sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Jesus que Trago no Peito


O Jesus que Trago no Peito

Amílcar Del Chiaro Filho
de Guarulhos, SP

Existem dois Jesus cultuados pela humanidade: Jesus, o Messias hebreu, ou Cristo grego, helenizado, cultuado pelos altares das igrejas cristãs, elevado à condição divina de filho de Deus, segunda pessoa da trindade teológica cristã, e o Jesus de Nazaré, homem, filho do homem nos dois sentidos, por ser filho de José e Maria, e por ser espírito que alcançou a perfeição, e está livre do ciclo das reencarnações, encarnando-se por sua livre vontade, quando desejar, para auxiliar a evolução dos seus irmãos ainda atrasados no caminho.

Qual desses Jesus devemos ter em nosso coração? Qual desses modelos está de acordo com a Doutrina Espírita? Qual desses dois mestres está nos centros espíritas?

Parece ser simples a resposta. O modelo Jesus-homem é o modelo espírita. Por quê? Jesus de Nazaré é filho de Deus como todos nós. Não foi criado de forma especial, protecionista, mas como todos, foi criado simples e ignorante, e fez toda a sua evolução em mundos anteriores à criação da Terra.

Não podemos entender uma parcela dos espíritas que divinizam Jesus, embora digam que ele não é Deus, e cultuam um Cristo sofredor, amargurado, traído, derrotado na cruz e exaltado na ressurreição. Vivem pedindo a intervenção de Jesus em problemas graves e em ninharias do dia-a-dia. Outra parcela de espíritas que não pensam assim, são vistos com preconceito, como inimigos do Cristo, embora nessa parcela tenha, também, os radicais que ironizam os que vivem dos favores de um pseudo altar espírita.

Precisamos deixar bem claro que Jesus de Nazaré é um espírito muito superior, o mais perfeito espírito que já passou pela Terra, guia e modelo que o Pai Celestial nos concedeu para seguir os passos.

Jesus é um guia espiritual que ficou de braços abertos pregado numa cruz infamante. Ao descer da cruz ele continua de braços abertos porque continua sendo crucificado por aqueles que conhecem os seus ensinamentos, mas não os praticam, antes, confundem os mais simples.

Mas ele continua de braços abertos, também, para dar a liberdade a cada um, de estar com ele ou ir embora. Ouça a minha história:

Caminhei pelos caminhos da vida com o manto das ilusões e o cetro do poder. Fui grande, temido, odiado. Gozei tudo o que a vida me permitiu, porque ela sempre permite, para depois cobrar.

Envolvido pelos gozos da vida fui coberto, também, pela estamenha dos pobres e por um manto de feridas trazidas pela hanseníase. A lepra que existia dentro de mim exteriorizou-se para a minha pele. Foram séculos de angústias e desesperos, mas também de inconformação e revolta. Passamos pelo Vale do Kidron, pela ilha Molokai no Hawaí, pelos Lazaretos da Europa, pelo asilo do virtuoso sacerdote Padre Bento, no interior de São Paulo, sempre variando as posições entre o poder, a batina, as cátedras protestantes e os asilos.

Mas um dia o sofrimento bateu rijo no meu coração. Já não era possível suportar. Do alto do meu calvário vi um Cristo diferente. Desci da minha cruz, ele estava sereno, amoroso, de braços abertos a me esperar. Ajoelhei-me no chão e abracei os seus joelhos. Ele levantou-me e apertou-me contra o seu peito. Depois abriu os braços, e ante a minha surpresa ele disse sem pronunciar palavras:

— Você é livre para ficar, ou para ir embora. O amor não prende, não magoa. Não tortura.

Dali para a frente, a cruz que eu desprezava por não compreendê-la, passou a ter outra significação. Sua trave horizontal representa para mim as coisas materiais da vida. A sua trave vertical representa as nossas aspirações superiores, por isso ela indica o rumo das estrelas. É como uma flecha que disparamos para o céu, levando a nossa prece a Deus.

Confesso que em momentos de recaídas tentei abandonar Jesus. Seus braços estavam abertos e eu estava livre, mas não consegui dar um passo para longe do Mestre, que aprendi a amar.

