domingo, 30 de maio de 2010

CANTEIRO DE FRATERNIDADE E PRONTO ATENDIMENTO ESPÍRITA










CANTEIRO DE FRATERNIDADE E PRONTO ATENDIMENTO ESPÍRITA

EVANGELIZAÇÃO ESPÍRITA SEMENTES DO CANETIRO

TRABALHO COM AS MÃES

DROGAS

Salvador/BA

Jul/2009

PROGRAMAÇÃO

1º MOMENTO

Atividade: Prece de abertura

Tempo: 05 minutos

Desenvolvimento: leitura e prece

Mediador: Carleane

2º MOMENTO

Atividade: Dinâmica de apresentação

Tempo: 10 minutos

Desenvolvimento: realização da dinâmica do “Telefone”

Mediador: Evangelizadores

3º MOMENTO

Atividade: discussão sobre as drogas

Tempo: 15 minutos

Desenvolvimento: diálogos sobre as drogas

Mediador: Evangelizadores

4º MOMENTO

Atividade: Misturando as coresDROGAS

Tempo: 15 minutos

Desenvolvimento: as mães serão deslocadas para outros grupos de modo que as cores se misturem e as mães possam socializar os conhecimentos adquiridos sobre uma determinada droga com a outra mãe que fará o mesmo.

Mediador: Evangelizador

5º MOMENTO

Atividade: Fixação do conteúdo

Tempo: 15 minutos

Desenvolvimento: as mães deverão realizar uma produção artística – desenho, pintura, dramatização, dança, poema, texto, colagem – que demonstrem a sua compreensão sobre o conhecimento construído.

Mediador: Evangelizador

6º MOMENTO

Atividade: Apresentação dos trabalhos

Tempo: 20 minutos

Desenvolvimento: cada grupo deverá apresentar a sua produção artística, com duração de 5 minutos cada.

Mediador: Evangelizadores

7º MOMENTO

Atividade: Prece de encerramento

Tempo: 5 minutos

Desenvolvimento: passe e prece de encerramento

Mediador: Carleane

ÁLCOOL

ORIGEM

A cerveja e o vinho foram as primeiras bebidas alcoólicas fermentadas. Surge o vinho, através da fermentação da uva e a cerveja, através de grãos de cereais. Na Idade Média surge o processo de destilação e com essa inovação os problemas relativos ao álcool se aprofundaram.

O álcool contido nas bebidas utilizadas pelo homem é o etanol (álcool etílico), substância psicoativa com capacidade de produzir alterações no funcionamento do Sistema Nervoso Central, podendo modificar o comportamento dos indivíduos, causar prazer e, em decorrência do uso continuado, a dependência e a tolerância.

Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois ele atua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência. O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Esse é um dos motivos pelo qual ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas. Apesar de sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo, passa a ser um problema. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, freqüência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo. Desta forma, o consumo inadequado do álcool é um importante problema de saúde pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando altos custos para sociedade e envolvendo questões, médicas, psicológicas, profissionais e familiares.

A DEPENDÊNCIA QUÍMICA

O alcoolismo é considerado um dos maiores problemas da saúde pública, além de ser comprovadamente porta de entrada para outras drogas.

Detectar o limite existente entre o beber normal e a síndrome de dependência leve nem sempre é fácil e tem sido motivo de muitas controvérsias e polêmicas. Ninguém sabe, de antemão, se vai desenvolver uma dependência química ou não, porque existem outros fatores orgânicos, psicológicos e sociais que precisam estar condicionados, porém sabemos que 15% da população já têm esta doença e se beber ou usar drogas, ela se desenvolverá. É uma doença incurável e a única saída é não tomar o primeiro gole, viver o dia de hoje em abstinência, de acordo com os sábios princípios do AA (Alcoólicos Anônimos).

O fato é que uma pessoa não se torna alcoolista (utilizamos o termo alcoolista, ao invés de alcoólatra, acreditamos que o dependente de álcool, usa-o por necessidade e não por adorá-lo, visto que o sufixo "latra" indica adoração) porque bebeu demais, ele bebe demais porque é alcoolista. A doença preexiste ao ato de beber.

PERSONALIDADE DO POSSÍVEL ALCOOLISTA

A psicologia e a psiquiatria têm realizado estudos tentando vincular alguns tipos de personalidade a uma predisposição para a doença e concluíram que não se pode afirmar com segurança se uma pessoa vai desenvolver o alcoolismo ou não, mas estudando os que já desenvolveram a doença, concluíram que possuem:


-Baixa tolerância à frustração

- Baixa resistência à tensão ou ansiedade

- Sensação de isolamento

- Sensibilidade acentuada

- Tendência a atos impulsivos

- Tendência à autopunição

- Narcisismo e exibicionismo

- Mudanças de humor

- Hipocondria

- Rebeldia e hostilidade incondicional

- Imaturidade emocional

- Conflitos sexuais incógnitos

- Mães superprotetoras

- Antecedentes familiares de alcoolismo


- Tentativa de vencer inseguranças sexuais (o álcool é depressor, anestésico e apresenta falsa desinibição porque relaxa a censura).

OS GRUPOS DE COMPORTAMENTO

De acordo com os autores Vespucci (1999), no caso do alcoolismo, a partir dos primeiros goles, as pessoas acabam se encaminhando para 3 grupos de comportamento:

1º Grupo: A maioria segue bebendo com moderação (socialmente), marcado por alguns episódios de excesso de consumo, criando problemas com acidentes de carro, brigas, desentendimentos, etc.
2º Grupo: Uma pequena parcela não sente o menor atrativo e se torna abstêmia.
3º Grupo: Outra pequena parcela, 12 a 15% da população, desenvolve uma relação toda especial e permanente com o álcool, possuem predisposição para a bebida, é a doença do alcoolismo.

A grosso modo 1 em cada 10 pessoas são alcoolistas.

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O ALCOOLISMO

O que leva ao alcoolismo?

O alcoolista começa a beber pelas mesmas razões que o não alcoolista, isto é, pelo prazer que a bebida oferece. Porém uns bebem moderadamente a vida toda, não se excedem e nem se embriagam, devido, segundo alguns autores, ao próprio organismo que impõe limites. Outros não sentem atrativo nenhum pela bebida. Existem aqueles que ficam fascinados pelo prazer de beber, permanecem bebendo longos anos, até que a dependência se instala e problemas sérios começam a surgir.

Como prevenir o alcoolismo?

Através de um diagnóstico precoce, muito dificultado pelo mecanismo mais usado pelo alcoolista e família chamado "negação". A sociedade e a família são permissivas e condescendentes quanto ao álcool. Fica difícil assumir que possuem alguém da família com o alcoolismo, este diagnóstico sempre vem com um forte peso moral, visto que desconhecem que o alcoolista possui uma doença.

Qual a diferença entre alcoolismo masculino e feminino?

Alcoolismo é uma doença progressiva, mais lenta no homem (aparece depois de uns 20 a 25 anos de uso) e mais rápida na mulher (aparece após 5 a 10 anos de uso). Isto porque a mulher tem mais células gordurosas do que o homem, este tem mais massa muscular. A gordura atrai e retêm mais líquidos e fica exposto mais tempo às substâncias nocivas do álcool. Há 15 anos a porcentagem era de 1 mulher para 20 homens, hoje é de 1 mulher para 6 homens

Como diferenciar o bebedor social do bebedor abusivo?

O comportamento de ambos é bem semelhante, ambos podem ou não serem alcoolistas, mesmo que consigam ficar algum tempo sem beber.

A quantidade e a freqüência também podem ser semelhantes, mas para os autores Vespucci (1999), a diferença está na ressaca. O bebedor não alcoólico cuida da ressaca, toma água, alivia a dor de cabeça e do estômago, evita com repulsa a bebida. Não permite que a bebida interfira no seu modo de beber. O alcoolista perde progressivamente o controle sobre o álcool, sutilmente suas ações passam a girar em torno da bebida, nem ele, nem a família se dão conta. Ele procura curar a ressaca, quando as tem, bebendo um pouco mais. Depois do porre, o dia seguinte é um novo namoro, pode também ficar períodos prolongados de abstinência, semanas ou meses, mas quando ingere, mata aquela "saudade", funciona como muleta, a bebida alivia, tranqüiliza.

Existe cura?

Não há cura, o portador do alcoolismo pode deter a doença, mas primeiro precisa aceitar que ela existe depois conscientizar-se do problema e praticar abstinência completa.

Quais as fases da doença?

A doença tem fases evolutivas:

1) Fase da adaptação: o organismo aprende a "funcionar a álcool"

2) Fase da tolerância: o organismo pede doses crescentes para sentir os mesmos efeitos

3) Fase da dependência química. Alguns autores classificam os alcoolistas, na fase da dependência química, de acordo com seu grau de envolvimento com o álcool:

3.1) Bebedor periódico: bebe grandes quantidades em pouco tempo e depois passam meses sem beber.
3.2) Bebedor discreto e silencioso: bebe quase diariamente, regularmente e quantidade relativamente pequena.

3.3) Bebedor assumido: bebe sempre, muito e constantemente.

3.4) Bebedor camuflado: bebe sempre, quantidade pequena, média ou grande, mas raramente se embriaga.

Quais as etapas progressivas da doença?

1) Etapa do "beber social" cotidiano e noturno, mesmo um pequeno drinque, uma lata de cerveja diária, é prenúncio de que o organismo está dependente, precisa relaxar antes de dormir.
Etapa do "beber social" ao apagamento - bebe antes, durante e depois do evento social, quando excede promete a si e aos outros que vai se controlar. Começa a ter os primeiros apagamentos, amnésias que o impede de lembrar o que fez na noite anterior.

2) Etapa intermediária: agravamento dos sintomas, busca ambientes desconhecidos para beber sem fiscalização. Chega em casa bêbado, com acentuado nervosismo, não sabe administrar as emoções, usa da mentira com freqüência para evitar críticas. Começa a tremer as mãos pela manhã, deteriorar as relações profissionais e familiares e freqüentemente não consegue ir ao trabalho às segundas-feiras.

3) Etapa final: morte, loucura ou recuperação. Sofre terríveis síndromes de abstinência se ficar sem a bebida, sofre taquicardia, sudoreses, convulsões, delírios tremuns... fica em desnutrição, cai com freqüência, não tem higiene... entra em degradação física, mental e emocional.

Onde termina o beber normal e começa o alcoolismo?

Esta é uma questão intrigante, saber onde termina o beber normal e começa o alcoolismo.

Ainda leva-se em consideração a quantidade e a freqüência do álcool ingerido; se a pessoa bebe diariamente; se bebe sozinho; se bebe a ponto de sofrer prejuízos físicos ou se chegou a perder a liberdade sobre o ato de beber em detrimento de outras coisas na vida familiar ou profissional.
O processo de transição de um estado moderado para a dependência é longo, leva anos. Ninguém dorme bebendo normalmente e acorda alcoolista.

Qual a ação do álcool do ponto de vista médico?

De acordo com os médicos Dr. Otto Wolff e Dr. Walther Bühler, observa-se no álcool 2 tipos de efeitos: um negativo e outro "positivo".

Sendo o álcool uma droga, é capaz de provocar sérios danos, inclusive a morte, caso seja ingerido em excesso.

O fígado é o órgão mais lesado, pesquisas revelaram que "após a ingestão de pequenas quantidades de álcool, mesmo um fígado sadio apresenta lesões celulares... A ingestão de quantidades maiores de álcool (80-160 g., ou seja, 1-2 litros diariamente, inevitavelmente produz grave lesão do fígado após algum tempo" Wolff, Bulher (1987).

Os danos também podem se dirigir à arterioesclerose coronário (riscos de infarto do miorcádio), neurites, etc. lesões que, no mínimo, encurtam a vida humana e provocam moléstias crônicas.

Quanto ao efeito "positivo", muitos apreciam a sensação psíquica agradável, a sensação de calor que estimula e ativa, a sensação de uma aceleração do metabolismo e da circulação, o esquecimento das preocupações. Após mais doses, esclarece os Drs. Wolff e Bulher aparece o aumento da eloqüência, do bom humor, mais uma dose, o estado de alegria se transforma em excitação, diminui a capacidade do pensamento, visão dupla, vertigens e embriaguez.

Qual o efeito espiritual do álcool?

Em poucas palavras, resumem os Drs. Wolff e Bulher, "o homem perde-se a si mesmo". "A estimulação, a alegria, o esquecimento das preocupações são acompanhados por uma "crescente perda de critério": a censura é desligada, a pessoa desinibe-se, faz e fala coisas que não faria ou falaria se estivesse sóbria, ocorre um "desencadeamento irrefreado de tendências inferiores e vis". Na realidade a pessoa não passa a beber para criar coragem, mas para perder o controle de si, para deixar transparecer sua "natureza baixa".

Mesmo em pequenas doses ocorre uma diminuição da consciência e uma incapacidade do espírito de agir no corpo. Diz Rudolf Steiner que "o álcool isola o homem de tudo o que é espiritual, luta contra a atividade de nosso EU espiritual"

Não podemos subestimar o problema do alcoolismo, é uma doença grave progressiva e incurável, cuja única saída será o tratamento e a abstinência total. Precisamos compreender que os danos físicos não são tão eminentes, a não ser após a ingestão regular de quantidades maiores, mas os efeitos sobre a estrutura espiritual e a personalidade do ser humano são intensos, mesmo ingerindo-se pequenas quantidades, o homem se desconecta do aspecto espiritual, perde-se de si mesmo e provoca a decadência física e psíquica da sua personalidade.

CIGARRO

O cigarro é um dos produtos de consumo mais vendidos no mundo, comanda legiões de compradores leais e tem um mercado em rápida expansão.

O QUE VAI NO CIGARRO

Até 700 aditivos químicos talvez entrem nos ingredientes utilizados na fabricação de cigarros, mas a lei permite que os fabricantes guardem a lista em segredo. No entanto, constam entre os ingredientes matais pesados, pesticidas e inseticidas. Alguns são tão tóxicos que é ilegal despejá-los em aterros. Aquela atraente espiral de fumaça está repleta de umas 4.000 substâncias, entre as quais acetona, arsênico, butano, monóxido de carbono e cianido. Os pulmões dos fumantes e de quem está perto ficam expostos a pelo menos 43 substâncias comprovadamente cancerígenas.

Mais viciante que drogas como o álcool, cocaína, crack e morfina; a nicotina atinge o cérebro em até vinte segundos: tempo bem mais rápido que o princípio ativo de qualquer outra destas drogas. Assim, a probabilidade de um indivíduo se tornar dependente da nicotina é muito alta, com crise de abstinência bastante incômoda, que geralmente se inicia minutos depois do último trago, sendo as grandes responsáveis pela dificuldade de um fumante em interromper o uso do cigarro. Esta situação é tão séria, e triste, que não é raro vermos pacientes fumantes em estágio terminal, implorando desesperadamente por mais um trago.

Gás carbônico, monóxido de carbono, amônia, benzeno, tolueno, alcatrão, ácido fórmico, ácido acético, chumbo, cádmio, zinco, níquel dentre muitas outras substâncias são encontradas no cigarro. Estas são responsáveis pelo aumento dos riscos que estes indivíduos têm de desenvolver problemas de saúde como cânceres, doenças coronarianas, má circulação sanguínea, enfisema pulmonar, bronquite crônica, derrames cerebrais, úlceras, osteoporose, impotência, catarata.

O QUE HÁ POR TRÁS DO CIGARRO

O cigarro é considerado o maior poluente de ambientes domiciliares; é responsável pela derrubada de árvores e queimadas em prol do plantio do fumo e fabricação de lenha para abastecimento de fornalhas para o ressecamento das folhas; contamina os solos pelo uso de agrotóxicos; e é o causador de inúmeras queimadas, graças ao descarte indevido de suas bitucas.

NÃO FUMANTES EM RISCO

Você mora, trabalha ou viaja com fumantes inveterados? Então talvez corra o risco ainda maior de contrair câncer de pulmão ou doenças cardíacas. Um estudo realizado em 1993 pela Agência para Proteção do Meio ambiente (EPA, em inglês) concluiu que a fumaça de cigarro no ambiente é um carcinógeno do Grupo A, o mais perigoso.

A Associação Médica Americana publicou, em junho de 1994, um estudo que revela que as mulheres que nunca fumaram, mas que inalam fumaça de cigarro no ambiente corre um risco 30% maior de contrair câncer de pulmão do que outras pessoas que também nunca fumaram.

Um levantamento feito pela equipe de José Rosember, pneumologista brasileiro, avaliou os efeitos do tabagismo na saúde de 15 mil crianças entre zero e um ano. Nas famílias em que o pai fuma, cerca de 25% das crianças apresentou problemas respiratórios. Quando a mãe é fumante o número passa para 49%, pois ela tem mais contato com a mãe. Em 2002, o governo brasileiro estampará nos maços de cigarro, imagens e alertas aterradores, como por exemplo, uma doente grave aparecendo num leito de hospital com câncer de pulmão. Terá também imagens de crianças prematuras para alertar o fumo durante a gravidez e frases de efeito como “Fumar causa impotência sexual”. Será a maior ofensiva contra os mais de 30 milhões de viciados, que segundo o Ministério da Saúde mata 80 mil brasileiros por ano.

