, o medo das antigas amizades na vida da drogadição
ativa. Tenho pra mim que pelo fato de ela ter passado por tanta aflição, em um
contexto geral as famílias que tem um dependente químico em casa se reprimem
muito e a influência e o apoio da família neste momento são fundamentais, este
dependente não está curado mais sua doença pode estar estacionada com a ajuda
de grupos de apoio como narcóticos anônimos, Amor-exigente e outros os
dependentes vão ter uma vida regrada e normal fora da clínica muitos familiares
perdem tanto a confiança que não deixam mais seus filhos ou seus parentes que
tem este problema sair de casa e assim sim isto vira um problema para o próprio
adiquito em recuperação ele acaba perdendo a alto estima e acaba procurando as
drogas novamente , isso é comprovado por psicólogos e por assistentes sociais que
trabalham com este problema das drogas.
2.8 Vidas Droga
O senhor de 41 anos pelo qual entrevistei me disse uma coisa que
deixou certa dúvida até ele explicar o porquê de várias vidas droga “tive várias vidas,
uma delas foi simples e ostentadora a outra ostentadora e chique, a outra
decadência e pobreza, a outra vida internação e a outra que é a que eu estou
vivendo hoje que é Vida Só por hoje”
“Minha vida simples e ostentadora era com a maconha, tinha uma
vida simples mais ostentava quando estava sobre o efeito da maconha, a minha
segunda era chique e ostentadora na fase da cocaína que eu era rico tinha mulheres
e tudo isso porque a cocaína te trás isso, a terceira era a vida do crack que foi onde
perdi tudo e quase a minha vida, a vida internação é a que eu aprendi o valor da
família o valor de Deus na minha vida e a de que estar limpo hoje foi por ter estado
em uma clínica de recuperação e a vida só por hoje eu não vou comentar porque
não sei do segundo que se segue.”
2.9 Clínicas e comunidades terapêuticas
Eu tive a oportunidade de conhecer três comunidades terapêuticas
e uma clínica, a diferença entre ela é notória, as clínicas são para dependentes
resistentes são internados com um histórico mais drástico, com um antecedente de
uso com mais longevidade e que a droga além de tudo era rotina para eles
normalmente são fechadas comandadas por seguranças chefes de segurança e por
psicólogos e psiquiatras eles usam medicamentos para conter emoções e para
acalmar o paciente, pelo menos a que eu conheci eles usavam muito medicamento
nos pacientes e eu via o sofrimento no rosto de cada um querendo estar em
qualquer lugar menos naquela clínica, não pude conversar com nenhum deles
porque alegaram que eu poderia atrapalhar o tratamento. Nas comunidades
terapêuticas que tive a oportunidade de conhecer vi um histórico muito triste à
maioria das pessoas que estavam lá estavam porque queriam se libertar das drogas
e sair de lá depois de completado seu tratamento seria o melhor
Na comunidade terapêutica feminina conheci várias mulheres que
são dependentes químicas e que estavam lá por seus filhos maridos ou pais e mães
que as internaram, o lugar é bonito cheio de arvores e é mantido pela sociedade, lá
elas trabalham ao contrario da clínica que conheci, elas mesmas limpam a
comunidade que fica em um sítio, elas se desintoxicam das drogas com o trabalho
pesado de limpeza do ambiente, lá uma das coordenadoras me explicou que quando
elas estavam nas ruas suas casas seus filhos suas famílias era jogadas e ali elas
viviam em um tripé de disciplina trabalho e recuperação é nas comunidades
femininas que há a maior dificuldade das mulheres ficarem internadas porque seu
lado afetivo é muito maior que o dos homens.
Na comunidade masculina pude ver a quantidade de homens que lá
estavam para se tratarem era assombrosa a lista de espera para internações
naquela comunidade terapêutica, o lugar era limpo bonito e eram os homens
também que tem que fazer a comida a limpeza e todo o trabalho para eles mesmos
se manterem em pé o coordenador de lá me disse que a comunidade era mantida
pela sociedade e que era muito gratificante ver o quanto de pessoas que saem de lá
com sua doença estabilizada e de cada cem pessoas que saiam de lá com seu
tratamento completo, trinta permaneciam limpas por pelo menos dez anos, na ultima
que eu visitei era a infanto-juvenil um lugar que tinha duas ajudantes de cozinha e
com piscina, parquinho, lá o coordenador me disse “essas crianças precisam voltar a
ser crianças”.
O anonimato que foi usado aqui em não divulgar nome da clínica
nem das comunidades terapêuticas foi uma iniciativa minha, para não perder o foco
do meu desenvolvimento.
3 Recuperação sem clínicas
Hoje há salas e entidades formadas por dependentes químicos,
como os narcóticos anônimos prezam seu anonimato então eu não consegui
nenhuma entrevista com nenhum membro, mas consegui em uma livraria o livro dos
narcóticos anônimos, não vou ser desagradável em falar sobre eles, pois esta é uma
premissa deles, vou apenas dizer que eles seguem passos e que o primeiro é:
Saber que você é impotente perante as drogas.
Tratamentos alternativos como terapias com psicólogos e
acompanhamento psiquiátrico pode ser o bastante para que uma pessoa consiga
parar de usar embora seja muito mais difícil se recuperar fora de uma clínica ou de
uma comunidade de que “aqui fora” como os meus entrevistados me disseram é
muito mais difícil embora não seja impossível.
3.1 Depressão e drogas
Como a depressão pode influenciar uma pessoa a usar drogas,
pelo simples motivo da pessoa se sentir por baixo, ou sentir-se menosprezada ou
qualquer outro motivo a qual seja o motivo do desencadear da depressão, temos
aqui o ponto principal que leva a pessoa a usar droga.
Por ela se sentir menosprezada ou diferente das outras, elas muitas
vezes procuram no álcool uma maneira de se expressar melhor de se sentirem
sociáveis, eles sempre estão tentando inovar, pois é a única alternativa de sair desta
doença, e acabam caindo no mundo das drogas com mais facilidade, são mais
vulneráveis, ainda, mas se tiverem algum tipo de pré-disposição para o uso das
drogas, se todos os dias as pessoas que tem depressão tomarem algum tipo de
bebida alcoólica e com isso elas se sentirem mais livres e soltas a pré-disposição de
usar drogas mais pesadas é muito mais aberta do que há outras pessoas.
3.2 Trabalho em excesso
A depressão pode ser desencadeada devido ao excesso de
trabalho, com o mercado de trabalho cada vez mais concorrido e mesmo com todo
este sistema informatizado as pessoas cada vez se tornam mais “escravas” de seus
trabalhos para sustentar família e coisas do tipo, este tipo de vida e estes trabalhos
muitas vezes levam as pessoas a sofrerem em um futuro próximo com doenças
cardiovasculares, câncer, entre outras, mais no momento do estresse a pessoa quer
explodir, ou melhor, quer sair de todo aquele sofrimento que está ligado ao seu
íntimo, desta maneira muitas dessas pessoas procuram logo após do trabalho um
bar e como já descrevi , uma droga leva a outra , o começo é quase sempre com a
bebida acompanhada ou não do cigarro , logo após a maconha que é uma droga
tida como relaxante , assim vem a cocaína que é estimulante e depois o crack que é
destrutivo. Pode não parecer mais muitas das pessoas com a qual nos relacionamos
mesmo no trabalho ou no ambiente social ou familiar estão com o trabalho em
excesso e assim pode se dizer que todas elas estão mais vulneráveis a usar drogas.
3.3 “Quanto mais se usa mais se quer usar “
Com minhas pesquisas pude constatar que esta é uma expressão
muito generalizada, se pensarmos assim podemos ver que tudo que é em excesso
faz mal, mas até quem usa drogas sabe disso e não é por que o usuário usa que ele
quer usar mais , o organismo dele pede mais , como já disse anteriormente isso já
faz parte do organismo dele é como se fosse um outro órgão vital ou sendo mais
infeliz em minha expressão de que a droga seja o oxigênio da pessoa , se a maioria
das drogas são ilícitas certamente que por uma grande maioria da sociedade ela é
reprovável pelo contexto social e se não fosse não seria um problema mundial.
Conclusão
Com ajuda de várias pessoas, entidades e dependentes químicos
em recuperação ou sem tratamento, pude perceber como a droga está presente na
vida cotidiana.
Sua dependência pode se iniciar desde uma cerveja até drogas
consideradas mais pesadas. Hoje em dia a distinção de alcoólatras e de
dependentes de drogas é praticamente nula. Os dois mantêm uma doença que é
progressiva, incurável e fatal.
Esta doença pode ser controlada com tratamento médico ela se
assemelha com a diabetes não possui uma cura, mas sim um controle, ela pode ter
um controle com á ajuda de medicamentos, antidepressivos, ansiolíticos e também
com tratamentos em clínicas de desintoxicação e outras.
A droga está presente em todos os ambientes uns com mais outras
com menos intensidade, mas sempre está presente, a única maneira de não se
tornar um dependente é não experimentando, pois o organismo de algumas pessoas
tende a ter uma pré-disposição ao uso , ou seja se tornando dependente a pessoa
jamais deixará de ser um dependente.
A doença pode ser controlada, desde que o usuário queira ser
ajudado. No Brasil contamos com diversas instituições privadas e também
filantrópicas, porém são pouco divulgadas.
Hoje temos nas escolas nos outdoors e em praticamente todos os
meios de comunicação a prevenção contra o uso da droga. Que é o meio mais
eficaz de se manter afastado desta.
Hoje há leis que proíbem o incentivo ao uso das drogas lícitas como
á do cigarro que antigamente era muito propagada, todas as marcas de cigarros
tinham suas propagandas estampadas nos meios de comunicações. É com
iniciativas como essa que podemos ajudar a amenizar o fluxo das drogas das
próximas gerações.
Até porque o uso de drogas ilícitas tem seu começo com as drogas
mais acessíveis e lícitas como cigarro e bebidas alcoólicas, hoje em dia até
medicamentos são considerados drogas se usados de maneira errônea.
Por isto temos índices cada vez mais crescentes de dependentes
no Brasil e no mundo.
São coisas simples que já se tornaram complicadas em nosso país
, hoje em dia a previdência social é obrigada a encostar as pessoas que tem este
tipo de doença conhecida como adquição ou dependência química na linguagem
popular , estas pessoas são encostadas por não terem capacidade de trabalhar por
estar doentes.
Hoje há até uma lei especial que protege os dependentes que é a
Lei de Drogas, Lei 11.343 de 2006, esta é uma lei recente que trata das drogas em
um contexto geral desde o tráfico ao usuário que é quase sempre protegido por lei.
Pelo artigo 4 do código civil , São incapazes, relativamente a certos
atos ou á maneira de exercer: Inciso 2- os ébrios habituais,os viciados em tóxicos, e
os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido. E que por meio
deste dispositivo do Códi