Meu Jesus é companheiro, me entende, converso com ele, reclamo, choro, e ele não me toma ao colo, apenas mostra que devo ter um caráter viril. Eu o amo intensamente, mas trato-o com naturalidade.

O meu Jesus não está nos altares, nem na cruz, nem no suplício. Está, sim, nas Bodas de Canaan; no alto do Tabor; estendendo as mãos para curar moralmente Madalena e tantos enfermos do corpo e da alma; no aconchego do lar de Marta, Maria e Lázaro, em Betânia; na montanha onde ele pronunciou o mais belo discurso que ouvidos humanos já registrou.

Forças Ambientais


Forças Ambientais


"Graças sejam dadas a Deus, que por Cristo nos carrega sempre em seu triunfo e, por nós, expande em toda parte o perfume do seu conhecimento. Em verdade, somos para Deus o bom odor de Cristo, entre aqueles que se salvam..." (2ª Epístola aos Coríntios, capítulo 2º versículos 14 e 15)

As aspirações superiores de uma instituição cristã podem ser analisadas sob vários aspectos. Um deles diz respeito às condições do ambiente físico.

As dependências de uma Casa Espírita devem apresentar um mínimo de adequação, harmonia e conforto, sobretudo em relação aos seguintes itens: espaço, ventilação, luz, temperatura, limpeza, mobiliário, utensílios e cores.

O local e o clima, quanto mais agradáveis e propícios ao trabalho, mais os obreiros irão contribuir com alegria no programa de atividades em benefício do próximo.

A energia irradiada da mente envolve não apenas as obras intelectuais, mas, igualmente, as edificações materiais. O belo e o feio, o formoso e o disforme habitaram, antes de tudo, na intimidade de quem os produziu, isto é, fizeram parte da criação incessante da vida mental.

Tomemos como exemplo as colorações luminosas da aura dos espíritos superiores: elas exercem grande e determinante impacto sobre criaturas menos elevadas; do mesmo modo, certas cores causam forte impressão ambiental com reflexos na produtividade, criatividade e estado de espírito dos integrantes do núcleo de trabalho.

Nas tarefas mediúnicas, o teor da luz empregada deve ser graduado, dando-se preferência a lâmpadas que produzam nuances agradáveis e tranqüilizantes, o que facilitará as medidas assistenciais e curativas a cargo dos mentores da reunião.

Aliás, o uso criterioso das cores e suas tonalidades nas paredes, como a disposição harmônica e singela dos móveis em uma sala, facilita os empreendimentos socorristas. Um ambiente limpo, agradável e de bom gosto, integrado de peças simples e indispensáveis, sem adornos desnecessários, é fator importante na execução dos mecanismos do Bem.

É imperioso perceber como estamos ligados energeticamente ao nosso ambiente de trabalho. Seria recomendável que indagásse-mos: qual o teor do intercâmbio sensorial que existe entre nós e nossa Instituição?

Os espaços físicos que ocupamos interagem, muito mais do que pensamos, em nossa maneira de viver. Devemos estar cientes de que através deles atua sobre nós o princípio da interdependência. Sejam quais forem as denominações que recebem - campos eletromagnéticos, forças áuricas ou energias geofísicas -, eles sempre nos afetarão sobremaneira por meio de influenciações sutis, quase imperceptíveis.

Cabe-nos, portanto, cuidar com esmero dos elementos formadores da atmosfera que nos envolve, não apenas na lida espiritual, mas também na intimidade do próprio lar.

A auréola dos prédios ou das salas de reunião influenciam fortemente todas as nossas experiências transcendentais. Embora essa percepção talvez não seja tão palpável como desejaríamos, tenhamos a certeza de que é tão verdadeira como o ar que respiramos.

Para reforçarmos a saúde ambiental na comunidade de trabalho fraterno à qual pertencemos, é aconselhável a formação de um jardim, o cultivo de plantas. Nossa relação com a circunvizinhança provoca influência recíproca: a sanidade de um setor repercute em outro.

Nossa ligação com os vegetais está enraizada nas bases primordiais de nosso psiquismo. Faz parte da nossa origem evolutiva; do desenvolvimento do princípio inteligente pelas vias da Natureza.

