terça-feira, 25 de maio de 2010

Protestantismo


As Manchas de Malta e do Protestantismo

Postado em 21 de maio de 2010 por Vanderlúcio Souza

Li esse artigo e achei muito interessante, apesar de ser longo vale a pena uma leitura completa de seu conteúdo.

Por José Everaldo R. Filho

Senado Magno Malta

A OAB seccional Alagoas abriu processo junto à corregedoria do Senado federal contra abuso de autoridade do senador Magno Malta, pastor evangélico, membro da Igreja Assembléia de Deus que se apresentou à imprensa e sociedade alagoana como o mais puro dos homens e investido até com a autoridade divina para punir com humilhação pública padres católicos. Impediu o acesso dos advogados no auditório onde fez as audições, coagiu com ameaças os investigados e outras testemunhas, além de tornar pública uma investigação que era sigilosa, sob o pretexto de averiguar se as leis penais e processuais penais estavam sendo respeitadas pelos agentes públicos envolvidos.

O foco da imprensa fitou de tal forma no caso, que obscureceu alguns fatos deploráveis que mancham a vida do senador dito égide da moralidade pública. Em agosto de 2006, foi aberto um processo contra Magno Malta sob a acusação de que recebera um carro da empresa Planam – empresa que fornecia ambulâncias superfaturadas às prefeituras, com emendas parlamentares do empresário Luiz Antônio Vedoin – para viajar com sua banda gospel “Tempero do Mundo” em troca da promessa de apresentar uma emenda no valor de R$ 1 milhão a favor da Planam.

Em depoimento ao Conselho de Ética, Darci Vedoin, pai de Luiz Antônio, confirmou ter encontrado o senador para discutir o assunto. Naquele período, o segundo suplente do senador Nilis Castberg “assessorava” secretamente o conselho de ética, depois que veio a tona abandonou o cargo para virar secretário de Defesa Social do município de São Mateus (ES), cargo que apareceu miraculosamente.

Gastos em Dubai

Na quinta-feira dia 09 de julho de 2009, a administração do senado investigou um ato de improbidade do senador, pois usando os recursos públicos foi com um assessor José Augusto Santana para a Índia a fim de participar de um evento contra a pornografia infantil, porém resolveram descansar um pouco em Dubai (Emirados Árabes) segundo reportagem do jornal “Correio Braziliense”. Passaram quatro dias de folga, num hotel de luxo, numa viagem oficial autorizada apenas para a Índia, em dezembro. Conseguiram autorização para receber diárias de 1 a 8 de dezembro no valor de R$ 7.200, para cada um sem compromissos oficiais. O assessor de Malta gastou R$ 4.000 em ligações com telefone celular corporativo ao longo da viagem entre a Índia e os Emirados Árabes –inclusive no período em que esteve em Dubai.
Porém, além desta mancha não explicada pelo Senador, outro fato me indaga: Por que o mesmo alarde e show pirotécnico não foram usados nos casos de pedofilia em relação aos pastores pedófilos. O caso do pastor Carlos Roberto Batista, de 28 anos, que da Igreja Pentecostal “Brasil Para Cristo”, preso em flagrante delito por policiais num Fiat Siena verde na esquina da Rua Martino Rota com a Rua Daniel Berger. Na ocasião um adolescente de 14 anos, que estava agachado no colo de Carlos Roberto. Ao ser indagado pelos policiais sobre o que estava ocorrendo, o adolescente disse que estava fazendo sexo oral em Carlos, pois este o havia abordado e, intimando-o com uma faca, obrigando-o a entrar no carro e praticar os atos libidinosos. O pastor negou tal versão, mas além da faca ter sido encontrada no carro, havia esperma na roupa do garoto.