DROGAS Pare de Beber.

DROGAS

Pare de Beber. No submundo espiritual estão sendo traçados planos sórdidos para destruição da juventude através das drogas, é uma guerra que está sendo traçada na espiritualidade, nossos guardiões estão trabalhando muito para destruir esta horda de espíritos mau feitores.

Alcoólicos Anônimos
A medicina atual ainda reluta - e infelizmente nos seus setores mais ligados ao assunto, que são os da psicoterapia – em aceitar a tese espírita da obsessão.

Narcóticos Anônimos

Fazenda da Esperança

A Fazenda da Esperança acolhe jovens que desejam se libertar das drogas e do álcool, mas também aqueles que anseiam descobrir suas vocações.

As drogas e a espiritualidade!


Ataque de espíritos viciados diretamente à aura do encarnado

Este mês (julho 2008), os nossos orientadores espirituais tem nos avisado do perigo que o planeta corre.

No submundo espiritual estão sendo traçados planos sórdidos para destruição da juventude através das drogas, é uma guerra que está sendo traçada na espiritualidade, nossos guardiões estão trabalhando muito para destruir esta horda de espíritos mau feitores.

Dia-a-dia nossos guardiões traçam planos de guerra, são dois exércitos, a luz contra as trevas, o bem contra o mau.

O sr Marabô me contou que ele está comandando um exército com 15 mil guardiões, que dia-a-dia estão sendo treinados e capacitados para combater esses seres maldosos.

Temos que lembrar que o outro lado também possui seu exército e Sr. Marabô contou que o exército deles é bem mais numeroso, são milhões e a cada dia aumenta seu número, devido à irresponsabilidade e a vulnerabilidade do ser humano que se deixa influenciar por esses espíritos.

Infelizmente os encarnados tornam a missão de nossos espíritos guardiões bem mais árdua e difícil, devido as suas atitudes, facilitam completamente o trabalho de espíritos obsessores.

Sr. Marabô me contou que a cada derrota, nossos guardiões choram e se preocupam com o futuro do planeta, enquanto o exército inimigo comemora de uma maneira nojenta.

Eles aprisionam espíritos de desencarnados viciados e os acorrentam, praticando com eles os tipos mais vis de torturas, uma cena lamentável.