COMO PARAR DE FUMAR

Para quem quer se livrar da dependência, a medicina está trazendo tratamentos desde terapias e antidepressivos até chicletes e adesivos de nicotina. Algumas alternativas se baseiam na reposição de nicotina. O fumante é poupado dos efeitos da interrupção repentina do hábito, como a irritabilidade. Então, se oferece ao corpo a nicotina, mas em doses menores até que ele dispense a substância, como é o caso do chiclete e do adesivo de nicotina. Há outros tratamentos que usam antidepressivos, com bupropriona (Zyban, da empresa Glaxowellcome). Mas ainda não se sabe como ele funciona contra a dependência.

Há também técnicas para quem, durante o tratamento, sente um desejo incontrolável de fumar. Trata-se de um sray de nicotina. Ao bater aquela vontade de tragar, o fumante pode borrifar um pouco do líquido no nariz. Mas esse produto só existe nos Estados Unidos. Já descobriu-se que o cérebro possui receptores de nicotina, espécies de fechadura localizadas nas células nas quais o composto se encaixa. A partir daí começam a ser liberadas no corpo substâncias como a seretonina, catecolamida e dopamina. Elas estão envolvidas no processamento de sensações como bom-humor e relaxamento. Com o tempo, o corpo se acostuma com a nicotina e precisa cada vez mais dela para sentir as mesmas coisas. Está consolidada a dependência.

Sabe-se também que além da nicotina, o outro vilão é o alcatrão. Ele causa alterações nas células que podem levar ao desenvolvimento de vários tipos de câncer como o de pulmão e o de boca.

CONSTATAÇÕES DE 50.000 ESTUDOS – CONSEQÜÊNCIAS À SAÚDE

A seguir temos uma pequena amostra do que preocupa os pesquisadores com relação ao fumo e à saúde:

Câncer de Pulmão à 87% das mortes por câncer de pulmão ocorrem entre os fumantes.

Doenças Cardíacas à os fumantes correm um risco de 70% maior de apresentar doenças cardíacas

Câncer de Mama à as mulheres que fumam 40 ou mais cigarros por dia têm uma probabilidade 74% maior de morrer de câncer de mama.

Deficiências Auditivas à os bebês de mulheres fumantes têm maiores dificuldades em processar sons.

Asma à a fumaça pode piorar a asma em crianças

Predisposição ao Fumo à as filhas de mulheres que fumavam durante a gravidez têm quatro vezes mais probabilidade de fumar também.

Leucemia à suspeita-se que o fumo cause leucemia mielóide.

Contusões em Atividades Físicas à segundo um estudo do Exército dos Estados Unidos, os fumantes têm mais probabilidades de sofrer contusões em atividades físicas.

Memória à doses altas de nicotina podem reduzir a destreza mental em tarefas complexas.

Depressão à psiquiatras estão investigando evidências de que há uma relação entre o fumo e a depressão profunda, além da esquizofrenia.

Outros perigos a acrescentar à lista à câncer da boca, laringe, gargantas, esôfago, pâncreas, estômago, intestino delgado, bexiga, rins e colo do útero; derrame cerebral, ataque cardíaco, doenças pulmonares crônicas, distúrbios circulares, úlceras pépticas, diabetes, infertilidade, bebês abaixo do peso, osteoporose e infecções dos ouvidos. Pode-se acrescentar ainda o perigo de incêndios, já que o fumo é a principal causa de incêndios em residências, hotéis e hospitais.

O Pulmão e o Coração à O pulmão humano é composto de pequenos glóbulos chamados alvéolos. O fluxo de sangue e a irrigação sanguinia entre o coração e o pulmão são intensos. A fumaça do cigarro prejudica diretamente o funcionamento do sistema coração-pulmão. Com o passar do tempo os alvéolos pulmonares vão sendo cimentados pelos componentes da fumaça do cigarro, deixando de fazer sua função. O organismo então passa a ter menor oxigenação dos tecidos, resultando em maior facilidade de cansaço para o fumante. O cigarro também causa inúmeros danos ao coração, tal como infarto.

É POSSÍVEL LIBERTAR-SE

Milhões de pessoas conseguiram se libertar do vício da nicotina. Se você fuma, você também poderá largar esse hábito prejudicial.

Aqui vão algumas dicas

Saiba de antemão o que esperar. Os sintomas de abstinência podem incluir ansiedade, irritabilidade, tontura, dor de cabeça, insônia, distúrbios estomacais, fome, fortes desejos de fumar, talvez por causa de um momento estressante (lembre-se de que o impulso em geral passa dentro de cinco minutos), dificuldade de concentração e tremores. Isso não é nada confortável, mas os sintomas mais intensos duram apenas alguns dias e vão desaparecendo à medida que o corpo vai se livrando da nicotina.

Analise sua rotina para ver quando você procurava um cigarro e altere esse padrão, pois a mente estava condicionada por comportamentos associados ao fumo. Por exemplo, se fumava logo após as refeições, crie a determinação de levantar-se logo em seguida e caminhar ou lavar os pratos. Se estiver desanimado por causa de recaídas, não desista. O importante é continuar tentando.

Parar de fumar é uma coisa. Largar de uma vez por todas o fumo é outra coisa. Estabeleça alvos de abstinência: um dia, uma semana, três meses, para daí então parar de fumar para sempre.

Se a idéia de engordar o incomoda, lembre-se de que os benefícios de parar de fumar superam esses quilinhos a mais. É bom ter frutas e hortaliças à disposição. E beba muita água.

E falando em benefícios ao parar de fumar saiba mais sobre isso:

- Vinte minutos depois de deixar o cigarro, a pressão arterial e os batimentos cardíacos retornam ao normal

- Um dia depois de largar o vício, as chances de infarto começam a se reduzir

- Após três dias, há um aumento da capacidade respiratória

- De duas a 12 semanas a circulação sangüínea melhora

- No intervalo de 1 a 9 meses a tosse e as infecções das vias aéreas vão cessando. A capacidade física melhora

- Em um ano diminui o risco de doença coronariana em 50%

- Em dez anos caem às chances do aparecimento de câncer

- No período de dez a 15 anos o perigo de desenvolver problemas cardíacos se iguala ao de uma pessoa que nunca fumou

Conclusão

O fumo e seus derivados fazem parte do grupo de drogas consideradas de alta periculosidade a saúde humana. Vidas são tragadas pelos malefícios do fumo a cada minuto. Se o fumo é um mal para uns, faz muito bem a outros tantos que usufruem do lucro gerado pelo fumo e seus derivados. A grande maioria, entretanto, morre e adoece todos os dias. O fumo traz inúmeras despesas à nossa sociedade.

COCAÍNA

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/15/Coca.jpgDE QUE É FEITA A COCAÍNA

A cocaína ou éster do ácido benzóico é uma droga derivada do arbusto Erythroxylum coca Lamarck, estimulante com alto poder de causar dependência. A produção da droga é realizada através de extração, utilizando como solventes álcalis, ácido sulfúrico, querosene e outros.

Arbusto Erythroxylum coca Lamarck

ORIGEM DA COCAÍNA

A cocaína é a segunda droga ilegal mais consumida atualmente, depois da maconha.E usada comprovadamente há mais de 1200 anos pelos povos nativos da América do Sul. Eles a mastigavam para ajudar a suportar a fome, a sede e o cansaço, sendo, ainda hoje, consumida legalmente em alguns países (Peru, Bolívia) sob a forma de chá (a absorção do princípio activo, por esta via, é muito baixa). Inicialmente os espanhóis, constatando o uso quase religioso da planta, nas suas tentativas de converter os índios ao cristianismo, declararam a planta produto do demónio.

Caixa de texto: Anúncio à Coca-Cola com cocaína, c1900.http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6d/Cocacola-5cents-1900.jpg/180px-Cocacola-5cents-1900.jpgO seu uso entre os espanhóis do novo mundo espalhou-se, sendo as folhas usadas para tratar feridas e ossos partidos ou curar a constipação/resfriado. A coca foi levada para a Europa em 1580. O seu uso espalhou-se gradualmente. Após visitas à America do Sul de cientistas italianos que levaram amostras da planta para o seu país, o químico Angelo Mariani desenvolveu, em 1863 o vinho Mariani, O vinho Mariani era muito apreciado pelo Papa Leão XIII, que inclusivamente premiou Mariani com uma medalha honorífica. A Coca-Cola seria inventada em parte como tentativa de competição dos comerciantes americanos com o vinho Mariani importado da Itália. A Coca-Cola continuaria desde a sua invenção até 1903 a incluír cocaína nos seus ingredientes, e os seus efeitos foram sem dúvida determinantes do poder atractivo inicial da bebida.

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Em Viena, Sigmund Freud, o médico criador da psicanálise experimentou-a em pacientes, fascinado pelos seus efeitos psicotrópicos. Publicou inclusivamente um livro Über Coca sobre as suas experiências. Contudo acabou por se desiludir com a dependência a que foram reduzidos vários dos seus amigos. A popularidade da cocaína ganha terreno: Em 1885 a companhia americana Park Davis vendia livremente cocaína em cigarros, pó ou liquido injectável sob o lema de "substituir a comida; tornar os covardes corajosos, os silenciosos eloqüentes e os sofredores insensíveis à dor", porém logo foi descoberto o seu efeito altamente viciante e degradante, acabaram por resultar na regulação e posterior proibição da substância.

QUAL O TIPO E COMO É A DROGA

Depois de extraída e trabalhada quimicamente está é a forma da cacaína, em uma das imagéns exemplo já pronta para o consumo em um nome batizado pelos usuários como “carreiras”

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh0G2l0hSQS89CA82HA_37FwjPRO71adOj4uPrNWNEDZye5v34NjFjnKR4CglZlML_LHplrcClH458LqZaRI7BK7ee7EyV5w1kKkU7BXrgjTVFIy8GRKxPsA9UyjqGl_5q5UJq4R_44tXdm/s400/coca%C3%ADna.jpghttp://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/67/Cocaine3.jpg

A cocaína tem o aspecto de um pó branco e cristalino (é um sal, hidrocloreto de cocaína).

O CRACK

O crack foi um desenvolvimento moderno do consumo da cocaína. É muito mais barato e fácil de consumir, e as comunidades com renda menor arruinam-se ainda mais por todo o mundo devido ao seu consumo.

Muitos usuários de cocaína, conhecendo o crack, começaram a utilizar somente ele, pois o efeito de euforia é mais forte do que da cocaína e por muitos não terem dinheiro para comprar ambas, compram somente o crack. Porém isso não é uma regra, muitos usuários de cocaína e crack, podem ter uso abusivo de ambas, ou mais ainda da cocaína, depende da assimilação do usuário.

Muitos preferem a cocaína ao crack, pois já estão viciados psicologicamente no ritual da inalação. O crack é dito por muitas pesquisas que é mais barato do que a cocaína, porém não é o que foi constatado, pois comparando a utilização de ambas as drogas, o crack acaba mais rápido e o efeito, apesar de mais forte, é mais curto que o da cocaína, durando cerca de 20 minutos no máximo.

A cocaína não produz o mesmo efeito depois de anos de utilização no usuário que consome 1 grama, ela não causa mais efeito .Muitos usuários de cocaína ou crack abusam e muito, da droga, pois o seu efeito é rápido e a vontade de ter as sensações causadas psicologicamente pela droga novamente fazem com que muitos utilizem doses maiores, o que, às vezes, pode acabar numa overdose.

http://www.abracomta.org/drogas1.jpgEFEITOS DA COCAÍNA E DO CRACK NO ORGANISMO

Sensações de “super-poderes”

Aumentam a velocidade e clareza do pensamento, destreza dos músculos, inibem a dor, aumentam a tensão arterial. O indivíduo sente-se invulgarmente consciente e desperto, eufórico, excitado, com mente clara e sensação de paragem do tempo. O consumidor sente-se extremamente auto-confiante, poderoso,irresistível e capaz de vencer qualquer desafio, de uma forma que não corresponde à sua real situação ou habilidade. A motivação do indivíduo torna-se "irreal", desligando-se dos interesses sociais, familiares, emocionais, ambição profissional ou aprendizagem de formas de lidar com novos desafios, para se concentrar apenas na droga, que dá um sentimento de auto-realização.

Efeitos devastadores para o organismo

A cocaína pode causar malformações e atrofia do cérebro e malformações dos membros na criança se usada durante a gravidez. Ela pode ser detectada nos cabelos durante muito tempo após consumo, e o seu uso pela mãe é comprovado desta forma em bebês.

A cocaína causa danos cerebrais microscópicos significativos com cada dose. Com o início do consumo regular os danos tornam-se irreversíveis Causa também urgência de urinação, tremores,dilatação da pupila, hiperglicemia, saliva grossa. Os seus efeitos imediatos duram 30-40 minutos. Entre os efeitos descritos da droga no sistema nervoso central estão: Euforia, sensação de poder, ausência de medo e ansiedade, agressividade, excitação física, mental e sexual, anorexia (perda do apetite), insônias, delírios, cardiovasculares, aumento da força e freqüência cardíacas, palpitações (sensação do coração a bater rápido contra o peito), hipertensão arterial. Convulsões e depressão neuronal , alucinações, coma e morte. As overdoses de cocaína são rapidamente fatais.

Efeitos a longo prazo:


· Perda de memória

· Perda da capacidade de concentração mental

· Perda da capacidade analítica.

· Falta de ar permanente, trauma pulmonar, dores torácicas

· Destruição total do septo nasal (se inalada).

· Perda de peso até níveis de desnutrição

· Cefaléias (dores de cabeça)

· Síncopes (desmaios)


· Distúrbios dos nervos periféricos ("sensação do corpo ser percorrido por insetos")

CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS E ESPIRITUAIS

SOCIAIS

Nós como integrantes de uma sociedade de encarnados aqui na terra não devemos estar a margem das regras das organizações sociais, o individuo com sua imagem degradada por qualquer tipo de vicio estará sujeito a rejeição e não adequação nas instituições familiares e empresas empregatícias. Não estaremos ajustados ném mesmo a nossa auto-imgem, por tanto estaremos em constatnte desamor conosco, nos excluindo cada vez mais de um convivio sadio com aqueles que nos cercam.

ESPIRITUAIS

Sabemos que nós somos seres constituidos em três aspectos (Corpo-Perispirito-Espirito) como tal a ações implementadas em nossa existência refletirão nas dimensões. Se nos entregamos aos vicios, degradamos o corpo reduzindo a nossa vitalidade, agredimos o nosso perispirito causando chagas a serem curadas e ao espírito o endividamento com as leis divinas tais como: a lei de conservação, lei de sociedade,lei de progresso, lei de amor e principalmente a lei de causa e efeito. Estaremos projetando um grande ajuste futuro, estacionando ou atrasando a nossa caminhada em direção ao nosso crescimento moral. Conscientizar-se do equivoco, buscar auxilio e seguir adiante na jornada que todos nós estamos sujeitos torna-se inprescidivel para todos aqueles que já tomaram consciencia da nossa verdadeira essência moral.

COMBATE DO GOVERNO E DE NÓS ENQUANTO SOCIEDADE

As forças governamentais policiais estudam e agem cada vez mais na repressão a chegada e consumo de drogas nos estados brasileiros. Atuando em patrulhas e roteamento do tráfico no país, não conseguem ter ainda uma eficácia evidente por conta do número cada vez maior de usuarios e comerciantes destes produtos ilegais, que alimentam e fortalecem de forma crescente os criminosos. Em pesquisa recente foi informada em jornais televisivos o indice cada vez maior de jovens entre 12 e 18 anos mortos por conta da criminalidade e as drogas têm um papel fundamental nestes dados, em Foz do Iguaçu cidade do sul do Brasil a cada 1000 jovens nesta feixa-etária 10 estão morrendo assasinados. Campanhas e informativos são veinculados para o comabate de intorpecentes de todo o gênero, casas de recuperação de dependentes estão surgindo nos estados como A Cidade da Luz. A responsabilidade é de cada um de nós em disseminar valore reais como amor, fraternidade e amizade para aqueles que nos rodeiam apoiando-nos mutualmente nas nossas fraquezas diminuindo cada vez mais estes tristes indices de dor e sofrimento.

CENTROS DE TRATAMENTO

A Cidade da Luz tem, às quintas-feiras, um trabalho voltado para dependentes químicos e seus familiares. Se desejar, ir pessoalmente à Instituição para entrar em contato com a equipe. O trabalho inicia às 19 horas, portanto, chegar com antecedência. Telefone para informações: 33363-5538 - secretaria da Instituição (horário administrativo).