Pastor abusa de adolescente

O caso do pastor o pastor evangélico Antônio Hilário Filho, 53, preso em Marcelândia, a 253 km de Cuiabá, acusado de abusar de pelo menos sete garotos de 13 a 15 anos, a informação é do portal G1. Em meados de 2006, uma garota de 14 anos apaixonou-se pelo filho do Pastor José Leonardo Sardinha da Igreja Assembléia de Deus Ministério Plenitude. Como o rapaz não se interessava pela garota, o Pastor abordou-a dizendo que recebera uma mensagem divina: se ela oferecesse um sacrifício como Abraão teria o favor divino. O sacrifício seria ter relações sexuais com ele por três vezes. A garota ficou frustrada, pois seu sacrifício não despertou o interesse do rapaz. O Pastor foi condenado por estupro e atentado violento ao pudor.
No dia 21 de março de 2001, em Salvador, depois de abusar sexualmente de Lucas, um garoto de 14 anos, o pastor Sílvio Roberto Santos Galiza, 26, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), colocou-o dentro de um caixote de madeira e pôs fogo. O menino foi queimado vivo. O bispo Fernando Aparecido da Silva e o pastor Joel Miranda também foram acusados pelo assassinato. Até a presente data a Igreja não tomou conhecimento do crime perverso. O Pastor foi condenado por abuso sexual e assassinato. O pastor Laercio Eugênio, 53, da Assembléia de Deus, assumiu que tinha, sim, engravidado a garota de 14 anos. Mas não se tratou de violência sexual, afirmou, que a gravidez da menina foi uma “promessa de Deus”. As informações são do jornal Zero Hora (ZH). Há mais de 50 casos como estes estão divulgados na Internet, fora os casos que são abafados.
A resposta para a indagação só pode ser uma: interesse político. Os eleitores do senador são os evangélicos e perseguindo tais casos ele viria a perder sua clientela. Não queremos a absolvição dos padres de Arapiraca, a justiça deve ser feita, condenamos sim o procedimento do ato público que infringiu vários mandatos constitucionais e vilipendiou direitos fundamentais da pessoa humana.

terça-feira, 18 de maio de 2010

MUNDOS SUPERIORES ****************************




MUNDOS SUPERIORES

Poderíeis falar do estado das almas encarnadas em mundos superiores ao nosso?

“Tomo como comparação com o vosso, um mundo sensivelmente mais adiantado, onde a crença em Deus, na imortalidade da alma, na sucessão das existências para chegar à perfeição são outras tantas verdades reconhecidas e compreendidas por todos, onde a comunicação dos seres corpóreos com o mundo oculto é, por isso mesmo, muito fácil. Os seres ali são menos materiais que em vossa Terra e não sujeitos a todas as necessidades que vos pesam; formam a transição entre os corpóreos e os incorpóreos. Lá não há barreiras separando povos, nem guerras; todos vivem em paz, praticando entre si a caridade e a verdadeira fraternidade; as leis humanas ali são inúteis; cada um leva consigo a consciência, que é o seu tribunal. Ali o mal é raro e ainda esse mal seria quase o bem para vós. Em relação a vós eles seriam perfeitos, mas ainda estão longe da perfeição de Deus; ainda lhe são necessárias várias encarnações em diversas terras, para completarem a purificação. Aquele que na Terra vos parece perfeito seria considerado como um revoltado e um criminoso no mundo de que vos falo. Vossos maiores sábios ali seriam os últimos ignorantes.

Nos mundos superiores as produções da natureza nada têm de comum com as do vosso globo. Tudo ali é apropriado à organização menos material dos habitantes. Não é pelo suor do rosto e pelo trabalho material que tiram o alimento. O solo produz naturalmente o que lhes é necessário. Contudo não estão inativos. Suas ocupações são bem outras que as vossas. Não tendo que prover as necessidades do corpo, provêem as do Espírito; compreendendo cada um porque foi criado, está positivamente seguro de seu futuro e trabalha sem desânimo o seu próprio melhoramento e a purificação de sua alma.

A morte ali é considerada um benefício. O dia em que a alma deixa o seu invólucro é um dia feliz. Sabe-se aonde se vai. Passa-se primeiro, para ir mais longe esperar os pais, os amigos e os Espíritos simpáticos, deixados para trás.