Outro dia eles perderam uma batalha, perderam quatro jovens para o alcoolismo.

Eles voltavam de uma balada e morreram em um acidente.

Quando sr. Tata Caveira chegou no local do acidente para tentar ajudar de alguma forma os jovens desencarnados, já era tarde demais, um grupo de espíritos negros já os havia acorrentado e os estava levando como escravos, abriu-se um buraco no asfalto e eles entraram por ele, rindo, gargalhando e aterrorizando os jovens.

Muitas dessas cenas se passam no astral sem que a humanidade tome conhecimento, é uma batalha diária que poderia ser diminuída se nós tivéssemos espiritualidade, fé e consciência.

Pensem nisso, reflitam antes de se deixarem levar pelo vício e por atitudes ilícitas.

Por este e outros motivos é que eu Mãe Vaniah T'Ògúm sou totalmente contra o uso de alcóol e cigarro em nossas sessões de Umbanda.

Se um Exú acabou de perder uma batalha para esse exército do mal, como ele se sente se ao chegar a um terreiro para trabalhar o médium pega uma cachaça e um charutão?

http://vomariaconga.blogspot.com/2008/07/as-drogas-e-espiritualidade.html

A droga e o jovem

Rosa Maria Silvestre Santos


O jovem desprovido de maturidade emocional, vivendo a complexidade da vida humana, o medo de enfrentar dificuldades, as frustrações e o modismo é um forte candidato para as drogas.

O jovem usa droga para:

reduzir tensão emocional - ansiedade;
remover o aborrecimento;
alterar o humor;
facilitar encontrar amigos;
resolver problemas;
seguir os colegas;
ficar na moda;
expandir a consciência - transcender;
buscar o auto-conhecimento;
atingir o prazer imediato; etc.

O jovem usuário de drogas tem dificuldade de formar um "eu" adulto e fica sempre com uma sensação de incompletude, a droga age como um cimento nas fendas da parede que completa seu "eu", é a conhecida fase do "estágio do espelho quebrado" em que Olieveinstein (1991, apud Bergeret & Leblansc) diferencia o usuário do toxicômano. As carências constituídas na primeira infância acarretam esta "falta" ou "incompletude" e a droga vem para completar.

O início do uso de drogas é uma lua de mel.

Os pais ficam longos anos desconhecendo que o filho as utiliza.

Depois da lua de mel vem o desconforto de estar sem o produto, aumenta a "tolerância" (necessidade de mais doses para o mesmo efeito) e a "dependência" (dificuldade de controlar o consumo).

Geralmente, encontramos jovens que usam drogas legais e ilegais nos shows e festinhas, mas não se consideram dependentes delas.

"Brincam com fogo" e desprezam toda informação científica que alerta sobre os perigos da "tolerância" e da "dependência".

A experiência internacional (Carlini,Carlini-Cotrim & Silva-Filho,1990), constata a existência de três fatores que, juntos, favorecem o desenvolvimento da "toxicomania" ou "dependência química", são eles: a droga, o jovem e sua personalidade e o momento dele dentro da família e sociedade.

O que leva o jovem a fazer uso de droga é a busca do prazer, da alegria e da emoção.

No entanto, este prazer é solitário, restrito ao próprio corpo, cujo preço é a autodestruição.

Tudo isto faz esquecer a vida real e se afundar num mar de sonhos e fantasias.

Esta é uma opção individual, se bem que, muito condicionada ao papel do grupo.

"O uso de drogas pode ser uma tentativa de amenizar sentimentos de solidão, de inadequação, baixa auto-estima ou falta de confiança." Silveira, 1999.

Além do prazer, a droga pode funcionar como uma forma de o adolescente afirmar-se como igual dentro de seu grupo.

Existem regras no grupo que são aceitas e valorizadas por seus membros, tais como: o uso de certas roupas, o corte de cabelo, a parada em certos locais e a utilização de drogas.

É no grupo que o jovem busca a sua identidade, faz a transição necessária para alcançar a sua individualização adulta.

Porém, o jovem tem o livre-arbítrio na escolha de seu grupo de companheiros.

O tipo de grupo com o qual ele se identifica tem tudo a ver com sua personalidade.

Outra motivação forte para o jovem buscar a droga é a transgressão.

Transgredir é contestar, é ser contra a família, contra a sociedade e seus valores.

Uma certa dose de transgressão na adolescência é até normal, mas quando ela excede com drogas, representa a desilusão e o desencanto.

Os jovens, muitas vezes, utilizam determinada droga para apontar a incoerência do mundo adulto que usa e abusa das drogas legais como álcool, cigarro e medicamentos.

Acreditam que os adultos deveriam ser um "porto-seguro", um referencial da lei e dos limites.

No entanto, muitos adultos não pararam para refletir sobre isso.

A "onipotência juvenil" é uma característica da adolescência que faz com que o jovem acredite que nada vai acontecer.

Pode transar sem camisinha e não vai engravidar ou pegar AIDS ou DST, pode usar drogas e não vai se tornar dependente.

No entanto, é ainda maior o risco de dependência, no jovem quando:

- possui dificuldade de desligar-se da situação de dependência familiar;
- existem falhas na capacidade de reconhecer-se como indivíduo adulto, capaz e separado dos outros;
- possui dificuldades de lidar com figuras de autoridade, desafia e transgride compulsivamente.

Os adolescentes sofrem influências de modismos e de subculturas, são contestadores, sofrem conflitos entre a dependência e a independência, têm uma forte tendência grupal, um desprazer com a vida urbana rotinizada e uma grande ausência de criatividade.

Alguns adolescentes fazem a descoberta do valor da vida em confronto com a morte, através de esportes violentos, pegas de carros, roleta russa, anorexia nervosa, suicídio e drogas.

A primeira onda de socialização da droga surgiu nos anos 60.

Muitas pessoas começaram a questionar a realidade social e procurar uma cura psíquica na natureza, já que o mundo urbano não oferecia alternativas.

Aprenderam a usar certas plantas para modificar a percepção consciente, era a época dos hippies.

Hoje, depois de 30 anos conhecemos o grande equívoco, definitivamente todas as drogas causam dependência e esta "falsa" sensação divina acaba anestesiando a realidade individual de não se sentir "bom o bastante".

Segundo Griscom, o desejo de drogas é sempre a busca de algo mais.

Os pais transmitem isso aos filhos quando eles próprios ingerem droga e os seus filhos acabam fazendo a mesma coisa.

Isso é explicado geneticamente, já existe no equilíbrio bioquímico uma predisposição.