Plantas no Núcleo Espírita, além de estreitar ainda mais nossos vínculos com a Natureza, nos dão a oportunidade de cuidar de coisas vivas e de cooperar com as obras da Criação. Elas nos ajudam, interna e externamente, a obter uma atmosfera de equilíbrio, proporcionando-nos beleza e vigor.

Na exortação do grande apóstolo "... expande em toda parte o perfume do seu conhecimento...", é preciso identificarmos a simbologia da fragrância do conhecimento superior como sendo a emanação volátil que se desprende do mundo íntimo de todos os dedicados e sinceros estudiosos dos ensinamentos do Cristo Jesus.

Mentes sadias impregnam de aromas agradáveis os recintos ou os santuários, consolidando condições climáticas que criarão bem-estar e alegria de viver. Nós é que construímos nosso domicílio do bem ou do mal, conforme a projeção de nossos pensamentos.

Edificações mal iluminadas, relaxadas e caminhando para a ruína física denotam desleixo do mundo íntimo de seus administradores e cooperadores.

Se os integrantes de um grupo a serviço do Evangelho cultuam o próprio templo da alma, reformando sempre que for preciso sua casa mental, essa atitude de reconstrução ativa se reflete exteriormente em cuidados especiais com a agremiação espírita à qual pertencem, como: conservação, apreço, zelo, capricho e estética singela.

"Em verdade, somos para Deus o bom odor de Cristo, entre aqueles que se salvam... ", quer dizer, devemos nos esforçar para receber as influências que emanam do Criador, hauridas da Seara Espírita, e agir para que as forças ambientais revitalizantes favoreçam não somente a nós mesmos, mas todos aqueles que conosco mourejam nos campos da Cristandade.

A Grande Transição




A Grande Transição


Opera-se na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo. O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral. Isto porque os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.

Os espíritos renitentes na perversidade e nos desmandos, na sensualidade e na vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.

Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus. Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.

Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos.

Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas, estarão revestindo-se da indumentária carnal para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes que estimulem ao avanço e à felicidade.

Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.

Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis. A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.

Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade...

A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.

... Mas essas ocorrências são apenas o começo da grande transição.

A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude. Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.

A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega da maneira espontânea, gerando lamentáveis conseqüências, que se avolumam em desaires contínuos.

É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos. Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.

Da mesma forma, como progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, se-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.

A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.

Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.

Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança. Quando se tem o domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.

O indivíduo que se renova moralmente contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.

Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.

Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno de objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.

O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.

São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar multidões. Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.

A grande transição prossegue e, porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo Sol da imortalidade.

Nenhum receio deve ser cultivado porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.

A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas. As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra. Enquanto viceje o mal no mundo, o ser humano tornar-se-lhe-á a vítima preferida em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição especial.

A dor momentânea que o fere convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz. Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia. Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Anjos Guardiões


Anjos Guardiões


Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.

Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.

Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.

Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.

Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.

São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.

Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.

Nunca censuram, porque sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.

Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.

Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.

Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.

Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.

Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.

Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.

Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.

Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.

Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.

Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.

O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.

O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.

Imana-te a ele.

Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.

Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.

O Espiritismo e as Seitas Afro-Brasileiras



O Espiritismo e as Seitas Afro-Brasileiras


O que desejamos aclarar na oportunidade é que o leitor atento saberá fazer a distinção entre Espiritismo e as demais religiões e seitas, comparando-as através das suas definições, sabendo-se que "Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo material".(1). Particularmente dizemos que Espiritismo é uma Ciência- Filosofia-Religião que trata da natureza, origem e destinação dos Espíritos bem como de suas relações com o mundo material."

Apoiamo-nos no livro "Africanismo e Espiritismo", 1949, Edições "Mundo Espírita", de Deolindo Amorim, saudoso e respeitado escritor espírita, que aceitou, em defesa da Doutrina Espírita, no preâmbulo de Lippmann Tesch de Oliver, o conceito de Allan Kardec contido na Revue Spirite, de 1865, página 181, "...A doutrina não é ambígua em nenhuma de suas partes; é clara, precisa, categórica nas suas menores particularidades; somente a ignorância e a má fé é que podem equivocar-se a respeito do que ela aprova e condena. É, pois, o dever de todos os espíritas sinceros e dedicados repudiar e condenar francamente, em seu nome, toda a casta de abusos que poderiam comprometê-la, a fim de não ser responsabilizado pelos mesmos, porque transigir com os abusos seria acumpliciar-se com eles e fornecer armas aos nossos adversários" (realçamos).