Terra de paz, morada feliz, onde as vicissitudes da vida material são desconhecidas; onde a tranqüilidade da alma nem é perturbada pela ambição, nem pela sede de riquezas; felizes os que a habitam! Eles tocam o fim que perseguem há tantos séculos; vêem, sabem, compreendem; alegram-se em pensar no futuro que os espera, e trabalham com mais ardor para chegar mais prontamente”. (Um Espírito Protetor - Revista Espírita de 1864).

FAMÍLIA


FAMÍLIA

"Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual." (Item 8, no Cap. XIV, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo").

De todas as associações existentes na Terra - excetuando naturalmente a Humanidade - nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família.

De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual.

Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da Vida Superior.

Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas da procriação.

Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior, de vez que todos nós integramos grupos afins.

Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo. De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas Superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.

A parentela no Planeta faz-se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima.

Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos, para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino.

Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para mais amplos conceitos de vivência coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma.

Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor. (Espírito de Emmanuel - Obra: Vida e Sexo - Chico Xavier)

A HUMANIDADE


A HUMANIDADE

A Humanidade caminha sempre. Parece que a frase dirigida por Cristo a Lázaro, havia sido proferida por Deus aos primeiros Espíritos que migraram para a Terra.


Encerra toda a missão da Humanidade. Nela se contém toda a sua história, todo o seu destino.

Deus, ao ter aberto as portas desse mundo aos primeiros Espíritos, deve ter-lhes dito - nasçam e avancem. Venham do Ignoto e caminhem para a Perfectibilidade.

E a Humanidade, de então até hoje, tem caminhado, ora vagarosamente ora vertiginosamente, ora por sobre caminhos retos e lisos, numa serenidade olímpica, numa tranqüilidade solene, numa grandeza divina; ora correndo, saltando, rastejando, galgando precipícios, atravessando atalhos, ruindo obstáculos, destruindo barreiras, na vertigem da celeridade, na fúria da loucura, e, por vezes, na irresponsabilidade da demência.

Caminha assim para cumprir a sentença que da vontade suprema sobre ela caiu com as primeiras lufadas de ar terreno, com os primeiros raios da luz solar.

Podem fazer-se, às vezes, durante séculos, como durante dias, represas ao seu caminhar, como se fazem diques aos rios caudalosos; mas esses frágeis anteparos que a arte do homem cria para obstar a marcha da evolução, como a marcha das torrentes, não têm outro poder que o de avolumar, pela retenção provisória, o vulto e a força do que quer impedir, fazendo-a ganhar, pela precipitação e pela violência, com que pouco depois destrói, fragmenta, aniquila o obstáculo frágil, o tempo e o espaço momentaneamente perdidos.

Arrasado o obstáculo, arroja-se célere, impetuosa, avassaladora, nivelando, destruindo, numa fúria de liberdade, numa ânsia de vastidão, que apavora e deslumbra, que encanta e esmaga o observador sereno, livre, desapaixonado, que de sobre o cume iluminado da justiça, através da história e da verdade, examine esse espetáculo grandioso e terrível do vencido a aniquilar o vencedor; da natureza a dominar a arte; do destino a impulsionar o homem.

Os acontecimentos na Humanidade não devem nunca considerar-se isoladamente.

Da evolução geral da Humanidade não pode desintegrar-se nenhum fragmento. Não se deve abandonar o todo para se considerar a parte.