CRACK

SUBSTÂNCIA

O crack é uma droga ilegal, obtida a partir da merla - uma variação da pasta de coca, obtida como subproduto do processamento das folhas de coca, para obtenção de cocaína. A merla é misturada ao bicarbonato de sódio e água. O bicarbonato de sódio faz com que a mistura tenha um baixo ponto de fusão (passagem de sólido para líquido) e ebulição (uma forma de passagem de líquido para gasoso), tornando possível a queima da droga com o auxílio de cinzas, que são colocadas em um cachimbo, junto ao crack

ORIGEM

O crack deriva da planta de coca, é resultante da mistura de cocaína, bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, resultando em grãos que são fumados em cachimbos. O surgimento do crack se deu no início da década de 80, o que possibilitou seu fumo foi a criação da base de coca batizada como livre.


CONSEQÜÊNCIAS PARA A SAÚDE

Intoxicação pelo metal: O usuário aquece a lata de refrigerante para inalar o crack. Além do vapor da droga, ele aspira o alumínio, que se desprende com facilidade da lata aquecida. O metal se espalha pela corrente sanguínea e provoca danos ao cérebro, aos pulmões, rins e ossos.

Fome e sono: organismo passa a funcionar em função da droga. O dependente quase não come ou dorme. Ocorre um processo rápido de emagrecimento. Os casos de desnutrição são comuns. A dependência também se reflete em ausência de hábitos básicos de higiene e cuidados com a aparência.

Pulmões: A fumaça do crack gera lesão nos pulmões, levando a disfunções. Como já há um processo de emagrecimento, os dependentes ficam vulneráveis a doenças como pneumonia e tuberculose. Também há evidências de que o crack causa problemas respiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar e dores fortes no peito

Coração: A liberação de dopamina faz o usuário de crack ficar mais agitado, o que leva a aumento da presença de adrenalina no organismo. A consequência é o aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial. Problemas cardiovasculares, como infarto, podem ocorrer

Ossos e músculos: O uso crônico da droga pode levar à degeneração irreversível dos músculos esqueléticos.

Sistema neurológico:

Oscilações de humor: o crack provoca lesões no cérebro, causando perda de função de neurônios. Isso resulta em deficiências de memória e de concentração, oscilações de humor, baixo limite para frustração e dificuldade de ter relacionamentos afetivos. O tratamento permite reverter parte dos danos, mas às vezes o quadro é irreversível.

Prejuízo cognitivo: pode ser grave e rápido. Há casos de pacientes com seis meses de dependência que apresentavam QI equivalente a 100, dentro da média. Num teste refeito um ano depois, o QI havia baixado para 80.

Doenças psiquiátricas: em razão da ação no cérebro, quadros psiquiátricos mais graves também podem ocorrer, com psicoses, paranóia, alucinações e delírios

Sexo: O desejo sexual diminui. Os homens têm dificuldade para conseguir ereção. Há pesquisas que associam o uso do crack à maior suscetibilidade a doenças sexualmente transmissíveis, em razão do comportamento promíscuo que os usuários adotam

CONSEQÜÊNCIAS ESPIRITUAIS

Muitas são as entidades que se manifestam durante as reuniões mediúnicas ainda presas ao seu vício e ao desencarne prematuro, sejam os mesmos provocados pelo uso de drogas ou de vícios abusivos de bebidas alcoólicas, fumo, sexo, gula etc. Muitos espíritos continuam perseguindo e vampirizando seres encarnados, viciosos e invigilantes1, através da empatia entre eles. O diálogo com estes espíritos é difícil porque eles sempre têm suas justificativas para odiarem e perseguirem viciados ou aqueles que foram seus desafetos no passado e estão de conformidade com a lei que diz: “semelhante atrai semelhante”. O tratamento espiritual do viciado está baseado no arrependimento e mudança de comportamento, tanto do espírito desencarnado como do encarnado. Não adianta um espírito obsessor se afastar do obsediado se não houver modificação de seu comportamento. Será sempre substituído por outro e assim sucessivamente... Observamos também que o vício obsessivo3 e suas conseqüências físicas e morais, encontram na mediunidade uma porta aberta para a influência de entidades viciosas, e muitos irmãos chegam à casa espírita pensando que estão loucos, esquizofrênicos ou epiléticos; outros são espíritas que perderam o controle de sua mediunidade, estando obsediados ou fascinados, necessitando de um amparo especial para o seu reequilíbrio

O CONJUNTO DESSES FATORES PODE INDICAR O CONSUMO:

ü Zero Hora e A Notícia.

ü O jovem anda retraído, deprimido, cansado e descuidado do aspecto pessoal (com cabelo e barba por fazer e unhas sujas e malcuidadas), agressivo, com atitudes violentas.

ü Quando a pessoa muda radicalmente o grupo de amizades.

ü Se estuda, mostra dificuldades na escola e perde o interesse por passatempos, esportes e hobbies.

ü Se trabalha, começa a faltar e ficar relapso.

ü O usuário muda seus hábitos alimentares, deixa de se alimentar com freqüência e passa a sofrer com distúrbios de sono. O usuário de crack pode perder 10 quilos em um mês.

ü Usa desodorante para disfarçar cheiro, fica com os olhos vermelhos, as pupilas dilatadas e usa colírios.

ü Mantém conversas telefônicas com desconhecidos, começa a furtar objetos de valor na própria casa.

ü Adota mudanças no visual, usa roupas sujas e faz apologia a drogas.

ü No caso da maconha, quando há caixas de fósforos furadas no centro, ou piteiras e cachimbos, que permitem fumar o cigarro de maconha até o final sem queimar os dedos ou os lábios; papel de seda (para enrolar a droga); tem manchas amareladas entre as pontas dos dedos e queimaduras e há cheiro nos lençóis.

ü No caso da cocaína, cartões de crédito e lâminas utilizados para pulverizar o pó e canetas sem carga, para aspirá-lo, são sinais de uso.

ü Também é importante perceber se o nariz da pessoa sangra com frequência ou apresenta coriza, se tem dificuldade para falar, gasta mais dinheiro do que o normal e sai mais de casa, ou passa noites insones.

ü Mentiras recorrentes e descaso com compromissos

COMBATE

O Ministério da Saúde (MS) investirá R$ 117,3 milhões na ampliação do acesso às ações de prevenção e tratamento do uso nocivo de álcool e outras drogas na rede de atenção e saúde mental do SUS (Sistema Único de Saúde) até o próximo ano.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para dependente de álcool e outras drogas. Esse tratamento é feito nos CAPSad (Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas). Os CAPSad são serviços extra-hospitalarias de atenção diária, de base comunitária e que têm equipe multiprofissional – psicólogo, psiquiatra, assistente social, terapeuta ocupacional, clínico geral, enfermeiro, entre outros.

HEROÍNA

A heroína ou diacetilmorfina é uma droga opióide natural ou sintética, produzida e derivada do ópio, extraído da cápsula (fruto) de algumas espécies de papoula. Na sua forma pura, é encontrada como um pó branco facilmente solúvel em água. A heroína pode ser injetada, inalada ou fumada. Uma injeção intravenosa provoca maior intensidade e início de euforia mais rápido (7 a 8 segundos), enquanto a injeção intramuscular causa a sensação mais lentamente (5 a 8 minutos). Esta forma de consumo leva a uma rápida subida das concentrações sangüineas, e resulta numa ação inicial muito mais forte de satisfação intensa. Quando a heroína é inalada ou fumada o pico do efeito é atingido em 10 a 15 minutos. Todas as formas de uso da heroína causam dependência e tolerância.

A heroína quando usada junto com outras drogas depressoras do Sistema Nervoso Central, como álcool e calmantes, tem seu efeito potencializado. Uma pequena dose de heroína pode rapidamente produzir os mesmos efeitos de uma dose elevada (ou uma overdose) se for combinada com outras drogas. O consumo de heroína pode causar dependência física, envelhecimento acelerado e danos cerebrais irreversíveis, além de outros problemas de saúde. O consumo de heroína leva à dependência física e psicológica. A dependência física surge 6-10 horas depois da última dose e caracteriza-se por : tremores, ereção dos pêlos, priapismo (ereção do pénis continuada e dolorosa com danos no orgão), suores abundantes, lacrimejamento, rinorréia, respiração rápida, temperatura elevada, ansiedade, anorexia (falta de apetite), dores musculares, hostilidade, vómitos e diarréia. Um sinal importante é a miose (constrição da pupila do olho), já que não ocorre com outras drogas (é muito mais frequente a dilatação -midríase). Há hipertensão arterial com risco de cegueira, enfartes, paralise ou ataques epilépticos.

O dependente de heroína também pode ter problemas sociais e familiares. Ele torna-se apático, desanimado, perdendo o interesse por sua vida profissional e familiar. Metabolizada no figado, ultrapassa a barreira hemato-encefálica e a placenta: os filhos de consumidoras apresentam mal formações aumentadas e profunda dependência.

Logo após o uso, pessoa fica num estado sonolento, fora da realidade. Os batimentos cardíacos e respiração aceleram, causando uma sensação de calor. As primeiras sensações são de euforia e conforto. Logo depois, o usuário entra em profunda depressão. Causa surdez, cegueira e inflamações nas válvulas cardíacas. O indivíduo vai ficando cada vez mais desanimado, sem interesse para nada. Começa a gastar todo o seu tempo e energia para obter mais doses da droga.

Produz euforia e bem estar, mas a sua ação necessita de doses cada vez maiores para se manter ao mesmo nível de tolerância.A tolerância leva o consumidor recreativo a consumir doses cada vez maiores. Estas provocam alterações bioquímicas temporárias ou permanentes no cérebro.

LSD/ EXTASY

1 – O QUE É O LSD - A SUBSTÂNCIA

LSD - Dietilamida do Ácido Lisérgico, uma das mais potentes substâncias alucinógenas conhecidas. Derivada de uma palavra alemã. O LSD, é um composto cristalino, que ocorre naturalmente como resultado das reações metabólicas de um fungo, podendo ser produzido a partir do processamento de substâncias.

2 – ORIGEM

Foi sintetizado pela primeira vez em 1938 e, em 1943, o químico suíço Albert Hofmann descobriu os seus efeitos de uma forma acidental. A descoberta dos efeitos do LSD aconteceu quando Hofmann, após manuseio contínuo de substâncias (A pequena quantidade de LSD absorvida pelo contato com a pele é o suficiente para produzir seus efeitos) se viu obrigado a interromper o trabalho que estava realizando devido aos sintomas alucinatórios que estava sentindo.

3 – CONHECIMENTO

É uma droga que ganhou popularidade na década de 60, estando seu consumo culturalmente associado ao movimento psicodélico, mais conhecido na tradicional "fase psicodélica" da banda de rock inglesa The Beatles entre 1965 à 1967, e de muitas outras, como o Pink Floyd, cujo vocalista e guitarrista fundador Syd Barrett enlouqueceu devido ao consumo excessivo da droga.

Pode apresentar a forma de barras, cápsulas, tiras de gelatina, liquída, micropontos ou folhas de papel secante (como selos ou autocolantes), sendo que uma dose média é de 50 a 75 microgramas. É consumido por via oral, absorção sub-lingual, injetada ou inalada. Esta substância age sobre os sistemas neurotransmissores. Além disso, inibe a atividade dos neurônios em nível visual e sensorial. Atualmente não é utilizada na terapêutica, apesar de já ter sido extensivamente usada e pesquisada em décadas passadas, ou seja, utilizada como remédio.

O LSD é, por massa, uma das drogas mais potentes já descobertas. As dosagens de LSD são medidas em microgramas (µg), ou milionésimos de um grama. Em comparação, as doses de quase todas as drogas, sejam recreacionais ou médicas, são medidas em miligramas (mg), ou milésimos de um grama.

Enquanto uma dose típica única de LSD pode estar entre 100 e 500 microgramas — uma quantidade aproximadamente igual a um décimo da massa de um grão de areia — seus efeitos mínimos já podem ser sentidos com pequenas quantidades como 20 microgramas

4 – EFEITOS ORGÂNICOS

Os efeitos variam conforme a personalidade do sujeito, o contexto (ambiente) e a qualidade do produto, podendo ser extremamente agradáveis ou muito desagradáveis. O LSD pode provocar ilusões, alucinações (auditivas e visuais), grande sensibilidade sensorial (cores mais brilhantes, percepção de sons imperceptíveis), sinestesias, experiências místicas, flashbacks, paranóia, alteração da noção temporal e espacial, confusão, pensamento desordenado, baforadas delirantes podendo conduzir a atos agressivos como o suicídio, perda do controle emocional, sentimento de bem-estar, experiências de êxtase, euforia alternada com angústia, pânico, ansiedade, depressão, dificuldade de concentração, perturbações da memória, psicose por “má viagem”

5 – CONSEQUÊNCIAS FÍSICAS

Algumas sensações:

  • Latência, de 0,5 a 3 horas
  • Frio ou calor, dor de cabeça, insônia, dilatação da pupila.
  • Sensações de medo e angústia
  • Alterações de tempo, espaço, visual

As reações físicas ao LSD são extremamente variáveis e podem incluir o seguinte: contrações uterinas, frio intenso, níveis elevados de glicemia, bolhas na pele, aumento da frequência cardíaca, mandíbula presa, transpiração, pupilas dilatadas. Os usuários de LSD relatam muita fraqueza.

6 – CONSEQUÊNCIAS ESPIRITUAIS

O LSD é considerado um enteógeno porque ele pode catalisar experiências espirituais intensas nas quais os usuários se sentem como se estivessem em contato com uma ordem cósmica ou espiritual maior. Alguns demonstraram alteração da percepção de como sua mente trabalha, e alguns experienciam mudanças de longa duração em suas perspectivas de vida. Alguns usuários consideram o LSD um sacramento religioso, uma ferramenta poderosa para que terem acesso ao que é divino. O que também, torna o indivíduo vulnerável a ação de entidades do plano espiritual que atuam na mesma sintonia do encarnado, viciados em drogas, a levarem este indivíduo a um processo de obsessão.

7 – CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS

Desmotivação pessoal, irritação, insônia, perda de peso, sensações estranhas, alterações físicas e comportamentais.

8 – COMBATE AO USO DAS DROGAS EM GERAL

O trabalho de prevenção ao uso indevido de drogas responde à demanda das crianças e de adolescentes, famílias e da sociedade. A escola tem um papel a desempenhar esclarecendo, abrindo o debate e provocando a reflexão sobre essa e outras questões sociais de grande relevância. Para poder construir um projeto pedagógico consistente as escolas, é indispensável investir em movimentos como os de prevenção ao uso indevido de drogas, fazendo os alunos entenderem o que é droga, seus usos e abusos, e não só esclarecendo seus aspectos físico-químicos, mas as conseqüências e risco da dependência, com abordagens dentro do contexto sócio-cultural da escola, pois a realidade de cada comunidade envolve questões bastante diferenciadas.

ECSTASY

A metilenodioximetanfetamina (MDMA), mais conhecida por ecstasy, é uma droga moderna sintetizada (feita em laboratório), neurotóxica, cujo efeito na fisiologia humana é o bloqueio da reabsorção da serotonina, dopamina e noradrenalina no cérebro, causando euforia, sensação de bem-estar, alterações da percepção sensorial do consumidor e grande perda de líquidos. As alterações ao nível do tacto promovem o contacto físico, embora não tenha propriedades afrodisíacas, como se pensa.

É vendido sob a forma de comprimidos e ocasionalmente em cápsulas. Embora estudos mostrem que a neurotoxicidade do ecstasy não cause danos permanentes em doses recreativas, ainda suspeita-se que o consumo de ecstasy cause tais danos a cada dose, e perigo de desenvolvimento de doenças psicóticas (e.g. esquizofrenia).

Durante o período de intensidade do ecstasy podem surgir circunstâncias perigosas: náuseas, desidratação, hipertermia, hiponatrémia. Estes sintomas são frequentemente ignorados pelo consumidor devido ao estado de despreocupação e bem-estar provocados pela droga, o que pode ocasionar exaustão, convulsões e mesmo a morte. Assim, tornou-se frequente ver os consumidores em todos os tipos de festas e comemorações dotados de garrafas de água ou bebidas energéticas. Quando ingerido com bebidas alcoólicas, pode ocasionar choque cardiorrespiratório, levando ao óbito.

Em termos de efeitos secundários, o MDMA provoca variações de humor nos dias seguintes; alguns indivíduos registram períodos depressivos; outros, podem detectar a ocorrência de erupções cutâneas (espinhas) no rosto nos dias subsequentes ao uso. Também pode acarretar perda de memória parcial para usuários muito freqüentes; essa perda de memória é reversível, caso a pessoa pare de consumir a substância por alguns meses. Imediatamente à cessação dos efeitos primários, prevalece também a falta de apetite o que deve ser activamente combatido para repor a energia gasta durante o uso.