"O uso de drogas ativa a expansão para a dimensão astral, fazendo a pessoa entrar em realidades que podem ser muito sedutoras, atraentes e abrangentes; por isso as drogas ofereciam uma saída, um escape da realidade linear e da luta para conseguir um lugar no mundo" Griscom, (1991, p.71).

A sociedade atual tem pouco a oferecer para o jovem antes que sejam considerados adultos produtivos, suas vidas estão sem significado e seus modelos são os heróis intocáveis da TV.

Os jovens sabem que nunca serão estes heróis e sentem necessidade de se descobrir e responder a questão "Quem sou eu?"

"Os jovens procuram encontrar-se utilizando drogas. Tentam eliminar a dor, a limitação, sacudir-se do desconforto de serem pequenos demais.

Fazem isso por meio de drogas porque foram criados num modo de vida quase passivo.

Hoje a juventude acumula eletricidade estática que não deixa uma marca, não encontra um canal para escoar.

A agitação é grande demais para o Sistema Nervoso que é estimulado em excesso e não possui um canal de reação.

Assim os jovens simplesmente utilizam vários tipos de drogas para sintonizar-se e livrar-se do desconforto que sentem no corpo, nas emoções e na mente." Griscom (1991, p72 e 73).

É tão difícil para o jovem ser ele mesmo que acaba representando vários papéis, um em casa, outro com os colegas, outro na escola, indefinidamente espera ser levado em conta.

Chegar aos 18 anos, de nada alivia porque o processo educativo é prolongado, a adolescência também é prolongada e fica muito longe a chegada à idade adulta, na qual a sociedade o aceitará e aprovará seus conceitos, pensamentos e criatividade.

Os pais não sabem o que fazer com a caótica energia do jovem e a escola muito menos.

O jovem vive uma realidade tensa com as notas, provas, semestres... sem que se perceba como um sentido real de força e valor.

Esta separação emocional e intelectual acaba provocando o "aluno desistente".

Desistir de estudar é sedutor, é uma defesa contra um mundo hostil.

As drogas aliviam o desconforto social, funcionam como uma cortina de fumaça para disfarçar a sensação de vazio. (Griscom,o. cit.)

"Muitas pessoas começam a utilizar drogas como um meio de alcançar o seu próprio eu divino, mas pagam um alto preço por isso.

A aglutinação do núcleo da nossa percepção consciente fica enfraquecido pelas drogas.

Quando tomamos alguma droga que nos leva à dimensão do astral, sempre ocorre um afrouxamento do controle do ego, que diz: "Tenha cuidado! Cuidado com isso".

É isso mesmo, libertamos o ego que nos aborrecia, mas quando entramos na dimensão do astral perdemos também a nossa essência!" Griscom (1991, p. 77).

Nosso caminho evolutivo acaba sendo atrasado por esta opção que tanto ilude e prejudica nossa essência e nossa capacidade de discernimento.

O que acontece é que as drogas trazem uma percepção de realidade passiva.

Podem até ser um caminho para a expansão da percepção consciente, porém é um caminho passivo, de fora para dentro, é artificial e causa dependência.

A dimensão do astral não é passiva, exige ação intencional, práticas de respiração, meditação e recolhimento interior.

"A maconha é uma das drogas que criam uma modificação permanente no cérebro.

A maconha deposita nas sinapses nervosas um resíduo viscoso que é parecido com o piche e não pode ser retirado.

Esse resíduo retarda nossa capacidade de entrar em outras oitavas de percepção consciente porque as sinapses, que transportam mensagens, perdem a faculdade de entregar os dados que recebem.

As pessoas que optam por essa forma de alterar a percepção consciente estão de fato diminuindo suas próprias vibrações." Griscom, 1991, p.78

Se quisermos entrar em contato com a Espiritualidade Maior, em outras dimensões, não podemos danificar nosso campo eletromagnético, somos sistemas energéticos.

Quando utilizamos drogas criamos buracos no campo de nossa aura.

Quando os jovens conhecem sua finalidade na vida, reconhecem a força no seu coração e na sua intuição, não sentem necessidade de recorrer às drogas como meio de fuga.

Podem compartilhar a ligação com o Eu Superior e sentir a energia criativa que emanam através das palavras, imagens, quadros ou música.

As principais recomendações de Divaldo Franco para o jovens são essas:

A pretexto de comemorações, festas, não se comprometa com o vício; apenas um pouquinho pode ser uma picada de veneno letal que mesmo em pequenas doses pode ser fatal;

Se está feliz, fique feliz lúcido;

Se está sofrendo, enfrente a dor abstêmio e forte;

Para qualquer situação recorra à prece.


http://www.panoramaespirita.com.br/modules/smartsection/category.php?categoryid=14


Espiritualidade revela:

há espíritos ovoides no crack

Fernando Ós

A senhora, em pranto contido, dizia à entrevistadora do programa Novos Rumos, de uma rede mundial de rádio e TV:


– A senhora pode me dizer o que quiser, eu não acredito em Deus porque ele me tirou a criatura que eu mais amava. Ele não podia ter feito o que fez comigo.

Entrevistadora:


– De que morreu seu filho?

Mãe:
– Ele perdeu a vida na noite em que, por distração, tomou uma overdose de crack.

Naquela noite, ele saiu sozinho dizendo que ia passar na casa de um amigo.

Após jantarem, os dois amigos foram a uma “boca de fumo”, ali começaram a fumar pedras de crack e beber cervejas mais do que deveriam.

Fizeram isso até 1 hora da madrugada.

Foi quando meu filho Lúcio (choro e sufoco na voz) teve o primeiro desmaio e foi socorrido por duas pessoas presentes.

O que sei é que meu filho não acordou (tranca a voz e chora...) e só foram chamar a ambulância às 3 horas de uma madrugada muito fria.

O veículo chegou dali a meia hora, mas ele já estava morto.

Não me perdoo por não ter ido buscá-lo, como fiz antes por várias vezes. Por que Deus fez isso?

– A senhora está acumulando muita revolta em seu coração...

– Você diz isso porque o filho amado não é seu!

– Sim, peço que me perdoe. Mas Deus perdoa o coração de uma mãe. Quanto tempo faz isso?

– Três anos e meio. E nesse tempo não houve um único dia em que eu não derramasse lágrimas.

Às vezes me pergunto se eu não cometi erros na sua educação. Sonho e vejo-o todos os dias.

Eu lhe satisfazia todas as vontades. Mais do que mimo, eu lhe dei amor. Um amor de paixão. Somos almas gêmeas.