Todos os acontecimentos, todos os acidentes, quer atuem na vida do globo, quer influam na vida do homem; quer tenham a grandeza ciclópica das catástrofes mundiais, que a pequenez do aniquilamento de vidas humanas, desenham e vincam a estrada ininterrupta, sinuosa, que houve de percorrer-se, para se chegar onde estamos, desde que sobre o espírito do homem caiu a sentença divina: - surge et ambula. A luta contra os frios, a dominação dos frios; a luta contra as feras, a destruição das feras; a luta contra as florestas, o desaparecimento das florestas; a luta contra as águas, o vencimento das águas; a luta contra os ventos, a subjugação dos ventos; a luta pela conquista do fogo, a posse do fogo; a luta contra os animais, a domesticidade dos animais; a luta contra o raio, o domínio sobre o raio; a descoberta da eletricidade, o aproveitamento da eletricidade; o estudo dos sons, a harmonia dos sons; a construção da palavra, a grandeza da palavra; a elaboração das idéias, o fecundante poder das idéias; a constituição da família, a constituição da sociedade, a conquista da liberdade, o esplendor das artes, a maravilha das ciências; tudo isso que constitui a herança do homem, ligada e aumentada ininterruptamente de geração em geração, visto no detalhe de cada coisa, pode ter manchas, desigualdades, fraquezas; pode ter custado crimes pelo preço de virtudes; pode ter sido construído, a pedaços, argamassados em sangue; pode representar atentados monstruosos contra a justiça, contra o direito, contra a vida; mas visto no seu conjunto, na grandeza empolgante da sua uniformidade, no resultado final do trabalho humano, nesse bloco enorme, prodigioso que as gerações têm vindo rolando até nós, dá a impressão do assombro, o deslumbramento da superioridade, que há de evocar ao espírito do observador a idéia avassalante de que, para guiar o homem através desse labirinto de lutas, eriçado de obstáculos, semeado de abismos, povoado de incertezas, com o desconhecido em frente, o mistério por futuro, a ignorância por carga e por companheira a dor, é indispensável haver um fio inquebrável, um princípio divino, uma lei imutável, uma energia suprema, que só podia emanar de Deus.

O homem, como a Humanidade, tem manchas que o enegrecem e luz que o ilumina, adquiridas na trágica elaboração da sua vida. Da sua vida de dias, da sua vida de séculos, da sua vida de sempre.

As manchas são o escuro, e o escuro criou-o Deus para que nele se não visse.

A luz é que guia, fertiliza e ilumina. A luz é que se vê e deixa ver. A luz é que aquece, vivifica e produz. A luz descobre, a luz purifica. A luz é o dia, a luz é a vida.

O escuro só se vê onde está, e cega quem o vê. A luz caminha através dos cérebros, através dos tempos, como através do espaço e através dos mundos.

As manchas da Humanidade, como as do homem, ficam onde se criaram; e para as enxergar é indispensável procurá-las, descobri-las. Para as destruir e apagar é que se tem vindo lutando incessantemente.

Há uma força, que constitui uma potência luminosa, e vem, de sempre, jorrando luz aos feixes, sobre os escuros da Humanidade. Vem cauterizando as chagas, aperfeiçoando os princípios, dignificando os caracteres.

Essa força, essa luz, que como Pactolo1 carreja2 ouro nas suas ondas, chama-se Evolução.

A evolução é a deusa que preside aos destinos da Humanidade. É ela quem lhe regula os passos, quem lhe desimpede o caminho, quem lhe ensina o progresso e quem lhe entesoura o saber. O laço que ata umas às outras as vidas do homem, é alma; o laço que prende todos os atos da vida coletiva da Humanidade, é a Evolução. É a base das civilizações; é a força propulsora do progresso eterno. A evolução é a alma social.

A evolução, sendo o produto do trabalho do homem, é o influxo da vontade divina.

É a causa irresistível que o impulsiona para avante; é o quid3 misterioso, abstrato, intangível, que estabelece e desenvolve permanentemente, no espírito humano, o desejo, sempre insaciado de ir mais além; de saber mais, de adquirir mais e de mais amar.

Cada nome consagrado na história da Humanidade, representa um fato, uma conquista, um direito, um valor. Nada no mundo é perdido.

Todo esforço tem a sua utilidade; toda dor tem a sua compensação.

Ao examinar-se o percurso do homem, não pode deixar-se de se lhe reconhecer um destino, de se lhe supor uma missão.

Quem lha impôs? O Acaso?

Mas que é o Acaso?

É este um enigma que nenhum Édipo conseguirá decifrar; uma interrogação a que nenhum sábio saberá responder.