O relato de um usuário acerca dos efeitos da droga descreve inicialmente uma sensação de tontura semelhante a de embriaguez. Essa sensação é a primeira manifestação da droga. Em seguida, perde-se a sensação de peso do corpo e sente-se como se estivesse flutuando. A partir daí, todos ao seu redor parecem amigos e sente-se uma forte atração física por todos. Cerca de vinte minutos após a manifestação inicial, começam formigamentos que, segundo relatos, se assemelham a repetitivos espasmos por todo o corpo. Por agir no sistema nervoso central, mais especificamente no sistema serotonérgico, o humor pode tornar-se instável após o consumo da substância. Portanto recomenda-se, nos dias após a experiência, o consumo de alimentos que induzam a liberação de serotonina (como o chocolate e o abacaxi) e também alimentos ricos em triptofano (precursor da serotonina). A mistura do ecstasy com outras substâncias é ainda mais prejudicial à saúde.

MACONHA

ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS

Seu plantio foi incentivado durante muitos séculos devido à utilização de seus talos para a fabricação de cordas, fibras têxteis, palitos e até papel. Todavia, é das folhas, bem como de seus topos floridos, que se extrai a substância ativa THC Delta-9-Tetrahidrocanabinol.

Ao contrário do que é difundido, a maconha não é inofensiva ao organismo, trazendo conseqüências danosas para o corpo e para a mente. Ela vem da planta ‘cannabis sativa" e sua fumaça contém mais elementos cancerígenos que a do tabaco, sendo atualmente 20 vezes mais forte que a usada nos anos 60. A sua resina mais concentrada é o HAXIXE. Pode ser fumada, comida, mascada ou aspirada.

DE QUE É FEITA

A maconha é feita das folhas secas e do topo das flores da cannabis. Haxixe é a resina da planta, que é desidratada em nacos marrom escuro. O óleo de haxixe que sai desta planta é marrom avermelhado ou verde. O óleo de haxixe e o próprio haxixe são mais fortes que a maconha, pois tem mais THC. A preparação da maconha vendida hoje em dia, a torna mais forte que há vinte anos, pois os plantadores usam a engenharia genética para aumentar o nível de THC nela existente.

PRINCIPAIS EFEITOS

A maconha reduz o tempo de reação dos reflexos, torna a pessoa distraída e esquecida, confunde a noção de tempo, dificulta o pensamento e a concentração, distorce as percepções e a realidade. O individuo apresenta dificuldade no aprendizado e queda de rendimento no trabalho. Os usuários sentem falta de motivação, fadiga e apatia, perdendo o interesse pela escola, pelo trabalho, por exercícios físicos, pela família e pelos amigos. A maconha reduz o impulso sexual e causa prejuízo às funções reprodutoras. Pode desenvolver tolerância e levar ao uso de drogas mais pesadas.

Os efeitos físicos mais freqüentes são avermelhamento dos olhos, ressecamento da boca e taquicardia (elevação dos batimentos cardíacos, que sobem de 60 - 80 para 120 - 140 batidas por minuto).

Com o uso contínuo, alguns órgãos, como o pulmão, passam a ser afetados. Devido à contínua exposição com a fumaça tóxica da droga, o sistema respiratório do usuário começa a apresentar problemas como bronquite e perda da capacidade respiratória. Além disso, por absorver uma quantidade considerável de alcatrão presente na fumaça de maconha, os usuários da droga estão mais sujeitos a desenvolver o câncer de pulmão.

O consumo da maconha também diminui a produção de testosterona. A testosterona é um hormônio masculino responsável, entre outras coisas, pela produção de espermatozóides. Portanto, com a diminuição da quantidade de testosterona, o homem que consome continuamente maconha apresenta uma capacidade reprodutiva menor.

Os efeitos psíquicos são os mais variados, a sua manifestação depende do organismo e das características da erva consumida. As sensações mais comuns são bem-estar inicial, relaxamento, calma e vontade de rir. Pode-se sentir angústia, desespero, pânico e letargia. Ocorre ainda uma perda da noção do tempo e espaço além de um prejuízo na memória e latente falta de atenção.

Em longo prazo o consumo de maconha pode reduzir a capacidade de aprendizado e memorização, além de passar a apresentar uma falta de motivação para desempenhar as tarefas mais simples do cotidiano.

CONSEQÜÊNCIA FÍSICA, ESPIRITUAL E SOCIAL

Os malefícios mais danosos da maconha e de outras drogas acontecem no campo espiritual.
Conforme preconiza a Doutrina Espírita, a predisposição ao uso indevido de drogas psicotrópicas advém de eras passadas onde o espírito imortal cometeu diversos desvios, que se apresentam no presente, através de dificuldades de relacionamento humano, materiais e morais, gerando um desequilíbrio psicológico, que é preenchido através da alucinação dos sentidos, na insana tentativa da fuga da própria realidade de vida.

A não fixação de valores morais e uma visão não-espiritualizada da vida, características muito comuns na sociedade materializada, possivelmente, farão com que o jovem não resista às pressões do seu grupo de convivência, desequilibre-se com facilidade e vindo a fugir de sua realidade moral e material através do consumo de alcoólicos e demais drogas que provocam o entorpecimento da mente humana.

Um dependente químico pode atrair duas modalidades de espíritos: uma de obsessores, inimigos do passado que não desejam o seu bem, impulsionando-o para o desequilíbrio e a fuga pelas drogas, a outra modalidade é de espíritos viciados, aqueles que desencarnaram e não abandonaram o vício, sentindo necessidade constante do consumo, mesmo após o desenlace do corpo físico, ficam "ao redor" do dependente incentivando-o ao consumo, para que possam se aproveitas dos fluidos que saem de seu corpo físico, saciando o seu vício, são verdadeiros vampiros. Ramatís chama os dependentes de piteiras ou taças vivas.

Desta forma, pode-se concluir que muitas são as implicações espirituais geradas pelo uso de drogas. As que ocorrem com mais freqüência são as seguintes:

- vinculações com espíritos viciados através da obsessão ou da vampirização;

- danificação do perispírito na vida atual;

- herança de doenças cármicas em reencarnações futuras;

- escravização no plano espiritual por espíritos menos esclarecidos;

- necessidade de tratamento médico no plano espiritual para deixar o vício, atrasando a sua evolução.

Danos cerebrais - "Maconha mata neurônios." Essa frase, repetida há décadas, não passa de mito. Bilhões de dólares foram investidos para comprovar que o THC destrói tecido cerebral – às vezes com pesquisas que ministravam doses de elefante em ratinhos –, mas nada foi encontrado.
Muitas experiências foram feitas em busca de danos nas capacidades cognitivas do usuário de maconha. A maior preocupação é com a memória. Sabe-se que o usuário de maconha, quando fuma, fica com a memória de curto prazo prejudicada. Mas esse dano não é permanente. Basta ficar sem fumar que tudo volta a funcionar normalmente. O mesmo vale para o raciocínio, que fica mais lento quando o usuário fuma muito freqüentemente.

Há pesquisas com usuários "pesados" e antigos, aqueles que fumam vários baseados por dia há mais de 15 anos, que mostraram que eles se saem um pouco pior em alguns testes, principalmente nos de memória e de atenção. As diferenças, no entanto, são sutis. Na comparação com o álcool, a maconha leva grande vantagem: beber muito provoca danos cerebrais irreparáveis e destrói a memória.

Coração - O uso de maconha dilata os vasos sangüíneos e, para compensar, acelera os batimentos cardíacos. Isso não oferece risco para a maioria dos usuários, mas a droga deve ser evitada por quem sofre do coração.

Infertilidade - Pesquisas mostraram que o usuário freqüente tem o número de espermatozóides reduzido. Ninguém conseguiu provar que isso possa causar infertilidade, muito menos impotência. Também está claro que os espermatozóides voltam ao normal quando se pára de fumar.

Depressão imunológica - Nos anos 70, descobriu-se que o THC afeta os glóbulos brancos, células de defesa do corpo. No entanto, nenhuma pesquisa encontrou relação entre o uso de maconha e a incidência de infecções.

Loucura - No passado, acreditava-se que maconha causava demência. Isso não se confirmou, mas sabe-se que a droga pode precipitar crises em quem já tem doenças psiquiátricas.

Gravidez - Algumas pesquisas apontaram uma tendência de filhos de mães que usaram muita maconha durante a gravidez de nascer com menor peso. Outras não confirmaram a suspeita. De qualquer maneira, é melhor evitar qualquer droga psicoativa durante a gestação. Sem dúvida, a mais perigosa delas é o álcool.

AS DROGAS NA VISÃO ESPÍRITA

Como agem as drogas no corpo físico e no psiquismo do usuário? Quais os males que causam?

AQ “Os males são muitos. No corpo físico vão desde a destruição de células que acabam modificando o funcionamento dos órgãos, até o próprio aniquilamento destes, podendo levar o paciente a óbito. No psiquismo agem excitando, deprimindo ou alterando o funcionamento cerebral; provocam delírios; alucinações; a depressão, que é um caminho perigoso em direção ao suicídio; o embotamento afetivo; a agressividade; a demência, dentre muitos outros”.

Temos sinais de alerta para saber se uma pessoa está ingressando no mundo das drogas?

MRG “As alterações no comportamento, a agressividade e certas companhias podem ser sinais de que algo há que precisa ser monitorado na educação dos filhos. Os educadores necessitam avaliar o ser como um macro onde o micro interfere, condiciona e/ou facilita a retomada de comportamentos atávicos”.

O Espiritismo tem como ajudar as pessoas envolvidas nesse drama?

MRG “O Espiritismo pode auxiliar muito antes da dependência quando informa que ao observarmos nossas tendências atuais temos conhecimento do nosso passado e podemos, através do presente, determinar o nosso futuro. Para resistir aos arrastamentos do mal vale o exercício de Santo Agostinho descrito na resposta à pergunta nº 919 de “O Livro dos Espíritos”. Depois de instalada a dependência a Doutrina Espírita fornece conhecimentos e energias suficientes para a luta a ser enfrentada com muito amor e persistência”.

IZ– “A melhor ajuda será atuando no preventivo e, para isso, os Centros Espíritas precisam investir nos jovens através dos programas de evangelização. Perguntaram ao mestre suíço de Kardec, Pestalozzi, quando se deveria iniciar a educação das crianças. Ele respondeu: “vinte anos antes delas nascerem”. A adicção é um problema de educação intelectual e moral do qual só obteremos respostas favoráveis quando as crianças de hoje forem os pais de amanhã e deixarem de dar maus exemplos aos seus filhos”.

AQ “O Espiritismo é um grande aliado no tratamento aos usuários de drogas. Através da fé e da crença na vida futura, nos mostra a responsabilidade que temos por preservar nosso corpo, mente, perispírito e fazendo bom uso do nosso livre arbítrio. Mostra-nos também a necessidade da sintonia com os bons espíritos, que nos ajudam na nossa reforma íntima e afastam os obsessores para estes também serem tratados e esclarecidos”.

Capítulo “Das Paixões” do Livro dos Espíritos - questões de nº 907 a 912 (essas perguntas e respostas abordam sobre as drogas)

Visto que o princípio das paixões está na Natureza, ele é mau em si mesmo?

– Não, a paixão está no excesso acrescentado à vontade, porque o princípio foi concedido ao homem para o bem e as paixões podem levá-lo; as grandes coisas, sendo o abuso que delas se faça que causa o mal.

O homem poderia sempre vencer suas más tendências por seus esforços?

– Sim, e, algumas vezes, por fracos esforços. É a vontade que lhe falta. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!

Não há paixões tão vivas e irresistíveis que a vontade não tem poder para superá-las?

– Há muitas pessoas que dizem: ‘eu quero’, mas a vontade não está senão nos lábios; elas querem, mas estão contentes que assim não seja. Quando se crê não poder vencer suas paixões, é que o Espírito nelas se compraz em conseqüência de sua inferioridade. Aquele que procura reprimi-las, compreende sua natureza espiritual, e as vitórias são para ele um triunfo do Espírito sobre a matéria.


Qual é o meio mais eficaz de combater a predominância da natureza corporal?

– Praticar a abnegação de si mesmo.”

Contribuições do Livro: Janela para a Vida – Psicografia Francisco Cândido Xavier – Fernando Worm

A ação do perispírito

Sabemos, portanto, que o perispírito é o agente intermediário das sensações externas. Tudo que façamos, nele fica gravado indelevelmente, como se fora num filme intocado, Após a morte do corpo físico, as sensações se generalizam no espírito, ou seja, as dores não ficam localizadas. Num paciente que tenha desencarnado, por exemplo, de câncer pulmonar proveniente do uso prolongado e constante do cigarro, o espírito não fica propriamente sofrendo de um mal localizado, mas de um mal correspondente que lhe abrange toda a constituição espiritual.

P – A ação negativa do cigarro sobre o perispírito do fumante prossegue após a morte do corpo físico?

Até quando?

R – “O problema da dependência continua até que a impregnação dos agentes tóxicos nos tecidos sutis do corpo, espiritual ceda lugar à normalidade do envoltório perispirítico, o que, na maioria das vezes, tem a duração do tempo correspondente ao tempo em que o hábito perdurou na existência física do fumante. Quando a vontade do interessado não está suficientemente desenvolvida paro arredar de si o costume inconveniente, o tratamento dele, no Mundo Espiritual, ainda exige quotas diárias de sucedâneos dos cigarros comuns, com ingredientes análogos aos dos cigarros terrestres, cuja administração ao paciente diminui gradativamente, até que ele consiga viver sem qualquer dependência do fumo.” (EMANUEL)


P – Como descreveria a ação dos componentes do cigarro no perispírito de quem fuma?
R – “As sensações do fumante inveterado, no Mais Além, são naturalmente as da angustiosa sede de recursos tóxicos a que se habituou no Plano Físico, de tal modo obsedante que as melhores lições e surpresas da Vida Maior lhe passam quase que despercebidas, até que se lhe normalizem as percepções. O assunto, no entanto, no capítulo da saúde corpórea deveria ser estudado na Terra mais atenciosamente, de vez que a resistência orgânica decresce consideravelmente com o hábito de fumar, favorecendo a instalação de moléstias que poderiam ser claramente evitáveis. A necropsia do corpo cadaverizado de um fumante em confronto com o de uma pessoa sem esse hábito estabelece clara diferença.” (EMMANUEL)


P – Sendo o perispírito o substrato orgânico resultante de nossas vivências passadas, seria certo raciocinar que uma criança, nascida de pais fumantes, já teria nessa circunstância uma prova inicial a ser vencida, em conseqüência de certas tendências negativas de vidas passadas?

R – “muitas vezes os filhos ou netos de fumantes e dipsômanos inveterados são aqueles mesmos espíritos afins que já fumavam ou usavam agentes alcoólicos em companhia deles mesmos, antes do retorno à reencarnação. Compreensível, assim, que muitas crianças (espíritos extremamente ligados aos hábitos e idiossincrasias dos pais e das avós) apresentem, desde muito cedo, tendências compulsivas para o fumo ou para o álcool, reclamando trabalho persistente e amoroso de reeducação.”

P – É viável imaginar-se que um fumante, tendo desencarnado, tão logo desperte do letargo da morte física sinta desde aí o prosseguimento da vontade insopitável de fumar?

R – "Quando o espírito não conseguiu desvencilhar-se de hábitos determinados, enquanto no corpo físico, é compreensível que esses mesmos hábitos não o deixem tão logo se veja desencarnado.”


DROGAS NÃO ,NÃO











9 - DROGAS ILEGAIS: OS TÓXICOS

9.1 - MACONHA (Cannabís sativa)

Tem origem na Ásia Central - Índia. É apelidada no Brasil por dezenas de nomes (diamba, iamba, birra, erva, fuminho, cânhamo, haxixe, mato, marijuana, baseado, fininho, dólar, baura, etc.) A planta da maconha cresce até atingir de um a três metros de altura, parece-se com um capim grande, tendo também alguma semelhança com a urtiga. Frequentemente consumida sob a forma de cigarro feito das folhas ou flores. Para alta qualidade há necessidade de conhecimentos botânicos:
• só cultivá-la em clima seco;
• só colher plantas femininas;
• só colher na fase de inflorescência;
• só aproveitar as folhas.

No Brasil a maconha é de baixa qualidade pois o preparo é oneroso e altamente técnico. Em nosso país a maconha é plantada em qualquer clima, colhida aleatoriamente e "batizada" com:

• alfafa;
• erva-mate;
• estrume seco de bovinos;
• estrume seco de equinos;
O elemento principal da maconha é o THC (tetrahidrocanabinol). Cientistas do mundo todo pesquisaram a maconha na busca da sua síntese, sabendo da existência de outros elementos além do THC. O THC, sozinho, não despertou o interesse dos viciados que o provaram . É bom observar que o THC, como folha, apenas causa indisposição e anestesia o sistema digestivo, sendo que o THC puro (extraído da folha) funciona como alucinógeno e causa dependência psíquica.

(Existe nos EUA um conjunto de nome " THC", o que pode incentivar indiretamente os fãs a também usarem a droga, em homenagem ao grupo. Em Novembro/97, integrantes de uma banda jovem foram presos em Brasília/DF, porque no seu repertório várias letras de músicas foram consideradas como incentivadoras ao consumo da maconha. Houve protestos de vários segmentos sociais. Os músicos foram postos em liberdade dias após, pela Justiça, que considerou incorreta a forma pela qual haviam sido presos.