Como não desejamos acumpliciar-nos com os que confundem Espiritismo com Africanismo, ou seitas afro-católicas-brasileiras (2), resolvemos escrever este artigo. Nosso intuito é simplesmente aclarar as mentes ainda ensombradas pela ignorância e que, por isto mesmo, não sabem distinguir Espiritismo e Africanismo.

Devemos deixar bem claro, a bem da verdade, que nada temos em contrário a estas seitas afro-brasileiras com temperos católicos, nem ao catolicismo, pois que aprendemos, ao adentrarmos os umbrais do Espiritismo, a respeitar todas as religiões, mas não a concordar com o que elas propagam, principalmente quando se mostram contrárias ao bom senso, à razão.

Compete-nos, no entanto, coerente com a pureza e legitimidade do Espiritismo, externar nosso desagrado pelo fato de ainda hoje, século XXI, se confundir Espiritismo com as seitas afro-católicas-brasileiras. São diferentes do Espiritismo, como veremos.

Pessoas ignorantes e levianas queriam levar ao ridículo o Espiritismo, isto porque logo perceberam que Ele iria obstaculizar a marcha religiosa orgulhosa, pretensiosa, dogmática por elas empreendida. Se nada o Espiritismo contivesse de verdadeiro, com ele não se preocupariam. Todavia, incomoda, e muito, os outros que se amedrontam diante de sua realidade cristalina; temendo seu avanço.

Quiseram jogar no ridículo e descrédito a nossa filosofia que exerceria, como exerce e exercerá, preponderante influência no aprimoramento moral e intelectual desta sofrida humanidade. Chegaram ao cúmulo de taxar os espiritistas na seção de Tóxicos e Mistificações da Polícia Central, hoje Polícia Federal. Espíritas de inequívoco valor eram fichados em promiscuidade e nivelados, por igual, na ignomínia e no menosprezo dos infelizes criminosos.

Mas será que não se pode distinguir o Espiritismo das seitas afro-brasileiras? Pode-se. Basta que se consulte e se estude a obra espírita, começando-se pelos livros básicos: "O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns", "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "O Céu e o Inferno" e "A Gênese". Dá trabalho, é verdade, pois apresenta um total de 2.200 páginas, aproximadamente. No entanto, sem estudo e desejo de aprender, as pessoas desavisadas vão continuar insatisfeitas, deslocadas dentro do panorama religioso, refocilando nas camadas sombrias do baixo psiquismo.

Interessou e ainda interessa, e muito, sem razão plausível, aos católicos e evangélicos, ex-protestantes, a persistência em misturar, para confundir os mais pobres de conhecimentos religiosos, Espiritismo com essas seitas. Querem, por este meio, ganhar mais seguidores, porque a maior quantidade de adeptos dá mais lucro aos seus cofres sempre abarrotados pelo dízimo e outras imposições financeiras. Esta a realidade.

Ignorantemente, o raciocínio deles é assim: onde há manifestações de espírito, há espiritismo; logo, as práticas fetichistas da umbanda, são também práticas espíritas, porque são feitas nelas evocações dos espíritos.

Acontece, e os acusadores do Espiritismo ignoram, que a Umbanda chegou ao Brasil e generalizou-se, principalmente na Bahia, muito antes do advento do Espiritismo que se deu em 1857 (século XIX). O Africanismo, surgido com a chegada dos escravos vindos da África, data, portanto, de época muito recuada, 1530/1540 (século XVI). Uma diferença de 300 anos.

Se a mediunidade fosse elemento primordial a definir as religiões, Espiritismo, Catolicismo e Africanismo seriam uma só e mesma religião, tendo em vista que os fenômenos mediúnicos se encontram nelas, freqüentemente, ou seja, desde suas origens mais remotas. Não são poucos os padres, bispos e pastores com mediunidade, pois que esta é inerente ao ser humano, como se encontra em "O Livro dos Médiuns", cap. XIV, item 159.