O acaso é a força inteligente que tudo rege; é a origem providencial de onde tudo mana. O acaso é uma palavra; debaixo dessa palavra está uma incógnita.

Os crentes chamam a essa incógnita Deus; os ecléticos, Providência; os fatalistas, Destino; os descrentes, Lei.

Cada um, a seu turno, busca uma idéia que lhe satisfaça o raciocínio, que lhe explique o que é de natureza inexplicável. Joga com palavras, joga com idéias, mas não ilude a nudez, a brutalidade, do fato a que obedece sem conhecer.

Esse fato é a Causa. Obedece-lhe, como um átomo de pó obedece ao furacão que o impele. A causa, é a mola oculta, que aciona a vida Universal.

Querer saber de que dinâmica vem a energia a essa mola, é querer conhecer o incognoscível. Se não se conhece a origem, conhece-se, entretanto, o efeito.

O homem deve regular os seus atos pela eterna lição que a Natureza lhe dá.

Todos os fatos de que o Destino é o regulador surgem só na hora própria. Tudo tem a sua função e o seu lugar, como uma peça de relojoaria; tudo tem o seu momento, eternamente fixado, como a hora da maré.

A vida coletiva da Humanidade, na parte espontânea da evolução, tem essa hora. Se a não aproveita e a deixa fugir, tem de correr para a apanhar; se lhe passa à frente, tem de esperá-la. A lei evolutiva é a trajetória tranqüila, é a ação lenta, mas firme. Sabe o que quer e para onde caminha. Não se apressa, mas não se demora.

Quando a Humanidade, pelo seu esforço, pretende contrariar essa marcha majestosa, entra na revolução. Faz a revolução para caminhar, faz a revolução para parar, faz a revolução para retroceder. A revolução é o solavanco, é o arbítrio. A revolução destrói o movimento isocrônico4 e mecânico da sociedade.

Agita para adquirir, agita para conservar, agita para destruir. Na revolução não há leis; mas a revolução obedece, muitas vezes, a um fatalismo histórico, a uma necessidade humana. Toda ação que desequilibre, toda que precipite, é uma revolução.

Há revoluções benéficas, há revoluções luminosas, como há revoluções que são cataclismos, e revoluções que são uma noite escura.

Há as que destroem masmorras, há as que erguem cadafalsos; há as que quebram grilhões, há as que fazem a escravidão. Umas projetam clarões, formam sóis que ficam a iluminar o mundo; outras queimam corpos, cegam consciências, encarceram o pensamento, fazem a escuridão.

(Espírito de Victor Hugo - Médium: Fernando Lacerda - Obra: Do País da Luz - 3)

Notas do compilador: 1 - Pactolo: grande riqueza inexplorada; 2 - carreja: arrasta, conduz; 3 - quid: que; 4 - isocrônico ou isócrono: de duração igual (as pequenas oscilações de um pêndulo são isócronas).

sexta-feira, 14 de maio de 2010

DEUS É TUDO

Deus existe? por Albert Einstein

einstein_deus

Este artigo se refere à um suposto debate entre Albert Einstein e um professor de uma Universidade de Berlim, onde Einstein nem foi aluno, mas sim professor por volta de 1914.

Ao ler esse artigo (na verdade o que vi foi um filme no YouTube), achei-o bastante interessante, mesmo não acreditando que tal idéia (bastante inocente, por sinal) houvesse partido de um físico tão importante para a humanidade como foi e ainda é Albert Einstein, porém, também não se pode esquecer que o grande cientísta era também um humanista judeu e acreditava sim em Deus.

Após receber o comentário do Everton sobre a originalidade desse artigo, achei melhor não retirá-lo, mas sim, deixar a seu critério acreditar se essa idéia partiu de Einstein ou não e se ela lhe serve de algum modo. A mim, o que vale aqui, não é a autoria do mesmo, mas sim seu conteúdo.