9.2 LSD - (Dietilamida do ácido lisérgico)

Foi descoberto na Suíça É o mais infernal alucinógeno até hoje descoberto. É isolado a partir de um fungo de cogumelo), que vive em regime parasitário no trigo e no centeio. Quando as espigas desses cereais amadurecem o fungo adquire a forma de um esporão (igual à espora do galo) que em francês se escreve: "ergot". Daí o nome "ergotina" - alcalóide desse fungo do qual se obtém o LSD. O ácido lisérgico é um líquido incolor, inodoro e sem sabor. Exatamente por isso é perigoso! É impossível induzir alguém a fumar maconha sem que ela saiba, pois a "erva" tem cheiro e gosto característicos, denunciadores, e exige um ritual para o consumo;

• Com o LSD isso não acontece:
• adicionado ao refrigerante, quem o ingerir nada perceberá
• sentirá apenas os alucinantes efeitos;
• uma dose é uma gotinha: pingada numa bala, num doce, num pedaço de bolo, numa bolacha - será ingerida inconscientemente, provocando a seguir delírios, convulsões etc.;
• pingado num cartão remetido pelo Correio pode conter de 20 a 40 doses, só percebíveis mediante prévia informação. O LSD é tão potente que 300 gramas produzem 300 mil doses!
É usado através de conta-gotas, bebidas ou algo absorvente.

Observação:
Um micrograma (que cabe na ponta de uma agulha) é o suficiente para levar uma pessoa a pular do 25° andar de um edifício; 200 microgramas seriam suficientes para conduzir toda, ou quase toda, a população dos EUA ao suicídio. A ergotina é o principio ativo de um medicamento chamado "ERGOTRATE", que é utilizado como anti-hemorrágico, em caso de pós-parto e aborto.

9.3 MESCALINA

Origem: México.
É um alcalóide extraído do mescal ou peiote. É consumida mastigando-se a polpa da planta, crua ou seca, uso esse restrito aos indígenas mexicanos em suas cerimônias religiosas. Atualmente, porém, vem sendo consumida da mesma forma que o LSD, havendo no Brasil apenas alguns isolados de consumidores.

9.4 COCAÍNA (Erythroxylon Coca)

Origem: arbusto da flora do Peru, Bolívia e Colômbia, chamado "coca", de cujas folhas é extraído o alcalóide. Em idioma grego: erythros=vermelho; xylon=madeira (por causa do caule avermelhado da planta). Em idioma inca: coca = planta. É um pó branco, inodoro, sabor amargo. Os indígenas do Peru mastigavam as folhas da coca para obter mais energia, afastar o cansaço e mitigar a fome e a sede.

As folhas da coca contém 1% da cocaína. Na Colômbia, atualmente, a produção e exportação atingiram níveis gigantescos. O tristemente famoso cartel de Medelin praticamente supre a demanda mundial. Seu braço armado coloca, em termos de violência, os piratas da Idade Média no nível das escolas maternais. A cocaína pode ser usada de diversas maneiras.

Pó: aspirada como rapé ou com auxílio de um canudinho, sendo absorvida pela mucosa (irrita a mucosa, vindo a destruí-la, mas o viciado não percebe em tempo, pelo poder anestésico. Quando descobre, já é tarde e os efeitos destruidores são irreversíveis);
Líquido: ingerida, não produz nenhum efeito porque é destruída no estômago; como injeção subcutânea ou intravenosa é de ativo efeito;
Mastigação: absorvida pela mucosa bucal, quando então produz alucinações. A cocaína é preferida pelos artistas, por ser estimulante.
A "Folha de São Paulo", de 05/Março/1990, publicou: "droga vendida em SP só tem 7,5% de cocaína. Informava ainda a notícia: - em cada um grama de cocaína vendido em São Paulo, apenas 7,5% são compostos pela droga. O resto é uma mistura de substâncias como:
• ácido bórico (formicida caseiro misturado com cerveja),
• açúcar;
• pó de vidro;
• bicarbonato de sódio;
• cloridrato de lidocaína (xylocaína).
- segundo a Polícia, uma cocaína considerada de "boa qualidade" provoca amortecimento na língua do comprador em um espaço menor que cinco segundos.
- a droga, em si, é altamente excitante.
- os aditivos, particularmente a xylocaína, são anestésicos.
- Resultado: convulsões e a morte (há notícias de adição de pó de mármore e talco à cocaína).

9.5 CRACK

Nos EUA, nos anos -80- surgiu e logo se difundiu, ampliando-se assustadoramente, o consumo do "CRACK" (derivado da cocaína), por ter custo menor. Usado em cachimbo, em pedras, a combustão quebra-as e faz o barulho "crack " (em inglês: crack = estalido). O crack chegou em São Paulo em 1988, segundo os primeiros registros policiais sobre esse derivado da cocaína. O crack, lamentavelmente, popularizou-se de tal forma, e com tamanha rapidez, que apenas na capital do Estado de São Paulo já contava, em fins de 1995, com 5.000 pontos de venda, sendo jovens da classe média a maior clientela.

Estimativamente, só na grande São Paulo, em 1997, 150 mil pessoas usaram o crack, movimentando, no mínimo R$15 milhões. A fumaça do crack leva apenas 4 segundos para ir do pulmão ao cérebro, pela corrente sanguínea, e provocar o denominado "tuim", devastador furacão que desestrutura os neurônios (células diferenciadas pertencentes ao sistema nervoso). A ação sobre os centros do prazer do cérebro é fulminante!

Os "craqueiros" — viciados em crack -, não conseguem "pipar" (consumir o crack, através de qualquer tipo de inalação da fumaça da pedra) apenas uma vez, pois o efeito é de pequena duração (20 minutos), e por isso "pipam" várias vezes seguidas. Aí, o craqueiro entra em perturbações graves do sono, seguidas de convulsões e desmaios. Ao acordar, está pálido, apresenta tremores no corpo, tem tosse seca e faz gestos sistemáticos, incoerentes. Em poucos meses, o crack pode levar o usuário à morte. Se o usuário é pobre, não resiste.

Se é de classe média para cima, perde peso (adquire magreza protéica) e a longo prazo, também pode morrer. Pobres ou ricos, não poucos usuários do crack tentam o suicídio, ante a perda da memória, paranóia, perda do desejo sexual e comportamento violento. Muitos pais só descobrem que o filho é usuário do crack quando ele apresenta olhos vidrados, fortes dores do estômago e, levado ao médico, após exame, é constatada a presença da droga.

Nessa fase, mais do que nunca, o amparo familiar será fundamental para que o problema seja tratado às claras, o que proporcionará medidas eficazes para eliminar o vício, pois o Amor é o maior de todos os antídotos. Não foi à-toa que o Apóstolo Pedro, médium de consagradas virtudes, comentando as coisas entre a Terra e o Céu, bem que já pregava, com sublime ênfase: " O Amor cobre uma multidão de pecados" ( l Pedro, 4-8).

Tiago, bondoso também, conclamava: "Meus irmãos, se alguém entre vós se desencaminhar da verdade e outro o fizer voltar, sabei que aquele que fizer um pecador voltar do erro do seu caminho, salvará a sua alma da morte e cobrirá uma multidão de pecados". (Tiago, 5-19 e 20). Como se vê, sempre o Amor, e como o melhor de todos os remédios...

9.6 ÓPIO (Papaver Somniferum)

Origem: no Oriente (China). Grego: "Opium" = suco. É obtido por incisão de frutos ainda verdes da papoula sonífera. O suco assim recolhido é seco ao Sol e adquire:
• consistência pastosa,
• coloração escura,
• aroma nauseante,
• sabor amargo
Após a secagem é sovado e amassado até adquirir a forma de pão arredondado e chato, ou reduzido a pó, que é o método mais usual.
Empregado para amainar dores, desde 4.000 anos A. C.. Pode ser consumido mascando ou fumando. Deste alcalóide foram isolados mais de 20 subprodutos dos quais o principal é a MORFINA.

9.7 MORFINA

É um derivado do ópio.
Grego: "Morpheus" = deus do sono.
É um alcalóide branco e cristalino.
É o principio mais ativo obtido do ópio; isolado em 1806 e sintetizado em 1952.
O pó é inodoro e de sabor amargo.
Com a invenção da seringa hipodérmica a morfina passou a substituir quase totalmente o ópio.
A morfina foi largamente utilizada pela Medicina, até bem pouco tempo, como sedativo da dor, no caso de pacientes terminais acometidos de carcinomas.

9.8 HEROINA

É uma substância química, obtida da morfina. Substitui-se dois átomos de hidrogênio da sua molécula por dois radicais de acetila (tal processo, de altíssima especialização, parece justificar o preço astronômico da heroína). É um pó branco, cristalino, pouco solúvel em água fria. Quando pura, chega a ser 200 vezes mais cara do que o ouro. No Brasil é pouco usada. Tem mercado de consumo a partir da classe média alta. É vendida em papéis de celofane, quase sempre misturada à lactose ou quinino.

Cada dose pesa cerca de 200 miligramas, onde apenas 10% são Heroína - o resto é "excipiente". A dependência exige injeção de duas em duas horas. Pode ser usada através de inalações, ingestão, ou injetada via intravenosa ou subcutânea. Junto com a Cocaína e a Morfina forma o grupo das drogas pesadas, ou tóxicos maiores.

O dependente químico da Heroína (assim como da Cocaína ou da Morfina), costuma trazer consigo uma seringa, utilizada para auto-aplicações. Via de regra, essas aplicações são feitas sem a mínima observância das regras de assepsia, de modo que aumentam muito os riscos para a saúde humana, pois as seringas são usadas várias vezes por diversos viciados.

9.9 ECSTASY

O ecstasy (palavra inglesa = êxtase, enlevo) é uma mistura de estimulante e substâncias alucinógenas, que começou a ser feita em 1989, em laboratórios da Inglaterra. Sem tardança, espalhou-se mundialmente. Tem a sigla de "MDMA" (metilendioximetanfetamina) e é feito em cápsulas. O ecstasy é consumido em forma de pílulas, e pelo noticiário geral, foi eleito a droga do momento em boates e festas "prives" (particulares) de São Paulo e em algumas cidades paulistas. É considerado droga da "elite", pois cada pílula tem custo médio de R$40 (quarenta reais), sendo importada.

Há vários tipos de ecstasy, sabendo-se que alguns podem conter heroína. O ecstasy deixa o usuário "ligado", isto é, extasiado, desinibido, eufórico. Rompe os bloqueios humanos, acaba com a angústia. Torna a pessoa mais comunicativa e receptiva, motivo pelo qual é denominado "droga do amor". Isso, num período de 2 a 4 horas. Depois...

- provoca sequelas tais como convulsões e parada cardíaca, por consequência das reações orgânicas causadas pelos alucinógenos e estimulantes;
- o uso prolongado pode também destruir o fígado e danificar coração e cérebro;
- o usuário, na tentativa de evitar a desidratação, já que a droga provoca superaquecimento do corpo, bebe quantidades letais de água, inchando o cérebro;
- observou-se casos de usuários com hipertensão, sudorese, embotamento da visão e bruxismo (ranger de dentes);
- outros consumidores de altas doses tiveram reações psicóticas e não de êxtase.'
Algumas pessoas, sob seu efeito, assumem posição fetal por vários dias.

9.10 MELA

A droga denominada "mela", surgida em 1993 e utilizada em Porto Velho/RO, pode ser considerada a prima-pobre do crack. Segundo a Polícia Federal, a nova droga também estava sendo comercializada no Amazonas, Acre e Mato Grosso, mercados de baixa renda. É derivada das folhas de coca (arbusto da região andina, cujas folhas e cascas fornecem vários alcalóides, dos quais o mais importante é a cocaína), banhadas em gasolina ou querosene, sem utilização de ácido sulfúrico, amassadas com os pés, ficando parecidas com um barro cinzento. Esse barro é espremido dentro de um pano, até se transformar na "mela", que então é misturada a cigarros comuns (ou de maconha), para ser consumida, pois não queima sozinha.

Tem preço relativamente baixo. O usuário da mela é levado à paranóia, transpira pelo corpo todo, fica com os olhos esbugalhados e fala baixinho. Qualquer ruído lhe causa pânico. As crianças que utilizam a mela tornam-se franzinas e passam a ter os dentes podres.

9.11 MERLA

— Seria a "merla", que invadiu Brasília (segundo pesquisa concluída em Nov/97), a mesma "mela", consumida no norte do Brasil, desde 1993? Parece que sim, apenas mais sofisticada. Até no apelido... Com efeito, a "merla", também um subproduto da coca, surgiu em Brasília/DF, como opção barata ao crack, pois custa metade do preço. A merla é obtida a partir da pasta da coca (aqui a primeira diferença da "mela"), que já chega ao Distrito Federal vinda da Bolívia, da Colômbia ou do Peru. Em laboratórios improvisados, são adicionados vários produtos químicos (segunda diferença) tais como ácido sulfúrico, querosene, gasolina, benzina, metanol, cal virgem, éter e pó de giz. Fica pastosa e com cheiro forte, com tonalidade que varia do amarelado ao marrom.

A merla produz um inferno químico no organismo do usuário:
- suor com mau cheiro permanente por causa das substâncias químicas usadas no refino da droga;
- riscos sérios de hepatite tóxica;
- prejuízo à memória e descoordenação motora, pela destruição de grandes quantidades de neurônios;
- dor de cabeça crônica;
- dificuldades respiratórias pela formação de placas que grudam nas paredes dos pulmões, gerando a chamada fibrose pulmonar;
- taquicardia — em casos extremos, parada cardíaca.

9.12 - SKUNK

"Skunk" é uma palavra inglesa, que significa: gambá. É o apelido de uma nova droga, híbrida, variante da maconha, criada em laboratório. Tem cheiro extremamente forte, daí a razão do seu apelido. É considerada "supermaconha", conseguida através do cruzamento de vários tipos de maconha vindos de diversas regiões, particularmente do Egito, Afeganistão e Marrocos. Preço: dez vezes o da maconha comum. O "skunk" teria surgido na Holanda, em 1990. Apresenta folhas com uma concentração de 30% de THC (tetrahidrocanabinol) — o mais importante princípio ativo da droga —, contra 4% nas variedades normais.

Por isso, tem efeito sete vezes maior que a maconha comum. É produzido em estufas hidropônicas (cultura de hortaliças sem solo, para produção intensiva). Todas as 421 (!) substâncias ativas da maconha comum estão potencializadas no "skunk", com os seguintes prejuízos aos usuários:
- sob efeito entorpecente sete vezes maior que o da maconha comum, há modificação das percepções, ocasionando alucinações e delírios;
- costumam apresentar quadros de paranóia mais frequentes do que os usuários da maconha comum;
- pode provocar redução na produção de esperma e testosterona, prejudicando o crescimento e a puberdade.

9.13 OUTRAS DROGAS (No cenário noturno)

Novas drogas têm surgido no cenário daqueles que "caem na noite, à cata de aventuras":
- D Meth: anfetamina potencializada, com efeito estimulante prolongado;
- D M T: pó alaranjado presente no chá do Santo Daime, cujo consumo excessivo pode provocar surtos psicóticos;
- G H B: composto que produz um efeito de embriaguez semelhante ao do álcool, podendo provocar convulsões e até coma;
- 2C B : causa vertigem e alucinações (consumido em casas noturnas da Flórida e Califórnia/EUA);
- Special K: anestésico cirúrgico que desencadeia uma sensação de leveza e, em doses elevadas, anula todo o senso de direção de seus usuários;
- Pólvora: sim, a velha pólvora... adicionada ao álcool, ingerida por usuários em São Paulo/SP, de efeito devastador: pode matar em pouco tempo. Paramos por aqui. A escada... para baixo. Tóxicos formam uma escada descendente, de sombrios degraus:

Produção:
erro brutal do emprego da inteligência humana, utilizando matéria inorgânica (minerais) ou orgânica (vegetais), em combinação com derivados químicos, para servirem grande variedade de drogas (sempre criando novas) à mesa de desavisados consumidores;

Tráfico:
perifericamente à produção das drogas, em sequência equivocada, num segundo passo, o tráfico: verdadeiro dragão cujo alimento é o dinheiro;

Corrupção:
no desenfreado mergulho dos agentes e usuários das drogas, rumo ao abismo físico-espiritual, a corrupção, colocando nuvens negras no futuro espiritual de todos eles e não raro de autoridades, com maior ou menor responsabilidade, mas todos, em queda livre contrária à paz;

Consumo:
é o 359° grau que, ao fim, fecha o círculo que forma o mundo das drogas.
Quando todas essas atividades infelizes se acoplam, desaparece a escada e a queda é qual mergulho no abismo...