De comum, entre Espiritismo e as seitas afro-católicas-brasileiras, existe o transe mediúnico, assim mesmo sob formas absolutamente diferentes, isto porque os espíritos desencarnados se manifestam em todo e qualquer lugar, desde que haja sintonia mental, ou, como queiram, afinidades morais, sociais, religiosas, culturais, científicas, artísticas, desportistas...

Precisa ficar bem claro que qualquer experiência mediúnica não é prática espírita, ainda mais quando realizada empiricamente. Confunde-se espiritualismo com Espiritismo. Destarte, todo espírita é espiritualista, mas nem todo espiritualista é espírita. Será que isto é difícil de entender? O espiritualista crê na vida do espírito, em Deus e nas penas e gozos futuros, mas o espírita, além da crença e vivência destes princípios, vai mais além, pelo fato de estudar, refletir muito e abordar, sem descanso, os fenômenos espirituais através de uma ótica científica, ética, filosófica e religiosa. Aliás, em recente senso do IBGE (estamos em 2006), os espíritas foram considerados os religiosos que mais lêem.

Mediunidade não é síntese de religião nenhuma, mas, sim, um elemento que atende as necessidades religiosas e científicas, segundo o caso.

Enquanto o Africanismo adota ritual organizado, de conformidade com tradições seculares, fundadas na crença irreal em divindades peculiares a seu culto, por este motivo são seitas, o Espiritismo é avesso à rituais, não tem forma de culto, ou seja, adoração ou homenagem à divindade. Exemplo: culto à Santíssima Trindade, à Iemanjá, a este ou àquele caboclo, orixá...

Afirmam os historiadores que os negros chegaram ao Brasil, vindos da África, entre 1530 e 1540. O Brasil, é bom lembrar aos desavisados, foi descoberto em 1500. Vinham aprisionados ou comprados aos diferentes chefes de tribos, capitães de barcos negreiros, cujo torvo comércio terminou em 1850. Aliás, foi a Inglaterra que mais explorou o tráfico de africanos, cabendo-lhe, no entanto, a mais brilhante campanha contra este nefando comércio, segundo Veiga Cabral em "Compêndio de História do Brasil". Os britânicos passaram, inclusive, a policiar os mares para evitar o tráfego negro feito pelos navios brasileiros.

Foi a Lei do Ventre Livre (1871) e a dos sexagenários (1885) que, definitivamente, prepararam o caminho para a extinção total da escravatura, em 13 de maio de 1888, quando se apagou tão vergonhosa mancha existente na nossa sociedade.

O africano trouxe, como não poderia deixar de acontecer, porque todo povo, toda raça crê em Deus, cada um a seu modo, os elementos de sua cultura. Deu-se a mesclagem cultural e religiosa. Com o passar do tempo a cultura negra começou a desfigurar-se pela perseguição que lhe foi movida pelo catolicismo. Fundiram-se, pois, três tipos diferentes na formação do Brasil: europeu, africano e aborígine. Defender pureza racial no Brasil é perda de tempo, e isto, em nosso entendimento espírita, já é um detalhe precioso para que mais tarde, exatamente no século XIX, chegasse aqui o Espiritismo com seus princípios igualitários e leis equânimes.

A mestiçagem etnológica teve repercussão psíquica inevitável na vida religiosa brasileira, não sendo exato afirmar-se que o povo brasileiro é essencialmente católico. Ele (povo) não tende para a unidade, mas para o sincretismo formado por um pouco de Africanismo, Catolicismo e também Espiritismo, este porém deturpado pelo misticismo popular e pelo interesse em abafá-lo nutrido pelas religiões dogmáticas e fanatizadas. Mais tarde, como afirma o "O Livro dos Espíritos", pergunta 798, teremos o Espiritismo com seus princípios e leis adotados, formando uma só crença. Não estaria, também, nesse fato, o dedo da Espiritualidade Superior preparando o Brasil para acolher o Espiritismo? Cremos que sim. Ela, Espiritualidade Superior, vê lá na frente, enquanto os olhares tipicamente humanos são pobres na visão desses futuros acontecimentos.