Editando novamente o texto, quero reafirmar que não conhecemos o verdadeiro autor do mesmo (já ficou claro, isso) e que nos disponibilizamos a dar os créditos à quem comprovar sua autoria. Não desejamos, em momento algum nos promover, mas sim trazer novamente à tona a imagem do Deus do Bem e do Amor, independente de religião ou crença.

Alemanha
Inicio do século 20

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?”

Um aluno respondeu valentemente:
“Sim, Ele criou.”

“Deus criou tudo?”
Perguntou novamente o professor.
“Sim senhor”, respondeu o jovem.

O professor respondeu,
“Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?”

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.

Outro estudante levantou a mão e disse:
“Posso fazer uma pergunta, professor?”

“Lógico.” Foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:
“Professor, o frio existe?”

“Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?”

O rapaz respondeu:
“De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.
O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor”

“E, existe a escuridão?”
Continuou o estudante.
O professor respondeu: “Existe.”

O estudante respondeu:
“Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz.
A luz pode-se estudar, a escuridão não!
Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas.
A escuridão não!
Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?
Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
“Senhor, o mal existe?”

O professor respondeu:
“Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.”

E o estudante respondeu:
“O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.
Deus não criou o mal.
Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz.
O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações.
É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.”

Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado…

Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?

E ele respondeu:
“ALBERT EINSTEIN.”

A Rainha dos Anjos



A Rainha dos Anjos



A alvorada desdobrava o seu formoso leque de luz quando aquela alma eleita se elevou da Terra, onde tantas vezes chorara de júbilo, de saudade e de esperança.
Não mais via seu filho bem-amado, que certamente a esperaria, com as boas-vindas, no seu reino de amor; mas, extensas multidões de entidades angélicas a cercavam cantando hinos de glorificação.

Experimentando a sensação de se estar afastando do mundo, desejou rever a Galiléia com os seus sítios preteridos.
Bastou a manifestação de sua vontade para que a conduzissem à região do lago de Genesaré, de maravilhosa beleza.
Reviu todos os quadros do apostolado de seu filho e, só agora, observando do alto a paisagem, notava que o Tiberíades, em seus contornos suaves, apresentava a forma quase perfeita de um alaúde.

Lembrou-se, então, de que naquele instrumento da Natureza Jesus cantara o mais belo poema de vida e amor, em homenagem a Deus e à humanidade.
Aquelas águas mansas, filhas do Jordão marulhoso e calmo, haviam sido as cordas sonoras do cântico evangélico.

Dulcíssimas alegrias lhe invadiam o coração e já a caravana espiritual se dispunha a partir, quando Maria se lembrou dos discípulos perseguidos pela crueldade do mundo e desejou abraçar os que ficariam no vale das sombras, à espera das claridades definitivas do Reino de Deus.

Emitindo esse pensamento, imprimiu novo impulso ás multidões espirituais que a seguiam de perto.



Em poucos instantes, seu olhar divisava uma cidade soberba e maravilhosa, espalhada sobre colinas enfeitadas de carros e monumentos que lhe provocavam assombro.
Os mármores mais ricos esplendiam nas magnificentes vias públicas, onde as liteiras patrícias passavam sem cessar, exibindo pedrarias e peles, sustentadas por misérrimos escravos.

Mais alguns momentos e seu olhar descobria outra multidão guardada a ferros em escuros calabouços.
Penetrou os sombrios cárceres do Esquilino, onde centenas de rostos amargurados retratavam padecimentos atrozes.
Os condenados experimentaram no coração um consolo desconhecido.



Maria se aproximou de um a um, participou de suas angústias e orou com as suas preces, cheias de sofrimento e confiança.
Sentiu-se mãe daquela assembléia de torturados pela injustiça do mundo.
Espalhou a caridade misericordiosa de seu espírito entre aquelas fisionomias pálidas e tristes.

Eram anciãos que confiavam no Cristo, mulheres que por ele haviam desprezado conforto do lar, jovens que depunham no Evangelho do Reino toda a sua esperança.

Maria aliviou-lhes o coração e, antes de partir, sinceramente desejou deixar-lhes nos espíritos abatidos uma lembrança perene.