9.14 VISÃO ESPÍRITA DO (MAU) EMPREGO DA INTELIGÊNCIA

a. Assessoria competentíssima... invisível. Como podemos observar, cada vez mais surgem novas drogas no cenário mundial, fruto de mentes doentias, que buscando lucros fabulosos e rápidos, não consideram os danos morais e físicos que irão causar. Não será novidade aos espíritas, mas serve aqui de enérgico alerta também aos que ainda não foram brindados com as luzes do Espiritismo, o fato inquestionável que aos encarnados ligados direta ou indiretamente às drogas não falta o apoio efetivo e eficaz de Espíritos desencarnados. É dessa triste conjugação de mentes, que surgem sempre novos entorpecentes no panorama terrestre.

Alguém poderá questionar: — "Mas o que lucram os desencarnados com isso?" Em resposta, esclarece-nos a Doutrina Espírita que os desencarnados mantêm as mesmas características de quando caminhavam com o corpo físico, o que lhes constitui patrimônio individual. Assim, aqueles apegados à matéria, ou aos costumes e vícios terrenos, após o fenômeno natural da morte física, continuam com os mesmos anseios, as mesmas necessidades, as mesmas sensações. No caso dos viciados em geral, drogados em particular, serão alcançados por cruéis ânsias que a abstinência forçada do mundo espiritual lhes impõe. Buscando, de qualquer maneira, atender aos insuportáveis reclamos do vício, só encontrarão deságüe na proximidade com encarnados viciados, dos quais se tornarão verdadeiros vampiros, por simbiose espiritual, haurindo-lhes os fluidos e sensações que evolam de suas auras, quando então ambos satisfazem-se.

Triste sociedade, onde um ou mais sócios são invisíveis... Tal fato justifica plenamente o porquê dos viciados sempre quererem "mais e mais", numa caminhada sem fim na trilha do vício. Tão forte é o apelo do desencarnado que isso, acoplado ao do próprio encarnado, gera a dependência, a qual se sobrepõe a todos os valores éticos, sociais e morais do comportamento humano. Tal quadro desemboca na ruina física, social e espiritual. Comumente, no crime.

b. Colheitas difíceis
Informam-nos Espíritos Protetores que todas as substâncias alucinógenas desestruturam os campos espirituais de proteção natural do ser humano, com danosos reflexos orgânicos. Pela opção equivocada da toxicomania, o Espírito perde o seu norte de progresso moral, compromete seriamente o perispírito, onde ficam impressas danosas "matrizes psíquicas", com imediatos reflexos destruidores no corpo físico. Referidas "matrizes psíquicas" serão forma fiel para novos corpos, em novas reencarnações, onde o indivíduo terá que resgatar tão insensato desvio do equilíbrio em que estava, antes de se drogar. Tal resgate, a bordo de sofridas expiações, será a única forma de reconstituir o perispírito.

Essa reconstituição da normalidade no equipamento orgânico, talvez inicie já a partir da próxima reencarnação. Depreende-se que serão demorados tempos de sofrimento. Isso não é dito aqui como ameaça: apenas, como informação, altamente instrutiva e para que o viciado se disponha a abandonar o vício — em benefício próprio, já a partir do presente, mas principalmente, em benefício do futuro. O seu futuro...

Grupo Acostumei

sábado, 29 de maio de 2010

Biografia - Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (Bezerra de Menezes)

Nascido na antiga Freguesia do Riacho do Sangue, hoje Solonópole, no Ceará, aos 29 dias do mês de agosto de 1831, e desencarnado no Rio de Janeiro, a 11 de abril de 1900.

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, no ano de 1838, entrou para a escola pública da Vila do Frade, onde em dez meses apenas, preparou- se suficientemente até onde dava o saber do mestre que lhe dirigia a primeira fase de educação. Bem cedo revelou sua fulgurante inteligência, pois, aos onze anos de idade, iniciava o curso de Humanidades e, aos treze anos, conhecia tão bem o latim que ministrava, a seus companheiros, aulas dessa matéria, substituindo o professor da classe em seus impedimentos.

Seu pai, o capitão das antigas milícias e tenente- coronel da Guarda Nacional, Antônio Bezerra de Menezes, homem severo, de honestidade a toda prova e de ilibado caráter, tinha bens de fortuna em fazendas de criação. Com a política, e por efeito do seu bom coração, que o levou a dar abonos de favor a parentes e amigos, que o procuravam para explorar- lhe os sentimentos de caridade, comprometeu aquela fortuna. Percebendo, porém, que seus débitos igualavam seus haveres, procurou os credores e lhes propôs entregar tudo o que possuía, o que era suficiente para integralizar a dívida. Os credores, todos seus amigos, recusaram a proposta, dizendo- lhe que pagasse como e quando quisesse.

O velho honrado insistiu; porém, não conseguiu demover os credores sobre essa resolução, por isso deliberou tornar- se mero administrador do que fora sua fortuna, não retirando dela senão o que fosse estritamente necessário para a manutenção da sua família, que assim passou da abastança às privações.

Animado do firme propósito de orientar-se pelo caráter íntegro de seu pai, Bezerra de Menezes, com minguada quantia que seus parentes lhe deram, e animado do propósito de sobrepujar todos os óbices, partiu para o Rio de Janeiro a fim de seguir a carreira que sua vocação lhe inspirava: a Medicina.

Em novembro de 1852, ingressou como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Doutorou-se em 1856 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, defendendo a tese "Diagnóstico do Cancro". Nessa altura abandonou o último patronímico, passando a assinar apenas Adolfo Bezerra de Menezes. A 27 de abril de 1857, candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina, com a memória "Algumas Considerações sobre o Cancro encarado pelo lado do Tratamento". O parecer foi lido pelo relator designado, Acadêmico José Pereira Rego, a 11 de maio de 1857, tendo a eleição se efetuado a 18 de maio do mesmo ano e a posse a 1º de junho. Em 1858 candidatou- se a uma vaga de lente substituto da Secção de Cirurgia da Faculdade de Medicina. Por intercessão do mestre Manoel Feliciano Pereira de Carvalho, então Cirurgião-Mor do Exército, Bezerra de Menezes foi nomeado seu assistente, no posto de Cirurgião- Tenente.

Eleito vereador municipal pelo Partido Liberal, em 1861, teve sua eleição impugnada pelo chefe conservador, Haddock Lobo, sob a alegação de ser médico militar. Objetivando servir o seu Partido, que necessitava dele a fim de obter maioria na Câmara, resolveu Bezerra de Menezes afastar-se do Exército. Em 1867 foi eleito Deputado Geral, tendo ainda figurado em lista tríplice para uma cadeira no Senado.

Quando político, levantou-se contra ele, a exemplo do que ocorre com todos os políticos honestos, uma torrente de injúrias que cobriu o seu nome de impropérios. Entretanto, a prova da pureza da sua alma deu-se quando, abandonando a vida pública, foi viver para os pobres, repartindo com os necessitados o pouco que possuía.

Corria sempre ao tugúrio do pobre, onde houvesse um mal a combater, levando ao aflito o conforto de sua palavra de bondade, o recurso da ciência de médico e o auxílio da sua bolsa minguada e generosa.

Desviado interinamente da atividade política e dedicando- se a empreendimentos empresariais, criou a Companhia de Estrada de Ferro Macaé a Campos, na então província do Rio de Janeiro. Depois, empenhou-se na construção da via férrea de S. Antônio de Pádua, etapa necessária ao seu desejo, não concretizado, de levá-la até o Rio Doce. Era um dos diretores da Companhia Arquitetônica que, em 1872, abriu o "Boulevard 28 de Setembro", no então bairro de Vila Isabel, cujo topônimo prestava homenagem à Princesa Isabel. Em 1875, era presidente da Companhia Carril de S. Cristóvão.

Retornando à política, foi eleito vereador em 1876, exercendo o mandato até 1880. Foi ainda presidente da Câmara e Deputado Geral pela Província do Rio de Janeiro, no ano de 1880.

O Dr. Carlos Travassos havia empreendido a primeira tradução das obras de Allan Kardec e levara a bom termo a versão portuguesa de "O Livro dos Espíritos". Logo que esse livro saiu do prelo levou um exemplar ao deputado Bezerra de Menezes, entregando- o com dedicatória. O episódio foi descrito do seguinte modo pelo futuro Médico dos Pobres: "Deu-mo na cidade e eu morava na Tijuca, a uma hora de viagem de bonde. Embarquei com o livro e, como não tinha distração para a longa viagem, disse comigo: ora, adeus! Não hei de ir para o inferno por ler isto... Depois, é ridículo confessar-me ignorante desta filosofia, quando tenho estudado todas as escolas filosóficas. Pensando assim, abri o livro e prendi-me a ele, como acontecera com a Bíblia. Lia. Mas não encontrava nada que fosse novo para meu Espírito. Entretanto, tudo aquilo era novo para mim!... Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no "O Livro dos Espíritos". Preocupei-me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou, mesmo como se diz vulgarmente, de nascença".

No dia 16 de agosto de 1886, um auditório de cerca de duas mil pessoas da melhor sociedade enchia a sala de honra da Guarda Velha, na rua da Guarda Velha, atual Avenida 13 de Maio, no Rio de Janeiro, para ouvir em silêncio, emocionado, atônito, a palavra sábia do eminente político, do eminente médico, do eminente cidadão, do eminente católico, Dr. Bezerra de Menezes, que proclamava a sua decidida conversão ao Espiritismo.

Bezerra era um religioso no mais elevado sentido. Sua pena, por isso, desde o primeiro artigo assinado, em janeiro de 1887, foi posta a serviço do aspecto religioso do Espiritismo. Demonstrada a sua capacidade literária no terreno filosófico e religioso, quer pelas réplicas, quer pelos estudos doutrinários, a Comissão de Propaganda da União Espírita do Brasil, incumbiu-o de escrever, aos domingos, no "O Paiz" tradicional órgão da imprensa brasileira, a série de "Estudos Filosóficos", sob o título "O Espiritismo". O Senador Quintino Bocaiúva, diretor daquele jornal de grande penetração e circulação, "o mais lido do Brasil", tornou-se mesmo simpatizante da Doutrina Espírita.

Os artigos de Max, pseudônimo de Bezerra de Menezes, marcaram a época de ouro da propaganda espírita no Brasil. De novembro de 1886 a dezembro de 1893, escreveu ininterruptamente, ardentemente.

Da bibliografia de Bezerra de Menezes, antes e após a sua conversão do Espiritismo, constam os seguintes trabalhos: "A Escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui- la sem dano para a Nação", "Breves considerações sobre as secas do Norte", "A Casa Assombrada", "A Loucura sob Novo Prisma", "A Doutrina Espírita como Filosofia Teogônica", "Casamento e Mortalha", "Pérola Negra", "Lázaro - o Leproso", "História de um Sonho", "Evangelho do Futuro". Escreveu ainda várias biografias de homens célebres, como o Visconde do Uruguai, o Visconde de Carvalas, etc. Foi um dos redatores de "A Reforma", órgão liberal da Corte, e redator do jornal "Sentinela da Liberdade".

Bezerra de Menezes tinha a função de médico no mais elevado conceito, por isso, dizia ele: "Um médico não tem o direito de terminar uma refeição, nem de perguntar se é longe ou perto, quando um aflito qualquer lhe bate à porta. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta hora da noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro, o que sobretudo pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem lhe chora à porta que procure outro - esse não é médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos de formatura. Esse é um desgraçado, que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu Espírito, a única que jamais se perderá nos vaivéns da vida."

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Em 1883, reinava um ambiente francamente dispersivo no seio do Espiritismo brasileiro e os que dirigiam os núcleos espíritas do Rio de Janeiro sentiam a necessidade de uma união mais bem estruturada e que, por isso mesmo, se tornasse mais indestrutível.

Os Centros, onde se ministrava a Doutrina, trabalhavam de forma autônoma. Cada um deles exercia a sua atividade em um determinado setor, sem conhecimento das atividades dos demais. Esse sentimento levou-os à fundação da Federação Espírita Brasileira.

Nessa época já existiam muitas sociedades espíritas, porém, as únicas que mantinham a hegemonia de mando eram quatro: a "Acadêmica", a "Fraternidade", a "União Espírita do Brasil" e a "Federação Espírita Brasileira", entretanto, logo surgiram entre elas vivas discórdias.

Sob os auspícios de Bezerra de Menezes, e acatando prescrições das importantes "Instruções" recebidas do plano espiritual pelo médium Frederico Júnior, foi fundado o famoso "Centro Espírita", o que, entretanto, não impediu que Bezerra desse a sua colaboração a todas as outras instituições. O entusiasmo dos espíritas logo se arrefeceu, e o velho seareiro se viu desamparado dos seus companheiros, chegando a ser o único freqüentador do Centro. A cisão era profunda entre os chamados "místicos" e "científicos", ou seja, espíritas que aceitavam o Espiritismo em seu aspecto religioso, e os que o aceitavam simplesmente pelo lado científico e filosófico.

Em 1893, a convulsão provocada no Brasil pela Revolta da Armada, ocasionou o fechamento de todas as sociedades espíritas ou não. No Natal do mesmo ano Bezerra encerrou a série de "Estudos Filosóficos" que vinha publicando no "O Paiz".

Em 1894, o ambiente mostrou tendências para melhora e o nome de Bezerra de Menezes foi lembrado como o único capaz de unificar o movimento espírita. O infatigável batalhador, com 63 anos de idade, assumiu a presidência da Federação Espírita Brasileira, cargo que ocupou até a sua desencarnação.

Iniciava- se o ano de 1900, e Bezerra de Menezes foi acometido de violento ataque de congestão cerebral, que o prostrou no leito, de onde não mais se levantaria.

Verdadeira romaria de visitantes acorria à sua casa. Ora o rico, ora o pobre, ora o opulento, ora o que nada possuía.

Ninguém desconhecia a luta tremenda em que se debatia a família do grande apóstolo do Espiritismo. Todos conheciam suas dificuldades financeiras, mas ninguém teria a coragem de oferecer fosse o que fosse, de forma direta. Por isso, os visitantes depositavam suas espórtulas, delicadamente, debaixo do seu travesseiro. No dia seguinte, a pessoa que lhe foi mudar as fronhas, surpreendeu- se por ver ali desde o tostão do pobre até a nota de duzentos mil reis do abastado!...

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Ocorrida a sua desencarnação, verdadeira peregrinação demandou sua residência a fim de prestar-lhe a última visita.

No dia 17 de abril, promovido por Leopoldo Cirne, reuniram- se alguns amigos de Bezerra, a fim de chegarem a um acordo sobre a melhor maneira de amparar a sua família, tendo então sido formada uma comissão que funcionou sob a presidência de Quintino Bocaiúva, senador da República, para se promover espetáculos e concertos, em benefício da família daquele que mereceu o cognome de "Kardec Brasileiro".

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Digno de registro foi um caso sucedido com o Dr. Bezerra de Menezes, quando ainda era estudante de Medicina. Ele estava em sérias dificuldades financeiras, precisando da quantia de cinqüenta mil réis (antiga moeda brasileira), para pagamento das taxas da Faculdade e para outros gastos indispensáveis em sua habitação, pois o senhorio, sem qualquer contemplação, ameaçava despejá-lo.

Desesperado - uma das raras vezes em que Bezerra se desesperou na vida - e como não fosse incrédulo, ergueu os olhos ao Alto e apelou a Deus.

Poucos dias após bateram- lhe à porta. Era um moço simpático e de atitudes polidas que pretendia tratar algumas aulas de Matemática.

Bezerra recusou, a princípio, alegando ser essa matéria a que mais detestava, entretanto, o visitante insistiu e por fim, lembrando- se de sua situação desesperadora, resolveu aceitar.

O moço pretextou então que poderia esbanjar a mesada recebida do pai, pediu licença para efetuar o pagamento de todas as aulas adiantadamente. Após alguma relutância, convencido, acedeu. O moço entregou-lhe então a quantia de cinqüenta mil réis. Combinado o dia e a hora para o início das aulas, o visitante despediu-se, deixando Bezerra muito feliz, pois conseguiu assim pagar o aluguel e as taxas da Faculdade. Procurou livros na biblioteca pública para se preparar na matéria, mas o rapaz nunca mais apareceu.

No ano de 1894, em face das dissensões reinantes no seio do Espiritismo brasileiro, alguns confrades, tendo à frente o Dr. Bittencourt Sampaio, resolveram convidar Bezerra a fim de assumir a presidência da Federação Espírita Brasileira.

Em vista da relutância dele em assumir aquele espinhoso encargo, travou-se a seguinte conversação:

- Querem que eu volte para a Federação. Como vocês sabem aquela velha sociedade está sem presidente e desorientada. Em vez de trabalhos metódicos sobre Espiritismo ou sobre o Evangelho, vive a discutir teses bizantinas e a alimentar o espírito de hegemonia.

- O trabalhador da vinha, disse Bittencourt Sampaio, é sempre amparado. A Federação pode estar errada na sua propaganda doutrinária, mas possui a Assistência aos Necessitados, que basta por si só para atrair sobre ela as simpatias dos servos do Senhor.