– O que devo lhe dizer é que a Doutrina Espírita tem respostas lúcidas para todas as adversidades da vida.

Então a senhora mãe replicou com aspereza:


– Eu não quero Doutrina, eu quero meu filho!

Ao que a entrevistadora acrescentou:


– Vamos aguardar, estou percebendo que seu filho esteve com a senhora por todos esses três anos e meio e sofre de saudade.

Mas, por ora, não tenho nada a acrescentar porque seu sofrimento é intenso nesta hora. Quando estiver mais calma poderemos conversar com mais proveito.

Episódio

Não obstante, em se tratando de um vício excomungado e amaldiçoado como é o crack, que pode roubar o filho querido de uma mãe desde a primeira fumada, as coisas não param por aí.

Revelo a seguir um episódio quase incrível no seu conteúdo dramático acontecido no Lar Irmã Esther outro dia, após os trabalhos de cura nos quais atendemos 50 pessoas com as mais diversas enfermidades.

O chefe da equipe espiritual que atendia os pacientes, o dr. Frederico, que a médium A incorporava, respondendo a uma indagação minha sobre o baixo resultado que as autoridades públicas alcançam no tratamento dos viciados em drogas, particularmente na do crack, deu-nos o seguinte esclarecimento acerca do que acontece com drogados nos dois lados da vida.

O fato real acontece nos laboratórios do vício situados nas baixas esferas espirituais, protagonizados por mentes bastante inteligentes, mas inclinadas ao mal.

Eis o que diz dr. Frederico:


“Espíritos dotados de raciocínio e cultura material, mas voltados para a maldade com que algemam e destroem suas vítimas, formam verdadeiros exércitos de alucinados pelo consumo, principalmente com preferência pelo crack, droga que é de baixo custo em forma de pequenas pedras e poder escravizante devastador.

Poucos sabem na Terra que a rápida viciação propiciada pelo crack foi inventada num dos vários laboratórios de alucinação que funcionam no entorno do planeta.”

E sabem por que o crack é tão poderoso?

Certamente vocês estão cientes ou leram acerca dos espíritos ovoides nos antros da erraticidade do espaço: são entidades espirituais que, durante as últimas existências no plano físico, agasalharam em si o gigantismo do mal através de vícios, aventuras escabrosas, fascinações e suicídio moral.

São escravos de vícios muito antigos que perderam o ponto norte da vida e na espiritualidade refluíram para o aspecto de um ovo frito, embora com vida, em que no lugar da gema o que aparece é um grande olho “voltado vagamente para lugar nenhum”, e que permanecem nessa situação de pena e dor por décadas e mesmo séculos.

Pois bem, desde a expansão do mal na Terra, os espíritos da sombra que fazem tais logísticas utilizam essa substância espiritual que aqui denomino de “gemas”, ou energias espirituais do vale da morte, e as colocam na composição química do crack, que no plano físico nada mais é do que restos de lixo de cocaína misturados com bicarbonato de sódio.

Esse é o amplo motivo pelo qual tem efeito devastador desde a experimentação.

O problema básico que aturde muitos especialistas em suas análises é que eles não acreditam na Lei de Reencarnação através de vidas sucessivas.

A cultura que conseguem amealhar durante a vida cria-lhes uma falsa autossuficiência no saber, que neles se expressa sob a forma de vaidade no campo intelectual.

O ambiente dos vários anos de estudos acadêmicos é materialista, e isso bloqueia a visão na vida que se segue após a morte.

A humildade é a virtude que abrirá caminhos para que a comunidade científica evolua para a espiritualidade.

Enfim, vai aqui um resumo bem claro dos consumidores de crack: se não vencerem o vício, entrarão na vida imortal como suicidas e responsáveis perante o destino humano.

http://www.cracknempensar.com.br

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A UNIÃO LEGALIZADA OU NÃO ENTRE OS HOMOSSEXUAIS. OS QUE COMPREENDEM E OS QUE CONDENAM.




O casamento entre homossexuais é assunto pertinente às leis humanas, aos conceitos jurídicos do Código Civil. O Espiritismo não condena e nem critica. Os costumes da união de homossexuais, porque não ensina a agir com violência, radicalismo, preconceito e fanatismo. Observa com a luz do Cristo, aplicam a indulgência e compaixão, compreensão e respeito à liberdade de cada ser humano.

Na visão espírita do homossexualismo devemos somar a razão de Kardec com o amor de Jesus, ansiamos por enxergar melhor o fenômeno da vida humana, visualizar a realidade dos espíritos reencarnados, instruir construindo, educar o coração sofredor e fortalecer a mente desgovernada.

O Espiritismo não condena as pessoas homossexuais que vivem juntas numa união sexual não-aprovada ainda pela lei civil de nosso país. Entre nós, espíritas, existem os que compreendem, respeitam e não fogem dos laços de amizade cristã com eles. E existem aqueles irmãos de fé que apreciam criticar condenar, zombar por amar mais a verdade do que o semelhante e os excluem de seu círculo de amizades.

O de que mais precisamos na atualidade é compreender de coração evangelizado as experiências afetivo-psicológico-psíquico do homossexual, amá-los, orientá-los e ajudá-los a superar suas ambigüidades e frustrações íntimas. Devemos respeitar plenamente (sem condenar, sem criticar) qualquer união permanente de homossexuais. O que adianta a nós, espíritas, julgá-los, condená-los e persegui-los ! O tempo das cruéis perseguições inquisitoriais, felizmente já passou. Agora é a era do amor sentido, da compreensão do outro, do entendimento de suas grandes lutas morais. Eles têm a liberdade de conviver com quem desejem, mesmo contrariando a família, os amigos e o próprio código da lei civil.

Estes indivíduos não têm potencialidades psíquicas para conviver na união heterossexual, vão viver com quem eles encontrem afinidade na união homossexual. Querem sair da imensa e desoladora solidão afetiva em que se encontram.


Muitos homossexuais chegam a ter melhores dotes de coração do que muitos religiosos fanáticos e dogmáticos ou de espíritas inflexíveis, amantes da verdade teórica mas sem demonstração do amor incondicional na convivência .

Nenhum espírita ajuda, educa e soergue a alma sofredora, se detém o conhecimento sem amor e a sabedoria sem caridade.

Devemos observar as uniões homossexuais (que se multiplicam em todos os povos, grandes e pequenas cidades) sem alarde, sem estranheza, sem desapontamento a qualquer tipo de relacionamento afetivo-sexual: homem com homem e mulher com mulher.