Que possuía para lhes dar?
Deveria suplicar a Deus para eles a liberdade?!

Mas, Jesus ensinara que com ele todo jugo é suave e todo fardo seria leve, parecendo-lhe melhor a escravidão com Deus do que a falsa liberdade nos desvãos do mundo.

Recordou que seu filho deixara a força da ORAÇÃO como um poder incontrastável entre os discípulos amados.

Então, rogou ao Céu que lhe desse a possibilidade de deixar entre os cristãos oprimidos a força da alegria.
Foi quando, aproximando-se de uma jovem encarcerada, de rosto descarnado e macilento, lhe disse ao ouvido:

— “Canta, minha filha! Tenhamos bom ânimo!...
Convertamos as nossas dores da Terra em alegrias para o Céu!..”

A triste prisioneira nunca saberia compreender o porquê da emotividade que lhe fez vibrar subitamente o coração.

De olhos extáticos, contemplando o firmamento luminoso, através das grades poderosas, ignorando a razão de sua alegria, cantou um hino de profundo e enternecido amor a Jesus, em que traduzia a sua gratidão pelas dores que lhe eram enviadas, transformando todas as suas amarguras em consoladoras rimas de júbilo e esperança.
Daí a instantes, seu canto melodioso era acompanhado pelas centenas de vozes dos que choravam no cárcere, aguardando o glorioso testemunho.

Logo, a caravana majestosa conduziu ao Reino do Mestre a bendita entre as mulheres e, desde esse dia, nos tormentos mais duros, os discípulos de Jesus têm cantado na Terra, exprimindo o seu bom ânimo e a sua alegria, guardando a suave herança de nossa Mãe Santíssima.

Por essa razão, irmãos meus, quando ouvirdes o cântico nos templos das diversas famílias religiosas do Cristianismo, não vos esqueçais de fazer no coração um brando silêncio, para que a Rosa Mística de Nazaré
espalhe aí o seu perfume!

domingo, 2 de maio de 2010

Amor e luz



Amor e luz

Abençoadas sejam as mãos que, em memória de Jesus, espalham no Natal a prata e o ouro, diminuindo a miséria e a necessidade, a fome e a nudez! . .
Entretanto, se não forem iluminadas pelo amor que ajuda sempre, esses flagelos voltarão amanhã, como a erva daninha que espreita a ausência do lavrador
Não retenhas, assim, a riqueza do coração que podes dar, tanto quanto o maior potentado da Terra!
Deixa que a manjedoura de tua alma se abra, feliz, ao Soberano Celeste, para que a luz te banhe a vida
Com Ele, estenderás o coração onde estiveres, seja para trocar um pensamento compassivo com a palavra escura e áspera ou para adubar uma semente de esperança, onde a aflição mantém o deserto!
Com Ele, inflamarás de júbilo os olhos de algum menino triste e desamparado e uma simples criança, arrebatada hoje ao vendaval, pode amanhã ser o consolo da multidão...
Com Ele, podes oferecer a bênção da tolerância aos que trabalham contigo, transformando o altar de teu coração em altar de Deus !..
Que tesouro celeste pagará o gesto de compreensão no caminho empedrado, o sorriso luminoso da bondade no espinheiro da sombra e a oração do carinho e do entendimento no instante da morte ?
Natal no mundo é a epopéia do reconhecimento ao Senhor
Natal no espírito é a comunhão com Ele próprio
Ainda que te encontres em plena solidão na manjedoura do infortúnio, sai de ti mesmo e reparte com alguém o Dom inefável de tua fé
Lembra-te de que Ele, em brilhando na manjedoura, tinha consigo apenas o amor a desfazer-se em humildade, e, em agonizando na cruz, possuía apenas o coração, a desfazer-se em renúncia..
Mas, usando tão somente o coração e o amor, sem uma pedra onde repousar a cabeça, converte-se no Salvador do Mundo, e, embora coroado de espinhos, fez-se o Rei das Nações para sempre