- De acordo. Mas a Assistência aos Necessitados está adotando exclusivamente a Homeopatia no tratamento dos enfermos, terapêutica que eu adoto em meu tratamento pessoal, no de minha família e recomendo aos meus amigos, sem ser, entretanto, médico homeopata. Isto aliás me tem criado sérias dificuldades, tornando-me um médico inútil e deslocado que não crê na medicina oficial e aconselha a dos Espíritos, não tendo assim o direito de exercer a profissão.

- E por que não te tornas médico homeopata? disse Bittencourt.

- Não entendo patavinas de Homeopatia. Uso a dos Espíritos e não a dos médicos.

Nessa altura, o médium Frederico Júnior, incorporando o Espírito de S. Agostinho, deu um aparte:

- Tanto melhor. Ajudar-te-emos com maior facilidade no tratamento dos nossos irmãos.

- Como, bondoso Espírito? Tu me sugeres viver do Espiritismo?

- Não, por certo! Viverás de tua profissão, dando ao teu cliente o fruto do teu saber humano, para isso estudando Homeopatia como te aconselhou nosso companheiro Bittencourt. Nós te ajudaremos de outro modo: Trazendo-te, quando precisares, novos discípulos de Matemática...

Grandes Vultos do Espiritismo


AO QUERIDO BENFEITOR

Já teci-lhe homenagens, comovido,
Em virtude de tudo o que ele opera,
Pois ao seu lado ação do bem prospera
E se ergue o ser cansado e combalido.

Embora o tempo passe, ele mantém
O coração pulsante a transbordar
Ternura que nos leva a meditar
No quanto é grandioso auxiliar alguém.

Tenho refletido, dia após dia,
Que é urgente sentirmo-nos irmãos,
No empenho de ser mais nobres e sãos
Para experimentar paz e alegria.

Pensar nessa alma doce é confortante,
Pelo estímulo bom que nos alcança,
Pelas ondas de luz, pela bonança
Que nos nutre e reforça a cada instante.

Já dediquei-lhe caras melodias,
Que me vieram da doce inspiração
Do seu nome, que é bem uma canção,
Modulada em divinas elegias.

Por onde passa, aromas de amor puro
Espargem bênçãos para todo o entorno.
Numa existência pobre e sem adorno
Entregou-se a Jesus, almo e seguro.

A cada enfermo recomenda a fé
Para potencializar o remédio.
Propõe que, na oração, desfaça o tédio
Que angustia e que desanima até.

Pintei na tela o rosto venerando
Desse vate cearense tão querido,
Que entre os seres de luz foi acolhido,
E em seu amor segue evangelizando.

Espalha tantas bênçãos para os pobres;
Pacientíssimo, ouve as dores das almas.
Seus valores sãos quais douradas palmas
Que encantam a missão dos gênios nobres.

Em Todo agosto exaltamos a lida
De quem, amando a Deus, serviu ao povo,
Forjando exemplos para um mundo novo
Nos atos excelentes de sua vida.

Quando agredido, em Cristo achava alento;
Sob achincalhe, estendia o perdão,
Por entender, no imo do coração,
Que o tronco estando firme agüenta o vento.

Sinto-me em paz só com a sua silhueta;
Seu nome traz-nos ventura e conforto,
Como o barco que alcança o ansiado porto,
No mar convulsionado do planeta.

Nas vastidões do além, por entre os astros,
Segue no afã da luz e da verdade;
E amparando a sofrida humanidade,
Ergue os que na sombra seguem de rastros.

Já lhe cantei hosanas tantas vezes,
Ansiando por amor e ser feliz,
Tendo em Jesus formosa diretriz
Como o nosso Bezerra de Menezes.

Sebastião Lasneau.

O Que é Necessário Para Que Nos Vacinemos Contra o Suicídio?


Mensagem - O Que é Necessário Para Que Nos Vacinemos Contra o Suicídio?

Filhos Amados,

Ouvimos, às vezes, comentários, quando alguém busca a dor maior, fugindo de uma dor menor pelas portas do suicídio, que faltou a ela fé.
Que era materialista, imediatista, covarde.
São dados todos os títulos, todos eles rotulando a pessoa de fraca.
Realmente a pessoa que parte pelas portas do suicídio é uma pessoa fragilizada pelos sentimentos, pelas emoções e, às vezes, duramente perseguida por inimigos e até, por não inimigos, mas espíritos altamente ligados em vidas pretéritas que aproveitam aqueles instantes de desequilíbrio para provocarem o desencarne.
Com isso, muitas vezes, quando não são inimigos, facilmente dominam aquele espírito, enquanto cativam a perseguição para ficar perto, por amarem demais, e são imediatamente separados, distanciados da pessoa.
Mas existem aqueles suicídios do dia a dia que ninguém comenta, ninguém rotula, ninguém taxa de obsessão.
São suicídios lentos, progressivos, provocados pelo alcoolismo, pelo fumo, por outras drogas.
A pessoa se intoxica de tantos medicamentos, arranjando enfermidades que nenhum médico consegue encontrar, porque esta enfermidade não está no corpo e sim no seu psiquismo, na sua mente.
No seu processo, às vezes manipulador de uma situação na qual acha difícil conviver e, como não tem como resolver, fica mais fácil adoecer e nesse processo de adoecer, lentamente passa realmente a sofrer.
Há várias enfermidades provocadas pelo excesso de consumo de medicamentos.
Vemos os suicídios ou os pré- suicídios daqueles que andam em altíssima velocidade, dos que são irresponsáveis no transito, daqueles que se arriscam em esportes radicais, daqueles que se arriscam em situações de divertimentos perigosos no mar, em lagoas.
Então vemos que existem várias formas de suicídio em que, na verdade, as pessoas não demonstram qualquer desejo de morrer, nem de libertar-se da dor, nem de fugir das culpas, nem das provas.
Mas que vão lentamente arruinando o seu corpo somático, comprometendo seu espírito com muitas
ligações de entidades perniciosas, malvadas, inconseqüentes , irresponsáveis.
Isso sem falar na imensa gama de patologias, outras até afetivas, que provocam crimes passionais, desencadeiam tragédias e destroem lares.
O que é necessário para que nos vacinemos contra o suicídio ?
Primeiro, a prece. A prece afasta as entidades perseguidoras e nos fortalece.
Segundo, o esforço na aceitação das provas redentoras e, às vezes, até o empenho em alterar determinados quadros das nossas vidas, através das lutas, do trabalho, da persistência na defesa daquilo que para nós é essencial.
A vida é essencial. Todos nós, queiramos ou não, quando na vida, estamos caminhando para a morte.
Mas, buscar a morte espontaneamente representará sempre um compromisso muito grave no plano espiritual, onde, assim como na terra, existem os julgamentos, as atenuantes e também as agravantes.
Deus é Deus de misericórdia. Aquele que possui na família um quadro de suicídio deve orar muito, com fé, porque nesses instantes em que o espírito recebe as preces, ele dorme o sono abençoado, reparador, um sono que realmente é a misericórdia de Deus a interceder em favor dele para depois recomeçarem novamente as dores.
Orem com fé, não aquela prece rápida, feita com o movimento dos lábios, com palavras vazias de sentimentos que não são capazes de ultrapassar nem vinte centímetros além da cabeça.
Mas aquela prece que busca realmente com o coração, na disciplina, na piedade, no amor fraterno, que é capaz de mover uma criatura a orar por aqueles com quem não têm nenhuma ligação, mas que a criatura sabe serem pessoas necessitadas.
Isso traz mérito para aquele que ora, traz simpatia dos espíritos que amam as pessoas que estão nesse quadro de sofrimento.
Por isso, aquele que ora sente bem estar, sente-se alegre e feliz.
Não traz o peso de grilhões a lhe massacrar os passos na terra, porque tem equilíbrio e o equilíbrio traz disciplina, a disciplina traz frutos rentáveis de luz.
Que o mestre nos ampare.

Bezerra de Menezes

Ninguém é insubstituível.


Todo ser humano deveria olhar o lado bom das pessoas, deixar que suas qualidade se aflorem para que os talentos apareçam. Olhar o outro com um olhar sincero, buscar qualidades, fazer elogios sinceros e com fundamentos parece algo bobo e banal, mas que faz milagres, muda em 100% os relacionamentos

Será mesmo que você é substituível ?
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um, ameaça: "ninguém é insubstituível".
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven ?
- Como? - encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.....
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo, continuam achando que os profissionais são peças dentro da "máquina" (organização) e que, quando sai um, é só encontrar outro para pôr no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.
Está na hora de os líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus "erros/deficiências".
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico.
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro.
Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se o gerente/coordenador, ainda está focado em "melhorar as fraquezas" de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de líder/técnico que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E, na gestão dele, o mundo teria perdido todos esses talentos.
Seguindo esse raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos, não haveria montanhas, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões "foi pra outra morada". Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a "partida" de nosso irmão Zacarias, e hoje, para substituí-lo, chamamos:... . Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível".
Portanto, nunca esqueça: Você é um talento único. Com toda certeza ninguém substituirá você!
Sou um só, mas, ainda assim, sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.
No mundo sempre existirão pessoas que vão amar você pelo que você é, e outras que vão odiá-lo pelo mesmo motivo. Acostume-se a isso e viva sempre de cabeça erguida e com muita paz de espírito.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Esta é a nossa mais importante encarnação de todos os tempos!


Esta é a nossa mais importante encarnação de todos os tempos!

Alkíndar de Oliveira
(alkíndar@terra.com.br)

Se de um lado a boa lógica nos diz que nossa última encarnação é sempre a mais importante, pois mais uma vez temos a oportunidade de nos redimir dos erros passados, creio que esta atual, pelas deduções mais abaixo, é especialíssima. Creio firmemente que é a nossa mais importante existência de todos os tempos. Se conscientizarmo-nos deste fato, faremos com que nossos pensamentos, sentimentos e atitudes tomem salutar direção.

Para que a conclusão do tema deste seja confirmada pelo(a) leitor(a), atentemos ao texto abaixo de Santo Agostinho e também às conclusões que vêm logo a seguir.

"Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeram os primeiros átomos destinados a constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso". Santo Agostinho, O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo III, item 19.

Do depoimento logo acima destaquei, em negrito, a expressão "degraus imperceptíveis", a qual denota que não perceberemos de maneira evidente a passagem do nosso mundo, de Expiação e Provas, para a próxima e determinante etapa, a de Mundo de Regeneração. Mas, através de pesquisa e do raciocínio lógico, passarmos a enxergar o que parece não estar evidente.

Tenho a convicção de que caminhamos a passos largos nessa bendita direção. É saudável, caro(a) leitor(a), que duvide desta minha convicção. Ninguém tem a obrigação de crer na convicção de outrem. Mas, após as informações que vêm a seguir, procure liberar sua mente de idéias pré-concebidas que possam impedir o raciocínio dedutivo, para livremente poder refletir sobre os esclarecimentos oriundos de grandes mestres de nossa Seara. Comecemos pelo preposto imediato do nosso Mestre Jesus, Allan Kardec:

I - ALLAN KARDEC NOS DIZ QUANDO O ESPIRITISMO SE TORNARÁ CRENÇA COMUM EM TODO O MUNDO TERRENO:

Muitos de nós ainda não percebemos, mas Kardec já nos informou quando o Espiritismo será implantado na Terra (atenção: isto não quer dizer que todas as demais religiões deixarão de existir. Elas continuarão existindo, mas crendo na reencarnação e em outras leis naturais que são a base do Espiritismo). Na questão 798 d'O Livro dos Espíritos, a qual tem como foco quando haverá a implantação do Espiritismo na Terra, Kardec nos esclarece que "(...) durante duas ou três gerações, ainda haverá um fermento de incredulidade, que unicamente o tempo aniquilará".

Como a boa lógica nos diz que após um período de incredulidade a única alternativa será um período de credulidade, façamos as contas para esclarecermo-nos sobre quando chegaremos a esse alvissareiro período. Antes, é importante dizer que, mesmo a expectativa de vida na época de Kardec ser bem inferior aos 70 anos, o fato é que as pessoas consideravam esta idade como sendo o tempo de uma geração. Agora, sim, fazendo as contas a partir do ano de edição primeiro livro espírita, 1.857 (O Livro dos Espíritos):

Conclusão - I: O Espiritismo passará a ser crença comum no período compreendido entre os anos de 1.997 a 2.067.

II – CHICO XAVIER, NOS INFORMA QUANDO A TERRA SERÁ UM MUNDO DE REGENERAÇÃO:

No livro Plantão de Respostas, Volume II, Chico Xavier diz: "Emmanuel afirma que a Terra será um mundo regenerado por volta de 2.057".

Conclusão - II: O Mundo de Regeneração terá seu alvorecer por volta de 2.057, ano este dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será Crença Comum.

III – BEZERRA DE MENEZES, NOS INFORMA QUANDO O ESPIRITISMO SERÁ IMPLANTADO NA TERRA.

No livro Atitude de Amor, Editora Dufaux, Psicografia de Wanderley Soares de Oliveira, Bezerra de Menezes nos esclarece que para o Espiritismo ser implantado na Terra houve um planejamento na espiritualidade, e que a implantação teve uma delimitação de três períodos distintos de 70 anos. O primeiro período de 70 anos, de 1.857 a 1.927; o segundo período, de 1.928 a 1.997 e o terceiro e último período, de 1.998 a 2.067. Sobre este último período, diz Bezerra de Menezes que é o período das atitudes, isto é, este é o momento de praticarmos o que até agora aprendemos com o Espiritismo. Por exemplo, se temos um belo discurso sobre fraternidade, chegou a hora de sermos fraternos. Como disse Richard Simonetti, "Chegou a hora do conhecimento descer da cabeça para o coração".

Conclusão – III: Bezerra de Menezes nos informa que a implantação do Espiritismo na Terra será no período de 1.997 a 2.067, período este dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será Crença Comum.

IV – BEZERRA DE MENEZES, ATRAVÉS DA PSICOFONIA DE DIVALDO FRANCO NOS INFORMA QUE ESTE É MOMENTO DE TRANSIÇÃO PARA O MUNDO DE REGENERAÇÃO (Revista Reformador-janeiro/05):

A mensagem de Bezerra de Menezes foi recebida na última reunião do Conselho Federativo Nacional da FEB do ano de 2.004. Nosso amado benfeitor espiritual utilizou-se da mediunidade psicofonica de Divaldo Franco para dizer com todas as letras, sem deixar dúvida alguma sobre o teor do que tinha a nos passar, que: "Não podemos negar que este é o grande momento de transição do Mundo de Provas e de Expiações para o Mundo de Regeneração". E complementou: "(...) Já não há mais tempo para adiarmos a proposta de renovação do planeta".

Conclusão – IV: Bezerra de Menezes nos informa que este é o grande momento de transição do Mundo de Provas e de Expiações para o Mundo de Regeneração. Momento este dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será Crença Comum.

V – OS ESPÍRITOS MARIA MODESTO CRAVO E JOANNA DE ÂNGELIS NOS ALERTAM SOBRE A RENOVAÇÃO QUE JÁ ESTÁ OCORRENDO EM NOSSO PLANETA!

Duas informações: A primeira: No livro Reforma Íntima Sem Martírio, lançado e editado nesta primeira década do século XXI (esta informação é importante), Editora Dufaux, psicografia de Wanderley Soares de Oliveira, o espírito Maria Modesto Cravo diz: "Uma geração nova regressa às fileiras carnais da humanidade para arejar o panorama de todas as expressões segmentares do orbe, interligando-as e projetando-as a ampliados patamares de utilidade. (...) É tempo de renovar".

A segunda informação: No livro Momentos de Harmonia, lançado e editado em 1.991 (esta informação é importante), Editora Leal, psicografia de Divaldo Franco, o espírito Joanna de Ângelis diz: "(...) dá-se neste momento a renovação do Planeta, graças à qualidade dos espíritos que começam a habitá-lo, enriquecidos de títulos de enobrecimento e de interesse fraternal".

Esta alvissareira notícia de renovação do planeta, certamente a mais importante ocorrência depois da vinda de Cristo e do nascimento de Kardec, nos leva à quinta conclusão:

Conclusão – V: Os espíritos Joanna de Angelis e Maria Modesto Cravo nos informam que espíritos especiais (fraternos, nobres) estão retornando à Terra com o objetivo de arejar o panorama de todas as expressões segmentares do nosso planeta, com o objetivo de renová-lo, e esta renovação se dá dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será Crença Comum.

VI – O RESPEITADO MÉDIUM E ORADOR BAIANO, DIVALDO FRANCO, DISSE, EM PALESTRA PROFERIDA EM 1.999, QUE NO ANO DE 2.025 DUZENTOS MIL ESPÍRITOS ALTAMENTE EVOLUÍDOS RETORNARÃO À TERRA.

Caro(a) leitor(a), conforme a bem-vinda informação do título logo acima, mais a informação do item V, onde Joanna de Ângelis e Maria Modesto Cravo esclarecem-nos que espíritos nobres e fraternais (também inteligentes), estão retornando à Terra com o objetivo de ajudarem na renovação do planeta, podemos então formular a seguinte pergunta:

COMO SERÁ NOSSO PLANETA TERRA EM 2.060?