Não é dever de nós, espíritas, sermos: palmatórias do mundo, julgadores contumazes da conduta alheia, condenadores inflexíveis aos que intitulamos pecadores, maledicentes das uniões homossexuais.

Quem ama não critica, não condena e não exige transformações da alma de forma repentina. Quem condena não ama, não ajuda e nem educa o espírito necessitado de apoio, amor e orientação.

Os espíritas mais radicais com o homossexualismo deveriam perguntar a si mesmos: Será que no mundo espiritual, após a nossa desencarnação, os Benfeitores Espirituais irão nos convidar para continuarmos exercendo a atitude condenatória contumaz diante dos espíritos atormentados sexualmente que se contam aos milhões domiciliados nas zonas umbralinas e trevosas do mundo espiritual? O bom senso nos diz que não seremos convidados para agir dessa maneira infeliz.

Com tal conduta de coração endurecido somos espíritas radicais que não amamos, não ajudamos, nem educamos ninguém. Com nossa inflexibilidade vamos desanimar almas, oprimir quem deseja melhorar, destruir as mais nobres esperanças. Seremos espíritas sem Cristo, sem amor legítimo, sem a luz interna do coração.


Os homossexuais são aquelas pessoas talvez, hoje em dia, mais sofrem incompreensão, condenação, preconceito, exclusão, críticas veladas muito especialmente dos religiosos fanáticos, extremistas e puritanos. Disse Jesus com veemência quanto à atitude julgadora das pessoas escravas das expressões infelizes das imperfeições humanas:

"Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo". João, 8:15

Aos que julgam com ar de grandeza, pureza e santidade, Jesus chamou de hipócritas, pedindo-lhes que primeiro extraiam seus próprios defeitos antes de julgar os erros do próximo:

"Hipócrita, tira primeiro a trave de teu olho e então verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão". Mateus, 7:5

Colocou o Mestre das almas, como única condição para julgar alguém, que não cometesse nenhum erro ou falta contra outrem: "Aquele que entre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedras". João, 8:7

Neste versículo de Mateus, o Divino Mestre mostra que existe uma justiça superior à dos homens. Pede que não julguemos, a fim de não sermos julgados, mais tarde, pelas nossas vítimas, adversários e também pela Lei de Deus, quanto à nossa dureza de coração. "Não julgueis, para não serdes julgados". Mateus, 7:1.

A Lei de Amor de Deus pede que se julgue o próximo, não que o julguemos segundo as nossas imperfeições morais: julguemos segundo a reta justiça de Deus, que é misericórdia. Deste modo acertaremos, pois julgaremos não para condenar (neste caso os homossexuais), mas para em melhores condições ajudar e socorrer, amparar e servir:

"Não julgueis segundo a aparência, mas, sim, pela reta justiça". João. 7:24.

Com a mesma medida de rigorosidade que aplicarmos aos irmãos que se encontram submetidos às grades da culpa. Deus também usará de rigor em nosso julgamento da consciência e de nossos atos. Quem hoje usa de rigorosidade implacável contra homossexuais, talvez em futura encarnação possa passar pela expiação da homossexualidade. Foi o que Jesus quis dizer: "Pois com o critério com julgardes, sereis julgados; e com a medida com tiverdes medido vos medirão também?" Mateus, 7-2

Jesus não veio ao mundo inferior de provas e expiações para a ninguém julgar; assim deverá comportar o espírita; não ser juiz das faltas do próximo. Abramos o coração evangelizado para amar e respeitar, tolerar e conviver, aceitar e relacionar-nos, ser compreensivos e indulgentes:

"Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele". João, 3:17.

Reencarnação e Patologia do Sexo - Homossexualismo


Reencarnação e Patologia do Sexo - Homossexualismo

Ricardo Di Bernardi

Ao contrário do que muitos possam imaginar, a posição da doutrina espírita não é de condenação ao homossexual. Aliás, a filosofia espírita não possui a característica da condenação de quaisquer atos ou posturas. Ao invés disto, estuda e compreende a origem dos problemas procurando esclarecer os indivíduos e não condená-los.

Todas as tendências, vocações ou inclinações psicológicas não são decorrentes apenas das experiências da nossa vida atual. Nossa história é muito mais antiga e complexa do que possa parecer. Se é verdade que a gestação é uma fase extremamente importante na transmissão de energias mentais da mãe para o filho e vice-versa, se é real que nosso psiquismo se consolida através das experiências das diversas etapas infantis e juvenis, há muito além disto. Trazemos nos mais profundos arquivos do inconsciente um somatório de vivências tanto felizes como desagradáveis. Alegrias, decepções, momentos de enlevo ou traumas violentos foram por nós assimilados em vidas passadas. Construímos energias, em nós mesmos, que poderão permanecer conosco durante séculos.

Não é possível segundo a ótica do conhecimento reencarnacionista, nos limitarmos a uma visão reducionista relativa a poucas décadas de uma existência quando temos informação que somos seres humanos que reencarnam há muitos milhares de anos.

Não se trata de dogma de fé ou crença cega. Trata-se de documentação através de relatos de espíritos desencarnados, documentação através de processos de memória extra-cerebral na qual pessoas se recordam espontaneamente de vidas passadas e documentação obtida por terapias regressivas a vivências pretéritas. Há uma infinidade de experiências , das mais diversas ordens, que comprovam ser nosso psiquismo a resultante de uma longa caminhada.

Assim, qualquer peculiaridade comportamental nossa, seja na esfera sexual, seja em qualquer outra esfera, necessita ser entendida pela cosmo visão espírita. A homossexualidade, portanto, não fará exceção pois trata-se de uma característica bastante expressiva e determinante de importantes repercussões individuais, familiares e sociais.

Torna-se importante frisar que a homossexualidade não ocorre, simplesmente, pela mudança de sexo biológico de uma encarnação para a seguinte. Isto quer dizer, se uma mulher necessitar renascer como homem, ou vice-versa, este fato por si só jamais determinará qualquer comportamento na esfera da homossexualidade.

Homem e mulher que estão harmonizados e em sintonia com sua sexualidade ao reencarnarem no sexo oposto continuarão a emitir harmoniosamente sua energia sexual. O chakra genésico que trabalha em equilíbrio expressará esta normalidade pelo veículo corporal conforme a sua fisiologia e anatomia pelas quais se expressa na nova existência física.