Hoje, como ontem, a umbanda da Bahia, como as macumbas do Rio, se tornaram uma mistura de elementos tomados ao Catolicismo, copiando rituais, roupas, defumadores, santos, fazem-se promessas, oferendas e cultuam-se anjos... As seitas afro-brasileiras se aproximam muito mais do Catolicismo, do que do Espiritismo, porque sofreu-lhe a influência quando aqui implantou-se.

Vejam se não há semelhanças. N. S. do Rosário sempre foi uma confraria de negros. Era a padroeira da Monarquia do Congo, nação que entre as demais, como por exemplo Angola, Regalo, Moçambique, gozava de certa ascendência. A macumba no Rio de Janeiro, o xangô na Bahia e o catimbó em Pernambuco são remanescentes das antigas mesquitas africanas. O culto de S. Jorge, principalmente no Rio de Janeiro, é um misto de catolicismo e as seitas afro-católicas-brasileiras assim como o dia de Cosme e Damião. Segue-se: S. Jorge é Ogum e S. Sebastião é Oxosse. São muito acentuados, como se vai percebendo, os traços de união entre os dois cultos, católico e o umbandista. Querem ver mais? "Orixá", ou "Oxalá", identificou-se com o Senhor do Bonfim; na Bahia; Iemanjá é N.S. da Conceição e Inhaçã é Santa Bárbara.

Que fique bem claro: Espiritismo é Espiritismo; Umbanda é Umbanda.

Para evidenciar o que afirmamos acima, fechamos este despretensioso trabalho, com palavras de Allan Kardec inseridas em "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (1864): "O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo. Ele no-lo mostra não mais como coisa sobrenatural, porém, ao contrário, como uma das forças da natureza, como a fonte de uma imensidade de fenômenos até hoje incompreendidos e, por isso, relegados para o domínio do fantástico e do maravilhoso".

Será que ainda vão, por muito tempo, continuar confundindo?

Reflexões sobre o suicídio


Reflexões sobre o suicídio


É impressionante a estatística oficiosa dando conta de que em Curitiba, a cidade onde vivemos, são cometidos 14 suicídios em média por mês, ou seja, quase um suicídio a cada dois dias.

Este número só não é maior porque os diretores dos meios de comunicação, felizmente, concluíram que o melhor é não haver divulgação, a não ser em casos excepcionais ou que, pelas circunstâncias, não possam ser omitidos, diante do efeito multiplicador que a publicação certamente provocaria.

Conquanto sejam diversas as causas alegadas para o suicídio, em bilhetes e cartas deixados pelos autores de tão tresloucado gesto, em sua maioria, porém, aparece o desgosto pela vida como o motivo determinante.

A esse propósito, na pergunta 943 de O Livro dos Espíritos, a obra basilar da Doutrina Espírita, questionou Allan Kardec, o eminente e proeminente Codificador: "Donde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos?, recebendo dos Benfeitores da Humanidade a seguinte resposta: "Efeito da ociosidade, da falta de fé e, também, da saciedade. Para aquele que usa de suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto obra com o fito da felicidade mais sólida e mais durável que o espera" (texto encontrável na página 439 da 75a edição da FEB).

Com efeito, a ociosidade é perigosa sempre, o mesmo acontecendo com a saciedade, que cria a ilusão de que, por estar aparentemente satisfeito em todos os sentidos, o indivíduo não teria mais desafios pela frente, o que significaria, em última análise, estar submetido à intolerável rotina.

De igual modo, a falta de fé pode conduzir a criatura ao despenhadeiro, já que não tem confiança, e muito menos convicção, de que a vida prossegue para sempre, a despeito da desencarnação, conclusão a que se pode chegar pelo uso da razão, especialmente se combinada com a observação dos atos e fatos do dia-a-dia.

Feliz, pois, é quem usa de suas faculdades com finalidade útil, tornando-se útil onde quer que esteja, procurando servir antes de ser servido, revelando por este modo ter plena consciência de que mais se beneficia quem melhor serve.

Todos nós renascemos com aptidões, com tendências oriundas de outras existências, remotas ou não, razão pela qual quem a elas der vazão, com naturalidade, verá que nenhum trabalho é árduo; bem ao contrário, qualquer trabalho será fonte inesgotável de satisfação, sobretudo se realizado com esmero, do melhor modo possível, com apreciável qualidade, o que se constituirá, no mínimo, em importante contributo para o equilíbrio das relações sociais.