A resposta da questão acima, a teremos de forma dedutiva:

a) Em 2.060 os espíritos nobres, fraternos e inteligentes que, segundo os amáveis espíritos Joanna de Angelis e Maria Modesto Cravo, já estão retornando à Terra, terão até 70 anos de idade;

b) Em 2.060 os duzentos mil espíritos altamente evoluídos que reencarnarão em 2.025, segundo informação recebida (e divulgada) pelo respeitabilíssimo médium e orador Divaldo Franco, terão 35 anos de idade;

c) Em 2.060 os atuais líderes mundiais e indivíduos outros que tendem ao mal ESTARÃO DESENCARNADOS!

Conclusão – VI: No ano de 2.060 estarão habitando a Terra espíritos que, pela sua índole, tem todas as qualidades para habitar um Mundo de Regeneração, dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será Crença Comum.

Conclusão Final

Somos habitantes da Terra num momento muito especial, o que é uma dádiva divina. Esta é grande oportunidade que temos de iniciarmos a reparação dos nossos erros pretéritos. Precisamos com toda nossa força, com toda nossa vontade, com todo nosso empenho, aproveitar desta oportunidade de aqui estarmos habitando este planeta que logo-logo pode nos dar a condição de termos um ambiente onde a tendência ao bem será a tônica. Como alcançarmos esta graça? A única solução é iniciarmos já nossa regeneração espiritual.

Sugiro três passos, para bem aproveitarmos dessa nossa atual existência:

a) Valorizarmos e agradecermos ao Mestre Jesus pela oportunidade de estarmos vivendo nossa mais importante encarnação de todas as existências que tivemos.

Sobre a importância da reencarnação, relembremos o que disse o espírito Emmanuel: "Cada encarnação é como se fosse um atalho nas estradas da ascensão. Por este motivo, o ser humano deve amar a sua existência de lutas e de amarguras temporárias, porquanto ela significa uma benção divina, quase um perdão de Deus".

b) Iniciarmos urgentemente um processo de auto-conhecimento.

A base de toda mudança comportamental é o auto-conhecimento. E aí está a maior dificuldade do ser humano. E uma das alternativas para melhor nos conhecermos é a interiorização, que é o ato de enfrentarmos o nosso mundo interior e de admitirmos para nós mesmos a natureza de nossos sentimentos. Isto é, não falarmos "eu nunca sinto mágoa" ou "a raiva não faz parte de minha vida". Este proceder de negar nossos sentimentos inferiores chama-se auto-ilusão, uma atitude altamente destrutiva. A partir do momento em que admitimos nossos sentimentos inferiores (sem baixa auto-estima), abre-se uma porta para aprendermos a ter autocontrole e nos dá condição de iniciarmos o processo de mudança.

c) Transformarmos em vivência prática nosso discurso sobre convivência e fraternidade, principalmente em nossa casa espírita.

Sobre o tema fraternidade, disse o espírito Ermance Dufaux (livro Unidos Pelo Amor, Editora Dufaux): "Antes dos projetos 'além-paredes', estimulemos a fraternidade, prioritariamente, ao próximo mais próximo, aquele que divide conosco as responsabilidades doutrinárias rotineiras em nossa casa espírita, encetando esforços pela convivência jubilosa e libertadora. Conviver fraternalmente deve ser a essência de nossa causa. O Centro Espírita, Escola das Virtudes Superiores, é o ambiente de disciplina e treinamento dos novos modelos de relações (...)."

Caro(a) leitor(a), conscientizemo-nos que sermos fraternos é - simplesmente - uma questão de escolha. Então, que nós que temos a dádiva de ter conhecido o Espírito Consolador, possamos escolher o caminho da fraternidade e, com isto, merecermos ser habitantes da Terra em sua nova e breve etapa: Mundo de Regeneração. Mesmo que - pela nossa idade atual - não consigamos este intento nesta existência. Mas, para quem crê na reencarnação, sempre há esperança!

Sexo e Fator Obsessão



Sexo e Fator Obsessão


Vive-se na Terra, a hora do sexo. O sexo vive na cabeça das pessoas, parecendo haver saído da organização genética onde se sedia. Vulgarizado e barateado pelos meios de comunicação de massa, tornou-se motivo essencial da vida de milhares de pessoas, sempre frustradas e insatisfeitas. Julgando-se a criatura humana como sendo tão somente o corpo, cresce hoje o vil mercado das sensações, em completo desrespeito e desconsideração pelo ser humano.

O homem e a mulher verdadeiros são os seus valores éticos, as suas aspirações, as suas lutas e sonhos, os objetivos nobres que trazem dentro de si. Sitiar a criatura apenas nos vapores da libido desenfreada, como vem acontecendo, é atitude injustificável perante todo o progresso psíquico, emocional e intelectual que nos colocam hoje no patamar da razão.

Alheios a tais aquisições, homens tomam de seus veículos automotores, a vagar pela noite, à procura de uma parceira que lhe satisfaça os impulsos. Forma-se uma corrente mental indirecionada, já que a mulher de seus desejos só existe no seu pensamento. Imediatamente, dezenas de espíritos trevosos captam o “fio mental” do desejo sexual do homem imprevidente e vão em sua direção. Por influência deles é encontrada a parceira ideal, a fim de estarem eles próprios a participar do infeliz ato sexual, porque desprovido dos condimentos do amor.

Sem a afetividade sincera e honesta dando sustentabilidade à relação sexual do ser humano, este se faz presa fácil da parasitose obsessiva que se estabelece. Acoplando-se ao Chakra Coronário, localizado no topo da cabeça, centro vital responsável pela “alimentação das células do pensamento” e relacionado ao funcionamento de todo o sistema nervoso, conforme elucida o espírito Manoel Philomeno de Miranda, em seu livro “Sexo e Obsessão”, o desencarnado penetra nas ondas mentais do encarnado e, desta forma, passa a sentir as mesmas e idênticas sensações que sua vítima experiencia. Simultâneo a este acoplamento, ocorre a expansão de uma densíssima massa energética chamada ectoplasma, a qual permite com maior facilidade a absorção das baixas energias da relação sexual do casal desavisado.

Hoje, dessa forma, milhares de criaturas são vítimas das vampirizações espirituais. Se tivessem envolvido as suas vibrações no sentimento sincero do amor; se tivessem resguardado seus canais mediúnicos, que todos temos; se tivessem mantido seus pensamentos em patamar elevado; e não seriam vítimas então desses terríveis conúbios obsessivos.

Urge na Terra a necessidade de uma educação mental por parte das criaturas. O pensamento é força atuante e estamos constantemente rodeados por consciências desencarnadas de toda natureza. Pensar de maneira correta e elevada é atitude de todo aquele que tem o desejo sincero de evoluir, de progredir sem limites no rumo da plenitude que o espera. Conforme as emanações mentais que mantivermos, da mesma forma se apresentará a nossa vida e o nosso comportamento. O ser humano é energia pensante e onde estiver irradiará o que traz dentro de si, atraindo as companhias correspondentes: "Diga-me com quem andas e eu te direi quem és", já dizia o conhecido provérbio popular.

Quando um encarnado mantém o seu pensamento no nível dos prazeres vulgares, sua vibração é sentida pela espiritualidade inferior como se fora um estridente sinal sonoro, uma verdadeira "sirene do desejo"... e então localizam com facilidade o homem e a mulher inadvertidos, de acordo com as afirmações do espírito Galileu Galilei, em seu livro "Amor e Fator Obsessão". Tais emissões vibratórias em suas mentes ocasionam a produção de enzimas psíquicas ou bacilos psíquicos, microscópicos corpúsculos desconhecidos da ciência terrena os quais irão atacar as células reprodutoras masculina e feminina. Ao exaurir as fontes da sexualidade, da vitalidade genésica, provocam transtornos e doenças como o câncer de próstata e o câncer uterino. Da mesma forma, o baixo teor vibratório emitido pela tela mental desorganiza a sede da consciência individual de cada célula, que passam então a funcionar irregularmente, conforme nos esclarece Joanna de Ângelis, em seu livro “Adolescência e Vida”, abrindo o campo receptivo à instalação de várias doenças. Não são os microorganismos visíveis os responsáveis pela causa das doenças, mas sim o psiquismo em deterioramento, que abre um canal enfermiço para todo o corpo perispiritual e físico.

Há casais em nossos dias, os quais entenderam erroneamente que o sexo é tudo, e entregam-se a viciações sexuais de difícil libertação, as quais nem mesmo os especialistas conseguem compreender com facilidade. Enquanto se permitirem licenças morais e aberrações sexuais como vem ocorrendo, desorganizarão sistematicamente toda a sua aparelhagem genésica, o que acarretará doenças inadiáveis, por lesarem com vigor seus perispíritos.

Sob a óptica espírita, portanto, a única maneira de vivenciar a função sexual de forma correta é através do amor. Quando os indivíduos se amam, não ocorre somente a permuta física mas, principalmente, a de ordem psíquica, conforme afirma Walter Barcellos, em "Sexo e Evolução". Os olhares sinceros se encontram e intercambiam raios psíquico-magnéticos que os vitalizam, estimulando a coragem, o ânimo e a alegria de viver. Quanto mais espiritualizado, quanto mais sincero e honesto for o sentimento que une duas criaturas, mais rica e sublime será a permuta magnética entre as duas, que têm a sua intimidade completamente protegida pelos mentores de ambos, os quais utilizando-se dos pensamentos elevados da atmosfera psíquica do casal, constróem a "residência fluídica" que os protegerá de qualquer espírito infeliz.

Já o mesmo não ocorre quando a relação sexual é desprovida de sentimentos nobres, sendo a sua passagem rápida e frustrante, o que gera naqueles a que se entregam sentimentos de vazio e arrependimento – porque não completa, não preenche, não vitaliza -, além de ficar o casal completamente vulnerável à ação da espiritualidade inferior.

O sexo não foi elaborado por Deus a fim de possibilitar tais deleites irresponsáveis, mas sim para o renascimento das vidas, que retornam ao cenário terreno, e para as sensações compensativas das jornadas diárias, na permuta de hormônios que acalmam e da afetividade que robustece as criaturas e as completam. Sendo o espírito neutro na sua sexualidade, possui ambas as polaridades psíquicas, masculina e feminina, e as expressa conforme for o melhor para a sua evolução; ora encarnando como homem, ora encarnando como mulher, com o intuito de desenvolver os sentimentos inerentes a cada polaridade.

Quando a sexualidade, entretanto, é aviltada, vulgarizada e desrespeitada em sua constituição, retorna o espírito em outra polaridade a qual não corresponde ao corpo físico, de forma a não poder dar curso aos seus desejos, esclarece o nobre mentor Bezerra de Menezes. Pode ainda o ser reencarnante vir a ocupar um corpo com sérias limitações mentais, o que impossibilitará – com fins preventivos e terapêuticos -, a elaboração das obscenidades que tanto o prejudicaram, quando o empurraram para o fosso das paixões primitivas.

Considera-se nos nossos dias, o prazer corporal como o único meio de felicitar os indivíduos. Os defensores de tal idéia ignoram, por outro lado, uma série de outros prazeres mais sutis, mas que também são fortemente registrados no psiquismo, fomentando o bem-estar e a alegria de viver. São os prazeres da afetividade sincera, o prazer intelectual que se frui diante do aprofundamento em alguma área do conhecimento, o prazer estético, através das artes e das criações da cultura em toda parte, e ainda o prazer espiritual, decorrente dos mergulhos dentro de si mesmo e do contato com a espiritualidade. Há ainda o prazer cultivado quando acalentamos ideais para nossas vidas, objetivos pelos quais nos esforçamos com empenho e dedicação, planos profissionais ou afetivos, junto daqueles que amamos. Todos esses são prazeres do espírito, da alma humana, uns passageiros, como os prazeres físicos, outros perenes porque abstratos, imateriais, mas que da mesma forma impulsionam o indivíduo para as lutas diárias, para os desafios da caminhada terrena.

Tudo isto constitui o que a benfeitora Joanna de Ângelis considera como sublimação ou transmutação da função sexual. A libido, como a denominou Sigmund Freud, é energia psíquica que pode ser canalizada para várias áreas: para os esportes, para o conhecimento, para a arte, a afetividade... Sempre que nos dedicamos a alguma tarefa ou trabalho, ou mesmo a algum esporte, estamos sublimando ou transmutando energia sexual para diferentes aspectos da vida, a gerar equilíbrio energético e saúde orgânica.

A função sexual, em sua constituição íntima, é criativa das formas físicas, mas principalmente das expressões da beleza, da cultura e da arte, como elucida a mentora de Divaldo Franco, em seu livro “O Despertar do Espírito”. Todos os grandes avanços do conhecimento humano, seja através das expressões artísticas ou da ciência, foram frutos desta energia sublimada de homens e mulheres abnegados. Isso não significa ausência de relações sexuais, mas sim o direcionamento criativo da libido para diversas áreas, e não somente para a área genésica.

Nesta tarefa, portanto, de sublimação e transmutação das energias sexuais, devemos tomar ainda o cuidado de não acalentar qualquer sentimento de culpa ou vergonha em relação às sensações fisiológicas, perfeitamente naturais, o que provocaria a repressão de conteúdos para o inconsciente, gerando transtornos e desequilíbrios inevitáveis. Devemos sempre lembrar de que o sexo é obra Divina, elaborado para o crescimento e felicidade das criaturas. A forma como empregarmos as forças sexuais do espírito é que responderá por suas conseqüências – quer sejam de luz ou de trevas.

Torna-se inadiável, e quão urgente, neste momento, que esta visão espiritual da sexualidade seja levada às gerações mais novas, na tarefa de proporcionar uma correta educação para a vida sexual. A educação sexual que os jovens tem recebido nas escolas, na qual somente o corpo físico é abordado, os têm levado à entrega completa aos impulsos fisiológicos, os atirando em viciações e processos obsessivos lamentáveis. Conforme nos adverte Joanna de Ângelis, em seu livro "Adolescência e Vida", "quando se pretende transferir para a Escola a responsabilidade da educação sexual, corre-se o risco, que deverá ser calculado, de o assunto ser apresentado com leveza, irresponsabilidade e perturbação do próprio educador, que vive conflitivamente o desafio, sem que o haja solucionado nele próprio" (1997, pg.21). Certamente existem professores os quais trabalham o tema com dignidade e honradez – embora ignorem os fatores espirituais -, mas, infelizmente, estes constituem exceção. O que se percebe nas aulas ministradas sobre sexo, em sua maioria, é a completa banalização do aparelho genésico, com a utilização de palavreado impróprio e vulgar, além de imagens chocantes, a causar perturbação nos mais tímidos e incitar ao cinismo e à malícia aqueles espíritos que renascem sob a influência de vícios muito arraigados, que longe de serem reforçados, deveriam ser substituídos por hábitos salutares.

A correta educação sexual, sob a óptica do Espiritismo, consiste na aquisição de valores por parte do jovem reencarnante, na introjeção do respeito aos seus semelhantes, aos sentimentos que possuem, seus corpos e individualidade; pois as criaturas hoje são tratadas como objetos – indivíduos descartáveis -, sem qualquer dignidade ou consideração. Ao lado da informação de ordem física, que é necessária, tornam-se indispensáveis os valores éticos e morais para o jovem, as informações espirituais sobre o sexo e suas várias decorrências, a fim de que não tombem nos resvaladouros da vulgaridade dos nossos dias. Sem esses ingredientes, a atual educação sexual se faz ineficiente e perigosa, nos assevera Walter Barcellos.

O Espiritismo, assim, como doutrina de educação das almas, oferece os melhores métodos para tal cometimento, através de seu inestimável patrimônio de saberes, disponível à pais, mães, educadores e todo e qualquer investigador que tenha dentro de si o desejo sincero de conhecer a Verdade.

Este é o grande momento para todos nós que aspiramos a uma vida melhor. Reflexionar em torno dos objetivos da vida e da função sexual é tarefa de todo aquele que pensa e deseja o melhor para si. Cumpre-nos, a todos, somar esforços em favor dos princípios da dignidade, da honradez, dos valores éticos, morais, e principalmente da educação moral das novas gerações, único meio de formarmos um novo homem e uma nova mulher para o porvir, na construção de uma sociedade mais equilibrada e feliz.

Tão logo o ser humano resolver-se pela liberdade ante as amarras que o prendem aos baixos desejos; tão logo decida educar o seu pensamento e manter as suas relações sob os alicerces do amor sincero e puro; libertar-se-á com facilidade das malhas terríveis da obsessão sexual. De outra forma, prosseguirá no fosso das paixões insanas e de difícil libertação.

"Ninguém se engane quanto aos compromissos do sexo perante a Vida.

E cuide também de não enganar a outrem. Cada um responde pelo o que inspira, e pelo o que faz." - Manoel Philomeno de Miranda