A adaptação faz-se automaticamente quando não há distúrbios anteriores. A espiritualidade superior sempre nos esclarece que a reencarnação em sexo diferente do anterior não acarreta distúrbios homossexuais, e, a própria lógica nos leva a esta conclusão, pois a lei universal do renascimento visa harmonizar as criaturas e não gerar dificuldades e conflitos desnecessários

Conforme já comentamos em outros escritos, em nosso planeta existem apenas 2 sexos biológicos: o masculino, proveniente da união de um espermatozóide y com um óvulo, e o feminino, proveniente da união de um espermatozóide x também com um óvulo. Apesar de, em sua natureza íntima, o espírito não ter sexo, as experiências das vidas passadas determinam uma nítida polarização energética do espírito reencarnante, com características masculinas ou femininas. É verdade, também , que o espírito humano possui nas energias sexuais, um dos mecanismos de seu próprio progresso espiritual, mesmo porque são aquisições seculares, e constantemente renovadas pelas novas encarnações. Espíritos em fase evolutiva compatível com o planeta Terra possuem, normalmente, as forças sexuais inclinadas ou para a polarização masculina ou para a polarização feminina. Quem visualiza a respeitável figura de Bezerra de Menezes sempre o vê como uma figura masculina inclusive com barba etc...Da mesma forma, nas visões que podemos ter dos espíritos da falange de Maria eles são tipicamente femininos. Em nível mais periférico, e pessoal, diria que não há como confundir a figura do meu pai desencarnado com, por exemplo, da minha tia. Observamos, portanto, que os espíritos masculinos bem como os femininos expressam em suas energias a tendência sexual que lhes é natural e de conformidade com suas inclinações psíquicas.

As peculiaridades psico-sexuais de um espírito determinam, desta forma, a sua expressão física ou sua organização biológica no que tange ao aspecto do seu corpo astral. Portanto, o corpo espiritual é reflexo de sua mente. Conforme já estudamos, ao reencarnar o espírito ligando-se ao óvulo transmite suas vibrações tipificando, automaticamente, sua polaridade sexual. Em razão desta polaridade sexual transmitida pelo corpo espiritual ao óvulo, este irá atrair o espermatozóide X (feminino) ou Y (masculino) que determinará o sexo biológico da futura encarnação. Conclui-se, por este motivo, que o sexo biológico será sempre o adequado as características psico-sexuais do espírito.

A homossexualidade é uma dificuldade de adaptação do espírito a sua condição biológica. Neste grupo, estamos incluindo todos os indivíduos em desequilíbrio sexual com seu organismo que procuram exercer a fisiologia sexual com parceiros do mesmo sexo, em prática incompatível com a natureza que elaborou dois sexos opostos e complementares. Trata-se de um desajuste, algo a ser corrigido, amparado com respeito e tratado. Não perseguido ou discriminado mas também não encoberto sob a falsa interpretação de " uma livre opção sexual ". Não existe 3° , 4° ou outro sexo. Existem, em nosso planeta, apenas dois de polaridades opostas.

A não discriminação do homossexual e o respeito que se deve ter para com estes irmãos não exclui, no entanto, que se trata de uma dificuldade sexual dos mesmos. Dificuldades ou desajustes emocionais (ou físicos), constituem-se sempre em uma patologia. Quando se menciona o termo patologia há, imediatamente, uma reação de determinados grupos pois logo associam à discriminação. Voltamos a insistir, o homossexual não está sendo, pela doutrina espírita, excluído, pelo contrário, compreendido e amparado. O que constitui patologia é, pois, sua inadaptação psíquica a uma realidade biológica programada para a existência atual.

A origem do comportamento homossexual deve-se a um conflito entre a estrutura do consciente, ou organização biológica, e as regiões do inconsciente ou estruturas espirituais, em desarmonia energética. Conforme sabemos, qualquer postura mental gera núcleos de vibração nas estrutura do inconsciente. Posturas mentais, reforçadas por atitudes, intensificam esses campos de vibração. Desta forma, compreende-se que atitudes de exacerbação sexual com desvios de conduta, especialmente quando prejudicam outros indivíduos, gravam-se indelevelmente nos campos energéticos do espírito. Ao reencarnar, estes desvios energéticos, ou exacerbações da polaridade sexual, determinam conflitos psico-sexuais sérios especialmente se o espírito necessitar renascer em sexo oposto ao da encarnação anterior.

Os conflitos entre o consciente (físico), e o inconsciente (espírito), podem ter, também, origem em vivências desta existência atual.

Se é verdade que distúrbios das vidas anteriores podem ser determinantes de desarmonias energéticas na esfera psico-sexual, o inconsciente também registra inúmeros fatos da existência presente. Podemos dividir, didaticamente, o inconsciente em duas faixas principais: inconsciente presente e inconsciente pretérito. No inconsciente presente, ou atual, estão arquivadas as experiências desta encarnação que, por serem recentes, possuem grande influência na configuração psicológica de todos nós. O inconsciente pretérito constitui uma faixa muito mais ampla porém, em certos casos, podem ter uma expressão menos preponderante que as vivências mais recentes. Cada caso é estritamente pessoal portanto diferente de um indivíduo para outro.

Desde o início das gestação, passando pela infância e adolescência, o espírito vivencia as mais diferentes situações na área da sexualidade. Assim como muitos problemas tem origem na vida atual, freqüentemente situações pregressas são relembradas ou reforçadas nesta vida por erros de educação, pais violentos, abandono, agressões do meio ambiente etc, que conforme as particularidades de cada psiquismo, geram ou repulsa ou identificação com o sexo oposto.

A homossexualidade, ou inadaptação ao sexo biológico, é, portanto, decorrente de um conflito entre zonas do inconsciente (atual e ou pretérito) com as estruturas da zona consciencial. Em determinada ocasião, quando fomos convidados para proferir uma palestra sobre o tema a um grupo de adolescentes, um jovem solicitou-me uma explicação, sob o ponto de vista energético, do porquê a homossexualidade não ser normal. Surgiu-me uma idéia que na ocasião me pareceu adequada:

- Se você olhar aquela tomada na parede, observará que há dois orifícios; por que?

- Todo mundo sabe, uma é para o fio positivo e outro para o negativo.

- Por que, não podem ser dois fios positivos ou dois negativos?

- Porque a corrente para se processar necessita de pólos opostos.

- O que aconteceria se eu colocasse só fios de polaridade igual?

- Ou o Sr. leva um bruto choque (disse ele rindo), ou a lâmpada não vai acender.