E, convém que não esqueçamos, "Toda ocupação útil é trabalho", na enxuta e precisa definição de O Livro dos Espíritos, que se pode encontrar na resposta dada à questão número 675 (página 328 da 75a edição da FEB).

Assim, aquele que usa esses antídotos, ao alcance de todos nós, seguramente sentirá permanente alegria de viver, renovando-se a cada dia, para melhor, e seguindo em frente, sempre em frente, sem temor de qualquer espécie.

Por outro lado, não é difícil concluir que o suicida direto pretende eliminar a aflição, a vergonha, o desgosto pela vida, o problema maior, enfim, que esteja vivenciando, acreditando que por este modo estará pondo um ponto final em tudo.

Ledo engano! Que desapontamento terá depois!

Com efeito, o suicida pode pôr fim ao seu corpo material, ao seu corpo físico, que irá se decompor e transformar. Todavia, não conseguirá dar cabo de sua vida propriamente dita, à sua individualidade, uma vez que todos nós, Espíritos, seres pensantes da Criação, encarnados ou desencarnados, somos imortais. Depois de criados passamos a ser eternos, tendo uma única vida, desdobrada em inúmeras existências, cujo destino final é a perfeição relativa e a felicidade suprema.

Como as leis da Natureza são perfeitas, e por esta razão imutáveis, a brusca interrupção da vida física praticada pelo suicida, que não teve coragem e resignação suficientes para prosseguir, independentemente das dificuldades que encontrou pelo caminho, comuns a todos nós, deverá ser reparada, por ele, exclusiva e intransferivelmente, sofrendo expiação proporcional ao ato, à sua gravidade e demais circunstâncias.

Nem poderia ser diferente, uma vez que ninguém, exceto Deus, tem o direito de dispor sobre a vida.

Entretanto, não obstante o insano gesto, terá ele, com certeza, novas oportunidades para corrigir os erros, males e equívocos cometidos, porquanto sempre é possível recomeçar, eis que não há nas Leis Divinas ou Naturais condenação irremissível. Por mais hediondo que seja o crime, por maior insanidade de que se revista o ato, a reparação será sempre possível porque tendemos todos para a perfeição, que se constrói gradualmente, devagarinho, a pouco e pouco, a exemplo do que acontece com a própria Natureza, que não dá saltos.

Neste passo, interessante reproduzir a questão 950 de O Livro dos Espíritos: "Que pensar daquele que se mata, na esperança de chegar mais depressa a uma vida melhor?, que obteve a seguinte e lúcida resposta dos Espíritos Superiores: "Outra loucura! Que faça o bem e mais certo estará de lá chegar, pois, matando-se, retarda a sua entrada num mundo melhor e terá que pedir lhe seja permitido voltar, para concluir a vida a que pôs termo sob o influxo de uma idéia falsa. Uma falta, seja qual for, jamais abre a ninguém o santuário dos eleitos" (página 441 da edição da FEB, antes citada).

Por derradeiro, nestas rápidas observações sobre tema tão complexo quão penoso, vale relembrar que há também o suicídio indireto, que pode decorrer da gula, da ingestão de bebidas alcoólicas, do uso do tabaco em suas variadas formas, da exposição voluntária a riscos desnecessários (de que são exemplos as corridas de automóveis e de motocicletas), etc., cumprindo dizer, ainda, que o suicídio indireto também pode decorrer de viciações morais.

Pelo exposto, pode-se desde logo extrair inarredável conclusão: a prática do Bem é um excelente remédio para todos os males!

COMA

Visão Espírita sobre COMA e Experiência de Quase Morte - EQM


O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. A união da alma, do perispírito e do corpo material, constitui o homem. Separados do corpo, a alma e o perispírito constituem o ser denominado Espírito (O que é o Espiritismo - Allan Kardec)

Trazendo conceitos novos e mais aprofundados sobre o homem e tudo que o cerca, o Espiritismo revela a existência de fatos que tocam todas as áreas do conhecimento, atividades e comportamentos humanos, os quais podem e devem ser livremente estudados, analisados e praticados em todos os aspectos fundamentais da vida: científico, filosófico, religioso.


Visão Espírita sobre COMA e Experiência de Quase Morte - EQM

Quando um paciente está em estado de COMA, é uma situação parecida com a do sono, em O Livro dos Espíritos, os Espíritos Superiores nos esclarecem que durante o sono a alma se liberta parcialmente do corpo. Quando dorme, o homem se acha por algum tempo no estado em que ficará permanentemente depois que morre, mas nesse caso ainda ligado ao corpo pelos laços fluídicos ou energéticos, que pode se aplicar no caso do coma também, apenas o corpo está paralisado, o espírito se encontra parcialmente liberto ou seja o complexo Espírito e Perispírito (que é o laço de união entre o espírito e a matéria, também conhecido como corpo fluídico ou corpo espiritual) podem estar distantes do corpo físico, mas fica a ele ligado por um laço fluídico.

Muitos perguntam onde fica o espírito durante o COMA e o Espiritismo nos esclarece que sempre depende do grau evolutivo de cada um, se ele for apegado em demasia ao mundo material, ao seu corpo, aos seus bens, ele ficará jungido ao corpo, mas se for um espírito mais elevado, enquanto seu corpo é tratado, ele poderá se deslocar pelas dimensões espirituais (mundo astral) do espaço infinito, visitando lugares e espíritos afins, mas estará sempre ligado a seu corpo pelo cordão fluídico, enquanto seu corpo tiver vida orgânica.

Se familiares, amigos ou médicos conversarem com o paciente em estado de COMA, muitos terão a capacidade de ouvir e ver, sem contudo ter a capacidade de dar a resposta, mas em alguns casos quando é permitido pela Espiritualidade Superior, poderão estes espíritos comunicar-se através de um médium (pessoa que pode servir de intermediária entre os espíritos e os homens) em uma sessão mediúnica, no centro espírita e ali relatar tudo o que está sentindo neste estado de coma ou ainda comunicar-se via pensamento ou intuição com aqueles que estão ao seu redor e tem esta sensibilidade mediúnica, e transmitir assim seus recados.

A Experiência de quase morte (EQM) é mais uma oportunidade divina, é um chamamento de Deus para uma correção de rota, ou seja uma chance oferecida para alguns, de reflexão sobre suas vidas, sobre o que realizaram ou deixaram de fazer. As pessoas que passam por uma EQM, trazem na mente um novo sentido para a vida, refletem de como melhor aplicar as potencialidades divinas. Conforme as pesquisas 85% dos que passaram pela EQM, tem experiências positivas, isto é um grande aprendizado para o Espírito que a sofre, e dos familiares que vivenciam a possibilidade do desencarne (morte do corpo físico) deste familiar.

Seus relatos guardam entre si pontos em comum: sentem uma sensação de paz e de calma, tem a percepção de uma luz brilhante, tem a sensação de estar fora do corpo, visão de um túnel, visão e contato com os espíritos.

Na área das pesquisas, o Dr. Raymond A. Moody JR, conduziu um estudo envolvendo mais de uma centena de indivíduos que experimentaram a morte clínica e reviveram. Os relatos de suas experiências são espantosamente semelhantes em seus detalhes e fornecem uma prova incontestável da sobrevivência do espírito humano depois da morte.

Em A Vida Depois da Vida – livro lançado nos Estados Unidos no ano de 1975, que já superou a casa dos treze milhões de exemplares – as pesquisas de Moody se complementam em considerações que se aprofundam, num fascinante estudo que amplia os horizontes da humanidade. Seu trabalho pioneiro foi marcante: hoje, inúmeras faculdades de medicina norte-americanas promovem cursos sobre os aspectos espirituais da morte. Ele é Autoridade mundialmente reconhecida no estudo de experiências de quase-morte.

Há muitos encontros médico-espíritas sendo realizados em todo o Brasil e também no exterior, e cada vez mais a ciência vem buscando através de muitas pesquisas realizadas entender que o homem é um "ser espiritual" é um novo paradigma que propõe reconhecer o ser humano como espírito e matéria.



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