- Pois é isto mesmo que acontece com relação ä sexualidade. É preciso entender que também há comunhão de energia entre os parceiros. Estabelece-se um circuito fluídico-vibratório intenso entre os envolvidos. Um homem e uma mulher permutam cargas magnéticas de polarização complementar que os realimenta psiquicamente. Um casal, normalmente adaptado a sua fisiologia, ao se amar e manter relações sexuais intercambiam, intensamente, ondas de energia que ao se completarem absorvem outras, por sintonia, dos planos energéticos superiores. O próprio êxtase sexual é uma abertura magnética para a absorção destas energias que os ampara em termos de vibração psíquica. Como nas ligações homossexuais a polaridade energética não é complementar, há dificuldade em ocorrer o processo descrito. É comum nos homossexuais uma insatisfação íntima ou sensação de vazio interior por ausência da complementaridade energética nas relações, o que pode determinar conseqüências mais ou menos graves.

Não pretendemos esgotar tema tão complexo e doloroso. Em termos de terapêutica, recomendaríamos um acompanhamento minucioso, psicológico e espiritual fosse feito aos irmãos com esta dificuldade. Tomemos por exemplo um homossexual do sexo masculino. Ao invés de buscar relações sexuais na qual desempenharia o papel inverso ao de sua fisiologia, deverá drenar estas forças para atividades compatíveis com esta energia feminina. Um erro comum, cometido por muitos pais, é matricular o garoto em aulas de boxe ou outro esporte para "machos". Tal atitude agrava as dificuldades do jovem que está a precisar de uma canalização sadia dos instintos opostos a sua morfologia. Devem ser-lhe oferecidas atividades que se afinizem com seu psiquismo. Não abafar ou reprimir, mas direcionar sob supervisão, para a arte, a música, ou até para a ciência conforme o caso.

Apoiados pelas igrejas, homofóbicos não param de agredir gays no Brasil

Apoiados pelas igrejas, homofóbicos não param de agredir gays no Brasil

Toda vez que um gay fosse agredido, essa gente devia ser responsabilizada



Olhe bem: não tem cara de biba ?
















Pastores e padres de igrejas cristãs estão conseguindo o que queriam: dar argumentos "bíblicos" e desculpas "sagradas" para que grande parte da população despreze e mesmo agrida os homossexuais nas ruas. Ontem, um impressionante índice foi publicado. Quase 98 % dos alunos dos ensinos fundamentais e médio do país disseram que não querem homossexuais por perto. JESUS TE AMA !!!!!!!

Veja as últimas notícias sobre homofobia no país:

Diretor Agredido

O diretor e roteirista de série gay “Apenas Heróis”, Daniel Sena, foi mais uma vítima da violência homofóbica. No domingo 21 ele foi atacado próximo a sua residência, em Salvador, por três homens. Levado por estes a um matagal, ele ouviu insultos como “viadinho” e “gay de merda”, além de ter sido obrigado a comer terra e beber gasolina.

Os agressores ameaçaram introduzir um pedaço de ferro no ânus de Sena, perguntando como ele tem coragem de continuar a escrever e dirigir um trabalho como a série. Sena foi socorrido por um caminhoneiro que passava pelo local. A violência contra homossexuais no Brasil parece estar distante de acabar.


Travestis recebem ameadas de Skinheads

A sede da Igualdade Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul recebeu ameaças por meio de telefonemas anônimos de pessoas que dizem ser skinheads homofóbicos. Elas prometeram tumultuar a 14ª Parada Livre Porto Alegre 2010, que ocorrerá no Parque da Redenção, a partir das 14h de domingo (28).

Jovens agressores de gays foram internados. Maior será preso

Os psicopatas que agrediram 4 jovens homossexuais em São Paulo enfim parece que pagarão aro por isso. Quatro dos covaredes foram internados ontem em Casa de detenção para menores. Um maior está sendo procurado pela polícia para ser preso.

Decretada internação de jovens suspeitos de agressões na Paulista

Decretada internação de jovens suspeitos de agressões na Paulista

A 1ª Vara da Infância e Juventude de SP determinou que os 4 adolescentes vão responder a processos internados na Fundação Casa

Márcio Apolinário, iG São Paulo | 23/11/2010 15:28

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A 1ª Vara da Infância e Juventude de São Paulo decretou nesta terça-feira a internação provisória dos quatro adolescentes envolvidos em agressões a pedestres na Avenida Paulista no último domingo. De acordo com a promotora da Infância e da Juventude Ana Laura Lunardelli, os quatro adolescentes vão responder a processo internados na Fundação Casa. Todos devem ser julgados por uma tentativa de homicídio, duas lesões corporais e um roubo.

A promotora não tem informações sobre pedido de prisão para o quinto suspeito, o único maior de idade.

Na última quinta-feira, imagens de câmera de segurança divulgadas mostraram momento em que um jovem foi agredido na Avenida Paulista, na manhã do último domingo.

Veja as imagens

O adolescente que aparece como agressor no vídeo integra grupo suspeito de agredir com socos, pontapés e lâmpadas fluorescentes quatro jovens na região da avenida. A suspeita é de que as agressões foram motivadas pelo fato de as vítimas serem ou estarem acompanhadas de homossexuais, o que tipifica um crime de homofobia. Para advogado de um dos suspeitos, o que ocorreu foi uma briga e não uma agressão.

Para o delegado titular do 5º Distrito Policial de São Paulo, José Matallo Neto, a internação prova que a Justiça está de olho e não deixa passar crimes desse tipo. O que esses rapazes fizeram é absurdo. O Ministério Público, a princípio, não podia fazer muito, mas, depois de todas as testemunhas serem ouvidas e as imagens terem sido vistas, não sobra dúvida de que houve barbaridade no ato desses jovens”.


“A grande imprensa, Ministério Público, todos colaboram para que não passasse impune”, completou.

As agressões
Segundo a 5ª DP, o grupo realizou o primeiro ataque contra dois rapazes por volta das 6h30. Um deles ficou com vários ferimentos no rosto depois de ser agredido com duas lâmpadas fluorescentes usadas como arma. Ele foi levado para o Hospital Oswaldo Cruz.

O segundo ataque foi logo depois, contra outro rapaz, que não sofreu ferimentos e não precisou de atendimento médico. As pessoas agredidas têm entre 20 e 23 anos, segundo a polícia. De acordo com o boletim, uma quarta vítima ouviu gritos de um indivíduo na Avenida Paulista vindo em sua direção. Esse indivíduo, de acordo com o relato, começou a dar socos e chutes na vítima sem falar nada. Durante a agressão, celular e carteira da vítima caíram no chão e foram roubados.

Os cinco jovens agressores alegaram provocação para os ataques. Segundo a polícia, eles afirmam terem reagido a provocações. A polícia informou, no entanto, que essa justificativa contraria a versão das vítimas e das testemunhas que presenciaram as cenas.